Calawah (hiato)
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Bella sentiu um sufoco e mergulhou, ficando dentro da água até Edward se vestir e voltar para o acampamento. Só então teve coragem de sair e se vestir, tremendo de emoção.
Ela ainda estava trêmula quando entrou na barraca e encontrou Edward deitado por cima do saco de dormir, sem calças e sem camisa, apenas de cueca. Procurando não fazer barulho, entrou no saco de dormir e virou-se para o outro lado.
A única coisa que ela ouvia era a respiração dele. Sabia que ele não estava dormindo, que estava pensando no que haviam feito no rio, e a única coisa que ela podia fazer era morder os lábios para não gemer, demonstrando seu desejo. Bella sentia seu pulso latejar e o centro de sua feminilidade pulsar, mas ele não fez qualquer tentativa.
com os olhos bem abertos, Bella ficou olhando para a parede da barraca, enquanto as palavras dele ecoavam incessantemente em sua cabeça:
_ Ainda não, Isabella Swan, mas não vai demorar...
Na manhã seguinte, Bella não conseguia olhar nos olhos de Edward. Ao acordar, encontrou-o deitado sobre o saco de dormir, olhando para ela e, no mesmo instante, veio-lhe à mente tudo que havia acontecido no rio na noite anterior. Sentindo uma mistura de euforia e acanhamento que a deixava com as faces coradas e o coração disparado, saiu de dentro do saco de dormir, com intenção de deixar o mais rápido possível a barraca. Mas Edward tinha outras idéias e, sentando-se, sorriu para ela.
_ Bom dia, princesa. Dormiu bem?
_ Dormi — respondeu, balançando a cabeça para cima e para baixo vigorosamente. — Muito bem. — Olhou-o furtivamente e viu que ele estava rindo.
_ Pois sim. Eu ouvi você se virar a noite inteira, de um lado para outro, assim como eu.
Ela simplesmente não sabia o que fazer, como escapar dos olhos astutos de Edward. Decidiu que o melhor era sair da barraca.
_ Vou fazer o café — disse, enquanto saía correndo, ouvindo a risada marota de Edward.
Ele a deixava nervosa, mas fazia seu coração bater mais acelerado. Ao pegar os utensílios de cozinha, notou que suas mãos estavam tremendo e zangada consigo mesma, largou tudo e levantou-se bruscamente. Ela tinha que pôr um fim naquela bobagem, não podia ficar de cabeça virada por um caipira de Forks. O que ele tinha feito na noite anterior foi...
Franzindo a testa, mordeu o lábio inferior, preocupada. O que tinha acontecido na noite anterior? Teria perdido o juízo? Jamais, em sua vida, tinha tirado a roupa na frente de um homem, daquele jeito, e nem nadado nua com alguém.
Lembrou-se do erotismo que a invadiu na noite anterior e percebeu que faria a mesma coisa sempre que tivesse oportunidade. Quando ela estava em companhia de Edward, suas pernas ficavam bambas e sua mente se fechava, recusando-se a raciocinar. Na presença dele, algo de primitivo acontecia com ela, passava a ser dominada pelo próprio corpo, e o fato de estar sozinha com ele no meio do mato só aumentava o fogo.
Não estava agora na elegante Manhattan, cercada de todo o conforto proporcionado por seu pai. Estava livre, livre para fazer o que bem entendesse e ficou extremamente chocada ao perceber que o que ela queria mesmo era Edward Cullen.
Ao ouvir um barulho vindo da barraca, voltou-se e viu Edward, que acabara de sair, parado ao lado da abertura, com o peito nu exposto ao ar frio da manhã. com o coração disparado, não conseguiu tirar os olhos dele, apreciando mais uma vez a beleza do seu físico.
Ficaram parados, olhando um para o outro, como que hipnotizados. Naquele instante, Bella percebeu que Edward sentia a mesma coisa que ela, que aquela atração tão forte era recíproca.
Prendendo a respiração, Bella olhou para o outro lado, quebrando o encanto. Estava trêmula, olhando para o rio, mas todas as fibras de seu corpo estavam sintonizadas na aproximação de Edward.
_ Vou acender o fogo para você — disse ele, parando atrás dela.
_ Obrigada — respondeu sem se atrever a olhá-lo, mas, logo em seguida, algo mais forte fez com que ela se voltasse.
Com um sorriso nos lábios, ele a examinava atentamente, e Bella, sentindo mais uma vez aquela sensação estranha no estômago, baixou o olhar e deu um passo para trás.
- Você não disse que ia acender o fogo? — Passou a língua pelos lábios com nervosismo e viu que ele acom panhou atentamente aquele movimento. Um arrepio percorreu-lhe o corpo e ela sentiu os seios incharem, provocando uma dor gostosa, uma necessidade de ser tocada.
_ Acho que já acendi um fogo. — A voz dele era baixa e rouca.
Por um momento, ela achou que iria se jogar nos braços dele, mas virou-se abruptamente e correu para a barraca.
