Calaleão O Mundo Perdido
9 A História De Uma Cerejeira
Notas iniciais
Elenco da fic: Atrasada... ¬¬
Hã... oi gente... é não precisam lançar esse olhar assassino em cima de mim... bem o cap. só atrasou por que to trabalhando um pouco demais e não sobra tempo... mas vocês deviam agradecer por esses dias de folga não deviam?
Elenco da fic: ù.ú
Beeeem... deixando isso de lado quero dizer que adorei as reviews e a recomendação que recebi e peço que continuem mandando mais, pois graças ao apoio de vocês consegui avançar um pouco com a fic do lugar que onde tinha parado antes... hã... gomen pelo atraso e espero que gostem desse cap. que esta um pouco maior que os anteriores! Beijos e boa leitura!
Calaleão O Mundo Perdido
Cap. 09 A História De Uma Cerejeira
- Antes quero ver a sua mão.
- Hã?
- Me deixa ver a mão que você machucou quebrando o nariz daquela ruiva. – O moreno parecia bem impaciente, por isso Sakura estendeu a mão que ainda doía e latejava, o sangue tinha sido lavado, era possível ver alguns pequenos cortes. – Hum... essa sua força sempre me intrigou...
- Minha força?
- Sim, até agora achava que era uma força normal, mais o soco de hoje teve muita potencia para ser normal.
- Ta insinuando que eu sou anormal? – Sakura já armava o outro punho.
- Não, só estou dizendo que um pouco da magia existente em você esta conseguindo escapar do meu selo.
- Seu selo? Que selo?
- Eu selei seus poderes quando te trouxe pra cá, se você os mostrasse a alguém poderia ser perigoso, mas pelo jeito uma parte da sua magia se soltou.
Sasuke deu de ombros aproximando o dedo indicador da testa de sua protegida que pasma não se mexeu, sentiu o dedo tocar bem no centro e uma descarga de energia foi solta, sentiu um pouco de dor, mas tratou de reprimi – lá, se o Uchiha fazia aquilo tinha um propósito. Ouviu um barulho de fecho e no momento seguinte a dor passou e o moreno tirou o dedo de sua testa.
- O que você fez?
- Rompi o selo, você vai precisar de sua magia.
- Pra quê?
- É melhor continuar de onde parei ontem. – O moreno sentou em frente à garota que parecia ansiosa para saber o resto. Afinal o Uchiha havia parado na hora em que o ‘vilão’ morrera e disse que era ali que a guerra iria começar de verdade. – Com a morte de Orochimaru, Calaleão achou que finalmente teria paz, mas não foi isso que aconteceu...
- Apareceu mais alguém para incomodar?
- O mais fiel servo de Orochimaru, o lutador Kimimaru conseguiu escapar de sua cela um dia antes da execução e passou quase dois anos sem ser visto. Foi nesse espaço de tempo que eu nasci e o profeta Haku pareceu inquieto.
- Profeta Haku? Quem é ele?
- Um jovem que nasceu com o dom de ver o futuro das pessoas. Continuando ele parecia muito nervoso com o futuro do reino, mesmo que todos achassem que Kimimaru estava morto ele continuava em guarda. Seus temores estavam certos pouco tempo se passou e Kimimaru retornou disposto a vingar seu mestre com um exercito ainda maior que o anterior, foi ai que a guerra começou abertamente. Passados um ano e poucos meses os dois lados não aguentavam mais lutar, mas também não iriam ceder. Foi ai que...
- Que o quê? – Perguntou Sakura quase morrendo de curiosidade.
- A rainha Keiko descobriu que estava grávida.
- E o que isso tem de tão importante?
- O profeta Haku havia profetizado que apenas o herdeiro ou a herdeira do trono nesse caso você poderia derrotar o inimigo e salvar o povo de Calaleão. O povo teve mais esperança, mas de algum modo essa profecia chegou aos ouvidos de Kimimaru que passou a atacar o castelo para tentar matar a rainha.
- Desgraçado!
