Caçador De Princesas - Fanfic Interativa
2 Capítulo 1 - Psicologicamente Poderosos
Notas iniciais
Quem sabe a noite tem alguns paralelos.
Beijos ;*
FJ Kurt.
Caminhando naquele corredor escuro e com as luzes piscando estava ele sendo segurado pelos guardas. Estava sendo levado para uma consulta com a psicóloga Beatriz Koehler. Importante. Uma das melhores do país, senão porque não a mais?
Ao cruzar o portão da cela onde ela ouvia os pacientes presidiários, eles o jogaram com tudo.
Ela com seus cabelos ondulados. Loiros. Até a cintura. Seus olhos são claros azuis, bem claros. Sua pele pálida no seu corpo de 1,68m e com seus peitos grandes. Magra. Muito bonita por sinal, que fazia Jess babar.
— Sente-se aí. Tenho hora marcada com mais amiguinhos seus.
Jess se levantou e começou tapear a roupa para tirar a poeira que adquiriu do chão:
— Não tenho amigos aqui dentro, senhora.
— Me chame de Beatriz. Doutora Beatriz, apenas.
Jess se sentou e cruzou os braços, esperando pelas perguntas encarando ela.
— Já é a quinta vez que nos vemos e até agora não vi resultados em você. Qual seu objetivo aqui dentro?
— Nenhum. Não pedi para ser preso.
— Então não quer sair.
— Claro que sim.
— Mas então porque me constatou que não têm objetivos aqui dentro?
— Ah!! Você tá brincando com minha cabeça. Eu NÃO matei aquelas garotas.
Ela, debochou:
— Claro que não. Uma foi atropelada por um carro fantasma e a outra se masturbou e depois se jogou do décimo andar. Conte-me como isso é possível.
Jess se irritou e deu um soco na mesa, não assustando Beatriz:
— Se você quer que eu confesse, desista. Sei que atrás daquele espelho tem duas pessoas me olhando. Um analista e o delegado. Mas, sou mais esperto que isso e...
Beatriz tapou a boca dele:
— Só isso basta. Isso já é uma confissão.
Ele apertou a mão dela, e ela começou a gemer de dor:
— Não confessei nada! Só falei que de mim não vai sair à mentira. O verdadeiro assassino está solto por aí... Ao invés de me incriminar, deveria ir atrás dele não acha?
— Sei que está jogando verde. Seu objetivo é que a gente solte você para irmos atrás, junto com você, desse suposto segundo autor do crime. No caso, como você diz, o primeiro. Relaxa. Isso não cola.
Jess fechou a boca. Sabia que se falasse mais algo seria pior.
— Me pergunte logo. Quero dormir. Vou aproveitar que ganhei uma cela só para mim.
— Só tenho uma pergunta: você matou Ana e Isabella?
— Só tenho uma resposta.
Achando realmente que ia escutar uma revelação de Jess, Beatriz se dispôs a escutar:
— E qual é a sua única resposta?
— Lettie.
Jess se levantou com postura inteligente e saiu, ignorando a psicóloga e a deixando confusa:
— Lettie?
Andando até sua cela, Jess observava as pessoas que estavam ao seu redor. Todos o olhavam. Sua tatuagem — uma âncora no pescoço — estava evidente era muito chamativa.
— O que estão olhando?!?
Ele entrou na sua cela e o mesmo a fechou, sem trancar obviamente.
— Lettie. Quando vai me tirar daqui. Quando?
"Lettie."
Apelido de Scarlett Le Blanc, 19. Cabelos ruivos que batem no meio das costas, e uma franja na frente. Cabelo liso que quase cobria os olhos verde-esmeralda que davam uma ênfase nos lábios carnudos avermelhados. Estudante de jornalismo e filha de um poderoso mafioso russo, namorada de Jess.
Sabia de todos os seus crimes, mas seu amor era tanto que ela passava por cima de revelação a revelação.
No exato momento, ela estava em seu quarto, olhando um dossiê de vítimas que seu pai tinha encomendado a morte. E na lista estava Franzine Coneto, sua pior rival:
— Vadia. Como você pode estar viva depois de ter separado eu e Jess. Eu mesmo vou apagar você. Mas como se eu nunca matei ninguém antes. Devo pedir a ajuda de alguém? Ou fazer que nem meu pai? Merda. Dúvidas me deixam confusa.
— Falando sozinha, filha? — seu pai, fumando o charuto mais caro da Rússia.
— Não, pai. Estava analisando seu dossiê e...
Um enorme tapa a derrubou no chão:
— Vadia! Igual a tua mãe! Intrometida!! Não se meta nos meus negócios.
— Eu só queria ajudar, seu ingrato!
— Estude! Aprende a matar com meus capangas. Se tornar uma assassina é o primeiro passo para me substituir e me dar orgulho. Aí sim eu posso lhe dar uma chance de ajuda.
Se arrependimento matasse, ele estaria morto: ele a ajudou a levantar e a abraçou:
— Por causa de um erro de dossiê, sua mãe morreu. Não quero que o mesmo aconteça com você. Mesmo sendo um mafioso bem-sucedido, você é o único tesouro que possuo. Desculpe-me pelo tapa.
— Pai... Eu entendo. Só quero lhe mostrar que posso ser o contrário de Mamãe. Quero te mostrar que posso ser útil e progressiva no trabalho que você faz.
— Talento não é capaz de te fazer bem neste trabalho. Precisa mais que isso. Cautela e defesas envolvem um bom mafioso. E andei pensando. Sei que estava falando daquela tal garota que pegou aquele seu namorado infeliz que agora está preso no manicômio. Mate ela sem deixar nenhum registro, sozinha, sem algum capanga meu. Você nunca, jamais, matou uma formiga. Essa é sua hora de me mostrar que é capaz de qualquer coisa.
— E se eu me der mal?
— Eu não quero que isso aconteça, mas eu vou te proteger. Agora vou indo.
Ele deu um beijo na testa dela e com sua bengala mais o seu charuto deixou a sala.
— Pai! Espera!
— O que foi?
Três tiros no peito o responderam. Seu corpo pesado caiu no chão, e ela passou por cima.
— Idiota. Naquele dossiê já matei todos. Só falta ela. Sou mais capaz do que você. E mais esperta!
Lettie pegou uma maleta misteriosa e entrou dentro do seu carro. Colocou "Geekin" a tocar — Will.I.Am.:
— Jess. Estou indo.
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