Caça às Bruxas

2 Tango, Whisky, Foxtrot


Notas iniciais
como eu adoro Crossovers vou colocar o pessoal de Criminal Minds no jogo. Ok. pelo menos Hotchner e Reid e incluir a ajuda da Garcia no próximo.

Dia seguinte

Sede NCIS

Abby chegou ao seu laboratório sem saber do que havia acontecido. Ligou a música e o celular que estava desligado desde o dia anterior. Havia desembarcado do avião há menos de uma hora e veio direto para a Agencia. Havia muitas ligações de Gibbs, Tony e McGee perdidas.

Gibbs chegou ao NCIS logo em seguida e soube que Abby havia voltado. Pouca gente sabia sobre o caso atual e que Abby era uma das suspeitas do crime. Sua entrada continuava liberada no prédio pelo diretor que não acreditava que Abby fosse realmente a culpada pelo crime.

Gibbs também não queria acreditar, mas tinha que manter uma consciência sobre isso. Ele desceu até o laboratório onde Abby ligava seus equipamentos. Gibbs parou na porta do laboratório e lá ficou. Abby não notou sua presença até virar para pegar algo na direção da porta.

— Oi. Gibbs. – Disse Abby. – Desculpa por ontem. Fui visitar uma amiga.

— Ela mora perto do parque Astoria Abby? – Perguntou Gibbs.

— Não. Por que Gibbs? – Perguntou Abby.

— Um soldado foi morto ontem lá. – Disse Gibbs. – E as suas digitais estão na arma do crime.

— Eu não matei ninguém Gibbs. – Disse Abby nervosa. – Por que eu iria matar alguém que nem conheço? – Abby se afastou o quanto pode de Gibbs, mas ele foi para perto de Abby a medida que ela se afastava.

— Abby. – Gibbs pegou os braços dela e os segurou forte. – Me diga que não tem nada com isso.

— Está me machucando Gibbs. – Disse Abby tentando se soltar.

— Desculpa. – Gibbs soltou os braços de Abby ao mesmo tempo que ela saia de perto.

— Eu nunca te vi assim Gibbs. – Disse Abby indo para a segunda parte do laboratório. – O que você tem hoje?

— Eu passei a noite toda tentando localizar você Abby. – Disse Gibbs ao mesmo que Tony e McGee entravam no laboratório.

— Eu fiquei sem bateria e havia esquecido o carregador. – Disse Abby.

Tony e McGee foram para perto de Abby e se sentaram à sua frente nas duas cadeiras a frente da sua mesa.

— Onde estava Abby? – Perguntou Tony

— Já disse que fui visitar uma amiga. – Disse Abby nervosa. – Acreditem em mim.

— Nós queremos, mas as evidencias dizem que você matou aquele homem. – Disse McGee.

— Que evidências? – Perguntou Abby.

— Suas digitais na arma. – Disse Tony puxando o saco de evidências do paletó. – Esta arma.

— Eu não tenho arma, Tony. – Disse Abby.

— Sabemos disso. Essa arma é de um caso antigo que trabalhamos com o FBI. – Disse McGee. – A última pessoa que a pegou foi você Abby.

— Isso é impossível. – Disse Abby levantado da mesa, mas sendo impedida de sair por Tony. – Qual é Tony? Acha que eu iria matar alguém?

— Desculpa Abby. – Disse Tony impedindo a passagem de Abby. – Você vai ficar lá fora comigo e com McGee. – Ele pegou ela com um dos braços e McGee com o outro.

— É para o seu próprio bem, Abby. – Disse McGee conduzindo Abby para fora do laboratório.

— Minhas coisas. – Disse Abby.

— Depois eu venho pegar o que você precisa Abby. – Disse Tony. – Não podemos comprometer as evidências.

Tony e McGee entraram com Abby pelo elevador e a levaram para a sala dos agentes.

— Tenho que usar algemas também? – Perguntou Abby no elevador.

— Não chega a tanto. – Disse Tony.

— Quando chegarmos lá em cima você vai se sentar perto de mim. – Disse McGee e se quiser ir ao banheiro chame Ziva. – Disse McGee.

Gibbs não falou nada. Quando chegaram ele continuou dentro.

— Vou falar com Vance. Ele quer falar comigo. – Disse Gibbs.

Gibbs subiu até o andar do escritório do diretor Vance.

— O diretor está te esperando agente Gibbs. – Disse Linda, a secretária.

— Obrigado. – Disse Gibbs entrando na sala de Vance sem bater.