- Com muito esforço o rei conseguiu manter vocês duas seguras até o nascimento... foi ai que outra profecia, dita há muito tempo se realizou.
- O que aconteceu?
- A rainha Keiko ao dar a luz a sua primogênita morreu. — O Uchiha disse com uma expressão ilegível.
- Minha mãe verdadeira morreu?
- Sim. Ela sabia que morreria se você chegasse a nascer, mas era o seu destino e ela o aceitou.
- Como...? Como alguém pode aceitar uma coisa dessas? – Perguntou Sakura segurando as lagrimas, quando soube que era adotada, quem mais tivera curiosidade de conhecer foi sua mãe verdadeira, mas agora sabia que isso seria impossível.
- Sua mãe acreditava em Haku e queria deixar um herdeiro ao trono, mesmo sabendo que nunca chegaria a vê – lo crescer. – O garoto contou sombriamente, mas sua expressão se suavizou em seguida. – Acho que ela só não contava que acabaria deixando uma cópia dela no mundo.
- Você quer dizer que...
- Sim você é igualzinha a ela, o cabelo rosado só a rainha Keiko possuía, a única diferença entre vocês duas é o tom de verde dos olhos.
Sakura sorriu lindamente ao saber que era igual a sua mãe de quem mesmo sem conhecer já gostava muito. Afinal, ela se sacrificara para faze – lá viver, havia prova de amor maior do que aquela?
- Voltando a historia, você nasceu numa madrugada e trouxe esperança para o rei mesmo que ele estivesse arrasado por ter perdido a rainha. No entanto não chegou há ficar um dia com ele...
- O que aconteceu?
- Kimimaru atacou o castelo com força total, os soldados se esforçaram para dete – lo, mas era inútil, ele sabia que você tinha nascido e pretendia mata – lá, O rei Codan não sabia o que fazer então Haku disse que era melhor leva- lá para o mundo dos humanos onde estaria mais segura.
- Então...? – Sakura parecia estar compreendendo o porquê de ter sido criada por outra família.
- Acredite ele não gostou muito de fazer isso, mas não tinha muita escolha, o rei me chamou para te trazer para cá.
- Mas... você... que idade tinha? – Ela estava apavorada.
- Cinco anos. – Respondeu meio sem jeito.
- Cinco anos?! Mas tão novinho assim... por que...
- Sendo um Uchiha sou o único que pode passar pela fenda que separa os mundos agora. Bem ele me entregou você num embrulho de cobertores e me deu instruções para entrega – lá a uma família. O mais difícil foi sair de Calaleão...
Flashback on
Depois de receber aquela missão tão importante Sasuke não perdeu tempo, correu para o estábulo com o bebe nos braços, apressado montou em Tempestade seu cavalo negro, segurou o embrulho em uma das mãos e com a outra pegou as rédeas.
- Eia Tempestade! – Gritou batendo os calcanhares nos flancos do animal que começou a correr para fora dos limites do reino.
Por causa daquele balanço incomodo o bebe acabou se assustando e começou a chorar chamando atenção dos inimigos que não demoraram a persegui – los. Um céu escuro começou a tomar conta de tudo, e o temporal armou – se. Sasuke instigava seu cavalo, já se via em apuros, pois eles estavam conseguindo alcança – lo e cada vez mais disparos passavam raspando por ele. O bebe chorava desesperado começando a molhar – se por causa da chuva.
— Droga. – Praguejou fazendo Tempestade mudar de curso para ver se assim despistava seus perseguidores, não funcionou, eles continuavam na sua cola dispostos a matar a princesa.
O caminho que pegara era mais acidentado, mas pelo menos estava conseguindo se afastar um pouco dos inimigos, embora não estivessem a salvo.
- Vai morrer Uchiha maldito! – Gritou alguém que Sasuke reconheceu como o próprio Kimimaru. No momento seguinte um raio o atingiu no braço que segurava o bebe, ele urrou de dor, sentindo seu sangue respingar sobre a garotinha, um centímetro abaixo e a princesa teria sido atingida. Com um esforço sobre — humano conseguiu erguer o embrulho e o trocou de braço mantendo seu corpo na frente dela.
