Caismor - O grande reino
1 Prólogo
Em fevereiro de 2350 o mundo mudou completamente.
Muito mais que uma Terceira Guerra Mundial, a Guerra dos Hemisférios resultou em destruição em massa.
Milhões de vítimas, civis, mulheres e crianças inocentes, soldados.
A América do Norte, com a aliança da América Latina dizimou a Europa e Ásia e dominou a África em apenas alguns anos.
Ricos em capital, tecnologia, recursos humanos, indústria, comércio. Se tornaram a grande potência mundial, alcançando um nível de desenvolvimento o qual nenhum outro país foi capaz de alcançar. Aproveitaram-se da dependência da América Latina e tomaram posse de seus países.
A tecnologia americana era inatingível, seu poder bélico, incomparável.
Com a crise Euro-asiática e a pobreza africana, a América ganhou a guerra com muito sucesso.
Como consequência para a América ocorreu uma enorme revolução tecnológica. Já para a Europa, Ásia e África ocorreram devastações de países, extermínios de populações, contaminação de terras.
O Novo mundo comandava o planeta enquanto o Velho mundo era apenas isso, “velho”.
Agosto de 2402
Das cinzas, povos europeus sobreviventes fugiram para a ilha da Irlanda, o único local sem contaminação, onde ainda havia natureza e possivelmente vida.
Surge uma nova civilização. Sem saber da existência de um mundo passado, esse povo construiu moradias, ferramentas para a sobrevivência e instaurou um regime político monárquico.
Com uma cultura estritamente medieval e humilde, um Rei e sua população se expandiram pelas terras que uma vez pertenceram à República da Irlanda e criam o reino de Caismor.
Março de 2476
Após duas gerações de monarcas, nascem dois irmãos, filhos de um último rei. Os dois irmãos ao atingirem 18 anos, disputam pelo título de Rei. Com a vitória do mais velho, o irmão mais novo é exilado para terras mais distantes. O escolhido começa seu reinado, o mais rígido, tirano e opressor de todos. Seu nome era Augustus Wikewosh.
Depois da coroação de Augustus, o reino de Caismor nunca mais foi o mesmo.
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