California King Bed
19 He Left, And Now I Know
Notas iniciais
– Mas, professora Umbridge, eu imploro... — clamava o professor Flitwick, parecendo triste e indignado.
A diretora estava anunciando o fim do coral. Lizz e Summer a olhavam confusas, a loira demonstrando muito mais raiva que a morena, que apenas tinha as mãos na boca, expressando estar chocada.
– Talvez eu pense no caso de vocês. Talvez não seja preciso acabar com este "clube de música" de vez.
Os alunos comemoraram por alguns segundos, batendo palminhas e fazendo barulhos com a boca. "Ah, ela não é tão má assim..."
– Mas... vocês terão de cantar músicas clássicas. Apenas. — sorriu maléficamente.
– O quê? — exclamou Lizz e mais outros, protestando.
– Professora, entenda, isto é tudo para nós, mas nem todos gostamos deste tipo de música. Nós podemos nos expressar melhor com nossas próprias músicas. — Angelina se levantou, e Lizz podia jurar que vira seus joelhos querendo se entortar, quase implorando a diretora.
– Ou música clássica... Ou nenhuma música afinal. — se virou e abriu a porta. — Me avise o que vocês decidirem, Fílio. — e saiu.
Os alunos e o professor se olharam por alguns segundos. Todos parecendo bem perdidos e tristes.
– O que dirá Fred e George quando ouvirem isso? — sussurrou Summer, olhando para o chão, as mãos ainda a boca.
– Eu prefiro nem dizer. Capaz deles botarem fogo em Hogwarts. Pela segunda vez. — Lizz balançou a cabeça, ainda recusando a acreditar.
– Alunos, este é o fim do nosso coral. Certamente, o que a Srta. Johnson disse está correto: suas músicas são um jeito de se expressar, dando harmonia a música. Não há razão para vocês cantarem mais. Vamos apenas nos despedir. — lágrimas desceram pelo nariz pontudo do professor Flitwick, e ele tirou os óculos, limpando-os com as vestes. Angelina correu para fora da sala com as mãos no rosto, chorando, mas demonstrando fúria. Lizz, Summer e Luna se levantaram. Luna, que sempre estava tão avoada e contente, estava triste.
– As pessoas tinham começado a falar comigo... — comentou, abaixando a cabeça.
– Ei, vocês estão ouvindo? — Summer levantou um dedo para o ar e parou, erguendo as sobrancelhas.
Lizz tentou prestar mais atenção no silêncio. Mas não precisava, conseguia ouvir gritos e movimentações aglomerados vindo do Salão de Entrada. As três apressaram o passo para ver o que era.
– Então... então... vocês acham divertido transformar o corredor da escola em um pântano? — a voz irritante de, obviamente, Umbridge, dizia.
– Ah, pensava que não ia precisar ouvir a voz dessa bruxa tão ced...
Lizz começou, mas quando estavam entrando no meio do circulo que tinha se criado ao redor de Umbridge e seja lá quem, puderam ver Fred e George com sorrisos marotos no rosto.
– Achei bastante divertido. — respondeu Fred, encarando-a sem o menor sinal de medo.
– O que esses dois pensam que estão fazendo? — sussurrou Summer para Lizz, enquanto Filch entrava, falando para Umbridge que pegara um documento para dar chibatadas.
– Chibatadas? — exclamou Lizz, mas sussurrando assustada.
– Muito bem, Argo. Vocês dois — continuou ela, olhando para Fred e George — vão aprender o que acontece com malfeitores na minha escola.
Lizz já tinha pegado na mão de Summer, pois a amiga estava quase se metendo na frente dos gêmeos, mas pôde sentir Luna a segurando também, impedindo que ela mesmo fosse até lá.
– A senhora sabe de uma coisa? Acho que não vamos não. — disse Fred, virando-se para o irmão. — George, acho que já passamos da idade de receber educação em tempo integral.
– É, tenho sentido isso também. — comentou George alegremente.
– Quê? — exclamou Summer.
– Esses dois são doentes. — comentou Lizz, agora ficando com medo de verdade.
– Está na hora de testarmos os nossos talentos no mundo real, você não acha? — Fred sorria depravadamente.
– Decididamente. — concordou George, não sorria como Fred, mas podia se notar os canto de seus lábios elevados.