- Corre Tempestade! Rápido rapaz! – Gritava batendo nos flancos do cavalo que mantinha um galope enlouquecido.
- Você não vai escapar de mim! – Kimimaru diminuía cada vez mais a distancia entre eles, batendo brutalmente no seu cavalo.
Não demorou muito e emparelhou com o garoto que machucado não podia fazer muita coisa, logo o inimigo deu um soco potente no rosto do moreno que apesar da força conseguiu manter – se firme na sela do cavalo, Kimimaru adiantou a mão para roubar – lhe a princesa que chorava muito.
- Não se atreva a tocar nela. – Bradou o Uchiha soltando a rédea e puxando uma katana que se encontrava amarrada na sela.
- Essa garota vai morrer.
Sasuke sabia muito bem que não era páreo para Kimimaru, mas não deixaria que ele matasse a princesa de jeito nenhum, nunca falharia com a sua obrigação, era seu dever protege – lá nem que morresse fazendo isso. A katana por pouco não acertou o braço do obscuro homem.
- Quer me desafiar seu pirralho? – Kimimaru parecia fora de si, afastou – se dele e jogou um de seus raios numa arvore mais a frente.
O estrondo desorientou Tempestade por tempo suficiente para o cavalo tropeçar no tronco e tombar com tudo no chão.
“Droga!”. O sangue que fluía de seu braço encharcava um dos diversos cobertores já úmidos da criança em seus braços, conseguira cair com as costas para o chão assim evitou machucar a garotinha. O servo de Orochimaru se aproximava com um raio a postos.
- Morra desgraçado! – Gritou atirando – o contra o garoto.
- Doroku! – Disse ele num sopro de ar, no mesmo instante um escudo o envolveu juntamente com a princesa, protegendo – os do raio, mas dispersou – se logo em seguida. Sem nenhuma escolha o Uchiha jogou uma das bolinhas que herdara de seu pai no chão a seus pés. O objeto explodiu lançando uma cortina de fumaça no ar.
Aproveitando – se disso escapou enquanto Kimimaru desacostumado ficou atordoado pela fumaça, correu como nunca correra antes, ofegava sentindo que perdia as forças aos poucos, seu ferimento ardia e não parava de sangrar, porem estava perto da fenda e isso o alegrou um pouco.
- Ah... – Gemeu quando seus pés perderam a força e caiu com tudo no chão, a princesa apesar de molhada, suja de sangue e lama não tinha nenhum ferimento e isso o fez suspirar aliviado.
Arrastou – se até a proteção de uma arvore, procurando descansar, não havia sinal algum do inimigo então podia respirar um pouco, Sakura parou de chorar e olhou soluçando para o garoto, diretamente nos olhos ônix dele. Estendeu uma de suas mãozinhas gorduchas e pequenas querendo tocar aquele rosto sofrido, para evitar que ela voltasse a chorar ele abaixou a cabeça ao alcance dela. A princesa deu uma risada gostosa ao segurar uma das mechas do cabelo negro, não puxava apenas mantinha a mecha nas mãos.
- Princesa Haruno Sakura... vou te proteger com a minha vida. Eu prometo! Nada de mal vai acontecer com você enquanto eu estiver vivo. – Disse sentindo que o bebe pareceu mais contente.
A tirou do embrulho de cobertores podendo ver como era pequeninha, os tufos de cabelo rosa davam – lhe um ar inocente e infantil, os olhos de um verde esmeralda cintilavam e oscilavam para tons mais claros enquanto ela brincava com o seu cabelo negro, suas risadas preenchiam o ar tenso. Em silencio o moreno selecionou os cobertores mais secos e voltou a enrolar o pequeno corpo da garotinha procurando deixa – lá aquecida e segura. Depois rasgou um dos cobertores molhados e as pressas usou o pedaço para estancar o sangue de seu braço considerando – se já com sorte por ter escapado com a princesa de Kimimaru com só aquele ferimento. Sentindo que recuperou um pouco de suas forças levantou – se com ela nos braços, preparado para continuar o caminho.
