Notas iniciais
Oi, galera! Nossa, 'tô um pouco atrasada! Acabei chegando do curso ontem, fiquei esperando a Bia responder os reviews... E capotei na cama nesse intervalo. UAHUSAJSA Perdão! Acordei agora no meio da madrugada pra postar! Serei rápida aqui porque tenho um plantão hoje às 7h30min da manhã! Mas, como sempre, MUITO obrigada a todos que comentam e deixam seu carinho e incentivo para nós! Chegamos aos 500 reviews! *saltita* E um obrigada extremamente ESPECIAL à LuOrtensi, Who Says e Keshy Iamani pelas recomendações MARAVILHOSAS! Amamos! ♥ Boa leitura, amores!

Taylor acordou sábado pela manhã sentindo sua cintura bem agarrada por um dos braços de Damien. Seu corpo ficou quente rapidamente, e ele ainda permaneceu uns minutinhos aproveitando aquela sensação. Acariciou o braço do ruivo, suspirando, antes de se forçar a levantar. Sentou-se bocejando e tocou a testa do mais novo, achando-o ainda um pouco quente, porém não tanto quanto no dia anterior.

Iria preparar um café da manhã reforçado para ele! Aquele ruivo precisava se alimentar direito. Mas antes Taylor precisava de um banho, e foi atrás disso que ele foi. Perguntou-se se teria de lavar as costas do ruivo de novo, se quisesse fazê-lo tomar uma ducha para se livrar do suor da noite. Não era um incômodo, mas... Era difícil não ficar reparando demais no corpo dele enquanto o ajudava.

Esse final de semana vai me deixar doido.” Taylor pensou. Era um sofrimento e uma tortura estar perto do ruivo, cuidar dele, e não poder beijá-lo, acariciar seu rosto, abraçá-lo... Principalmente depois do que havia rolado antes da chegada de Tim. Os beijos que haviam trocado viviam povoando os pensamentos do médico.

Taylor terminou toda a higiene matinal e foi para a cozinha. Começou pelo principal: o café. Damien jamais aceitaria qualquer cereal, pão ou frutas, se não houvesse um café bem forte antes. Taylor riu sozinho e se perguntou se o ruivo tinha esse costume antes, ou se viciara em café por sua culpa. Como médico, não devia achar abuso de café algo bom, mas por outro lado, lhe agradava que Damien adorasse seu café em especial.

Em parte de bom humor pela ideia, Taylor começou a cantarolar “How You Remind Me”, do Nickelback.

Never made it as a wise man

I couldn't cut it as a poor man stealing

Tired of living like a blind man

I'm sick of sight without a sense of feeling

And this is how you remind me

This is how you remind me

Of what I really am

This is how you remind me

Of what I really am

It's not like you to say sorry

I was waiting on a different story

This time I'm mistaken

For handing you a heart worth breaking

And I've been wrong, i've been down,

Been to the bottom of every bottle

These five words in my head

Scream "are we having fun yet?"

Damien acordou e tateou a cama em busca de Taylor. Frustrou-se ao perceber que o rapaz não estava ao seu lado. Maldita mania de levantar com as galinhas.

Meio trôpego, mas se sentindo bem mais vivo do que no dia anterior, foi até o banheiro. Lavou o rosto, escovou os dentes e voltou para o quarto. Ele passou a mão pelos cabelos. Talvez Taylor tivesse ido embora. O ruivo estava com medo de sair do quarto e descobrir-se sozinho. Mas arrumou coragem, vestiu uma bermuda e saiu do quarto. Seus pés descalços tocavam o chão frio de uma forma lenta, temerosa.

Porém, no meio do corredor ele ouviu a voz do médico e sentiu o cheiro do café. Damien arregalou os olhos e praticamente terminou o resto do caminho correndo. Ao entrar na cozinha, ele viu que Taylor estava encostado à bancada da pia preparando alguma coisa. Sem pensar duas vezes, o ruivo atravessou a cozinha, pegou o médico pela cintura e o colocou sentado na mesa. Ele ainda viu os olhos arregalados de Taylor, mas não se importou. Ele precisava beijá-lo. Precisava! Ou ia enlouquecer.

