Notas iniciais
Capítulo fresquinho de Cafajeste pra vocês! Aproveitem!

Coisas Que Eu Sei Sobre Cafajestes:

Todos são bonitos e têm um charme irresistível (palavras da Kate).

Adoram iludir. Geralmente, fazem a vítima acreditar que os dois poderão ter um futuro juntos

Quando mais difícil a vítima é, mais prazer eles tem em conquistá-la para jogar fora no dia seguinte, na maioria das vezes.

Sei que vocês não entenderam nada. Eu explico gente, muita calma nessa hora. Depois de ter a minha brilhante ideia pra o meu trabalho, arrastei a Kate Anne do shopping para me ajudar, ela é expert nisso. Com muitos protestos por sairmos mais cedo do que ela pretendia do inferno, finalmente chegamos em minha casa. Fiz então com a ajuda dela essa lista de três pontos sobre os meus objetos de estudo. Mas, eu preciso saber mais, entender o modus operandi, o que os levavam a isso e saber quais são os seus temperamentos e personalidades. Por isso, eu precisava de pelo menos um cara que se encaixasse no termo ‘’cafajeste’’ para me ajudar, e um dos ex-peguetes da Katie que não pode ser.

Isso foi o único progresso que fiz em uma semana, uma longa semana, parecia interminável. A faculdade estava exigindo cada vez mais de mim, já que era meu último ano e durante a tarde eu ainda tinha meu trabalho como secretária do Dr. Rogers, mesmo que ele seja um patrão legal.

Finalmente a minha amada sexta-feira chegou! Mas, quem disse que eu vou poder ficar mofando no sofá assistindo netflix e comendo porcarias de noite? Não, infelizmente vou ser arrastada para uma boate com a diaba loira, vulgo Kate Anne. Eu O-D-E-I-O lugares assim. Parecem que já querem te deixar drogada só com aquela bagunça de luzes na sua cara. E, não basta isso, tem que ter tanta gente que parece que você não vai conseguir nem respirar, quem diga se movimentar então, além de mais de metade da população ali existente estar bêbada. Aqueles bêbados folgados encostando em mim pedem para morrer. Nem preciso falar da música alta, né? Como as pessoas podem chamar isso de diversão? Olha os sacrifícios que eu faço pelo meu trabalho!

Kate está aqui em casa para nos arrumarmos. Adivinhem o que ela me fez usar? Se você falou vestido azul diabólico acertou em cheio! Me sinto uma palhaça com o tanto de maquiagem que ela passou em mim, sem falar dos arranha-céus ou salto alto que estou usando. Mesmo com esse negócio enorme eu nem chego nem da altura dela. Detalhe: ela ainda nem calçou os sapatos!

Meu celular vibra, avisando da presença de David. Se eu sofro, meu melhor amigo sofre junto. Ele também é, por hoje, nosso motorista porque eu tenho certeza que a diaba loira vai ficar bêbada e se eu dirigir, é capaz de policiais nos pararem e achar que alcoolizada sou eu no carro e não Anne. Eu admito, dirijo muito mal, nem eu sei como consegui tirar a carta. Quem deveria estar bêbado era o instrutor quando me aprovou, isso sim.

— Kate Anne, põe logo esses sapatos. David está aí embaixo! –aviso-a.

—Ainda não sei porque esse cara tem que ir também. – resmunga. O coitado é tão apaixonado por ela que fica só implicando com ele.

Saímos do prédio e avisto o carro de Carter e o mesmo encostado do lado de fora. Meu amigo não é feio, tem os cabelos bem escuros e olhos azuis e é magrelo, o que é muito legal para zuar ele porque odeia ser assim. Querido, se eu fosse magra comendo que nem ele e a Kate, eu estava feliz.

—Oi gente! –diz tímido pela presença da loira ao meu lado

Respondemos e entramos todos no carro! Próximo parada: recanto do capeta!

...

Já estou aqui a meia-hora e não sei o que fazer. Kate está dançando ou no bar, já a perdi na hora que entramos. David como sempre tomou chá de sumiço. Ele é meio estranho às vezes. Acho que eu me esqueci de pensar em um plano. Acontece, o jeito agora é improvisar. Rondo o local e procuro os caras-problema. Avisto pelo menos uns cinco encostados por aí, rondado suas presas, que geralmente estão na pista de dança se insinuando. Mas, como irei me aproximar deles? Dançando que nem vai ser, já que se eu dançar, vou parecer uma minhoca com diarreia. Decido então ir até o bar onde eu tenho uma visão privilegiada do local. Vou te contar, viu: É difícil ter uma baixa estatura como a minha!

Na minha tentativa de alcançar o bar, eu disse que mal consigo andar em lugares com tanta gente assim, sinto um olhar queimando nas minhas costas, mas decido continuar andando. Se eu virar, duvido que eu consiga desvirar e continuar o meu caminho, porque não basta o vestido, ou melhor, camiseta e a maquiagem de palhaça, tinha que ter também os arranha-céus, que mal consigo me equilibrar! Subo os degraus até o bar e sento no banquinho que acabou de vagar. Logo, o barman, que é de longe um dos caras-problema, vem me atender com um sorriso safado. É uma pena que você não me engana.

— O que a moça bonita deseja? – pergunta. Sério que você esta me cantando, cara? Como alguém gosta desses caras? É por isso que a humanidade não vai para frente!

— Uma coca-cola, por favor – respondo secamente, quem sabe assim ele percebe que eu não estou para papo.

Aí vocês me perguntam: porque não tentar usar ele como o personagem principal do seu trabalho? A resposta é simples gente, já o analisei e não é o que eu procuro. Não quero o barman, quero os urubus que vêm só para conquistar suas presas.