E antes que Umbridge pudesse dizer algo, eles puxaram as varinhas e exclamaram juntos:
– Accio vassouras!
Um estrondo foi ouvido ao longe. Lizz puxou Summer para baixo quando as vassouras dos gêmeos passaram por cima de suas cabeças, indo até seus donos, que a seguraram. A de George ainda tinha uma corrente presa a ela.
– Não a veremos mais. — disse Fred à Umbridge, passando a perna por cima de sua vassoura.
– É, e não precisa mandar notícias. — disse George, montando em sua vassoura também.
Eles anunciaram uma loja que abriram no Beco Diagonal, chamado Gemialidades Weasley — Lizz se perguntou se era cedo demais para comentar com Summer que o nome era incrivelmente criativo — e enquanto Umbridge corria até eles gritando, voaram por cima dos estudantes, quando George foi um pouco mais ao chão, fazendo alunos pularem para os lados, com medo de se machucarem com a corrente pendurada, e chegou perto de Summer, lhe beijando.
– Eu te amo! — ele sorriu e se afastou no ar.
– Infernize ela por nós, Pirraça. — gritou Fred para o poltergeist que estava passando e então fez uma reverência aos gêmeos, o que fez todos se espantarem.
– Eu amo esse menino. — disse Summer, a adrenalina subindo em seu corpo.
Lizz sorriu e virou-se de novo para ver os gêmeos.
– É. Eu também.
***
Lizz estava no seu primeiro exame de NOM's, que era Feitiços. Bom, conseguiu fazer a sua pena quicar entre os objetos apertadíssimos, mas a fez pegar fogo quando jogou-a para trás sem querer. Summer, por outro lado, se saia muito bem, tendo certeza de que ganharia um Excepcional.
– Isso é um roubo! Você é uma máquina de estranhisse e inteligência. — Lizz fez birra, cruzando os braços.
– Estude mais, oras. — revirou os olhos.
– Mas estou me matando de estudar! — gritou Lizz.
– Não está não.
– Na verdade... — comentou Luna no seu tom típico, sua mão entrelaçada com a de Neville — Você é que está se matando de estudar... Lizz está fazendo um esforço normal.
– Isso aê! — afirmou Neville, e Summer lançou aos dois olhares furtivos.
– Não é como eu me sinto. — comentou Lizz dando de ombros, dizendo mais para si do que para os outros.
– É porque você não estuda. Aí quando o faz, parece exagero.
– Vendo desse lado, Nev, faz sentido. Por isso sempre achei que Summer fosse um absurdo da natureza. — riu e a garota lhe deu um tapa.
– Vamos deixar vocês sozinhos agora, tchau casal. — riu Summer para Neville e Luna e mandou-lhes um tchauzinho com uma mão, enquanto a outra empurrava Lizz para um corredor, ignorando as reclamações da loira por ter lhe batido.
– Sua bruta! — gritou.
– Cala a boca. — riu. — E aí, como você tá? Tem recebido cartas de Fred?
– Não. — suspirou ela, passando a mão pela testa e a coçando. — Mas por que ele me mandaria uma afinal de contas né. Nem você de George?
– He-hem. — balançou a cabeça negativamente. Fez uma menção de como estava exausta, mesmo não estando realmente. — Estou preocupada. E se a Sra. Weasley matou os dois?
– Deixa de falar besteira, Sums. Ela não mataria os próprios filhos por nada. Tá ai o exemplo do Percy, que merece mas não matam. — Lizz disse e ignorou o olhar de repreensão que Summer lhe deu.
– Espero que estejam bem. Talvez eles tenham mandado alguma carta e Umbridge confiscou.
– É, pode ser isso mesmo. Você pode perguntar algo para a Angelina depois.
– É... E você? Como estão as coisas com Justino? — Summer encontrou um banco e se sentou lá.
– Desde o episódio na biblioteca? — se sentou ao lado da amiga. — Não o vejo desde então. Quer dizer, ver ver eu já vi, andando com alguns alunos da Lufa-Lufa e até mesmo com Holly May, mas... Não nos falamos.
– Alguma chance de vocês voltarem? — Summer fez uma cara de pena para Lizz, e alisou seus cabelos. A loira apenas balançou a cabeça negativamente. — Sinto muito.
