Notas iniciais
MUITA COISA PRA ACONTECER AGORA HAHA! fiquem ligados que vem muita surpresa por ai. Lizz xx

Summer acordou cedo no dia seguinte. Se espreguiçou várias vezes, brigando consigo mesma por ter acordado tão cedo.



Ela olhou Luna se revirar na cama com um sorriso imenso, riu e foi tomar um banho.


Ao sair do banheiro, colocou uma calça jeans justa e uma blusa de manga comprida laranja, com um casaco jeans. Botou um de seus all-star que ela mesma personalizava (lembrando que Lizz sempre ajudava e tinha uns também) e desceu.

Viu um de seus livros em cima da mesa e o pegou, folheando. Achou a página que tinha parado e começou a ler.

Uma porta ao longe, se bateu fraco e ela olhou para trás ouvindo passos. Rogério descia, mais lindo do que nunca, com uma blusa branca de gola em V, e um jeans preto. Ela virou os olhos e continuou a ler.

– Bom dia, Lovegood. — ele sentou no sofá a sua frente e pegou um livro também.

– Ahhh... bom... dia... — ela disse confusa e voltou a ler.

– Histórias de Um Verão Mágico da Corvinal de 68? Você ta lendo ele? — ele perguntou sorrindo e ela o olhou por detrás do livro.

– Sim, qual o problema?

– Esse livro é maravilhoso!

– Você acha? — ela sorriu, abaixando o livro.

– Sim! Já li umas 100 vezes. Adoro aquela história de amor do capítulo 17, é muito divertida.

– Sim, é a minha preferida. — ela riu. — E você? O que está lendo?

– Ataque de Lobisomens em Hogsmeade. — ele sorriu. — Já leu?

– Não...

– Eu posso emprestar quando terminar.

– Tudo bem, obrigada. — ela sorriu e pensou "nossa, ele está tão... gente boa".

– Tem alguma coisa pra fazer hoje?

– Na verdade, vou sair com o Jorge. — ela deu um sorrisinho sem dentes de canto de boca.

– Ah, sim, OK. — ele sorriu e continuou lendo.

Luna desceu as escadas e a puxou para o Salão Principal para comer.


– Jorge? Jorge? — alguém o balançava.


– QUE É? QUE É? QUEM EU TENHO QUE MATAR? NINGUÉM É PAREO PARA O SUPER- JORGETIX!

– Que?

– Hã?

– Jorge, sou eu, Fred!

– Ah, oi, desculpa, tava sonhando.

– Percebi, Super-Jorgetix. — Fred revirou os olhos. — Preciso te contar uma coisa.

– Já vai fofocar? — Jorge perguntou, coçando os olhos.

– Tecnicamente, sim. Mas fofoca sobre mim.

– Já ta nos teus momentos, Frederico?

– Jorge, cala a boca e escuta. Eu e a Lizz... nós meio que voltamos.

– QUE?

– É, rolou umas coisas ontem, e eu não sei quanto à hoje, mas acho que estamos de volta, porém em segredo.

– Não acredito nisso...

– É, eu sei, eu também tô muito fel...

– Eu não tô feliz, Fred. — ele disse, sério. — Você fez a Lizz trair o namorado dela.

– Olha, ela já traiu antes comigo, e mesmo assim...

– A Lizz só começou a namorar com ele depois do Natal. Ontem, ela ficou contigo por que ela tava magoada, com tudo que houve com a Summer. Você trair a sua namorada é uma coisa, ela trair o namorado dela é outra.

– Mas...

– Mas você não sente nada pela Angelina, a Lizz gosta do Justino. Eu acho que ela gosta mais de você, mas ele faz bem pra ela.

Silêncio. Fred sentou-se na cama e abaixou a cabeça, olhando para as próprias mãos.

– Eu não tinha pensado por esse lado. — ele disse fraco, sorrindo ironicamente.

– Eu vou descer, tô com fome.

Jorge não demorou muito e deixou Fred só no quarto, pensando consigo mesmo. Ele deitou-se em sua cama e lembrou dos momentos que tinha passado com Lizz noite passada.

– Eu a perdi. Perdi o amor que mais amei, e agora tenho que conviver com isso.


– Bom dia, Jorge! — Lizz disse abraçando-o.


– Bom dia, Lizz. Dor na consciencia? — ele perguntou levantando uma sobrancelha e ela o fitou.

– Que?