— Tem certeza? A gatinha não quer uma vodka ou alguma coisa do tipo, para se soltar? –abusado!

— Apenas a coca-cola mesmo, obrigada – respondo quase rosnando. Estou gastando minha sexta-feira à noite com isso, então é bom eu achar um cara hoje.

Acho que essa cara percebeu que eu não estou de brincadeira. Logo, ele sai e rapidamente volta com uma lata fechada do meu refrigerante favorito e um copo. Pago e agradeço. Ponho o refrigerante no copo e me viro para observar as pessoas dançando. Acho a diaba loira dançando, ou melhor, se esfregando em um cara, visivelmente bêbada, mas não consigo ver o rosto dele, pois está de costas para mim. Desde que eu não tenha que sair correndo às 6 horas da madrugada para acudi-la, está tudo bem. Continuo sentindo aquela sensação esquisita de estar sendo observada, mas quando olho em volta não vejo ninguém prestando atenção em mim. Procuro David, mas não vejo nem sinal dele.

— Oi gatinha! –quase pulo do banquinho com uma voz sussurrando no meu ouvido. De onde essa desgraça veio? Olho para o lado e vejo mais um do estilo que procuro e tenho que admitir, a desgraça é realmente bonita, mesmo não sendo meu tipo. Sorrio, alguma coisa me diz que esse é o cara que procuro.

— Nem perca tempo tentando me conquistar. Não estou aqui para isso – respondo, tentando parecer sedutora e cruzando as pernas. O que foi? Tenho que convencer o cara a me ajudar, não posso sair dando patada. Tudo bem que acho que eu tentando parecer sexy deve ter sido como um elefante tentando ser delicado. Tenho que tentar de qualquer jeito – mas, acho que você é o cara perfeito para me ajudar!

— E no que seria? –pergunta chegando pro meu lado. Já mencionei que não curto contato físico? Quase caio do lugar que estou sentada, tentado desviar para ele não me relar.

O seu sorrisinho cafajeste e sua aproximação mostram que ele continua tentando me conquistar. Não vai rolar bonitinho, penso sorrindo. Ajeito minha postura e fico séria, explicando o que eu queria dele. Elizabeth nerd em ação!

— Como isso funcionaria? –pergunta parecendo interessado. Só rezo para que ele aceite. Quero ir logo para casa. O recanto do capeta já está me deixando grogue com essas luzes.Sem falar na minha surdez temporarária com esse som horroroso e muito alto.

— Bom, eu te acompanharia em algumas dessas boates –digo a última palavra com um desgosto palpável –e observaria seu comportamento de longe. Nunca atrapalharia você. E você me contaria coisas sobre você. Acho que basicamente isso – falo numa linguagem bem simples.

Procuro meus óculos com os dedos para empurrar para cima. É uma mania. Quando meus dedos colidem com o meu nariz, eu lembro que a Katie me fez usar lentes, diaba loira me paga por não poder usar meus bebês. Disfarço meio sem graça, já que o ser a minha frente continua a me analisar antes de falar. Consigo sentir um calafrio só com isso. Esse cara é perigo.

— E o que eu ganharia com isso? – por essa eu não esperava. Não pode ajudar uma boa alma? Que interesseiro!

— Você ajudaria uma pobre alma a terminar a faculdade que ficou quatro anos fazendo. Não sente que é importante? – digo receosa. Ele dá uma gargalhada e acena que não. Reviro os olhos – Tudo bem. O que você quer? Só aviso que dinheiro eu não tenho – replico quase rosnando. Quero a minha cama!

— Não quero dinheiro. Deixe-me pensar. Quero uma noite com você – quase cuspo o líquido que estava bebericando enquanto ele me olha com aquele olhar safado.

— Sem chance. Não sou uma prostituta! – exclamo exasperada – Além disso, isso que você vê, não sou eu – continuo, apontando para meu corpo. Tudo bem, eu estou desesperada. Preciso desse cara, mas não vou me vender. Tenho que convencê-lo que não vale a pena. – Eu não uso essas roupas e são quilos de maquiagem nesse rosto aqui. Uso óculos e meus cabelos só parecem estar bonitos hoje por algum milagre porque são mais ressecados do que palha de vassoura de bruxa! – quando termino de dar ataque, o idiota começa a rir. Beth, respira, não precisa bater nele. Lembre-se que você precisa de alguém. Já que não posso agredir, então fiz uma careta muito feia, que se eu fosse ele, sairia correndo.

— Tudo bem, marrentinha – que bosta de apelido é esse? Minha careta só piora e ele percebe que não gostei desse apelidinho idiota. E dá um sorriso maléfico. Arrepiei. Fujam para as colinas! – Eu te ajudo, mas com uma condição –ergo as sobrancelhas numa pergunta muda –Vou poder te chamar de marretinha o quanto eu quiser

Já falei que eu odeio quando as pessoas dizem que eu sou esquentadinha? Então, imaginem o quanto eu odiei esse apelido. Porém, é isso ou dormir com ele. É, pelo menos, ele não falou nada relacionado a minha altura.

— Fechado. –respondo pulando do banquinho para alcançar o chão. Nem esses saltos conseguem dar luz na causa. Perto dele, mesmo com esses arranha-céus, eu pareço uma anã. Bufo internamente. Estendo minha mão e ele a beija em vez de apenas apertar como uma pessoa normal. Interessante, essa é uma das coisas que não posso me esquecer de anotar sobre cafajestes: extremamente conquistadores – A propósito, sou Elizabeth White.

— Jason Summers, o seu cafajeste preferido.

Notas finais
E agora, hein? Jason já chegou causando e a pobre Beth quase teve um ataque com seus cabelos de palha de vassoura de bruxa kkkkkkk Espero que tenham gostado. Comentem muuuito 2bjs