E foi isso que fez.

O beijou como se sua vida dependesse disso.

Taylor mal teve tempo de respirar. Ou melhor, ele sequer teve tempo de processar o que estava acontecendo. Quando deu por si, sentia os lábios vorazes do ruivo contra os seus. Damien puxou-o pelas coxas, apertando-as forte, e acomodou-se entre suas pernas. Taylor gemeu abafado, abraçando-o em retorno e tentando acompanhar o ritmo do beijo. Aquele ataque fulminante o deixou completamente desorientado e sem fôlego! Damien vinha com tanta sede, que Taylor precisou usar um braço para se apoiar à mesa, do contrário, acabaria deitado contra ela.

— Damien... – Falou ofegante, inclinando-se mais para trás para interromper o beijo e conseguir raciocinar de forma coerente. Seu lábio inferior latejava pela mordida que o ruivo lhe deu em meio ao beijo. – V-Você ainda está doente. – Falou num sussurro atrapalhado, apesar de chegar à conclusão que o ruivo deveria estar muito melhor, se já tinha forças e ânimo para agarrá-lo daquela forma.

— Você não foi embora e está fazendo café... – Damien sussurrou antes de beijá-lo outra vez com o mesmo ardor e desejo de antes. Ele se inclinou mais fazendo com Taylor ficasse quase deitado na mesa do café. Em algum momento o ruivo conseguiu interromper o beijo e começou a distribuir beijos pelo rosto do médico, descendo pelo pescoço enquanto uma das mãos já estava embaixo da blusa dele e a outra o tocava na ereção que se delineava perfeitamente na calça fina que ele usava.

Taylor mordeu o dorso da mão para se impedir de gemer, enquanto apertava os olhos. Não deu muito certo. Sua outra mão afundou nos cabelos ruivos, e ele acabou virando a cabeça para o lado contrário, dando mais espaço para que Damien o beijasse. Meu Deus, aquele ruivo definitivamente estava tentando matá-lo! Sua respiração desregulou completamente, o tórax subindo e descendo rapidamente...

O ruivo não havia tocado em sua ereção nenhuma vez antes. Aquilo certamente nublou toda a mente de Taylor, deixando-a cor de chocolate como sua pele, e completamente borrada.

Damien subiu a mão para tirar a calça do médico, mas parou no meio do caminho e sua mente começou lentamente a voltar a funcionar. Ele estava agarrando Taylor na mesa da cozinha. Eles não haviam resolvido seus problemas. O médico poderia muito bem xingá-lo depois que se recuperasse daquilo tudo pelo ruivo estar “aproveitando—se” do momento. Não. Damien não podia fazer aquilo daquele jeito. Ele tinha que pedir desculpas antes.

Ele se afastou e o olhou tentando encontrar a voz. Taylor estava parcialmente deitado na mesa, com os lábios inchados e cheio de marcas vermelhas pelo pescoço.

Sexy”, o ruivo pensou, mas logo balançou a cabeça tentando se concentrar.

— Eu... Taylor... Eu...

Merda! Por que sua voz não saía? Por que era tão difícil? Sem conseguir continuar, Damien deu meia volta e saiu praticamente voando da cozinha, de volta para o quarto.

Taylor se sentou na mesa completamente confuso. O que diabos aquele ruivo estava pensando? Ele queria matá-lo do coração, agarrando-o daquela forma inesperada e depois fugindo? Taylor pulou da mesa e quase caiu. Suas pernas estavam bambas. Precisou se segurar a uma das cadeiras, respirando fundo.

Depois seguiu o caminho que o ruivo havia tomado. Encontrou-o no quarto.