— Gibbs. Por que você não bate antes de entrar? – Disse Vance.

— Você se importa com isso Vance? – Gibbs respondeu com outra pergunta.

— Sim. Sente-se or favor. – Disse Vance. – Soube que a Senhorita Sciuto está de volta ao prédio.

— As notícias correm. – Gibbs disse irônico. Ele não estava confortável com aquilo.

— Vou suspender sua equipe desse caso, visto que a Senhorita Sciuto é a principal suspeita. A menos eu tenho outra pessoa. – Disse Vance.

— Não diretor. Não temos nenhum outro suspeito. – Gibbs mudou a posição na poltrona. – Todas as provas estão contra a Abby. E nesse momento eu não sei mais nada. Eu não quero acreditar que a Abby fez uma coisa dessa.

— Como vão as entrevistas com a família do soldado? – Perguntou Vance.

— Ninguém sabe o porquê ele ia todo dia ao parque. Ele saia cedo, dizia que iria direto ao trabalho, mas sempre ia ao parque antes tomar café. E as únicas pessoas de lá são corredores e mães com crianças de sempre. – Disse Gibbs.

— Alguém que possa ter visto o crime ser cometido? – Perguntou Vance.

— Uma moça disse que via uma garota correr depois dos disparos. Alta, morena e maquiagem forte. – Gibbs mudou mais uma vez a posição na poltrona.

— Abby. – Disse Vance.

— Realmente acredita nisso, Leon? – Gibbs estava incomodado.

— Abby sabe atirar Gibbs. – Disse Vance. – E ela é treinada para atirar com as armas na balísticas. Poderia usar isso para cometer um crime.

— Quem vai comandar esse caso? – Perguntou Gibbs.

— O FBI. – Disse Vance. – Fornell foi transferido para o escritório de Maryland para um caso grande. – Completou Vance. – O escritório do FBI em Washington mandou três agentes. Eles devem chegar logo.

— Quem são eles? – Perguntou Gibbs.

Vance estendeu uma pasta com algumas fotos.

— Aaron Hotchner, Dr. Spencer Reid e o agente Anderson. – Disse Vance indicando cada foto.

— Eles vêm para interrogar Abby? – Perguntou Gibbs.

— São bons agentes. – Disse Vance. – Abby vai estar em boas mãos.

— Espero que sim. – Gibbs levantou da poltrona e desceu para a sala dos agentes. Abby estava sentada ao lado de McGee assustada por tudo aquilo quando as portas do elevador se abriram. Os três agentes do FBI saíram dele em direção a concentração dos agentes.

— Agente Especial Aaron Hotchner. – Disse Hotchner se anunciando. – Quero falar com o agente Gibbs.

Gibbs se levantou da cadeira e se dirigiu aos agentes na ponta da sala.

— Prazer. Agente Gibbs. – Disse estendendo a mão. Hotchner retribuiu o aperto.

— Prazer. Aaron Hotchner. Esse é o agente Dr. Spencer Reid e o Agente Anderson. – Disse Hotchner apresentando.

— Agente especial Anthony Dinozzo. – E estendeu a mão.

— Muito prazer. – Disse Hotchner.

— Agente Especial Ziva David.

— Muito prazer Agente David.

—Agente especial Timothy McGee. É um prazer conhece-lo.

— Também.

— Agente Hotchner. Essa é a especialista forense Abigail Sciuto. – Disse Gibbs apresentando Abby.

— Muito prazer Abigal. – Disse Hotchner. – Gostaríamos de conversar com você.

— Podem usar a nossa sala de interrogação lá em cima. – Disse Gibbs.

— Claro. Obrigado. Seria muito bom. – Disse Hotchner. – Ei Reid. Nos acompanhe. Venha Senhorita Sciuto.

— Me chame de Abby. – Era a primeira vez que Abby falou desde que Hotchner chegou.

— Está certo Abby. Venha conosco. – Disse Hotchner conduzindo Abby para a sala de interrogatório.

Gibbs, Tony e McGee foram a sala de observação. Hotchner e Reid se sentaram à frente de Abby. Ela estava assustada. Apesar de todos na equipe terem sido interrogados sobre a morte de La Grenouille era diferente para Abby. Ela estava sendo acusada de um crime.

— Muito bem. – Disse Hotchner sentando a frente dela. Reid estava ao lado de Hotchner na sala apesar de estar em pé. – Senhorita Abigail Sciuto. Está aqui por ser suspeita de matar um soldado. Você pediu uma folga para o diretor Vance, desligou o telefone. Disse que estava na casa de uma amiga. – começou Hotchner — Não parece uma coisa boa.

