Notas iniciais
Espero que gostem...

Peguei meus cadernos e fui para a biblioteca fazer a pesquisa de história. Selecionei alguns livros, dentre lês um muito velho e amarelo.

Qual não foi a minha surpresa ao abri-lo, pois encontrei dentro um mapa que deveria ser de um tesouro escondido. Resolvi então pagá-lo, mas antes olhei para o lado, como ninguém estava próximo, coloquei-o disfarçadamente em meu bolso. Continuei ainda por algum tempo na biblioteca para concluir a pesquisa, pois era para o dia seguinte. Quando terminei a pesquisa era por volta das 17h e como era quarta feira minha mãe exigia que eu e minha irmã estivéssemos em casa até às 17h45, pois íamos a missa que começava às 19h00min horas.

Neste dia não consegui prestar muita atenção na missa, pois estava muito ansiosa para ver o mapa, pois ainda não tivera chance de estuda-lo. Assim que cheguei em casa as 17h39 tive que tomar banho e jantar antes de nos dirigirmos a missa.

Naquela noite chegamos em casa por volta das 21h, pois meus pais haviam decidido tomar sorvete após a missa. Ao chegar foi direto para o meu quarto alegando que precisava estudar. Entrei correndo e ao abrir minha bolsa uma surpresa, o caderno onde coloquei o mapa quando cheguei em casa da biblioteca, não estava na bolsa. Corri ao quarto da frente que era o da minha irmã, mas para o meu desespero o quarto dela estava fechado, bati na porta e ela não respondeu, isto significava que ela ainda não havia ido ao quarto depois que chegamos. Decidi procura-la na sala de TV que fica no andar de baixo. Desci as escadas tão depressa que quase torci o pé. Felizmente ela estava na sala, então eu disse.

— Lice por um acaso você pegou meu caderno de matemática?

— Peguei Bella, precisava ver se você conseguiu resolver as questões que a professora Esme passou, mas não deu tempo de olhar antes de ir à missa, estava vendo o fim da novela e já estava subindo para ver as questões do seu caderno e já lhe devolvo.

Decidi então contar a história do mapa para minha irmã, pois afinal tínhamos a mesma idade.

— Lice, ainda não fiz, mas podemos fazer juntas, vamos subir agora e fazer, pois a aula de matemática é na primeira aula e a professora passou uma boa quantidade de exercícios.

Alice decidiu então subir comigo, passou no quarto dela, pegou meu caderno de matemática e nos dirigimos ao meu quarto, onde nossa mãe havia colocado a mesa de estudo temporariamente enquanto não terminava de pintar a sala de estudos. Chegando ao meu quarto contei a ela sobre o mapa, ela ficou mais eufórica do que eu, ainda bem que nossos pais estavam no andar de baixo e não escutaram nada.

— Bella que tesouro o mapa fala?

— Não sei, não tive tempo de estuda-lo, vamos fazer isto agora, eu já fiz as questões de matemática depois que nós estudarmos o mapa você copia as resoluções das questões.

Estudamos o mapa em torno de uma hora já era quase 22h30 quando paramos de estuda-lo. Descobrimos que era um mapa da antiga biblioteca da cidade que estava desativada há mais de cinquenta anos, mas por algum motivo que ninguém sabia, ela nunca foi reformada. Após nós estudarmos o mapa a ela me disse.

— Bella porque nós não contamos para a Rose sobre o mapa.

— Vamos sim, na Rose nós podemos confiar, afinal crescemos juntas. Agora vou guarda o mapa dentro da minha bolsa, antes que alguém chegue.

Enquanto eu guardava o mapa na minha bolsa ele perguntou

— Bella aonde caderno para eu copiar as resoluções.

— Ele está em cima da cômoda.

Após ela copiar as questões disse.

— Bella vou dormir, boa noite!

— Boa noite, eu também vou dormir.

Assim que ela saiu eu deite, mas demorei a dormir, fiquei pensando sobre o mapa e que tesouro escondia, fiquei também escutando o barulho do rio, que por sinal estava agitado bater na barragem no fundo do quintal, o barulho da água batendo foi me dando sono e eu dormi. Tive um sonho estranho, A Alice, a Rosalie e eu andávamos em um corredor escuro, quando de repente o corredor começou a se iluminar e vimos uma maçaneta. Acordei neste momento, olhei no rádio relógio que ficava em cima do criado mudo ao lado de minha cama, ele marcava 4h59. Tentei voltar a dormi, mas não consegui, então decidi ir ao quarto da Alice ver se ela estava acordada, levantei-me da cama e me fui à porta, quando abri a porta para o corredor levei um susto. A Alice abriu a porta do quarto dela no mesmo momento. Após nos refazermos do susto resolvemos entrar no meu quarto, onde comecei a contar a ela o que havia acontecido desde a hora que ela saiu do meu quarto até aquele momento, mas enquanto eu contava o que aconteceu para ela, uma coisa estranha aconteceu, como por telepatia ela concluía minhas falas, ela disse que aconteceu o mesmo com ela e que a hora que ela olhou no rádio relógio era 4h59.

