Notas iniciais
Capítulo dedicado á leitora Lady thasy. Sugiro a leitura ao som de 'Going Under', da banda Evanescence.

"Don't want your hand this time I'll save myself

Maybe I'll wake up for once

Not tormented daily defeated by you

Just when I thought I'd reached the bottom

I'm dying again"

No dia seguinte á visita de Ruby, Emma sentia-se muito mais disposta e prometeu a si mesma pela milésima vez que não utilizaria mais das poções fabricadas pela humanidade, para sentir-se melhor. Primeiro, porque no fim das contas, de nada resolvia. E segundo, sabia claramente que toda magia vinha com um preço. Mesmo que álcool não fosse algo mágico de fato.

Espreguiçou-se, e automaticamente passeou com sua mão pelo lado vazio de onde dormia. Respirou fundo, sentou-se na beirada da cama, pegou seu celular, discou alguns números e esperou chamar.

**

Regina não saía de seu quarto há dias, desde que tudo aconteceu. A preocupação dos habitantes de Storybrooke era aparente, não apenas com a prefeita, mas com a situação da cidade. A única pessoa com magia a favor deles, era Regina, porém eles sentiam-se alvos fáceis, com a Rainha passando seus dias abatida em cima de uma cama.

Regina ouviu três batidas na porta de seu dormitório, logo se ajeitou-se no colchão, sentando-se e encostando suas costas na cabeceira da cama, pegou um livro e fingiu que lia enquanto disse com calma — Pode entrar.

Tinker entrou no quarto de Regina, com certa cautela. A Rainha tentava não transparecer, mas a fada sabia que ela não andava com seu humor dos melhores possíveis — Bom dia?

Regina desviou seu olhar do livro, e olhou para Tinker — Defina um bom dia, querida.

— Hum, ninguém tentou destruir Storybrooke, nem amaldiçoar nossos amigos, nem..

— Já entendi Tinker... Espero que esteja aqui para me dar boas notícias — disse fechando o livro, colocando-o no criado-mudo, voltando a olhar para a amiga.

— Defina boas notícias, Srtª Mills — disse em tom de brincadeira, sentando-se perto da Rainha.

— Alguma notícia de Emma? Ruby conseguiu encontrá-la com aquela poção de localização?

— Enfim, conseguiu. Mas, como você sabia que ela não estava bem?
— Você está realmente me fazendo essa pergunta? — Regina esboçou um riso leve, incrédula.

— Bom... Como você vem há dias já dentro dessa casa, achei que..

— Pois achou errado — A Rainha havia se ofendido, pois não gostava de demonstrar fraqueza, mas àquela altura do campeonato, todos já sabiam do estado emocional da prefeita — Agora, me deixe sozinha. Tenho muito o que fazer. Agradeça Ruby por mim, e diga que irei ao Granny's no horário do almoço para conversarmos — A Rainha dava suas instruções para a fadinha enquanto a empurrava levemente pelo caminho da porta de seu quarto, quase que expulsando-a. Quando Tinker menos percebeu, já estava para fora do quarto de Regina.

A Rainha se levantou, olhou em volta e viu seu quarto completamente bagunçado e escuro. Respirou fundo e foi até sua escrivaninha, onde guardava as papeladas importantes da prefeitura. Abriu uma das gavetas, e pegou um apanhador dos sonhos. Antes de Emma ser praticamente expulsa de Storybrooke por Regina, a prefeita havia enfeitiçado um dos milhares apanhadores de sonhos que a própria Senhora das Trevas havia feito. Regina sentou-se novamente em sua cama, e num gesto sutil na frente do objeto, fez a imagem de Emma aparecer. Parecia que ela falava com alguém no celular.

**

— Ruby? Tudo bem? — Emma dizia calmamente.

— Tudo sim Emma, e você? Está se sentindo melhor?
— Melhor do que eu esperava até. Mas, preciso de você aqui comigo, novamente.

