Calm
1 Calm - Capítulo Único
Notas iniciais
Waverly bateu na porta do quarto antes de abri-la e pôr a cabeça para dentro.
— Posso entrar?
— Claro.
Ela fechou a porta colocando o corpo inteiro para dentro do quarto, caminhou até a cama onde Nicole repousava e abriu um grande sorriso.
— Como está a minha Oficial favorita? — Perguntou sentando-se na cama ao lado da ruiva.
— Sobrevivendo a mais um dia comum em Purgatory. — Nicole se ergue aproximando o rosto da namorada, lhe dá um selinho e depois se encosta novamente no travesseiro — Ainda não consigo acreditar que toda essa coisa de demônios é mesmo real, e Dolls queria me deixar de fora. De qualquer maneira, fico feliz por saber de tudo agora.
— Sobre isso... — Waverly faz uma careta.
— O que? Tem mais?!
A morena ri divertida e deita-se aconchegando ao lado da namorada na cama. Waverly conta tudo, ela sabe que pode confiar na ruiva e além do mais agora que havia descoberto que a amava — mesmo que ainda não houvesse contado a mesma — não a deixaria de fora de nenhum detalhe de sua vida conturbada. Ela contou sobre a maldição dos Earp’s, sobre como passou metade de sua vida estudando demônios e outros seres sobrenaturais, sobre a Pacificadora, sobre sua irmã mais velha — que havia sido dada como morta e depois haviam descoberto que ela estava viva —, e finalmente contou sobre sua mais nova descoberta, a que havia feito quando tentou convencer Bobo a libertar Willa, contou que ele havia lhe dito que ela não era uma Earp, farto este que ela não havia a mais ninguém, nem mesmo Wynonna, somente a Nicole. Ela sentiu que sua namorada era a única que poderia entende-la no momento.
Após contar tudo elas continuaram a conversar. Haught ainda não havia processado muito bem toda a informação que recebera, mas tentava parecer compreender a morena. Ela lhe contava histórias engraçadas enquanto Waverly lhe contava sobre as experiências de quase morte que tivera nos últimos meses desde que Wynonna havia retornado, e Nicole reclamava que ela sempre ganharia dela por ter histórias mais emocionantes. Tentava faze-la não se preocupar com o que Bobo lhe dissera, mesmo sabendo que sendo Waverly ela não sossegaria até encontrar as respostas que procurava.
Quando não haviam mais histórias a serem contadas elas ficaram em silencio. Nicole tinha seu braço em volta da cintura da mais baixa enquanto esta tinha sua cabeça apoiada no ombro da mais alta. Em meio a toda confusão, Haught sendo baleada e fatos a serem esclarecidos, Waverly quase se esqueceu de dizer algo importante, algo que a fez sair determinada de casa até o hospital para confessar a Nicole.
— Nicole. — Sussurrou baixo, ouviu um murmuro vindo da policial que logo se virou para olha-la nos olhos.
— Sim, Wav.
A mais baixa respirou fundo, ela já havia dito antes, mas apenas em um sussurro para sua irmã — em uma situação de vida ou morte.
— Eu te amo.
— Eu sei. Ouvi você sussurrando na delegacia antes da sua irmã mais velha e doida atirar em mim. — Waverly fez uma careta de indignação e depois sorriu, o que Nicole achou super fofo — E eu também te amo. — Disse corando e fechando os olhos — Desculpa, é que é meio difícil pra mim falar sobre sentimentos.
Waverly a beijou fazendo-a relaxar. O beijo era urgente e ao mesmo tempo delicado, ambas queriam capturar aquele momento onde haviam se declarado. Elas sabiam que o que quer de ruim que pudesse acontecer pelo menos elas teriam uma a outra. A partir de agora elas sempre teriam uma a outra.
Logo Waverly estava novamente deitada sobre sua namorada. Ela podia sentir a respiração calma da ruiva bater em sua testa. Era um momento só delas. Um momento calmo. Aquilo fazia a garçonete desejar que todos os momentos fossem assim, calmos, sem que fosse preciso estar caçando e matando demônios ou correndo por suas vidas todos os dias. Ela apenas queria estar ali, nos braços seguros de Nicole.
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