Caixa Postal
10 Capítulo 10: Batwoman
Notas iniciais
Na verdade é um apintura digital...mas eu que fiz ein? quem quiser pegar, me peça. u-u
POV Juliana ON
Entrei dentro do carro e imediatamente enxuguei as lágrimas. Suspirei aliviada ao ver que o motorista não era um dos dedos duros do meu pai, então eu estava salva de mais perguntas sobre aquilo.
Mas eu mesma não conseguia parar de me perguntar. Porque eu chorei? Ele não era nada meu, eu o conheci hoje, sequer sei seu sobre nome. Não tem como eu gostar dele. Além do mais, ele nunca me disse que não tinha namorada. Mas...
Os olhos dele tremiam em aflição, medo e surpresa. Ele segurou meu pulso com força mas eu me soltei sem sequer olhá-lo no rosto.
Mas então porque ele me segurou?
A cena daquela loira azeda beijan... Daquela garota... beijando o Davi ecoava na minha mente, e continuou me perseguindo até chegar em casa. É, eu não fui para a casa da minha avó. Ela me odeia, então foi fácil fazê-la convencer meu pai que eu devia ficar em casa, e já sou bem grande.
Mas não seria nada fácil dar as caras amanhã naquele colégio.
Quando cheguei em casa peguei um copo com água e fui até a varanda. Bebi a água olhando para o céu ainda chuvoso. Suspirei fundo e bebi a água, depois indo para o banheiro me banhar.
Tomei um banho muito demorado e saí do banheiro ainda de toalha. Eram quase quatro horas, quando a noite chegasse eu desceria para o salão de música. Fiquei de toalha por um longo tempo, olhando parao céu e sentindo a brisa secar naturalmente os meus cabelos, quando o meu celular tocou.
Eu atendi.
– Juju? — Chamou uma voz masculina.
– Ahm, é ela. Quem é? — Perguntei sem reconhecer a voz nem o número.
– Sou eu, Lucas! — Falou meu primo animado. Lucas é o garoto mais esquisito, doente e mal informado que eu conheço. Ele consegue me fazer sorrir.
– Oi Luquinhas! — Eu cumprimentei ele já sorrindo um pouco.
– Então, soube que hoje é seu ultimo dia de liberdade, e você está no meu bairro vizinho... — Ele disse como quem não quer nada e eu ri um pouco.
– Que tal um cineminha? — Perguntou rindo da minha risada.
Eu topei o cinema com meu primo e mrcamos de ele vir me pegar aqui, já que eu não conheço a cidade. Eu me troquei e fiquei no saguão esperando ele. Nós iriamos assistir "A Origem dos Guardiões" com uns amigos dele.
[Roupa da Juliana: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=66953005&.locale=pt-br ]
Quando ele chegou correu para me abraçar e me levantou no ar. Até que eu tava com saudades dele. O que me pegou de surpresa é que os amios dele já estavam ali fora esperando. Olhei um pouco assustada para a porta.
– Calma, ninguem vai te devorar. É que o cinema é aqui pertinho. — Ele disse sorrindo. O Lucas era filho da irã mais velha de meu pai. Ele era alto, tinha cabelos curtos e pretos, mas os olhos eram castanhos. Idênticos aos da minha tia.
Saímos do meu prédio. Ele com a mão em cima do meu ombro e eu com a mão abraçada em sua cintura. Haviam dois garotos e três garotos. Era óbvio que eu ia atrapalhar algo, assim como era óbvio que Lucas não sabia de nada.
As três garotas tinham os cabelos escuros e lisos, a primeira tinha o cabelo curto e as outras duas tinham-no na altura dos ombros. Já os rapazes pareciam ser mais velhos, exceto por um deles que era loiro e tinha os olhos claros e feições finas e quase infantis.
Saímos da minha rua e eu descobri que o cinema era na esquina. Lucas gargalhou ao ver minha expressão com tal descoberta.
