Notas iniciais
Sexta-feira treze e eu não podia deixar de atualizar meu nenê, mas eu pensei em dar um presente pra vocês e dar uma parte do futuro - eu realmente espero que vocês gostem de ver os seis caçando juntos e tenham a noção de que muita merda tá por vir. Hahahaha.

Tenham uma boa leitura, monstrinhos. Espero que gostem ♥

I'll fire-fight in the night

Run away or die of fright

Keep in time, keep in line

Where there's smoke, there's fire

Dodgin' the bullets, shootin' the missiles

Soldiers of fortune, such a pretty name

Face the game

You mercenary man

Winchester.

Quinta-feira, duas e quarenta da manhã.

Remus Lupin andava pelo cemitério na madrugada daquela gélida quinta-feira, há mais de um ano e meia caçava com James, Sirius e Nymphadora, e agora os quatro haviam se juntado com Lily e Marlene, duas estudantes que eles haviam salvo e que de algum jeito (para o moreno) imbecil resolveram largar suas vidas e começar a caçar junto com eles.

Tonks, na noite anterior, havia dito que era por causa de dos outros dois caçadores e ele simplesmente revirara os olhos. Coisas que as pessoas faziam por qualquer sentimento, fosse ele amor, ódio ou pena, não levavam ninguém à lugar algum.

Percebeu um movimento atrás de si e levantou as sobrancelhas ao olhar o relógio e ver que o mesmo o avisava que eram duas e meia da manhã.

— Você demorou. — ele informou à garota que andava apressadamente até ele.

— Desculpe, estava tentando convencer aqueles patetas que não é um bicho papão. — Tonks riu colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha e suspirou pesado. — Um cemitério em Winchester, Lupin? Não tinha nenhum outro lugar para me encontrar?

— Eu não sabia que você gostava de clichês, Nymphadora.

A garota riu e revirou os olhos, aproximou-se dele e o abraçou rapidamente antes de unir seus lábios aos lábios macios de Remus, o que durou menos de dez segundos porque o telefone dela começou a tocar Dogs of War o que indicava que Sirius estava ligando para falar de algum caso, ou simplesmente encher o saco.

— O que foi? — a morena perguntou quando o homem escondeu o rosto em seu pescoço. — Como você sabe que eu estou com Remus? — o moreno riu contra a pele dela. — Sim, estamos perto do cemitério. — ela suspirou e fechou os olhos. — Tudo bem, nos vemos no túmulo.

Nymphadora desligou o celular e enfiou-o no bolso da calça jeans surrada que estava usando.

— Outro corpo sumiu, e Lily acha que é um fantasma ou metamorfo. — informou a Lupin que arrumou sua postura.

— Por que um espírito sumiria com corpos? — perguntou com uma sobrancelha arqueada, o que fez a garota dar de ombros.

— Pergunte a Evans, ela que enfiou na cabeça que é um fantasma.

— Não há nada de glamouroso em espíritos. — suspirou e começou a andar lado a lado com Tonks. — Acho que eu vou ficar te devendo um encontro.

— Você sabe que tá me devendo um encontro há meses, certo? — comentou divertida. — O bom de ser espírito é que podemos acabar com isso rápido e ir para casa.

— Para você voltar a ser totalmente estranha e cretina com todo mundo? — o moreno perguntou debochado.

— Você é um babaca, Lupin.

Ele gargalhou com vontade e parou assim que ouviu um barulho nos arbustos, sacou a arma que ficava presa no cós de sua calça e apontou para o lado que ouviu o barulho, viu que a morena também tinha uma arma em mãos apontada para o lado oposto e esperou que o que quer que fosse saísse de seu esconderijo.

— E aí, pombinhos. — Black os cumprimentou acenando e trazendo ao seu lado os outros três caçadores.

— Não é um espírito. — a ruiva que vinha ao lado informou chateada. — Não há nenhuma história sobre alguma morte violenta demais ou algo do tipo.

— Pense pelo lado positivo... Pode ser alguma lenda local. — McKinnon falou sorrindo.

— Vocês têm um péssimo gosto para casos. — Alecto comentou enquanto andava até eles e sorriu para a morena que ainda tinha a arma em mãos. — Vai fazer o que, Tonks, atirar em mim? — riu debochada.

— Talvez eu devesse...

