Café sacou a besta desengonçado enquanto um lobo voava de encontro a ele. E então a flecha cortou o ar e acertou em cheio a testa do lobo que caiu sem vida. Todos os lobos olharam com raiva para Café.

–Grrrrr

Café foi recarregar a besta mas um lobo mordeu sua mão.

–Aaah — gritou café com a mão ensangüentada.

E então aconteceu, foi rápido, mas café conseguiu acompanhar tudo.

O cachorro latiu e revelou dentes pontiagudos e os ossos do focinho foram se esticando e se distorcendo dando forma a um rosto gigante, as patas cresceram e o mais impressionante, de trás das costas e das patas grandes bolas de fogo deixavam o antes cãozinho agora fera em chamas e em questão de segundos uma criatura maior que qualquer lobo estava com os dentes a mostra.

A criatura pulou no primeiro lobo arrancando-lhe a cabeça como se fosse removível, bateu no segundo que voou alguns metros até cair desacordado e os outros que estavam por perto fugiram, alguns pegando do fogo, outros de medo. O frenesi passou e Café estava assustado mas feliz.

– Cavalo, cê é grande hein cara

– Grrrrrr — respondeu o gigante animal tornando a contorcer e a ficar pequeno.

– Ok, vamos lá pegar aquela espada!

Andaram a caverna, Cavalo com as orelhas em pé e Café com a besta em mãos foi quando mais adiante ele viu, em cima de um altar feito de pedra um baú velho.

"Já sonhei com isso, tinha algo magnifico lá dentro, meus olhos ardiam ao ver, é, deve ser isso!"

Correu de encontro ao baú quase tropeçando em uma das irregularidades que subiam e desciam fazendo o chão da caverna parecer um caminho de espinhos, subiu uma escada natural de pedras e se pôs de frente pro baú. Sentiu o cheiro doce de morango, colocou a mão na altura dos olhos ao se lembrar da luz ofuscante e então abriu o baú que estava quebrado ou aberto desde muito tempo, de imediato o que veio a cabeca de Café foi decepção.

– Isso dai que é a tal espada?