Caindo em Tentação

9 CAPITULO 9 - PESADELOS


Eu estava em um carro. Mas eu não sou eu, estranho. Por que eu estou sentada nessa cadeira de bebê? Por que eu sou um bebê? E quem é esse homem que tá dirigindo o carro? E essa mulher ao lado dele? Esses rostos não são estranhos. Será que eu voltei no tempo? Será que eu to sendo sequestrada ou algo tipo?

O casal no banco da frente parecia muito feliz, fazia planos de um final de semana perfeito, e falavam muito sobre mim. Eu ouvia meu nome, mas não conseguia escutar o que esse casal falava sobre mim. Foi aí que o homem que dirigia o carro resolver olhar pra trás para acariciar meu rosto. A mulher ao lado dele chamou a atenção dele, ele virou o volante com força, e o carro começou a rodar, rodar, rodar. Eu não conseguia ver nada. O casal na frente do carro, estava sem cinto, então eles se bateram em tudo quanto é parte do carro, enquanto eu estava ali presa naquela cadeira de bebê. O carro continuava rodando, parecia que estava descendo uma montanha, ele não parava nunca. Eu já estava ficando tonta com tudo aquilo e resolvi fechar os olhos, segundos depois o carro parou. Eu resolvi abrir os olhos. E meu Deus. Eu estava sozinha no carro. Cadê o casal que estava aqui na frente? Eu olhava os bancos, só via sangue, cacos de vidro, o carro toda amassado e eu ali presa naquela cadeira e naquelas ferragens. Resolvi olhar pro lado, então eu vi, o casal estava lá, no meio do mato. Seus corpos jogados no chão, cheio de ferimentos. Eu comecei a chorar e gritar.

- NÃOOOOOOOOO! – e eu então eu acordei. Eu estava chorando, assim como no sonho.

Peguei meu travesseiro para abafar meus gritos e meu choro. E então o Dudu veio até mim.

- Duda, Duda! – ele tentava tirar o travesseiro que tampava meu rosto. – Pelo amor de Deus, o que houve?

- Eu t-tive um so-sonho horrível, Dudu. – eu chorava muito.

- Calma Duda, eu to aqui. – ele se deitou ao meu lado e me abraçou.

Eu resolvi tirar o travesseiro do rosto para olhá-lo. Ter certeza de que eu estava acordada e de que aquilo tudo foi só um pesadelo terrível.

- Por que tá me olhando assim? – perguntou ele.

- Eu to acordada mesmo? – só eu pra fazer essa pergunta idiota.

- Tá sim Duda. Eu to aqui com você. – ele me apertou, fazendo com que minha cabeça ficasse apoiada no peito dele. – Pode dormir agora, fica tranquila.

Eu o abracei e controlei o choro.

- Eram meus pais Dudu. – fiz uma pausa. – Eu tenho certeza.

- Shh. – ele me apertou mais forte. – Tenta dormir, amanhã você me conta isso.

Então eu fiquei quieta, deitada no peito dele, ouvindo os seus batimentos cardíacos. Comecei a contar cada batida que o coração dele dava, até cair no sono.

Acordei menos triste. Porque com o Dudu abraçado comigo, eu não tive pesadelos. E se eu tive um sonho bom, acordei sem me lembrar dele.

Me levantei e fui correndo para o banheiro, antes que alguém nos visse daquele jeito, dormindo abraçadinhos na mesma cama.

Quando saí do banheiro, fui acordá-lo.

- Dudu? – balancei ele.

- Amor, me deixa dormir mais um pouquinho. – resmungou ele.

- Dudu, eu não sou a Mary. Sou a Duda. – eu ri. – ACORDA! – derrubei ele da cama.

- NOSSA, SUA BRUTA! – ele levantou revolts e foi pro banheiro.

Eu fiquei sentada na minha cama rindo dele. Ele fica tão lindo revolts.