— Dora, a Alecto está com a gente. Ela está do nosso lado, não nem necessidade disso. — Sirius comentou quando o demônio passou por Nymphadora com um sorriso vencedor.

— É, Dorinha, eu estou do lado de vocês nisso. — comunicou com um tom de voz suave e sorriu para James e Sirius. — Descobriram algo, meninos? — perguntou suavemente.

— Ainda nada, Alecto, mas sinto que logo descobriremos algo. — Potter sorriu convincente e olhou para os outros. — Não vamos descobrir nada aqui, que tal irmos até o pub?

— Tudo bem. — Lupin deu os ombros começando a andar até a saída acompanhado de Tonks. — Mas nenhum demônio vai entrar no meu carro. — informou em um tom de voz algo.

— E nem subir na minha moto. — Nymphadora falou e ouvir Sirius começar a reclamar. — Cale a boca, Sirius.

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Era a quarta cerveja de cada um na mesa, Sirius e Marlene riam de alguma piada interna enquanto James e Lily se beijavam vez ou outra no meio da conversa com Alecto, que simplesmente revirava os olhos para os dois e ria, falando que eles deveriam arrumar um quarto.

Tonks e Lupin se encararam como se conversassem só pelo contato visual e ela entendeu o que eles queria dizer, eles precisavam descobrir o que o demônio queria com eles, antes que fosse tarde demais.

Ficaram no pub por mais duas horas até que Lily resolveu que eles deviam ir pra casa, Tonks escutava um homem pouco mais velho resmungar sobre como seu irmão havia sumido misteriosamente há seis meses e ninguém fazia nada para resgatá-lo do que quer que fosse, e acenou com a mão para eles.

Talvez tivesse conexão com o caso.

Sirius e Marlene foram os primeiros a sair do pub, James revirou os olhos sabendo que eles iam lá para fora somente para se agarrar ou qualquer coisa do tipo. E em quinze minutos os outro cinco membros da equipe saíram do lugar, e não encontraram ninguém no gramado mal cuidado do bar.

— Marls e Six não haviam saído? — Lily perguntou com uma sobrancelha arqueada.

— Se saíram, sumiram. — Carrow falou olhando para suas unhas.

— Você poderia fingir que está interessada, ao menos. — Dora murmurou para o receptáculo. — Fica mais fácil de enganar, assim.

— Eles não estavam em lugar nenhum. — Potter falou após dar a volta no pub.

Remus bufou pegando a chave do carro e indo até o Impala.

— Vocês três vão para casa, nós vamos na polícia tentar alguma coisa. — ele informou ao pegar o capacete de Tonks e puxar um segundo capacete que estava ali. — Se Carrow sequer tocar na Baby sem que você ou Lily estejam dirigindo, eu arranco a sua cabeça, Potter. — ele informou para o irmão jogando-lhe a chave que foi pega rapidamente. — E se tiver um arranhão, você está ferrado.

A ruiva andou até o carro assim como o demônio e o moreno de óculos, antes que o carro saísse ela encarou a morena que colocava o capacete e a chamou, preocupada.

— Por favor, achem Marlene. — pediu em um suspiro. — Eu não posso ficar sem ela.

— Fique tranquila Lil. Nós encontraremos ela. — Dora confortou a ruiva e encarou o motorista. — Eu te ligo assim que tivermos alguma pista.

James concordou com a cabeça e deu a partida no carro, fazendo o caminho de volta para o motel que eles estavam ficando em Winchester.

— Você pegou os crachás? — a morena perguntou ao ouvir Lupin dar partida em sua moto e o encarou com uma falsa irritação. — Ei, Rem, a moto é minha!

— Ah, por favor, Nymphadora, eu não sou um desconhecido e eu não vou na garupa. — comentou debochado observando-a se aproximar e subir na garupa da moto contra sua vontade. — E é claro que eu peguei os crachás, eu não James ou Sirius que sempre esquecem alguma coisa.

— Mas é um idiota igual eles. — riu antes da moto sair do lugar, e então passou os braços pelo corpo do homem.

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A loira acordou atordoada depois de duas horas, quando seus olhos se acostumaram com a claridade, Marlene percebeu estar presa em um tipo de jaula, próximo a ela estava Sirius ainda desmaiado e outras duas pessoas, também presas, que os encaravam esperançosos.