– Tudo bem... Eu não fui a melhor namorada, você sabe...
– Mas você gostava dele. Cometeu seus erros, mas...
– Mas os mesmos erros que cometi, Fred também cometeu. Se Justino me perdoasse, eu teria de perdoar Fred também. Entende?
– Sei. Mas sabe o que seria muito engraçado? Se o Justino chegasse correndo, pedindo desculpa e dizendo que te ama. — começou a gargalhar.
E do nada, passos foram ouvidos perto, correndo e batendo fortemente no chão.
– Mas eu tava brincando... — sussurrou Summer assustada.
Lizz esperou ver os cabelos castanhos de Justino virarem em sua direção, mas não era ele. Era
Arabella Sugg, uma ruiva sardentinha de óculos engraçados da Lufa-Lufa com quem Lizz costumava colar na hora dos testes. Ela veio correndo na direção das garotas, arfando e tropeçando nos próprios pés.
– Lizz! Lizz Longbottom! — gritava, já chegando perto das duas.
– Calma, Arabella! O que houve? — se levantou e segurou a garota que quase caía quando tentou parar onde Lizz estava.
– Sabe Holly May? Da Lufa-Lufa? — perguntou, as palavras saindo com dificuldade ainda.
– Sei, sei, infelizmente sei. — respondeu rapidamente, começando a ficar curiosa.
– Então, ela... ela... — a menina ainda arfava.
– Fale logo, Arabella. — levantou Summer, a curiosidade também se estabelecendo na garota.
– Calma, eu vim correndo desde a Sala Comunal da Lufa-Lufa. — respirou profundamente. — Bom, parece que ela estava vendendo coisas ilícitas a um tempo. Coisas que viciam, e também...
– Você quer dizer que ela que vendia as drogas para Fred? — perguntou Lizz, os punhos começando a fechar e o coração a acelerar, batendo como uma bateria.
– Não, quer dizer, também... Escute, ela também estava vendendo coisas como... como poções do amor, poções para seduzir, etc. E de boa marca. E eu sei pra quem ela vendeu. — começou, as sobrancelhas se elevaram, esperando que Lizz já soubesse o que queria dizer.
– O que você está tentando dizer? Pra quem ela vendeu essa poção que seduz?
– Angelina Johnson. — disse simplesmente.
Lizz começou a ofegar.
– Lizz? — chamou Summer, mas a menina não respondeu.
– Mais alguma coisa, Arabella? — perguntou a loira, com os dentes trincados.
– Na verdade, sim. Holly usou as próprias poções em George — Summer deixou seu queixo cair — mas era pouco, por isso ele ainda se sentia atraído por você. Seus estoques estavam acabando, por isso ele voltou com você. Mas agora, ela disse que conseguiu mais, e que vai usar tudo em... Bem, no...
– Em quem, Arabella? — Lizz perguntou impaciente.
– Em Justino.
***
– Admite, cachorra! Admite! — gritava Lizz, puxando os cabelos de Holly.
Uma roda estava ao seu redor. Alguns gritavam "briga, briga, briga", outros gritavam "gostosas", "tirem tudo", e outros apenas fofocavam entre si, apontando. Summer tentava puxar Lizz, sem muito sucesso.
– Me solta, sua piranha! — gritou a loira de gravata amarela para Lizz, empurrando-a.
– Você pretende usar essas porras que tá vendendo no Justino, não é? Admite, loira falsa! — gritou, tentando puxar mais uma vez o cabelo da garota.
– E se eu usar, hein? O que você tem a ver com isso? Ele nem seu namorado mais é.
– Só por cima do meu CADÁVER! — e começou a lhe estapear.
As duas brigavam sem parar, uma batendo na outra e se defendendo como podiam, até Neville se meter no meio.
– Opa, o príncipezinho veio te salvar é? — provocou, se levantando. — Até que é gatinho.
– Não se atreva a se meter com ele. — ela apontou para garota e avançou, mas Neville a puxou de volta.
– E você, Summerzinha? Precisa bater em mim também? Precisa se vingar? — a loira se virou para Summer com um sorriso sapeca, que apenas levantou uma sobrancelha.
– Já me vinguei quando ele escolheu a mim, e não você. — o sorriso saiu da boca de Holly e apareceu na de Summer, que cruzou os braços.