Ficamos conversando até as seis, quando começamos a nos aprontar para irmos para o colégio. Por volta das 06h40min ligamos para Rosalie para que ela nos encontrasse as 07h10min, pois precisávamos conversar com ela urgentemente, ela estranhou já que aula só começava às oito. Falamos para nossos pais que precisávamos concluir um trabalho com a Rosalie, por isso tínhamos resolvido ir para o colégio mais cedo.

Ao chegar ao colégio nos encontramos com a Rosalie no portão e nos dirigimos à quadra, pois ninguém ia lá antes da aula. Contamos para Rosalie sobre o mapa e ela também ficou eufórica, mas não tanto como a Alice, mas na hora que falamos sobre o que aconteceu durante a noite ela ficou intrigada e disse.

— Esse mapa deve ter um tesouro muito grande e importante, pois o que aconteceu com vocês deve estar ligado de alguma maneira ao mapa.

Como não poderíamos matar aula, pois a escola avisaria nossos pais, decidimos então que iramos explorar a biblioteca logo após a aula, mas para isso não poderíamos ir almoçar, resolvemos que ligaríamos para nossas mães, eu e a Alice falaríamos que nós iríamos almoçar na casa da Rosalie e a Rosalie que iria almoçar na minha casa. Durante o intervalo comemos um lanche reforçado e também compramos varias garrafinha de água e também alguns lanches para comermos depois.

A aula acabou às 12h35 e fomos direto à antiga biblioteca como o portão da frente ficava em uma rua bem movimentada, por isso nós decidimos entrar pela entrada secundaria, lá havia um portão por onde poderia entrar devido a um buraco que havia nele. Como a biblioteca era toda murada, ninguém com seguia nos ver lá de fora. Entramos pela porta lateral que era indicada pelo mapa, lá dentro estava escuro então decidi ligar a lanterna do meu celular olhamos para o mapa e começamos a seguir o que ele dizia, até que ele nos indicou um corredor que não havia, no lugar dela havia uma parede. Inicialmente pensamos que se empurrássemos a parede o corredor apareceria, mas isso não aconteceu, procuramos então uma alavanca que também não achamos. Neste momento a Alice irritada disse.

— Este mapa era fajuto!

— Viemos aqui por nada! Emendou a Rosalie.

— Mas e os nosso sonho Lice? Respondi.

Comecei a caminhar próximo a parede relembrando o que acontecera na noite e de repente tropecei em algo no chão. Saímos depressa de perto da parede, pois o chão próximo a ela começou a tremer. O tremor deu origem a uma escada e nesse momento um vento tirou o mapa da minha mão e o levou escada abaixo, como por impulso desci as escadas correndo atrás do mapa, a Alice e a Rosalie me seguiram, e nos momento que elas tiraram o pé da escada ela desapareceu, mas sem ouvirmos nenhum barulho.

Como a lanterna do celular ainda estava ligada vimos que estávamos em um corredor escuro. Olhamos para a tela do celular que marcava 16h 32, a bateria dos três celulares estava cheia, mas não havia nenhuma torre, para podemos ligar para alguém. Decidimos andar para ver se encontrávamos uma saída, mas para que lado? Neste momento olhei para o mapa que havia pegado logo após a escada ter sumido, ele indicava para nós seguirmos o corredor para frente.

Andamos por horas e a cada hora que virávamos eu pensava “Que túnel longo”. Como estávamos cansadas decidimos sentar um pouco para descansarmos, tirei uma toalha que sempre carregava na bolsa em dias de Educação Física. E a joguei no chão e lá sentamos, peguei o celular na mão o olhei que hora era nesse momento percebi que já era bem tarde, o relógio marcava 22h57, já era noite e estávamos ainda ali e o pior é que nem havíamos percebido que já havíamos andado tanto tempo. Resolvemos só comer um pedaço de uma das tortas, pois não sabíamos quando iríamos sair dali, decidimos também manter somente meu celular ligado para economizar a bateria dos outros dois celulares e que durante a noite o meu celular não ficaria ligado e somente quando a três tivessem acordados é que ele ficaria ligado com a mesma finalidade. Ficamos ali aquela noite, quase não dormimos e a hora que acordamos quando liguei o celular era 4h30. Comemos, mas um pedaço da torta e guardamos o resto, recolhi a toalha e seguimos conforme o mapa indicava. Durante aquele dia somente virávamos quando o mapa indicava, sem, no entanto não encontramos nada, depois disso também decidimos economizar mais água do que já estávamos, havíamos decidido na noite anterior que nos beberíamos um litro de água por dia, mas depois desse dia decidimos que daí por diante repartiríamos somente meio litro entre as três, diminuímos também a quantidade de comida que estávamos comendo.