— Vocês podem nos fornecer algum tipo de ajuda? — a mulher perguntou sorrindo.

McKinnon reconheceu a mulher da lista de desaparecidos que tinha decorado na noite passada, Mary McDonald.

— Nós tentaremos. — a garota falou com um sorriso pouco confiante e suspirou alto ao observar o moreno ainda desmaiado. — Black, por favor, acorde. — falou um pouco mais alto, vendo que ele mexia os olhos levemente e fazia algum barulho irreconhecível com a boca.

Em questão de minutos ele estava sentado no chão de sua jaula, com uma mão na cabeça e ainda acostumando-se com o lugar, Sirius encarou o lugar confuso e olhou desanimado para Marlene.

— O que estamos fazendo aqui?

— Eu resolvi que seria legal sermos pegos pelo monstro. — comentou sarcástica fazendo-o revirar os olhos.

— Monstro? — o homem que ela não havia reconhecido riu. — São pessoas que fazem isso.

Os dois caçadores se olharam assustados e Black suspirou derrotado antes de deitar seu corpo contra o chão gelado, eles estavam ferrados.

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Winchester.

Quinta-feira, seis horas da manhã.

Assim que saíram da delegacia naquela manhã Nymphadora revirou os olhos e bufou com raiva, eles não podiam falar que Marlene e Sirius estavam desaparecidos com menos de quarenta e oito horas, e sem nenhuma prova que algo não estava certo, eles não podiam ver as gravações que eram disponibilizadas apenas para a polícia.

— Talvez James consiga hackear o sistema deles. — Remus comentou em um murmúrio para Tonks, tentando confortá-la. — Nós vamos achar Sirius.

— E se não acharmos? — ela perguntou nervosa e Lupin pôde ver que os olhos dela começaram a marejar naquele momento. — O que eu vou fazer se eu perder ele também? Eu não posso perder mais ninguém, Rem. — apontou para si mesma e fechou os olhos, tentando manter um pouco de calma. — Eu não vou aguentar. — completou em um tom baixo.

— Você não vai perder ninguém, Dora, nós vamos encontrar Sirius. — informou ao se aproximar mais dela e encostar suas testas. — Eu te prometo, mas você precisa se acalmar.

A morena concordou assim que os braços dele passaram por seu corpo e tentaram, de alguma forma, confortá-la.

Eles ficaram naquela posição por alguns minutos até o mais velho sentir seu celular vibrar, distanciou-se de Dora e puxou o celular do bolso, desbloqueando e lendo a mensagem que James havia mandado:

Achamos alguma coisa, venham para casa.

Lupin mostrou o celular para a morena que concordou com a cabeça e andou até a moto com o rapaz, colocou o capacete e abraçou o corpo dele ao estar na garupa e ouvir o barulho maravilhoso que sua Softail.

A viagem até o motel que ficavam fora curta e logo entravam no quarto que Lily e James dividiam, a ruiva os encarou preocupada e Tonks apenas negou com a cabeça, ela suspirou pesadamente e arrumou seu corpo na cama.

— Nós achamos um padrão em algumas pessoas, exceto em Sirius e Marlene. — Potter começou a falar quando percebeu a presença dos dois ali, ele virou o notebook que estava em cima da mesa para que eles pudessem observar um site de uma imobiliária. — Todos os que já foram dados como desaparecidos até hoje visitaram esse site e até mesmo entraram em contato para alugar uma casa, a mesma casa. — ele suspirou e passou a mão no rosto. — E eu consegui entrar no servidor das câmeras assim que você me avisou que eles não iriam liberar para vocês, uma van estranha passa no horário que eles estavam fora do pub, eu tracei um padrão e a achei em uma casa mais afastada da cidade. Que está para alugar pela imobiliária.

— E o que... O que está os pegando? — Lupin perguntou cruzando o braço em frente ao corpo.

— Pessoas. — Nymphadora e James falaram juntos e se olharam antes da garota ir até a mochila que estava ali com os diários.

— Caça humana? — Lily perguntou. — Isso existe?