– O que está acontecendo aqui? — Angelina chegou, olhando para todos no meio.
Lizz a fitou por um momento.
– Você!
– O que?
– Angelina... — começou Holly — Corre!
A morena olhou para Lizz assustada e colocou uma mão no peito.
– O que houve?
– O que houve? O QUE HOUVE? VOCÊ ENFEITIÇOU O MEU NAMORADO! — gritou Lizz, se aproximando dela. Angelina deu passos para trás, como se fugisse de Lizz. — Você jogou um feitiço no meu, MEU, meu namorado. Você roubou a única coisa boa de mim sua vadia. — ela começou a empurrar a morena múltiplas vezes. — Se você chegar perto dele mais uma vez, eu te mato, OK? — ela apontou para Angelina com a autoridade, mas esta não fez nada, meio paralisada. — OK, ANGELINA? — Estava avançando na garota mais uma vez, quando veio alguém e a segurou por trás. Não podia ser Neville, pois ele estava segurando na mão de Luna a alguns metros das duas. Tentou se desvencilhar da pessoa, mas ela falou:
– Lizz, para com isso. Por favor. — ouviu a voz de Justino e automaticamente parou.
– Just. — ela se virou para ele. — Eu... Eu... Não chegue perto dela... — apontou para Holly — Ela quer usar um negócio em você... Fica longe dela... Por favor... — sua voz tremia e ela meio que chorava.
– Ei ei, shhhh. — ele a abraçou e fez carinho em seu cabelo. — Não quero nada com ela, calma... Saiam daqui, todos vocês, AGORA! — gritou e todos deram meia volta, resmungando. — Lizz... — ele a chamou, mas ela choramingava olhando para baixo. Ele a segurou pelos braços — Lizz? — ela não respondeu, continuou choramingando. — LIZZ! — ele a balançou.
– Eu... Justino... Não, não, não vou deixar ela chegar perto de você. Eu sei que eu não mereço você, mas eu não... eu...
– Ei, ei. Calma. Olha... não posso ficar com você, mas vou levar você até seu dormitório, OK? Summer! — ele a chamou. Lizz ainda atracada ao torso do garoto e ele fazendo carinho em suas costas. — Você pode ficar com ela o resto do dia? — a morena afirmou com a cabeça. — Então vamos.
***
– O Justino é tããão fofo! — Summer falou em uma voz irritante, agarrando um travesseiro.
– Ele é incrível. — suspirou Lizz, olhando para um canto vazio. — Eu ainda não acredito no que Holly e Angelina fizeram. É uma ofensa às mulheres.
– É uma pena que Fred e você tenham terminado por isso. Mas agora vocês podem voltar! É uma boa coisa, — Lizz fez uma expressão negativa — não é?
– Aconteceu tanta coisa... É tão complicado... tudo ficou tão intenso. Não foi como você e Rogério. Inclusive, você ainda não contou a reação dele.
– Ah. — Summer respirou fundo e depois soltou entristecida. — Não reagiu muito bem. Falou todas as atrocidades possíveis sobre George e os Weasley. Nem olha na minha cara. Mas já arranjou uma garota pelo o que ouvi...
– Já? — Lizz parecia surpresa e depois lembrou de quem estavam falando. — Quem será a garota?
– Não faço a mínima idéia.
As garotas ficaram em silêncio e Lizz ficou olhando para o corpo de Summer.
– Summer... seu quadril alargou...
Summer arregalou os olhos.
– É mesmo? — comentou como quem falava do clima.
– Summer... — fez tom de censura. Summer desistiu, soltando uma respiração presa.
– Ah, eu não tava pronta para contar. — jogou as mãos para cima. — E eu achei que tinha ficado meio óbvio...
– Você fez mesmo? Você e George transaram? MEU DEUS! — tampou a boca chocada. — Meu Deus, meu Deus! E doeu?
– LIZZ!
– Eu lhe contei todos os detalhes das minhas transas, com Fred e Justino. Agora, me conte. — ela parecia tão feliz pela amiga, sorria radiante.
– Eu... Doeu. Doeu, mas depois foi tão bom. — mordeu o lábio. — Foi tão bom que nem parecia a primeira vez dele, mas ele parecia tão nervoso quanto eu, então... — riu. — Ai, Lizz. Onde fomos encontrar esses garotos? Como? Como alguém como eu pode ter alguém como ele? — deitou a cabeça no colo da amiga.