Abby ficou em silêncio.

— Sabemos que você tem treinamento para balística. É a melhor nisso. – Continuou Hotchner. – Seu trabalho fornece as armas e balas. Você sabe como matar alguém sem deixar rastros. Nos ajude a te ajudar.

— Olha Abby. – Reid se aproximou de Abby.- Você teria algum motivo para matar o soldado Harold? – Perguntou Reid. – Não precisa ter medo da gente.

— Eu não conhecia o soldado Harold. É a única verdade. – Disse Abby.

— Você sabe o que nos torna diferente, Abby? – Começou Hotchner. – Nós fazemos perfis de assassinos. É o meu trabalho e o trabalho do Dr. Reid. – Hotchner virou outra pagina na pasta do caso. – Você não tem um álibi e isso é pior que uma mentira. Nós traçamos perfil e você está com um comportamento suspeito. Se esquivando das perguntas, desviando a atenção das perguntas que estamos fazendo.

— Eu estava com a minha amiga na hora do assassinato. – Disse Abby. – Pode checar.

— Qual o nome dela? – Pediu Hotchner.

— Eu não posso falar. – Disse Abby. – Desculpa.

Gibbs estava nervoso do outro lado do vidro. Ele sabia que ela não podia vê-lo. Ele queria entrar e obriga-la a revelar.

— Tenho certeza que Abby irá entregar o nome da amiga para confirmarmos o álibi. – Disse Tony.

— Abby conhece as táticas de interrogatório Tony. – Disse Gibbs. – Ela não vai entregar.

— Senhorita Sciuto. – Continuou Hotchner. – Acho que não sabe o quanto isso é ruim. Você está sendo acusada de assassinato.

— Diga com quem estava Abby. – Pressionou Reid.

Abby não parecia bem. Ela começou a apagar ao que foi segurada por Reid e Hotchner. Gibbs e Tony correram para lá e encontraram Hotchner tentando fazer com que Abby recobrasse a consciência.

— Não toque na água, Reid! – Gritou Hotchner quando Reid ia pegar a garrafa em cima da mesa.

— Por que? – Perguntou Reid.

— Abby é cientista forense deve ter colocado algo na água para não precisar falar. – Disse Hotchner.

Aaron chamou Anderson que ficou esperando ao lado de fora e pediu para Gibbs e Tony levarem Abby para algum lugar que pudesse tratar ela para que ela voltasse a si rápido. Ele e Reid ficaram acompanhando todo o processo. Gibbs pegou Abby nos braços enquanto Tony embalou a garrafa d’água para analisar.

— Para onde vai leva-la? – Perguntou Aaron.

— Autopsia. Nosso legista pode tratar ela. – Disse Gibbs apertando o botão. – Você vem?

— Claro. Estou indo. – Hotchner entrou no elevador com Gibbs e ambos foram até a autópsia.

— Coloque-a na mesa. – Disse Ducky. – Vou checar os sinais vitais dela.

Ducky pegou um estetoscópio da gaveta e examinou Abby que logo recobrou a consciência. Ela não sabia o que havia acontecido.

— Oh. Abby. Que bom que está bem. – Disse Ducky. – Consegue se sentar?

— Talvez. – Disse Abby tentando se sentar. Ela se levantou e ficou tonta. – Aí.

— Está tudo bem Abigail. – Disse Ducky. – O que você sente?

— Uma tontura. – Disse Abby. – O que aconteceu?

— Você passou mal no interrogatório. – Disse Gibbs chegando perto de Abby. – Você colocou algo na água?

— Não. – Disse Abby. – Porque acha isso?

— Ah. Por favor Abby. Apenas diga a verdade para mim. – Disse Gibbs. Ele parecia nervoso. – Me diga que nunca faria uma coisa assim.

— Eu nunca faria isso. – Disse Abby.

— Acredito em você. – Disse Gibbs.

Hotchner observava tudo do lado de fora da autopsia. Reid estava lá também. Apenas Anderson ao estava lá.

Anderson desceu até o laboratório e plantou provas que incriminassem Abby. A coisa toda era armação para a cientista. Ele voltou alguns minutos depois dizendo que havia ido ao banheiro.

— Muito bem, Senhorita Sciuto. – Disse Hotchner. – Hora de voltar para o interrogatório.

Hotchner pegou Abby pelo braço e levou de volta a sala e interrogatório. Ela sentia mais medo ainda.