— No diário de papai. — a morena que tinha o diário em mãos falou ao começar a procurar a data que estava em sua mente. — Algo com sumiços em Winchester há quinze anos atrás, mas eles não conseguiram achar um padrão e muito menos os culpados. Aqui. — comemorou ao achar a página certa e se pôs a ler. — Fleamont acha que os desaparecimentos são normais, assim como Alastor, eles disseram que talvez as pessoas simplesmente fujam da cidade procurando algo melhor, e têm medo do que quer que os outros membros da comunidade irão pensar, mas aquele homem que nos abordou parecia suspeito demais. E ele escreveu um 'caça humana' com uma caneta vermelha, mas nunca mais voltou.

— Pessoas caçando pessoas? — Remus indagou e bagunçou os cabelos de forma nervosa. — Eu preferia quando nossa caça envolvia só monstros.

Potter concordou com o irmão e percebeu as duas bocejarem, sentiu o cansaço vencer parte de seu corpo e soltou o ar pesadamente.

— Sei que devemos procurá-los, mas talvez seja melhor descansarmos um pouco. — disse sério e ouviu um resmungo vindo da caçadora morena. — Você sabe melhor que ninguém que não dá certo caçar com exaustão, Tonks, e além disso é melhor irmos quando eles estiverem mais cansados. Nós não sabemos quantos eles são e nem quais armas eles têm.

Ela apenas concordou com a cabeça e saiu do quarto junto com Remus.

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Eles se assustaram quando as portas das jaulas foram abertas e o homem mais velho comemorou, saindo da sua.

— Ei senhor. — Sirius o chamou. — Eu acho que é melhor o senhor voltar para a jaula, tá realmente muito fácil para não ser uma armadilha.

— Armadilha? — ele riu e andou até a porta que por sorte estava destrancada. — Para mim isso é um presente divino.

— Cada louco com sua mania. — Marlene comentou ao ver o mais velho sair de lá e suspirou irritada. — Não pense em sair dai, Mary, eu preciso de você viva, me entendeu?

— Mas nós estamos livres! — a negra comentou contente.

— Se você fosse um caçador deixaria sua presa livre para que ela realmente fugisse ou para que a caça fosse ainda mais divertida? — McKinnon perguntou preocupada e fez a outra suspirar pesadamente.

— Como você pensou nisso? — Black indagou com uma sobrancelha arqueada.

— O que, Sirius? Somente homens conseguem caçar e serem bons nisso? — ela perguntou orgulhosa de si mesma. — É meio óbvio que eles fizeram isso para que a caça ficasse mais legal.

— Vocês caçam? — Mary perguntou.

— Uma vez ou outra, nada de mais. — Padfoot falou dando os ombros.

E então as grades se fecharam.

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Winchester.

Quinta-feira, dez horas da noite.

Os quatro caçadores estavam no carro, Alecto tinha decidido ficar no Motel caso Sirius e Marlene voltassem, o que fez Remus revirar os olhos e rudemente dizer que era muito cômodo ela simplesmente estar ali quando era bom para ela.

James Potter guiava o caminho para Lupin de acordo com o que lhe era mostrado no GPS do celular e através do endereço achado durante as pesquisas.

Eles chegaram ao destino após trinta minutos de viajem.

Desceram do carro e pegaram as armas e facas que usariam caso necessário, e Lily os encarou curiosa.

— E o que faremos? — perguntou a ruiva.

— Prenderemos eles e chamaremos a polícia. — Moony informou. — Pelo menos, tentaremos ao nosso máximo para não matar nenhum deles.

— Tudo bem. — Evans concordou e então eles ouviram um estridente barulho de tiro vindo da mata.

— Eu e James vamos para lá. — o mais velho informou apontando para onde veio o tiro. — Vocês duas para dentro da casa, tentem achar Padfoot e Lene.

— Não deveríamos ir em casal, para... Sei lá, James me proteger e você proteger a Dora?

— Poupe-me, Evans. — Dora entrou na conversa pela primeira vez após carregar seu rifle. — Acho que eu mesma posso me proteger e se você quiser, protejo você também. — sorriu determinada e apontou o dedo para Remus e para James. — Se um de vocês morrer eu vou ao inferno só para ter certeza de matar vocês com minhas próprias mãos, e me deixarem sozinha com esses loucos.

— Ei. — Lily exclamou encarando-a com a boca aberta.

— Vamos, Lil. — Dora riu assim que viu os dois homens andarem em direção a mata. — E fecha a boca ou entra mosquito, ou pior, Alecto.

A ruiva riu baixo andando com cuidado junto a morena.

— As vezes ela é um saco.