— Você endoidou, e quer me endoidar no processo? – Entrou no cômodo perguntando, um pouco irritado. A ereção dolorida entre as pernas ajudava a aumentar sua frustração. Passou a mão pelos dreads bagunçados. – Sai me agarrando e depois foge!? E meu Deus, você está doente ainda! E nós nem resolvemos nossos problemas! Até alguns dias atrás você me tratou como lixo e... E sobre o Timothy... – Taylor mordeu o lábio.

Ele estava bem com Timothy. Tudo havia corrido bem, e o grande “culpado” por isso era Damien. Taylor não sabia se deveria continuar esperando por um pedido de desculpas, ou mesmo agradecê-lo, apesar de acreditar que os fins não justificavam os meios. Sua mente era uma confusão! Ainda mais depois de ser agarrado daquela maneira!

Damien encarou o chão tentando encontrar as palavras. Era tão fácil. Então por que sua língua tinha que ficar complicando? Ele olhou para a mesa perto da janela e foi até lá. Pegou um dos papéis que estava sobre ela e voltou em passos lentos até Taylor.

— Eu parei justamente porque não conversamos. – Ele murmurou enquanto estendia o papel. – Eu... – Respirou fundo. – Sinto muito – Falou tão baixo que nem soube se Taylor havia escutado. – Foi errado me meter na sua vida daquele jeito, mas eu só queria ajudar. – Continuou olhando para o chão com medo que Taylor dissesse que não conseguiria perdoá-lo.

Taylor pegou o papel e suas sobrancelhas subiram quando o olhou. Era um desenho absolutamente lindo dele dormindo. Seus lábios se entreabriram também, e ele olhou para o ruivo.

— Q-Quando você desenhou isso? – Perguntou com a voz falha, já sem nenhuma irritação em seu corpo.

— De madrugada. Acordei e não consegui voltar a dormir enquanto não terminei. – Damien sorriu e se arriscou a olhar para ele. Taylor não parecia zangado. Isso era um bom sinal. Mais confiante, o ruivo resolveu continuar falando. – Eu não falei nada para você sobre o seriado porque não queria que ninguém na cidade soubesse. Não que eu não confie em você, mas eu sempre tive medo de perder a minha privacidade caso alguém soubesse, deixasse escapar e a história se alastrasse por aí. Você vê como o autor de Game of Thrones vive? Tudo bem que é porque ele ‘tá velho e por isso pegam no pé dele, mas mesmo assim ele não pode colocar o pé fora de casa que começam a mandar ele voltar pra escrever. De todo jeito, eu não queria que soubessem e começassem a vir bater aqui. Foi por isso que eu não falei. Mas aí aquele idiota do Devon apareceu. Eu meio que quebrei o queixo dele por isso. – Resmungou.

Taylor estava para dizer que entendia. Damien não tinha obrigação alguma de contar-lhe nada. Apenas se chateara por toda a situação em que se encontravam e pela forma como acabou descobrindo. Sabia que o ruivo lhe contaria no momento adequado, no seu tempo, conforme fossem ficando mais próximos. É, Taylor estava pronto para lhe dizer tudo isso, mas ao escutar a última frase, seu queixo caiu de vez.

— VOCÊ O QUÊ?! – Gritou perplexo. – Ai, não, não me diga que você bateu no meu Henry! – Disse preocupado, referindo-se ao nome do personagem que Devon interpretava, e segurou o ruivo pelos ombros. — Como ele está? Ele está bem?

Damien estreitou os olhos e bufou. Ótimo. Taylor estava mais preocupado com aquele ator folgado do que com a reconciliação dos dois. O ruivo deu as costas para o médico, voltou até a mesa e pegou o outro papel que estava lá. Sabia que mostrar aquilo iria fazê-lo esquecer de Devon em dois segundos.

— Usei modelo vivo pra desenhar. – O ruivo disse com um sorrisão feliz. – Meio Jack desenhando a Rose lá no Titanic... Só que ela tava acordada e você não.