— Emma, você sabe que eu não tenho permissão pra ficar indo e voltando dessa forma. Ontem quase fui pega quando voltei. Você sabe que a Granny é superprotetora, mesmo eu sendo uma loba crescida.

— Você consegue pelo menos chegar até a divisa de Storybrooke? Obviamente que você terá que passar pela linha, mas, pelo menos não estará tão longe de casa.

— Consigo sim. Meu capuz continua enfeitiçado. Regin.. Digo, Bela me ajudou da última vez.

— Tudo bem então, na hora do almoço, por volta das 13:00, nos vemos ali. Ok?

— Fechado. Vou voltar ao trabalho antes que a vovó me faça ficar mais tempo depois. Beijos.

Emma desligou o telefone. Não sabia se estava feliz ou triste por ter feito sua amiga mentir novamente para a Granny, ou pelo que estava prestes a fazer.

**

Ruby estava trabalhando, quando olhou no relógio. Faltava menos de 15 minutos para as 13:00. Tirou seu avental, inventou qualquer desculpa aleatória para sua avó, e saiu quase que correndo do Granny's. Logo em seguida, Regina chegou até o restaurante, procurando por ela. Avistou Tinker escolhendo uma música na jukebox e foi atrás dela.

— Tinker? Onde está a Ruby?
— Está ali no caix... — Tinker passeou com os olhos pelo restaurante — Ué, mas ela estava aqui agora há pouco.

Regina pegou Tinker pelo braço e a puxou para um canto — Eu não havia te pedido para avisar que eu viria conversar com ela?

— S-sim Regina, ma-mas... — Tinker não via a Rainha se comportar daquela maneira fazia tempo, então se assustou — Eu ia te avisar que eu não poderia vir logo para cá, pois eu teria treinamento com a fada azul. Mas Vossa Majestade, me expulsou de seus aposentos Reais antes que eu pudesse até mesmo me despedir! — E então puxou de leve seu braço, para desvencilhar-se da prefeita.

Com o puxão, Regina percebeu que estava agindo de maneira que algumas pessoas já a olhavam, tentou se acalmar, dizendo pacientemente — Descubra já onde ela está! Por.. Favor — Apesar de ter mudado, a Rainha ainda não estava muito bem-acostumada a ser pacífica, e com tudo o que havia acontecido, seu nervosismo estava a flor da pele.

Tinker não precisou nem se quer sair do restaurante, logo Ruby ligou para ela, e dizia numa voz aflita — Tinker! TINKER! ME AJUDA! Chame a Regina! Não estou nos limites de Storybrooke! — Então a ligação caiu.

— AI MEU DEUS! — Tinker estava desesperada.

— Tinker? Tinker! — Regina chacoalhava a fada pelos ombros — O que aconteceu? Era a Ruby? Onde ela está?

— Era sim Regina! Ela não está aqui, ela passou dos limites da cidade, e precisa de ajuda!
— Eu sabia que não deveria ter enfeitiçado o capuz dela. Algo me dizia que ela não resistiria em sair novamente. Não conte a ninguém. Vou atrás dela.

Regina saiu correndo de dentro do Granny's, pegou seu carro que havia estacionado logo em frente. Estava em alta velocidade. Chegou em poucos minutos até a saída da cidade. Estacionou seu carro. Pegou dentro do porta-luvas o anel que Daniel havia lhe dado e passou pelo feitiço.

— REGINA! — Ruby estava ofegante e presa. Alguém estava por trás da loba, enforcando-a enquanto tinha uma faca próximo do pescoço da mesma.
— RUBY! — Regina tentou aproximar-se mas quem estava enforcando Ruby a alertou — Se eu fosse você, não faria isso, Majestade.

Notas finais
Vou parar por aqui sim! Adoro suspense. Eaí, quem vocês acham que pode ser? Cuidado hein? Esse mundo tá cheinho de pegadinha. Comentem!