— Na maioria das vezes, você quis dizer. — Tonks falou aproximando-se da porta e abaixando-se para abrir a mesma com um grampo de cabelo.

Em instantes elas estavam dentro da casa antiga e mal acabada, Nymphadora teve a certeza de fechar a porta com cuidado e quando começou a andar bateu seu corpo contra o de Lily.

— Ai garota, o que você tá fazendo parada?

— Uma criança... Ela é apenas uma criança. — a ruiva murmurou aproximando-se de uma menina que aparentava ter dez anos.

As vestes da criança eram sujas, o cabelo loiro estava uma bagunça e ela tinha um falso sorriso doce nos lábios quando a outra caçadora se aproximou.

— Eu não sei o que... — a menina começara a falar e o barulho da arma sendo engatilhada pôde ser ouvido.

— Nymphadora! — Evans urrou. — Ela é só uma criança.

— É uma armadilha, Lil. Venha para trás. — informou sem tirar os olhos de um ponto mais atrás, ainda com a arma apontada.

— Ela é apenas uma criança, você não vê que... — a voz da caçadora começara a sumir quando ela viu o sorriso sádico no rosto da criança e uma faca em sua mão, distanciou-se e olhou para onde Tonks olhava antes.

Os olhos verdes foram esbugalhados com a surpresa de ver o semblante de um senhor que aparentava ter sessenta e oito anos, o sorriso sádico também tomou conta dos lábios dele e o homem de poucos cabelos grisalhos esfregou as mãos encarando-as com desejo.

— Olhe, Katrina, conseguiremos para vocês irmãs e avós. — a voz saiu como um ruido fazendo Lily parar ao lado de Tonks. — Não tenha medo minha querida ruiva, foi você quem pediu. — ele disse antes de correr até elas e o estrondo do tiro se fazer.

Nymphadora Tonks havia atirado na perna dele e então apontou a arma para a criança.

— Então, Katrina, o que você acha de me mostrar onde vocês prendem as pessoas inocentes? — a morena perguntou de forma educada e engatilhou a arma mais uma vez. — Ou eu posso te deixar igual o vovô aqui, ou quem sabe... Te deixar sem avô.

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Até aquele momento James e Remus não haviam encontrado nada, ouviam um barulho ou outro nos arbustos e tinham suas armas apontadas para o nada, no minuto que ouviram o barulho de um tiro vindo da direção que as garotas foram, Lupin teve que segurar o ombro de Potter, ele sabia que nada aconteceria. Afinal, quantas vezes Nymphadora caçara sozinha? E todas as vezes ela voltara viva e inteira.

Exceto a última vez, e aquilo o preocupava, porque mesmo que ninguém soubesse o que realmente tinha acontecido, eles sabiam que ela havia perdido algo e o matava não saber o que tinha a feito tão mal.

O órfão ouviu uma arma ser engatilhada e posta em suas costas, e percebeu que o mesmo aconteceu com o irmão.

— Larga essa arma, e coloca as mãos pra cima. — uma voz grossa falou decidida.

Eles fizeram o que lhe foi pedido e um sorriso debochado surgiu nos lábios de Remus.

— Você sabe que algo muito errado pode acontecer quando você aponta um rifle para as costas de um caçador, certo? — o mais velho perguntou em um tom debochado e virou seu corpo, a mão direita dele foi para o cano da arma e ele abaixou a mesma, deixou um sorriso torto tomar conta de seus lábios e puxou a arma para si depois de bater com ela na cabeça do outro. — O caçador pode pegar a arma para si mesmo. — deu os ombros e apontou a arma para o outro que tinha James na mira. — Eu acho bom você largar essa merda, ou você não vai mais andar. — informou irritado e viu o dedo do homem tremer no gatilho, sem pensar duas vezes Remus abaixou o cano da arma e atirou no joelho direito dele, fazendo o homem que aparentava ser mais velho que os dois caçadores cair no chão.

Rapidamente James pegou a outra arma e a apontou para o outro homem que os olhava assustado.

— Isso na sua mão são algemas? — Potter perguntou sorrindo e andou até ele. — Me dá. Vai cara, me dá.

O homem que caçava pessoas entregou os dois pares de algemas para Potter que o fez ir até uma árvore.

— Traz esse aí também, Remus, nós ainda temos que salvar Padfoot e Marlene. — comunicou após prender o pulso do primeiro homem na árvore.

