Caçadora - Reflexo da Morte
8 Capitulo VII
Notas iniciais
Capitulo VII.
- Afinal você é só uma meio demônio.
Aleesa arregalou os olhos, depois disso tudo pareceu se passar incrivelmente rápido. Dean teve que forçar a sua mente a acompanhar a velocidade incrível de sua demônio de cabelos rosa Pink.
Ele realmente havia dito sua? Definitivamente aquela cidade não havia o feito nada bem, a cidade e a falta de bebida. Assim que o caso acabasse, ele nunca mais veria Aleesa e tudo voltaria ao normal.
Assim ele esperava, ou talvez não.
Aleesa se aproximou daquela mulher tão rápido que nem a mesma conseguiu acompanhar seus movimentos. Logo A mulher estaca caída do outro lado da sala com a marca dos cinco dedos da mão da demônio em sua face.
Georgina a olhou com o mais puro ódio que poderia ter, nunca, jamais. Aceitará que a própria mão a batesse, quem diria Aleesa. Georgina se levantou rápido e logo as duas estavam trocando farpas com os olhos.
Dean queria entender o que se passava ali, queria saber o que estava realmente acontecendo. Elas pareciam estar jogando, vendo qual desistiria primeiro, jogando as cartas para matar a outra por dentro. Mas tendo o cuidado de não o deixar saber de nada.
- As duas podem me explicar o que está acontecendo? – fala Dean de longe muito irritado.
Aleesa o olha com os olhos frios, mas de um jeito que mostrava que ele não devia ter dito nada. Como se só o fato dele ter aberto a boca e dito algo já estragava tudo, ele queria tanto poder entender o que ela queria com aqueles joguinhos idiotas.
Georgina também não parecia nada feliz por ele ter interrompido a conversa delas, ela parecia não ligar para o fato dele estar ali. A presença dele ela insignificante para ela e seus objetivos.
Ambas suspiraram e cada uma foi para um canto diferente da saia. Era obvio que só por respirarem o mesmo ar já não se sentiam bem. A questão era quem falaria primeiro e o que estariam disposta a compartilhar.
- O que você quer saber – diz a velha mulher.
Muitas perguntas se passavam por sua cabeça, mas como um bom caçador ele devia saber as falar na hora certa. Se colocasse todas as suas cartas na mesma, revelaria o que havia entendido e guardado na memória.
Ele tomou a primeira decisão, uma resposta que talvez Aleesa não quisesse o dar. Na verdade, ele tinhacerteza absoluta que ela não queria compartilhar aquilo com ele, se tivesse já teria o contado.
Aquilo era terrivelmente crucial para aquele caso, algumas coisas não deviam ser omitidas, não importava o quanto lhe causasse dor. Ele se sentiu horrível por isso, talvez ela tivesse motivos.
Ele não podia ser tão frio podia, porque ele queria ser tão frio com aquela garota? Porque tudo aquilo, então ele viu um sorriso na lábio daquela senhora que ele apenas sabia o nome. Tinha algo haver com aquele lugar,ou com ela.
- Meio demônio? – ele arqueou a sobrancelha esperando a resposta.
Aquela pergunta não alegrou em nada Aleesa, ela parecia querer o matar naquela momento. Talvez se ela tivesse oportunidade ela realmente chegasse a fazê-lo, afinal o ódio que naquele momento ela sentia só por ele ter feito a pergunta era enorme.
- Eu sou meio demônio, parte de mim ainda é humana – diz Aleesa.
- Só a parte inútil – diz Georgina.
Aquele comentário não agradou em nada Aleesa e de longe só deixou Dean mais curioso. Então aquele era o jogo, provocar e irritar a outra enquanto ele só acumulava perguntas sem respostas.
Eles foram até ali procurar respostas, ou simplesmente precisar de mais. Não Aleesa, porque parecia que ela só precisava de algumas poucas coisas para concluir o pensamento.
- Que partes – naquele momento aquela duvida estava o consumindo.
Que partes humanas podiam ser consideradas inúteis. Ele sabia o suficiente de demônios, mas quando o assunto era Aleesa ele se sentia cego quanto ao assunto.
O que poderia ser, ela envelhecia, ela tinha sentimentos, ela morria com mais facilidade. Não importava, ele tinha que saber aquilo podia ser importante. Mas ele não entendia o que aquilo tinha haver com a missão e o motivo da curiosidade.
