Caindo em Tentação

2 CAPITULO 2 – LAR DOCE LAR


Quando chegamos à minha nova casa, meu queixo caiu no chão. QUE MANSÃO! Aquela casa era três vezes maior que o orfanato. Eu não acredito que eu vou morar aqui.

- Algum problema, Duda? – perguntou Emilio.

- Nada não. É que vocês têm uma bela casa. – falei quase engasgando.

- Não se esqueça que a casa agora é sua também. – Anne me lembrou.

A casa era linda. Toda branca com alguns detalhes verdes, a sala tinha uma parte que era de vidro, as cortinas estavam abertas, e deu pra ver o quanto a sala era linda.

- Bem vinda a sua nova casa, Duda – disse uma mulher abrindo a porta.

- Joana? – perguntei.

- Sim, sou eu mesma. – ela sorriu. Eu fui até ela e a abracei.

- Muito prazer. – eu disse.

- O prazer é meu, minha linda! Agora entre e conheça sua nova casa.

- Deixa que eu apresento a casa pra ela, Joana. – dessa vez foi uma voz diferente, devia ser de um dos meus irmãos.

Quando me virei para olhar quem descia as escadas, levei um susto.

Eu precisava ter um irmão tão lindo? Minha nossa, que tentação!

Ele é branquinho, tem o cabelo castanho claro, meio comprido, usa o cabelo jogado de lado, franjinha, usa piercing no nariz e tem o sorriso mais lindo do mundo. Pedro que se cuide! Ignorem meus pensamentos. Pedro é meu namorado e esse aí é meu irmão, SÓ isso.

- Não Eduardo. Deixa que EU apresento a casa pra ela.

Agora era outro menino que descia as escadas. Ele também era lindo! Jesus me abana. Que irmãos eu fui arrumar?

- Não briguem meninos, os dois podem apresentar juntos. – falou Emilio pai entrando na casa, carregando minha mala.

- Tudo bem. – resmungou o mais lindo. – Prazer Duda, eu sou o Dudu.

Ele tentou me seduzir com esse sorriso lindo dele? Sim, ele conseguiu.

- Prazer Duda, eu sou o Emilio. – ele veio até mim e me deu um abraço apertado.

Ok. Ele também quer me seduzir? Já vi que eu tô seriamente ferrada.

Duda, esquecemos de te avisar... – era Anne. Ela parecia preocupada.

- O que foi? – perguntei assustada.

- Mandamos reformar o quarto de visitas para ser o seu quarto, mas ele ainda vai demorar uma semana pra ficar pronto. – ela disse.

- Tudo bem, não tem problema nenhum nisso. – eu disse.

- É porque você não sabe a melhor parte – disse Eduardo todo sorridente – Você vai ficar no MEU quarto!

Meu queixo caiu no chão de novo, peraí. Eu ficar no mesmo quarto que o Eduardo uma semana? Ô pecado. Emilio irmão olhava Dudu com uma cara de... bravo? Estaria ele com ciúmes? Eu ri.

- Filha, você se importa de dividir o quarto com o Dudu? – Anne me chamou de filha? Que fooofa!

- Imagina! Não tem problema nenhum. – sorri.

- Então vem comigo. – disse Eduardo me puxando escada acima.

Ele me levou até a última porta do corredor e a abriu.

- Tchã rã rã rã – disse ele – Bem vinda ao seu novo quarto.

Seu quarto é lindo, Eduardo. – eu disse.

- Eu sei irmãzinha. – pausa – Você pode me chamar de Dudu por favor?

- Claro, se você prefere assim, irmãozinho.

O quarto dele era enorme. Tinha uma cama box de casal em um canto, uma cama de solteiro em outro canto — que com certeza foi colocada ali pra mim -, tinha um guarda-roupa seis portas marfim, uma mesa de computador também marfim, tinha também um aparador com várias fotos dele, com Emilio irmão, com Emílio pai, Anne, e uma foto com uma loira.

- Quem é ela? – perguntei apontando para a foto.

- Minha namorada. – ele respondeu sem graça.

- Hum. – e logo mudei de assunto. – Aquela porta ali é o quê?

- Meu banheiro... Aliás, NOSSO banheiro. – ele foi até lá e abriu a porta.

- NOSSA! VOCÊ TEM UMA BANHEIRA? – gritei de empolgação.

- Tenho. – ele riu.