Taylor pegou o outro desenho e, imediatamente, corou. Ali estava ele, nu como veio ao mundo, deitado na cama.

— V-Você não tirou minhas roupas para desenhar isso, tirou? – Perguntou e colocou a mão sobre a boca.

Damien balançou os ombros em uma pose de quem diz: “Quem sabe?”. Depois ele segurou a mão de Taylor e o guiou até a cama. Sentou e pediu que o médico sentasse ao seu lado.

— Essas semanas foram um verdadeiro inferno. Eu senti muito a sua falta. – Confessou e não tirou os olhos dos dele. – Eu sei que quando a gente se falou no orfanato eu não deixei transparecer isso, mas eu estava com raiva por você ter saído de casa. – Taylor fez menção de de que iria interrompê-lo, mas Damien o impediu ao colocar os dedos sobre os lábios dele. – Eu fiquei um verdadeiro trapo e no começo isso me deixou irritado porque eu não queria me sentir assim. Eu não queria me sentir assim por um médico. – Falou em um murmúrio, mesmo sabendo que iria magoá-lo, mas Taylor tinha que saber tudo o que se passou em sua mente naquele tempo. – Minha mãe foi ao hospital algumas vezes e eu fui com ela. Eu ficava lá tentando entender o que estava acontecendo, mas ninguém me notava ou se notava não se preocupavam em me explicar. Eu nem ao menos sei que doença a levou... – Sua voz tremeu um pouco quando ele contou isso. – Por isso eu nunca aceitei médicos muito bem, mas você... Você conseguiu quebrar todas as minhas barreiras e, quando eu me dei conta, já estava completamente apaixonado. – Afirmou em um tom firme. – Nessas semanas em que nós estivemos brigados, eu percebi que eu te amo, que estou muito apaixonado por você e não me importa se você é médico ou se você é homem. Eu te amo mesmo assim.

Taylor ficou parado em choque olhando para o ruivo. Ele definitivamente não estava esperando uma declaração daquelas. Não de alguém que até um tempo atrás se achava heterossexual. E ainda odiava médicos! Taylor olhou-o confuso e até um pouco assustado no primeiro segundo. Ele tentou falar, mas gaguejou. Ele já havia entrado em um relacionamento sério duas vezes antes na vida, e nas duas vezes seus namorados haviam reclamado que ele não era bom em expor seus sentimentos em palavras.

Seu coração batendo tão forte e rápido não ajudava muito também.

— Damien... E-Eu... Eu... – As palavras faltaram. Por Deus, como era difícil explicar o que estava sentindo!

O melhor era pular essa parte. Taylor atirou os braços ao redor dos ombros do ruivo e colou seus lábios aos dele.

Damien ficou um pouquinho frustrado por não receber uma resposta, mas aceitou o beijo de bom grado e tentou corresponder. Ele colocou a mão na nuca de Taylor e entreabriu os lábios permitindo que ele explorasse a sua boca e conduzisse o beijo. Através daquele beijo, Taylor parecia tentar transmitir o que sentia e tinha dificuldade de falar. Damien tentou entender, afinal até algumas semanas atrás ele era louco por peitões e provavelmente o médico se sentia inseguro.

Depois de alguns minutos, Damien segurou-o pelos ombros e interrompeu o beijo.

— É melhor a gente voltar pra cozinha. O café vai esfriar. – Disse, tentando aparentar estar totalmente tranquilo. – Acho que ainda estou com um pouco de febre também.

Taylor ficou desapontado. Como assim ele fazia todo um discurso sobre amá-lo, e parecia tão sem empolgação ao beijá-lo?