Ele foi comprar nossas entradas e me fez ficar ali fora com seus cincos amigos enqunto ele enfrentava a fila. Fiquei muito em jeito ali com eles. As garotas ficavam olhando para o loiro, o que me fez olhar curiosa para o outro garoto. Ele tinha o cabelo escuro, mas eu conseguia ver que era ruivo. Não tão claro e obvio como o meu, mas era um ruivo escuro, quase como vinho. Era bem bonito. Ele percebeu que eu o olhava e sorriu sem jeito. Eu dei o mesmo sorriso e logo Lucas voltou.
Uma das duas de cabelos médios, a que estava com batom car-de-sangue, coxixou algo no ouvido do meu primo, que logo corou. Eu suspirei e entramos na sala de cinema.
Descobri que o nome do Loiro era Daniel e o da garota de batom forte era Luana.
Lucas parecia nervoso, e fez questão de se sentar na ponta de uma fileira, e me puxou para o seu lado. Ele coxixou para mim que a outra garota de cabelos médios, a tal da Mariana, queria ficar com ele. Cara, em pleno século XXI, adolescentes de 18 anos pedido pra ficar um com o outro? E outra, o Lucas é gay.
A tal da Mariana me fusilou com os olhos. Lucas me olhava angustiado. Ele ainda tinha medo de assumir, e não queria que seus amigos pensassem que ele era mole. Eu era a ´-unica que sabia de seu "segredo".
– Lucas cara... vai estilar? — Perguntou o tal do Daniel. Lucas virou o rosto e fingiu que não ouvia. O Daniel começou a rir e se virou para contar para a garota de cabelos curtos. Virei-me para meu primo.
– Belos amigos...- Sussurrei e ele deu de ombros. — Eles sabem que somos primos?- Perguntei e ele negou com a cabeça. Claro que eu tinha uma ideia.
Em pouco tempo os cinco estavam rindo do meu primo. "Ah o viadinho não aguenta o tranco..." Eu não podia ver ninguem mexer com o meu Luquinhas. Sabe quando a gente fica maligna? Sabe quando uma mulher está com raiva? Pois é, eu estava.
Eu segurei a raiva e olhei para o loiro sentado ao meu lado, chegando mais perto do rosto dele e quase fechando os olhos. Ele segurou mnha nuca, jurando que a ruiva caiu na dele. Quando ele me puxou para perto e encostou nossos lábios, fiz questão de morder até sangrar.
– Ops, desculpe. Sou acostumada a beijar homens, e não viadinhos sensíveis. — Eu falei cinicamente. Ele me olhou abismado e colocando a mão na boca para em seguida ver o sangue em seus dedos. O ruivo começou a rir instantaneamente e as garotas começaram logo depois.
– Viadinho é o teu amigo aí! Aposto que nunca pegou uma mulher de verdade! — Ele disse com dificuldade. O filme ainda não havia começado, então eu tinha tempo para acabar com a aoutoestima daquele idiota.
Eu o olhei sorrindo ainda muito cínica.
– Mesmo? — Perguntei enquanto segurava a mão de Lucas do outro lado do meu corpo. Num movimento rápido eu o puxei e o beijei. Com movimentos lentos, dei-lhe um beijo técnico, sem lingua, sem sentimento, sem ressentimento. Pude ouvir o loirinho encher o pulmão de ar ruidosamente.
Quando acabei de beijá-lo, encarei meu primo e dei um meio sorriso, e ele fez o mesmo, com uma cara de "o que você não faz, sua louca?". Rimos um pouco e quando me virei o loiro haia saido da sala e o ruivo estava ao meu lado.
– Batwoman, ele sim estilou. — Brincou o ruivo. Rimos um pouco e voltamos para o filme.
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Esta é a Juliana. ^^
QUando eu terminar de pintar o Davi eu coloco ele aqui também tá? ♥
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