Conseguiu chegar à fenda sem problemas maiores, para abri – lá porem precisou soltar a garotinha um instante no chão, já havia parado de chover e isso facilitou sua concentração. Ergueu as mãos onde sentia a fenda e sua voz infantil ecoou pelo lugar.
- Tsuyoi (Força)!!!
A fenda foi aparecendo aos poucos ocupando todo o espaço ao seu redor, o poder de sua linhagem forçou – a, até que a mesma abrisse para o mundo dos humanos, pegou Sakura nos braços novamente e num impulso só pulou com ela em direção aquele lugar onde a garota estaria mais segura.
Desabou do outro lado, percebendo a diferença entre um mundo e outro, ali seu ferimento doía muito mais, no entanto sua magia parecia ter sido duplicada. Levantou – se olhando pros lados alarmado, não havia ninguém, já era noite, provavelmente estariam dormindo. Olhou a princesa em seus braços e percebeu que ela estava quase adormecendo, deveria estar tão cansada quanto ele, afinal era seu primeiro dia de vida e fora bem agitado.
- Agora será mais calmo. – Andou com ela por um bom tempo, a garotinha acabou pegando no sono.
O Uchiha parou ao ver pela janela de uma casa formidável uma família brincando alegremente com um bebezinho de aproximadamente seis meses. O bebe possuía olhos perolados e cabelo azul escuro assim como seus pais.
“Hum... eles parecem ser bem amorosos com crianças... e creio que a princesa adoraria ter uma irmãzinha...”. Ficou parado ali por um tempo, até se decidir, suspirando fez um feitiço para conseguir um cesto de palha bem resistente, usou seus poderes para limpar o máximo possível os cobertores da garota que acordou meio assustada, colocou um papel sobre ela escrito “Sakura”.
Quando se certificou que ela estava bem quentinha e segura no cesto a acomodou na porta da família e tocou a campainha desaparecendo logo em seguida. O bebe ao ver que estava sozinho recomeçou a chorar, até que as pessoas da casa escutaram e correram para ver o que era.
- Por kami é um bebe querido! Uma linda menina! – A jovem mãe se agachou e tocou de leve no rosto de Sakura que parou de chorar e a fitou curiosa.
O homem da casa foi até ali e repetiu o ato da mulher encantado com a beleza e inocência da garotinha. Observou ela pegar um dos dedos dele com as mãos pequenas e apertar um pouco.
- Ela é linda mesmo Haiana. – Disse ele ainda hipnotizado com a pequena. – Mas quem a abandonaria aqui? – Ele começou a olhar pros lados porem não viu ninguém.
Haiana pegou o papel lendo – o curiosa, olhou de volta para a rosadinha abrindo um sorriso carinhoso.
- Você é a Sakura?
A princesa se agitou no cesto como se confirmasse que aquele era o seu nome, o casal a fitou por mais alguns instantes até o chefe da família se pronunciar.
- Ao que parece Hinata terá uma irmãzinha mais nova.
- Vamos ficar com ela então? – Perguntou mal podendo se conter.
- Claro. – Dizendo isso ele tirou o bebe coberto pelos cobertores e entregou a mulher que a segurou nos braços totalmente encantada, e pegou o cesto.
Juntos o casal entrou em casa, onde passariam a criar com todo amor e afeto aquele lindo presentinho rosado que aparecera em sua porta. De cima de um telhado Sasuke observava tudo, convencido de que escolhera a família certa, a partir daquele dia até o dia de hoje (E provavelmente o resto de sua vida.) o moreno passou a vigia – lá das sombras, cuidar para que nenhum inimigo a ferisse e certificou – se de que ela viveria para retornar ao seu verdadeiro lugar e salvar a todos como a profecia de Haku ditava.
Flashback off
Fim Do Capitulo
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