— Você prefere o café a mim? – Perguntou torcendo o rosto numa careta. Virou o rosto, tapando os olhos. Era difícil falar certas coisas enquanto se olha diretamente para a pessoa. Nisso o ruivo era muito corajoso. – Também senti muito a sua falta... Eu continuei trabalhando, mas minha vontade era ficar no quarto comendo chocolate. – Riu baixinho, ainda com a mão obstruindo-lhe a visão. – Me sentia tão idiota por ter me apaixonado tão fácil por você, sempre fui um cara que equilibra bem a razão e a emoção, mas depois que te conheci... E agora você vem dizer que me ama... Eu quase não consigo acreditar.

O rosto de Damien se iluminou e ele abraçou o médico por trás. Deu um beijo no ombro dele e o apertou com força em seus braços.

— Você percebeu que acabou de dizer que me ama também? – Perguntou totalmente renovado. – E como eu poderia não te amar? Ah, sim... Os peitões. Não me importo que você não tem isso, Taylor. Você é gentil, divertido, inteligente e seu café é o melhor do mundo inteirinho. – Afirmou com uma convicção enorme. – E eu gosto disso aqui... – Deslizou a mão até o centro das pernas dele e começou a acariciá-lo de leve. – Estou louco para saber como é a sensação de tê-lo na minha boca... – Sussurrou mordiscando-o na orelha. – Também gosto disso aqui. – A outra mão foi até um dos mamilos. – Gosto quando eles ficam rijos. Dá vontade de mordiscar. Bem, na verdade eu quero morder e lamber você inteiro, mas aqui bem mais.

Ok, se Taylor estava tímido antes, agora ele era uma pimenta queimada. Ele gemeu baixinho e curvou um pouco o corpo, atingido pelos arrepios e pelo prazer. Sentiu os lábios do ruivo em sua nuca, enquanto ele continuava a tocá-lo em carícias quentes, e soltou um ofego trêmulo. Não, Taylor não costumava ser tímido em amassos, mas aquela mistura de apaixonado fofo com safado do ruivo o desconcertara.

Se estava com alguma dúvida da atração do ruivo, era difícil continuar duvidando depois daquilo.

— Como se você... Tivesse experimentado todos os cafés do mundo. – Foi só o que conseguiu dizer, e isso ainda com certa dificuldade. Aquela mão do ruivo em seu pênis não ajudava-lhe a ser coerente. – Damien, você tem razão... Você ainda está febril e em recuperação. Não dá pra se... Exceder. – A última palavra saiu junto com outro gemido.

Damien ignorou os apelos do médico. O fez deitar na cama e ficou por cima. O ruivo fixou seus olhos nos dele por alguns segundos antes de deslizar as mãos até a calça de Taylor. Ele iria tirar aquela peça de roupa e não havia nada no mundo que o fizesse mudar de ideia! Bem, talvez só suas mãos trêmulas que resolveram não ajudar.

— ‘Tô um pouquinho nervoso. – Ele disse, sentindo as orelhas quentes enquanto tentava parar de tremer.

Taylor ergueu as sobrancelhas e não resistiu. Acabou começando a rir. Mas riu tanto que tapou o rosto com ambas as mãos de novo. Depois empurrou o ruivo e inverteu as posições. O simples fato de Damien também estar nervoso e inseguro aliviava seu próprio nervosismo. Ver o rosto avermelhado do mais novo era também muito fofo.

— Você... Quer isso? – Perguntou, montado no ruivo e mordendo o lábio. – Pelo que eu me lembro, do dia em que paramos, você parecia mais inclinado a não ultrapassar muitos limites...

— Eu estava na fossa e não morto. – Damien começou a tagarelar. Isso acontecia às vezes quando ficava muito nervoso. E era como estava naquele momento. Na última vez em que Taylor estava por cima dele daquele jeito as coisas não terminaram muito bem. – Andei pesquisando um pouco sobre sexo entre dois homens. Sabia que as meninas adoram ler e escrever sobre isso? – Exclamou demonstrando surpresa. – Enfim... Eu andei lendo e assistindo algumas coisas e já tenho uma noção de como funciona. Claro que entre a teoria e a prática tem um pequeno abismo, mas já tenho mais confiança de que não vou te machucar.