Lá dentro abraçou o próprio corpo, mordeu o lábio e apertou os olhos, tentando sufocar o desejo que sentia. O fogo da paixão queimava-a por dentro, sentia-se como uma massa que estava derretendo, pronta para ser consumida por Edward Cullen.
Tentando acalmar-se, Bella respirou fundo, endireitou os ombros e disse a si mesma para deixar de ser boba. Em seguida, saiu da barraca e foi preparar, o café. Edward estava de cócoras diante do fogo.
_ Agora você já pode preparar o café — disse, sorrindo.
Aliviada por ver que a tensão estava desfeita, bella também sorriu.
_ Então, com licença. Agora pode sair da cozinha.
_ Está bem — disse, levantando-se. _ Enquanto você cozinha, vou desarmar a barraca.
O resto da manhã foi passado num espírito de camaradagem. Depois de tomarem café, colocaram tudo na canoa e seguiram viagem.
O rio estava sereno e a superfície lisa refletia as árvores próximas das margens. Eles já estavam remando há algumas horas quando Edward quebrou o silêncio.
_ Logo ali adiante fica a lagoa da Lama, não dá pra passar de canoa, teremos que transportar a canoa por terra até o próximo braço do rio.
Bella concordou com um aceno de cabeça, sentindo-se bastante animada, pois seria o primeiro transporte de canoa por terra, numa distância de três quilômetros, segundo Edward.
No final, o transporte acabou sendo uma coisa bastante cansativa, pois foi uma caminhada de três quilômetros na lama. Primeiro, Edward levou a canoa nos ombros e Bella um dos pacotes, depois voltaram para pegar o resto.
Três horas depois o trabalho estava terminado e Bella largou-se no chão, exausta e dolorida. Deitada sobre a relva, olhava para o céu e estava tão cansada que nem queria conversar.
_ Cansada? — perguntou Edward.
_ Exausta.
_ Quer mudar de idéia sobre a viagem pelo Calawah? — Ela suspirou e sentou-se.
_ Não, nada disso.
_ Então, vamos colocar a canoa dentro da água. Desanimada, Bella acompanhou-o a ajudou-o no que foi necessário, e eles partiram novamente. Quatro horas depois, ela tinha a impressão de que, se desse mais uma remada, seu braço cairia.
_ Vamos acampar ali adiante — gritou ele. _ O lugar é muito bom.
Ela remou desesperamente os quinhentos metros que os separavam do local escolhido e ainda ajudou-o a montar acampamento. Enquanto Bella estava um molambo dolorida, exausta, despenteada, Edward continuava belo e fresco como quando tinham começado a viagem. Aquilo não era justo, pensou, e nem sabia se chegaria a se recuperar.
Depois da barraca armada e o fogo aceso, Bella deitou-se no chão e ficou inerte, olhando para o céu. Edward sorriu para ela, enquanto fazia o café.
_ O que você está precisando é de um banho revigorante no rio.
_ O que eu preciso é de uma cama de pluma no Hotel Plaza.
_ Nós estamos a algumas centenas de quilômetros de Nova York, Isabella. É melhor você ficar com o banho no rio.
Com um grande esforço, ela levantou-se e foi até a barraca para vestir o maio e seguir o conselho de Edward. Talvez um banho ajudasse a reavivá-la. Na barraca, vestiu um maio vermelho que realçava todas as curvas de seu corpo, que sempre atraía a atenção dos homens, e ficou pensando no efeito que teria sobre Edward. Colocando uma toalha no ombro, saiu ansiosa para ver a reação dele.
Edward estava perto da fogueira, tomando seu café e ficou olhando para Bella enquanto ela entrava na água, depois de ter deixado a toalha na relva. Sentiu um arrepio de excitação percorrer-lhe o corpo ao ver que ele não tirava os olhos dela, mas também não fazia menção de se mover. Bella mergulhou na água fria e levantou-se rindo e puxando o cabelo para trás. Aquilo era realmente muito bom! Mergulhou mais uma vez e ao levantar-se, viu que Edward estava parado na margem, usando apenas um jeans cortado.
_ Vem nadar comigo, Cullen? — perguntou rindo.
_ Vou. — Ele entrou na água, mergulhando de cabeça e saindo perto de Bella.
Ela olhou para ele por alguns segundos, passou a mão pelo cabelo e mergulhou novamente, sentindo que seus poderes femininos estavam voltando. Ela podia fazer o que bem entendesse com aquele homem. Em poucos minutos ele estaria comendo da mão dela.
De repente, Bella levou um susto, pois uma grande mão segurou-a pelo quadril, tirando-a de dentro da água. Quando ela entendeu o que estava acontecendo, viu-se no colo de Edward, olhando-o nos olhos, e sentindo o corpo queimar nos pontos em que encostava nele.
Ela já não era aquela Isabella Swan, de Nova York, tão segura de si. Estava sozinha, no meio do mato, em companhia de um homem barbudo que mais parecia um urso, e cujos olhos penetravam nos seus.
Ele a colocou no chão e segurou-a pela cintura. Bela ficou só esperando para ver qual seria o próximo passo, pois sabia que faria tudo que ele quisesse. Ela estava totalmente à mercê dele.
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