- Eu tenho sentimentos, não todos... Ainda não tem uma noção exata de todos eles, é difícil pra mim – fala ela, mas não parecia incomodada com isso – por um tempo eu consegui ser totalmente fria.
- Foi sua melhor época – cospe Georgina.
Dean estava tentando digerir toda informação. Meio demônio, nunca ouvira falar de um. Mas ao mesmo tempo, aquela garota de cabelos Pink não poderia de longe chegar a ser normal.
Era difícil para ele pensar que ela tinha alguns sentimentos, saber disso fazia ele se sentir bem ela podia amar – porque ele tinha que ligar para isso – mas ao mesmo tempo ela só sentia alguns e esse não podai fazer parte.
Ele estava se amaldiçoando por sequer chegar a se importar com isso, qualquer coisa relacionada a ela, não devia chegar a ter importância. Ainda mais um problema que era apenas ligado a vida pessoal dela.
Mas ele se sentia com uma incrível vontade de a entender, fazer parte do que ela é e saber dos seus segredos. Ele estava se achando mais estranho a cada segundo que passava com ela, talvez fosse o que ela era.
Um meio demônio, podia influenciar tanto assim a vida dele? Aparentemente Aleesa podia, talvez fosse um efeito do que ela é perante as pessoas que a rondam por tempo o suficiente para ela fazer o que quer que fosse.
Ela provavelmente invadia a vida da pessoa e logo a pessoa não se via vivendo se ela. Dean queria poder perguntar para o irmão se isso era real e como se curar, mas ela sabia que seu irmão diria que não era um problema e sim que ele estava apaixonado.
O que era uma grande mentira, ele não podai estar sequer gostando de uma garota. Ainda mais se essa possuía o corpo de outras garotas e devia ser inimiga dos caçadores. Claro ela estava do lado deles, mas Dean Wincheter não devia se apaixonar, afinal ele era um pegar.
- Quero saber tudo sobre a noite em que você e suas amigas jogaram aquele maldito jogo, o que havia de diferente nele para atrair Alastor e como acontece esse ritual? – Aleesa foi fria e direta.
- Não quer saber a cor da minha calcinha naquela noite também – a voz de zombaria de Georgina era inconfundível.
Dean realmente pensou em falar que sim, mas logo viu que Aleesa não estava afim de brincadeiras. Era melhor ficar quieto quando aquelas duas mulheres estivessem juntas, para a própria segurança.
Só então a ficha caiu que Georgina havia jogado o jogo, que aquele desgraçado do Alastor tinha algo haver com tudo. Porque diabos aquele insuportável não podia dar um tempo na vida dele? Porque ele tinha que ficar em cima como seeles não passassem de brinquedos.
Só então ele notou que a sua companheira na caçada havia falado pacto. Mas eles não havia falado nada sobre isso, o quanto ela ainda o ocultava sobre o caso? Isso era devastador demais até mesmo para ele.
- Você devia saber, também estava lá – diz a velha senhora.
Não da para saber quem arregalou mais os olhos e ficou mais surpresa. Dean por ela estar encobrindo o fato de ter vivido um caso parecido que teria ajuda demais na resolução daquele mistério ou Aleesa.
Se pudesse, a mesma teria entrado em choque. Como ela poderia estar ali, não ela lembraria se tivesse participado, certo? Seu caso devia ser igual ao de Sammy, ela não era nascida.
Porque parecia que aquilo não era surpresa para ela, uma das pessoas que sempre conseguia a surpreender era aquela mulher. Só que não dos jeitos delas tipo os namorados, que dão anéis e fazem declarações.
O único tipo de surpresa que se pode esperar de alguém como Georgina Danforth. Uma pessoa tão simplesmente sem noção, que era irônico não pensar no quanto ela podia omitir.
Existem coisas que quando estão mais marcadas nas entranhas da alma de uma pessoa do que um dia chegaram a estar em você, é inevitável que se deve revelar o que sabe para ajudar. Mas Georgina não faria isso.
Ela preferira de longe não ver nada e não ajudar, preferia ver o quanto Aleesa podia sofrer e se dar mal. Georgina era doente, o tipo de doente que aquela meio demônio teria prazer em matar se não fosse tão importante para a missão.
- Você era apenas um bebe de colo, que não para de chorar com aquele riso idiota – diz Georgina.
- Eu já era um meio demônio – aquela pergunta era de longe mais importante para Aleesa do que para qualquer um ali. Você sempre estará ligada com Alastor, afinal ele é seu pai.
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