Taylor se inclinou e começou a beijar e morder o pescoço do ruivo enquanto ele falava.

— Então você andou lendo algumas safadezas escritas por meninas...? Que ruivo pervertido. – Sussurrou e riu perto da orelha dele, antes de dar uma mordidinha. Suas mãos entraram por baixo da camiseta dele, e Taylor notou que ele realmente perdera peso, porém nada gritante. – Então... O que você andou aprendendo nas suas pesquisas online?

— Hum... – Damien tentou se concentrar na pergunta, mas estava meio difícil com Taylor mordiscando a sua orelha. O ruivo era bem sensível nas orelhas e estava mordendo os lábios para não gemer. – Descobri que tenho que preparar primeiro com os dedos e lubrificante. Esticar bem, aí não vai machucar. Parece que usar a língua lá também relaxa bastante. Ah! Descobri que se eu conseguir acertar a próstata vou te dar muito prazer. E descobri que eu tenho muita vontade de sentir você chupando o meu pênis. ‘Tô quase gozando só de imaginar isso... Eu ando pensando muito em desenhar uma história em quadrinhos com essa temática homossexual. Você vai ser o modelo pra o protagonista, claro, já que eu não penso em nada que não seja você.

Taylor afastou o rosto para olhá-lo, um pouco tímido de novo com a parte sobre “eu só penso em você”. Como que aquele ruivo tinha tanta facilidade pra admitir essas coisas?! Taylor acariciou o rosto dele e sorriu um tanto afetado pela ideia dele de criar uma história e usá-lo como inspiração.

— Você consegue ser tão fofo às vezes. – Sussurrou contra a boca do ruivo e o beijou. Mas não foi um beijo longo. Começou lento e provocativo, e ondulava o quadril sobre Damien, deixando suas ereções roçarem. Depois subiu a camiseta dele e desceu os lábios pelo tórax. Chupou ambos os mamilos; sua mão escorregando pelo abdômen e o tocando por cima da bermuda, encontrando-o duro e pulsante. Taylor sorriu e continuou a descer, alternando entre os beijos e algumas mordidinhas.

— Bem, aí está a razão de você ter feito tanto sucesso com as mulheres de Canmore antes. – Taylor comentou um tanto admirado com o “dote” do ruivo. Começou a acariciá-lo e, mesmo sobre a bermuda fina, deixou sua boca provocar o contorno endurecido do pênis. Taylor nem se surpreendeu quando, após um olhar breve para o rosto do mais novo (que estava vermelho, ofegante e expectante), abaixou a bermuda dele e encontrou-o sem cuecas.

Na palma da mão, ele pôde experimentar todo o calor de Damien. Sua língua foi a segunda a experimentar, tocando a glande do ruivo, provocando-o antes envolvê-lo com os lábios carnudos e colocá-lo na boca. Seus olhos subiram para o rosto de Damien de novo, enquanto o manipulava com mão e língua.

O ruivo estava com os lábios entreabertos, tentando encontrar a porcaria do ar. Havia sumido. Ele estava totalmente sem fôlego, paralisado, enquanto observava a forma sensual com que Taylor abocanhava seu pênis.

— Taylor... – Damien gemeu enquanto se deixava cair no colchão, fechando os olhos e começando a mover os quadris lentamente. – Eu... Ah, merda, isso é tão bom. Eu nunca imaginei que seria tão bom. Desse jeito você vai conseguir me... – Um gemido alto interrompeu a fala e o ruivo perdeu completamente a linha de raciocínio. – ... Vai conseguir me deixar mais viciado nisso do que no café.

Taylor soltou uma risadinha e começou a chupá-lo mais intensamente. Fazia um tempo que não fazia aquilo e era a primeira vez que Damien recebia um oral de um homem, então obviamente estava um pouco inseguro, mas as palavras do ruivo ajudaram-no a se sentir mais confiante e ousado. Seus lábios pressionavam o membro do mais novo... Era grosso e, por isso, sua mandíbula cansava de ficar tão aberta, então Taylor alternava entre colocá-lo na boca, beijá-lo na virilha e colocar os testículos na boca, chupando-os com cuidado, enquanto sua mão continuava o trabalho dos lábios.