– Jorge! — Summer disse, correndo e o abraçando. — Vamos combinar nosso encontro hoje. — ela disse, sem nem olhar pra Lizz.

Ela foi embora com o namorado como se Lizz nem estivesse lá. Lizz abaixou a cabeça e se sentou na mesa da Grifinória, junto com Hermione.

– Não estava pensando em ficar longe de mim, estava? — ela ouviu uma voz sussurrar em seu ouvido, e um beijo em seu pescoço.

– Oi, Just. — ela disse, dando-lhe um selinho.

– Oi meu amor. — ele sorriu e se sentou ao seu lado. Ela evitou olhar para ele, e abaixou a cabeça olhando para seu pão. — Algum problema? Você parece triste...

– Eu tô um pouco sim, mas não quero falar sobre isso agora.

– Você não apareceu ontem no jantar.

– Eu tava muito mal pra comer.

– Se quiser conversar, eu tô aqui, princesa.

– Eu sei, tigrão. — ela sorriu e lhe deu um beijo na bochecha.

– Você pode estar triste, mas continua linda. — ele sorriu e ela pensou em Fred, o que houve noite passada e sentiu um peso enorme no coração, começando a chorar.

– Desculpa, Justino. — ela correu para fora do Salão Principal e por ventura, esbarrou em Fred.

– Lizz?

– Oi.

– Tudo bem?

– Tudo, tudo. — ela limpou as lágrimas.

– Você tá chorando.

– Nada como lágrimas para lavar a alma. — ela sorriu fraco, limpando mais lágrimas.

– Você... tava chorando por mim?

– Não, claro que não, eu...

– Ah, tudo bem, eu já entendi.

– O que? — ela perguntou confusa.

– Você tem três tipos de choro. O choro que você tem vontade de gritar, quando você chora pelos seus sonhos ou pelas coisas que você ama. O choro de desespero, quando você está prestes a perder algo. E o choro por um garoto, que eu conheço bem... Pois costumava a ser por mim.

Ela o encarou por alguns segundos e sorriu fraco.

– É, você me conhece bem. Eu nem queria chegar neste tipo de conversa, mas já que insiste.

– Você contou pra ele?

– Ele quem?

– Ao Justino.

– Sobre?

– Sobre ontem a noite.

– Não houve nada ontem a noite. — ela disse, virando de costas e indo embora.

– Você não pode simplesmente apagar o que houve! — ele disse, puxando-a pelo braço.

– Eu posso sim! Posso, e posso. Do mesmo jeito que você me apagou da sua história, me traindo com a primeira vadia que você viu te dando bola.

– Você o ama?

– Que?

– Você ama o Justino?

Silêncio. Ele segurava o braço dela ainda e ela encarava a mão dele apertando o seu braço.

– Você ta me machucando.

– VOCÊ O AMA OU NÃO?

– ME SOLTA, FRED!

Ela puxou seu braço com tudo e correu para fora do castelo, deixando Fred sozinho, olhando-a partir.

– Sim. Ela o ama.


– Neville!


– Summer, oi.

– Viu a Luna?

– Na verdade, ela foi te procurar. — ele riu baixo. — Ta preocupada com você.

– Por que estaria? — ela riu fraco e levantou a sobrancelha, fingindo não ligar.

– Pra mim, você não precisa fingir que não liga. Ela não ta certa mas é minha prima, e também tá mal.

– Ela não devia me tratar assim.

– Você sabe que a Lizz não é a pessoa mais receptiva para dores sentimentais. Ela sofre... muito. Que tal, tentar entender?

Ele a abraçou e lhe deu um beijo na cabeça, e ela assentiu, apertando o abraço.

– Eu realmente amo a sua prima, sabia? — ele sorriu, corando, colocando as mãos nos bolsos e balançando os pés em vai e vem.

– Sabia. E ela também ama você. — Summer sorriu delicadamente para ele e lhe deu um beijo na bochecha, procurando por Jorge.


– Oi, minha morena preferida. — Jorge entrelaçou a cintura de Summer e lhe deu um beijo entre o pescoço e a nuca, fazendo ela soltar um suspiro fraco e se arrepiar quando ele puxou uma pelinha de sua nuca com os dentes.


– Oi... — ela riu, virando-se para ele, jogando os braços envolta de seu pescoço e puxando para um beijo caloroso. Ele agarrou sua cintura e apertou de leve, e então ela puxou seu lábio.

– Uuuui! — ele riu, alisando sua cintura, e descendo um pouco até sua perna.