Os dias foram se passando, sem novidades, a não ser que o túnel cada vez mais se mostrava interminável a bateria do meu celular já havia acabado que milagrosamente durara até a manha do sexto dia a Alice então ligou o celular dela. Já estávamos no décimo primeiro dia longe de casa, estávamos com fome e com sede, pois bebíamos menos de 200 ml de água por dia, por sorte havíamos comprado muitas garrafinhas de água, fora a que levávamos para escola e outras que estavam vazias de amigos e que enchemos e colocamos na bolsa ante de ir para a biblioteca, comíamos muito pouco, uma torta dividíamos em três refeições e os chips que tínhamos eram dividido também em três refeições. Além da fome e da sede que sentíamos, estávamos com saudade de casa, dos nossos pais e dos nossos familiares, “Quando o veríamos?” e “Voltaríamos a velos algum dia?” essas perguntas eram frequentes, já havíamos emagrecido um pouco e estávamos bem debilitadas, mas, além disso, outro problema nos atormentava ao olharmos na bolsa nesta manhã só havia mais uma garrafa de água cheia, então decidimos diminuir mais a água que bebíamos, mas nem por isso desistiríamos de sair dali.

Passou mais três dias, já fazia quatorze dias que estávamos ali, e a água havia acabado naquela de manhã, agora estávamos usando o celular da Rosalie, pois o da Alice havia acabado no 12º dia, decidimos continuar andando, talvez se tivéssemos sorte conseguiríamos sair dali. Já era mais de meio dia quando o corredor começou a se iluminar de repente, igual aconteceu no sonho, quando giramos a maçaneta, que felicidade, ao entramos na sala em que a porta dava acesso em um canto havia comida e água, nós não pensamos duas vezes, corremos para perto da mesa que estava à comida e nos fartamos, quando terminamos de comer estávamos com sono e como vimos algumas camas lá deitamos e só acordamos no dia seguinte. Quando acordamos o meu celular e o da Alice estavam ligados e com a bateria completa e nossas garrafinhas de água estavam cheias, além disso, havia um baú no centro da sala que não estava no dia anterior, encima dele havia um bilhete escrito com uma letra tremida e fina e este dizia.

“Este tesouro é o maior tesouro que já existiu, nunca imaginado por alguém, ele foi reservado para Isabella Mary, Mary Alice Swan e RosalieLilian Hale, todas nascidas no mesmo dias e com 15 anos”.

Quando terminei de ler o bilhete, nós levamos uma pancada forte na cabeça e desmaiamos. Naquela tarde fomos encontradas próximas às margens do rio e levadas para o hospital, chegando ao hospital detectaram que nos estávamos com coagulo no cérebro, e de alguma maneira, as três apresentava coagulo na mesma área do cérebro. Após três dias que estávamos internadas chegaram no hospital três caixas grande endereçadas a nós. Quinze dias após sermos encontradas saímos do coma, e não apresentamos nenhuma sequela.

Hoje faz quinze dias que sai do coma, ontem saímos do hospital e combinamos que hoje abrirmos as caixas na minha casa, nossos pais concordaram. Ao abrirmos as caixas na tampa havia um bilhete com a mesma letra tremula e fina do outro que encontramos em cima do baú na sala e que encontraram em meu bolso e foi entregue a minha mãe no hospital, só que dessa vez estava escrito “Para IsabellaMary Swan uma grande caçadora de tesouro”, e os outros bilhetes com o mesmo teor só que com o nome da Alice e da Rosalie. Dentro de cada caixa havia três bolsas, uma em cima da outra, as duas primeiras estava com papiros da antiga biblioteca de Alexandria, como dizia o bilhete desta vez datilografado, sobre os papiros, e na ultima bolsa havia algo que todo caçador de tesouro espera encontrar e que nós não imaginávamos que estaria ali, a terceira bolsa estava cheia de barras de ouro.

Faz dois meses que eu encontrei o mapa, e a nossa aventura começou, ainda não poderei voltar a minha vida normal, mas já recebi toda a matéria da escola para por em dia, gostei da nossa aventura, mas não espero ter que passa-la de novo. Estou escrevendo este texto como uma das tarefas que a escola me mandou com valor de um trabalho para português, a Alice e a Rosalie também terão que escrever um texto sobre nossas aventuras. O ouro que recebemos nossos pais decidiram guardar no banco para garantir nosso futuro, o qual já fizeram, tanto meu pai como o da Rosalie, já os papiros, nós decidimos leva-los ao lugar do qual eles pertencem por direito, o museu, pois lá todos poderão ter acesso a eles, e não guarda-los conosco, pois assim não serviriam para nada e esse grande tesouro poderia se perder.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!