As unhas de Damien estavam cravadas na colcha da cama enquanto ele gemia e murmurava pedindo mais. Em algum momento uma das suas mãos agarrou o ombro de Taylor e o apertou com força, cravando as unhas nele. O ruivo não cortava as unhas há um tempo então certamente deve ter sido um pouco doloroso, mas, se foi, Taylor não reclamou nem parou o que fazia. Após minutos deliciosos, porém rápidos demais, Damien aumentou o movimento com o quadril sentindo que não duraria mais muito tempo e, de fato, foi o que aconteceu.

O orgasmo veio como uma avalanche, fazendo-o urrar de prazer.

— Eu nunca senti isso. É sempre tão intenso? – Murmurou sem ar ainda com os olhos fechados.

Taylor ficou extremamente satisfeito por ter conseguido aquelas reações do ruivo. Ele sorriu e se deitou sobre o corpo de Damien, beijando-o de novo. Porém... Sentiu algo estranho.

— Você está bem mais quente do que antes. – Falou preocupado ao tocar na testa do ruivo. – Vou pegar o termômetro. – Levantou-se da cama e buscou rapidamente o objeto.

Damien estava flutuando na sensação boa de ter gozado e feliz demais para estar preocupado se estava quente ou não.

— Nós não terminamos. Volte aqui. Tem três tubos de lubrificante na gaveta. – Disse com um sorriso bobo nos lábios.

Taylor arregalou os olhos ao voltar para a cama.

Três tubos!?! – Perguntou perplexo. Depois riu. – Você é mesmo exagerado. Mas nós não vamos transar enquanto você continuar com essa febre... Agora, me dá essa axila. – Mandou, se aproximando para colocar o termômetro embaixo do braço do mais novo.

— Você vai me deixar de castigo e sem sexo? – Damien resmungou sentindo o corpo pesado. Nem tentou lutar quando Taylor enfiou o termômetro embaixo do braço dele. – Enquanto eu estiver com febre você vai continuar aqui? Então a febre não pode baixar. Ou você vai voltar a morar comigo? Eu não posso viver sem o seu café nem sem a sua boca. – Murmurou. Estava se sentindo cansado. Nem havia feito tanto esforço assim, caramba!

— Como você é dramático... – Taylor murmurou baixinho, seguido de uma risadinha. Suas bochechas estavam quentes e certamente ele também se encontrava febril depois de tudo que escutara do ruivo. – Você não vai ficar de castigo... Eu vou estar aqui mimando você. – Mordeu o lábio antes de beijá-lo na bochecha e deitar do ladinho dele, enquanto esperava os três minutos para o termômetro colher a temperatura passarem. – Eu volto a morar aqui, se você quiser... Lá na clínica deu uma complicação no banheiro. Parece que eles consertaram aquilo errado! – Suspirou cansado.

Damien ficou um pouco tenso quando ouviu o médico comentar do problema no banheiro. Ele tinha que contar que pagou os caras que estavam reformando para atrasar a entrega. Pelas contas do ruivo, era apenas isso que ainda escondia de Taylor, mas faltou coragem naquele momento. Estava tão bom ali, com Taylor deitado perto dele e dizendo que iria mimá-lo.

— É lógico que eu quero que você volte! – O ruivo afirmou. – Mesmo que isso signifique voltar a acordar às cinco pra ir para a academia com você. É muito perigoso você lá sozinho. – Disse enciumado.

Taylor riu e franziu as sobrancelhas, deitando os braços dobrados sobre o peito do ruivo e acomodando o queixo entre eles.

— Por que é perigoso? – Perguntou divertido.

