Call me when you're sober
10 My Immortal
Notas iniciais
“When you cried, I'd wipe away all of your tears
When you'd scream, I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have all of me”
O garoto chegou em casa, passou pela sala, subiu as escadas e entrou em seu quarto novamente. Regina estava cozinhando mas percebeu a movimentação rápida. Olhou para Emma que cortava alguns tomates na bancada, e com um olhar de desconfiança indagou – Por acaso você sabe o que o seu filho anda aprontando?
— Ótimo, quando ele está estranho, é meu filho, mas quando age de maneira exemplar, é o seu... — falou em um tom mais ríspido, mas ainda assim, riu-se.
A Prefeita desligou o fogo do fogão e dirigiu-se pelos cômodos, subindo as escadas e parando em frente a porta de Henry.
— Henry? – perguntou abrindo a porta cuidadosamente.
— Mãe! – disse o menino entusiasmado – venha ver o que eu consegui com o vovô – Henry deu alguns passos rápidos em direção a sua mãe – Veja, é um frasquinho com água do...
— ... Lago Nostos... – A Rainha pegou cuidadosamente o frasco da mão de seu filho — ...Procurei por isso incansavelmente. Dizem que essas águas possuem a habilidade de trazer de volta aquilo o que mais precisamos...
— Sim! E pensei que poderíamos usar com a mamãe... O que você acha? – O garoto olhava para Regina da maneira mais convincente possível
— Não é uma má ideia, Henry... Vamos contar para Emma! – Regina virou-se e sorriu ao notar que sua amada já estava próxima, parada, em frente a porta do quarto
— Regina, você acredita que isso será realmente possível? – Emma adentrou o quarto enquanto falava cheia de dúvidas e incertezas
— O que eu acho... Ou melhor, o que nós achamos, é que devemos tentar. Só assim saberemos... E como sempre, estaremos juntos para o que der e vier – disse a Rainha enquanto abria o frasquinho – Está pronta, Emma?
Emma estufou o peito, respirou fundo e acalmou-se – Sim, estou.
— Henry, para trás! – A Prefeita esperou que se filho se afastasse um pouco e em seguida despejou o líquido do frasco sob Emma. Uma luz forte clareou todo o ambiente quase como numa explosão.
Os três ficaram tontos e com a visão um tanto quanto embaçada e quando a luminosidade voltou ao normal, notaram que nada havia mudado.
Emma viu seu reflexo pelo vidro da janela e percebeu que continuara do mesmo jeito. Sentou-se na cama de Henry, chateada – Eu sabia que essa coisinha aí não ia ser suficiente para todas as trevas que estão dentro de mim.
— Mamãe, não fique assim, pelo menos tentamos... – Henry sentou-se ao lado de sua mãe e encostou sua cabeça em seu ombro enquanto suspirava – Vamos encontrar um jeito de fazer tudo voltar ao normal.
Regina caminhou e parou em frente a Emma, ajoelhou-se e segurando suas mãos que estavam apoiadas em seu colo disse – Você tem certeza que nada mudou? – Com muito cuidado Regina passou sua mão direita pelo corpo de Emma em direção ao seu coração, o recolheu e trouxe-o para frente da salvadora. O coração agora estava com vários pontos avermelhados e não mais completamente negro – Veja Emma, você sabe o que isso significa?
Henry e Emma olhavam-se atônitos, alguma coisa havia dado certo – Regina! Funcionou, mas... porque eu continuo do mesmo jeito por fora? – disse Emma confusa e ainda um tanto chateada
— O seu coração não está mais totalmente coberto por trevas, isso já é um ótimo sinal... Significa que algo de bom surgiu novamente dentro de você! – A Prefeita estava claramente feliz em ver essa mudança, mesmo que mínima. Assim, logo colocou o coração de Emma no lugar novamente.
— Regina! Eu não vou desistir... Nada mais vai me impedir! – Emma levantou-se trazendo a Rainha consigo para ficar em pé a sua frente, olhou para o lado e sorriu para Henry que também sorria de volta.
Regina arregalou os olhos e com um sorriso enorme no rosto respondeu de prontidão – Emma... Então, é isso! A esperança está de volta as nossas vidas!
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