O banheiro dele é um luxo. Fui obrigada a me imaginar deitada naquela banheira, como aquelas atrizes de novela, pétalas e muita espuma. Saí do banheiro e fui para a sacada do quarto dele. Olhei para o lado e vi Emílio irmão na sacada ao lado.

- Ei, psiu! – falei. Ele me olhou e eu perguntei – Aí é seu quarto?

Minha pergunta foi bem idiota, eu sei. Mas mesmo assim ele foi educado comigo.

- Sim. Quando o Dudu terminar de te apresentar a casa vem aqui tá? – Ai que lindo ele gente, morri.

- Claro, vou sim.

DUDA! – o Dudu me gritou e eu entrei no quarto novamente.

- Fala irmãozinho.

- Vem comigo que eu vou te mostrar o resto da casa. – ele puxou minha mão e me levou para fora do quarto.

Eu já disse o quanto a mão dele é macia e quente? Já parei.

Enquanto ele me puxava pelo corredor, ia me apresentando a casa.

- Aqui como você já sabe, é o quarto do Emilio – ele disse apontando uma porta ao lado do quarto dele -, mas isso ele te mostra depois. Aqui é onde vai ser seu quarto – ele apontou outra porta, mas não abriu – Aqui é o quarto que nossos pais usavam de depósito. Mas como o quarto de visita vai ser seu quarto, aqui vai passar a ser o quarto de visita, entendeu? – ele me olhou e piscou.

- Entendi sim irmãozinho! – e pisquei para ele também.

- Bom, ali é o quarto dos nossos pais – ele apontou a ultima porta restante. – Quer ver?

- Se eles não se importarem, eu quero sim. – e sorri.

- Então vamos. – e ele me puxou para dentro do quarto.

- UAU. – fiquei admirada e ele riu da minha reação.

No centro do quarto tinha uma cama de casal enorme e atrás da cama tinha um quadro imenso com uma foto do casal e dos filhos juntos – ainda não acostumei dizer meus pais e meus irmãos. Tinha uma TV LCD enorme pendurada – não me pergunte como – no teto, tinha um closet enorme, que parecia mais uma loja de roupas, e claro, um banheiro luxuoso com banheira, e a sacada, assim como o quarto do Dudu.

- Agora vem comigo que eu vou te apresentar o andar de baixo.

Ele saiu me puxando pela escada. Vi Emilio pai sentado no sofá falando com alguém no celular.

- Aqui é a sala, que você já tinha visto.

A sala é enorme e linda. Tem uma TV LCD na parede, um aparelho de som, DVD, vídeo game, CDs e filmes, que lotavam o rack. Tem uma mesa de centro bem em frente ao sofá bege, em formato de L.

- Ali é a sala de jantar e ali é cozinha. – disse ele apontando cada lugar.

Na sala de jantar tem uma mesa de vidro enorme, com seis cadeiras e uma estante, que parece um bar, com tudo quanto é tipo de bebida. Uii! Eu com uma garrafa daquelas já fazia A festa.

Ao lado do “bar”, tem um balcão que dava entrada à cozinha, que também é enorme, e lá estavam Joana e Anne terminando o almoço.

- Já vou servir o almoço. – disse Joana. – Alguém pode ir chamar o Emílio?

- Eu vou. – respondi. – Depois do almoço você me apresenta o resto da casa, tá irmãozinho?

- Pode crê. – ele sorriu.

Subi e bati duas vezes na porta do quarto de Emilio.

- ENTRA. – gritou ele.

- Oi irmãozão. – sorri.

- Oi Duda, entra aí.

Entrei e me assustei. O quarto dele era perfeito. Em uma parte da parede havia um desenho feito com spray. Se não me engano, é grafite o nome dessas coisas feitas com spray, né? O desenho era uma caricatura perfeita do rosto dele, e no canto tinha a assinatura dele.

- Não acredito que você fez isso. – falei chocada.

- Por quê? Achou feio? – ele ficou triste.

- Não! Claro que não. Eu amei. Promete que vai fazer isso no meu quarto? – pedi. Quase implorei na verdade.

- Claro, já que insiste. – ele sorriu.

O quarto dele era semelhante ao do Dudu. Também tem uma cama box de casal, um guarda-roupa seis portas e uma mesa de computador, só que eram na cor preta. Tem uma sacada, e claro, um banheiro lindo, com banheira.

- Seu quarto é lindo Emilio. – sorri. – Ah, e já ia me esquecendo. Vamos almoçar?

- Claro. – ele segurou minha mão e descemos para a sala de jantar.