– Opa, isso aqui não. — ela riu, soltando-o.

– Selado nosso encontro hoje?

– Selado. Não podermos ir agora?

– Eu preciso pegar uma coisa antes, nos encontramos lá?

– OK. Eu to indo então, vou esperar você na ponte. — ela sorriu e lhe deu um selinho.

Ele foi correndo para o seu quarto e ao chegar lá, abriu a gaveta da cabeceira ao lado da sua cama o mais rápido possível, e pegou a caixinha que queria. Ao abri-la, olhou mais uma vez para a pulseira que comprara a um tempinho, e só estava esperando enquanto ganhava mais dinheiro das Gemialidades Weasley pra comprar os pingentes. Sorriu ao olha-la e quando ia fechar a gaveta, viu a cartelinha roxa e se perguntou se levaria. Ele pensou "melhor não arriscar" e guardou no bolso, indo ao encontro da namorada.


Summer malmente o tinha esperado, quando ouviu passos entrando na ponte, ela se virou contentei, mas não era quem esperava.


– Rogério, que surpresa! — ela sorriu, balançando as mãos. — O que faz aqui?

– Vim para um encontro. — ele sorriu maliciosamente, fitando-a.

– Hm... eu também.

– É, eu sei que sim. — ele disse, já razoavelmente perto dela.

– Aquela loira, da Sonserina? Amelia, né? — ela gesticulou com as mãos uma certa dúvida e ele gargalhou.

– Aquele chiclete? Foi só um pega básico.

Ela o encarou por uns instantes e sorriu, brincando com os dedos em seguida.

– Então, vamos? — ele perguntou, chegando mais perto.

– Pra onde? — ela perguntou levantando uma sobrancelha.

– Pro nosso encontro.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. Summer riu.

– Não querido, — ela tirou seu braço que ele envolvera em seu pescoço — eu vou me encontrar com o meu namorado.

– Hmm... O Weasley, né?

– O próprio.

– Mas é que eu tô querendo interpretar uma cena do livro que tô lendo, Ataque de Lobisomem em Hogsmeade. Você podia me ajudar.

– Que cena? — ela disse, indo pra trás enquanto ele ia pra frente.

– A que o lobisomem vai comer a mocinha indefesa, se apaixona por ela e ao invés de mata-la, apenas faz sexo com ela! — ele disse e a beijou no pescoço, agarrando-a.

Ela tentava se desvencilhar dele, mas ele era forte demais para ela, o jeito que ele a agarrava era muito intenso.

– Mas eu não quero fazer isso com você. — ela disse, tentando empurra-lo.

– Tudo bem, ela também não queria. Ele a forçou.

Então ele a beijou. A mão de Rogério entrou dentro da blusa de Summer e agarrou seu seio, enquanto ela tentava dar um grito reprimido pela língua dele.

Ela começou a chorar, e chorou mais ainda quando ele tirou a mão de seu seio e desceu para sua saia, indo pela sua coxa em direção a sua bunda. No momento que ele estava chegando lá, algo o puxou e Summer ouviu um barulho como de um soco.

Summer malmente conseguia abrir o olho de tão traumatizada mas pode enxergar algo laranja se mexer a sua frente. Sua visão fora voltando, enquanto Jorge socava e chutava Rogério.

– Seu desgraçado! Estúpido! Minha namorada, seu filho da puta!

– Jorge, pàra, ta matando ele! — Summer puxou Jorge, tentando faze-lo parar, mas ele a empurrou, fazendo-a cair no chão.

– Mas... lo-logo ag...agora que ela... estava... gostando... — Rogério disse com um sorriso ensanguentado, quando Jorge lhe deu o último soco e ele desmaiou.

– Você quase matou ele! — Summer disse, se levantado e limpado sua coxa que tinha ralado quando caiu.

Jorge acariciava a mão que estava muito ferida.

– Ainda bem que você chegou, eu fiquei com tanto medo e... MEU DEUS, sua mão! Deixa eu v...

– NÃO ME TOCA! — ele gritou, vermelho como o cabelo, olhando-a decepcionado.

– Mas Jorg...

– EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO COMIGO, VADIA!

Summer estava paralisada, de boca aberta, sem acreditar no que via e ouvia.

