Caixa Postal
4 Capítulo 4: Visita
Notas iniciais
Saí do quarto, finalmente pronta, meu pai já estava fardado e na cozinha. Entrei na mesma e fui preparar meu café.
– Filha? – Ele chamou. Eu olhei para ele como resposta.
– Está bonita. – Ele disse sorrindo. Eu sorri de volta... "mais diálogo?". Passamos o resto do café da manhã calados e logo eu fui escovar os dentes, assim como ele. Descemos pelo elevador e fomos para o estacionamento. Entrei lentamente no carro enquanto ele procurava o controle do portão nos bolsos. Quando achou, entrou e colocou o cinto. Logo chegamos na escola.
Os muros eram enormes e pe lembravam um cortiço, mas era de pedra. Eu saí do carro e me despedi do meu pai. Chegando na portaria um homem forte veio me atender.
– Eu vim para a visita. – Informei falando um pouco baixo. Ele assentiu e me guiou para dentro da escola. Era realmente bonito.
Eu estava com o porteiro andando num caminho de pedra e dos lados era tudo grama com mais alguns caminhos para chegar numa praçinha. Mais para frente era a escola de verdade, e tinha mais um portão, pelo qual o porteiro me ajudou a passar. Pelo visto eu havia chgado cedo e fui guiada até a secretaria. Lá o porteiro informou à secretária da minha presença e se retirou. Fiquei um tempo sentada aguardando e logo um homem alto de cabelos escuros veio falar comigo.
– Então essa é a Juliana! – Ele dise sorrindo. Era um homem muito previsível. Como ele era atraente para a idade, devia ter uns 48 ou 50 anos, devia dar em cima de suas subordinadas, as vezes até conseguir.
Eu me levantei e ergui a mão para ele. Ele a apertou e me guiou para fora da sala, começando a caminhar pelos corredores.
– Bem, sua visita funcionará assim: Vou lhe mostrar a escola, quase toda, e no horário do intervalo a deixarei livre para explorar tá bem? – Ele falou ainda animado. Eu abri um sorriso meio amarelo e o acompanhei pela escola.
Depois de todo o tour pela escolha, decidi que minha parte favorita foi o pátio. Diferente dos outros colégios, lá tinha muito verde, grama, árvores, tinha também banquinhos de madeira, guarda-sóis de palha morta e mesinhas. Era muito bonito, e me pareceu muito agradável.
– Então Srta Nogueira, o intervalo será ás nove e meia, e são nove e quinze. Eu vou deixá-la livre e quando estiver de partida é só passar na secretaria para confirmar ou negar sua matrícula. – Ele disse sempre muito gentil e se retirou. Eu segui para o pátio e sentei-me na cadeira mais distante, com medo de atrapalhar o intervalo dos alunos.
Cruzei as pernas, pousei as mãos no meu colo e fechei os olhos, sentindo a brisa tocar meu rosto e levar alguns cachos para longe do mesmo.
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