— Ora! – Damien exclamou emburrado. – Você é simpático demais, bonito demais e charmoso demais para seu próprio bem! Deixa todos aqueles idiotas babando e nem percebe! Eu tenho que estar lá pra afastá-los! – Disse com convicção. – Seu sorriso conquista todo mundo e você nem se dá conta disso. – Murmurou enquanto deslizava a mão livre (a outra estava pregada junto ao corpo por causa do termômetro) lentamente pelas costas do médico.

Taylor começou a gargalhar de novo, precisando até esconder o rosto entre os braços, no peito do ruivo. Em parte a risada era pela timidez que sentia ao receber tantos elogios, em parte porque achou aquilo realmente engraçado. Damien era ciumento, e nem tinha percebido isso antes!

— Não seja bobo. – Falou quando conseguiu parar de rir, mas ainda havia um sorriso em seu rosto. – Ninguém está interessado em mim lá, e meu sorriso não conquista todo mundo. No máximo as pessoas simpatizam comigo. E só o Scott é gay lá, e ele nunca deu em cima de mim. – Revirou os olhos e depois deu mais um beijinho nos lábios do ruivo. – Eu que deveria ficar preocupado com aquela peituda dando em cima de você...

— Eu não sei se isso é modéstia ou se você tá precisando usar óculos. – Damien resmungou ainda muito enciumado, mas logo desfez o bico. – Eu e a Dominika? Hum, eu acho que você não iria gostar de saber que eu já transei com ela então é melhor ficar quieto.

Taylor fechou a cara. Não, ele não queria mesmo saber sobre isso. Se fosse se preocupar com todas as mulheres com quem o ruivo já havia transado, não teria mais paz, no entanto. Então ele pegou o termômetro e olhou a temperatura.

— 39º graus... – Murmurou. – Ontem você estava com quase 41º de febre. Já é uma grande melhora. Como você parece bem, não vou te dar remédio para febre. Mas vamos acompanhar. Se aumentar mais, você toma. – Taylor decidiu. E, como Damien tinha uma grande implicância com médicos que não explicavam nada, falou: — A febre é uma das maneiras do organismo se defender das infecções. Quando a temperatura aumenta, por exemplo, o ferro do organismo fica inacessível e algumas bactérias precisam dele para se multiplicar. Além disso, muitos organismos morrem em temperaturas mais altas. A febre pode ser realmente prejudicial quando é muito alta. Quando causa desconforto, é bom medicar para aliviar sintomas, ainda mais em crianças. Mas você já é bem grandinho. – Taylor se levantou e lhe piscou. – Vou lá esquentar o café e pegar algo para você comer. Quer que eu te traga na cama?

Damien o segurou pelo pulso e o impediu de se afastar. Percebeu, tarde demais, que havia dado informação demais a ele quando falou sobre seu caso com a instrutora da academia.

— É sério, Taylor. Eu nunca senti por ninguém o que eu sinto por você. – Falou sério enquanto deslizava a mão até a dele para entrelaçá-las. – Obrigado por explicar sobre a febre. Com você por perto, sinto que serei mais cuidadoso com a minha saúde. E eu estou realmente cansado agora então acho que é melhor tomar o café aqui e dormir um pouco depois. Quando mais cedo eu ficar bom, mais rápido vamos poder usar os três tubos de lubrificante.

— Se você não cuidar da sua saúde comigo por perto, você vai apanhar. – Disse Taylor, com um ar meio sério, meio brincalhão. – Você precisa ficar mesmo 100% se está planejando me deixar sem andar pelos próximos dias. – Riu e o beijou rápido de novo. – Vou buscar algo leve pra você comer.

E, claro, não poderia esquecer-se do café.

Notas finais
E enfim eles se acertaram! :D Falta agora o outro casal cabeçudo! Quem sabe no próximo capítulo eles também não se acertam...? *assobia* Obrigada, e até sábado que vem, gente! Não deixem de comentar! *pidona* Beijos!