– EU ACHEI QUE NÃO PRECISAVA ME PREOCUPAR COM ESSE GAROTO RIDICULO MAS PELO JEITO EU TINHA QUE ME PREOCUPAR NÉ! A QUANTO TEMPO VOCÊS ESTÃO JUNTOS? ELE FODE BEM? ELE É BEM DOTADO? TEM PAU GRANDE? HEIN? RESPONDE!

– CALA A BOCA! — Summer disse, as lágrimas caindo do seu rosto sem parar.

– CALAR A BOCA? CALA VOCÊ, VADIA!

Summer lhe deu um tapa.

Silêncio.

– Terminou? Agora me escuta.

– Não vou te escutar, eu vi o que vi.

– Você viu errado.

– Eu sei o que vi.

– E ai? Acha mesmo que eu sou assim?

– Acho que você não podia ver oportunidade melhor.

– Você não me conhece mesmo. — ela disse, virando as costas e indo embora.

Ele também foi.


– Neville? — perguntou Luna, puxando-o.


– Oi!

– Você sabe se a minha prima ja saiu com o Jorge?

– Não sei, mas acho que sim. Eu falei com ela ainda pouco.

– Ela disse que estava indo encontrar com ele.

– Ah sim! OK, então. — ela sorriu de lado e cruzou os braços.

– Então, como você tá? — ele disse, abraçando-a pela cintura e sorrindo.

– Bem. E você? — ela sorriu de volta, encostando o queixo em seu peito.

– Normal. Feliz, por você estar aqui comigo. — ele sorriu fraco e se aproximou.

– Hmmmm... Mas eu só estou com você a menos de dois minutos. — ela sorriu bobinha, desviando de Neville.

– Eu sei, só estava tentando ser fofo pra ganhar um beijinho. — ele riu.

Ela riu baixinho pra ele e lhe deu um selinho, logo depois puxando seu lábio inferior de leve.

– Pronto, conseguiu.

Eles já estavam se aproximando para dar um beijo caloroso, quando Summer passou perto dos dois, chorando e batendo os pés, quase correndo e pulando ao mesmo tempo.

Luna virou-se rapidamente para olhar a prima, que saiu em disparada, nem se quer parou.

– O que aconteceu?

– Obviamente, não foi bom. — Neville disse, enquanto Luna agia inquietamente em seus braços.

– Vou atrás dela.


– Summer!


– Me deixa em paz.

– Me deixa em paz? Me deixa em paz? Como assim te deixar em paz? Sou tua prima, sua animal, nunca vou te deixar em paz.

Summer começou a soluçar desesperadamente e se jogou nos ombros da prima, que a abraçou, passando a mão nos cabelos castanhos da prima, em ato de consolo.

– Terminamos, Luna. Jorge acha que eu o traí, mas eu não traí.

– O que? Não é possível. Por que ele acha que você o traiu?

– Ele me viu beijando Rogério, mas eu não queria, ele estava forçando, eu juro, juro.

– Calma, acredito em você. Por que você não falou pra ele isso?

– Eu falei, ele não acreditou. Ele não acreditou em mim, Luna.

Luna a abraçou mais forte ainda.


– Jorge! Fica calmo, houve um engano, com certeza, não é possível.


– É, não é possível que eu tenha sido tão idiota.

Lizz estava na Sala Comunal da Grifinória, compondo, quando os irmãos passaram por lá. Ela se levantou rapidamente e fora até Fred, perguntando o que havia acontecido.

– Parece que o Jorge pegou a Summer traindo ele com o Rogério. — ele disse, passando a mão no cabelo.

– O que? IM — P OS — SÍ — V EL! — ela exclamou, com uma cara assustada. — Summer nunca faria isso.

– Eu sei que não. Jorge está arrasado, eu nem sei o que fazer. — ele respirou por um momento, pensando com as mãos na cintura. — Vou lá conversar com ele.

– Não, quer saber, eu vou. — ela disse, puxando-o de volta.

– Mas... achei que você iria querer conversar com a Sums, ela deve está péssima.

– Seu irmão também está, mas acho que ele precisa de alguém que conheça ela como ninguém, e principalmente ela, precisa de você.

– De mim? Ela não troca uma palavra comigo desde que... — ele soltou um grande suspiro, calando-se.

– Ela precisa do Fredido dela, do melhor amigo, alguém que conheça o Jorge. Faz isso por ela. Pelo seu irmão. — ela disse, olhando-o nos olhos, sinceramente.

Ele hesitou por um momento, mas sorriu como dizendo que tudo bem e foi para a Sala Comunal da Corvinal.

Notas finais
até o ISLF2 flwww