– Você merece mais do que pensa. — sorriu Lizz, fazendo carinho nos cabelos castanhos e ondulados da amiga.
Toc. Toc.
– Quem é? — perguntou Lizz em voz alta.
– Professora McGonagall. — exclamou uma voz fina do outro lado da porta.
– Fudeu. — sussurrou Summer para Lizz, olhando para os lados. Lizz deu um pulo da cama, olhando também.
– Embaixo da cama vai. — disse e a menina pulou para debaixo da cama, tampando a respiração.
– Entra, professora.
Quando a porta se abriu e Lizz sorriu falsamente, como se não estivesse fazendo nada de errado, então entra Neville no quarto.
– Neville? — perguntou Lizz com a voz esganiçada.
– Neville? — exclamou Summer embaixo da cama e logo depois saiu. — Ah, pelo amor de Deus.
O menino ria intensamente.
– Não tem graça, idiota! — Lizz lhe deu um tapa no braço.
– Ouch. Foi sim. — continuou gargalhando e Summer lhe mandou língua. — Mas, de fato, a professora procura por você.
– Sabe o por que?
– A Tia Rachel está aqui. — sorriu de ponta-a-ponta.
***
– Mãe? — exclamou quando viu uma mulher de cabelo castanho curto e baixinha de costas, conversando com Minerva.
– Fiiiiiilha! — exclamou a mulher fingindo uma animação. Lizz sabia que a mãe não devia estar nem um pouco feliz.
– Como você tá? — perguntou, abraçando-a.
– Na medida do possível, viva. — soltou uma risada fraca. — E você, meu amor?
– Estou ok. — disse sem emoção.
– Vou deixar as duas conversarem em paz. Com licença, Sra. e Srta. Longbottom. — McGonagall se apressou para sair dali.
– Então, pode me explicar agora o que houve? — perguntou Lizz, cruzando os braços. A mãe fez
um silêncio de suspense, fazendo a filha se lembrar de como era dramática.
– Disseram que foi câncer, pelas marcas de tumor no corpo. Creio que foi algo diferente. — disse, cruzando as mãos perto do corpo.
– Diferente como?
– Diferente bruxo. — respondeu.
Lizz não disse nada, apenas engoliu em seco.
– Eu e seu pai temos percebido coisas estranhas a algum tempo. Alguns vultos ao redor da casa, gente nos seguindo... Achamos que alguém, um bruxo, para ser mais específica, tentou com sucesso assassinar seu pai. — disse. As palavras saiam tremidas de sua boca.
– Achamos? — era tudo que Lizz conseguia dizer.
– Eu e Dumbledore. — suspirou.
– Dumbledore? Quer dizer, o professor Dumbledore? O que... mas... como...
– Eu disse minhas suspeitas para ele, não sabia com quem recorrer. Não poderia correr até sua avó, ela não faria nada. Ele disse que concorda, com a volta de Você-Sabe-Quem...
– Voldemort...
– Tá, que seja... Como somos trouxas e você, nascida-trouxa, em uma família de sangues puros, bem, ele acha que talvez Comensais da Morte estivessem atrás de nós. Eu não posso dizer exatamente o por que, eu não sei.
– Provavelmente pelo simples prazer de fazer pessoas infelizes. — resmungou Lizz, seu coração contraindo.
– Eu devo ir, agora. Mas vamos ficar bem, OK? — ela abraçou a filha, e lhe deu um beijo na cabeça.
– Mãe, eu acho que você devia se mudar para um lugar bem longe. — Lizz olhou para baixo e fechou os olhos, segurando as lágrimas.
– Mas filha, como eu poderia fazer isso? O que seria de voc...
– Eu fico com a vovó e Neville, junto com os bruxos. Enquanto estiver perto de bruxos, acho que estarei segura, mas você mãe... devia se esconder. Eu posso lhe visitar uma vez ou outra. Por favor, faça isso... por mim? — pediu.
A mãe deixou umas lágrimas rolarem e apertou as mãos da filha.
– Eu amo você, filha. Vou fazer isso por você.
Lizz assistiu a mãe começar a dar passos em direção ao corredor que dava a sala do diretor, e lhe mandou um tchau de longe.
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