O moreno de óculos fez o mesmo com o segundo homem e encarou o irmão que tinha um sorriso orgulhoso nos lábios.

— O que?

— Papai sempre esteve certo falando que você levava jeito para coisa, só precisava deixar de ser mimado. — o mais velho deu os ombros e ergueu a arma, batendo com ela na cabeça dos dois presos, deixando-os desacordados. — Agora pelo menos podemos ir mais tranquilos.

— Eu sempre fui um bom caçador, Moony. — Prongs reclamou fazendo o irmão rir. — Qual é?

— Você se tornou um bom caçador há pouco tempo, Potter. Agora vamos.

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Nymphadora estava caída no chão da sala quando acordou, ela só tinha visto a terceira pessoa na sala quando sentiu algo bater contra sua cabeça. Seu corpo estava sendo arrastado pelo chão sem cuidado algum, fechou os olhos quando sentiu-se ser levantada e então colocada em um lugar macio.

— Depois tomamos conta dessa, eu acho que você precisa dar um jeito os gritos daquela ruiva. — a voz masculina falou.

— Você vai precisar me ajudar, essa vadia acabou atirando na porra da minha perna. — o velho falou e Tonks mordeu a bochecha para não responder.

Assim que percebeu estar sozinha começou a vasculhar seus bolsos, um sorriso surgiu em seus lábios ao achar cegamente a faca e abriu os olhos de forma suave, encarando o quarto escuro. Era agora ou nunca.

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Lily tinha suas mãos amarradas e seu corpo nu encostado em uma parede, o velho ria escandalosamente, o que fazia todos os seus pelos arrepiarem-se e seus olhos encherem de água, ela poderia chorar a qualquer momento.

No momento que ele se aproximou um barulho de tiro fora ouvido e o corpo do senhor caiu, assim que ela viu Remus encarando-a assustado algumas lágrimas caíram em alívio e o tremor do seu corpo diminuiu quando o moreno aproximou-se e a ajudou a sair dali, dando-lhe a jaqueta que usava em seguida, Lupin encontrou a calça que ela usava mais cedo jogada ao chão e lhe entregou.

Se ele já não tivesse matado, ele bataria o bastardo que havia feito Lily passar por aquilo, e sabia que James faria pior.

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Sirius e Marlene estavam inquietos nas jaulas quando a porta fora aberta, mostrando Nymphadora apontando uma arma para o homem que entrou na frente dela.

— Ei, priminha. — Black sorriu e acenou. — Onde estão os outros?

— Lá em cima. — deu os ombros e chutou a parte atrás do joelho do homem em sua frente, fazendo-o cair em frente a uma antiga cela que tinha a porta aperta. — Entra ai, vai. — viu-o entrar e fechou a porta, encontrou perto dali uma corrente com cadeado e passou por ali, prendendo o cara que urrou com aquilo. — Urre o quanto quiser brutamontes, eu não mandei você caçar pessoas, nessa vida eu já vi de tudo. — murmurou e andou até um painel que tinha no centro do porão.

Apertou os botões das celas que notou serem de Sirius, Lene e da mulher que estava presa com eles, e nos instante seguinte Black abraçou a prima.

— A próxima vez que eu sumir eu espero que vocês sejam mais rápidos para me buscar. — ele reclamou.

— Oh claro, meu doce, bateremos nosso recorde de salvar o idiota do Sirius. — a morena riu e ouviu uma arma ser engatilhada.

Mary McDonald apontava uma arma para Marlene McKinnon e tinha um sorriso debochado nos lábios.

— Vocês vão me levar lá para cima como se eu fosse uma vítima. — informou rindo. — E ele também. — apontou com a cabeça para o homem que Dora havia acabado de prender. — E eu vou...

A faca de Nymphadora voou até a perna da mulher que falava e a loira aproveitou o momento de fraqueza da falsa vítima para pegar a arma e apontar contra Mary.

— Vaca. — Marlene comentou antes de ver Sirius levar o corpo de Mary para a jaula e fechando-a novamente.

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Winchester.

Sexta-Feira Treze. Sete horas da manhã.

Os raios de sol podiam ser visto pelos seis caçadores que apertavam o Impala, eles estavam enfim indo para casa ou algo do tipo.

— Espera, você quer dizer que James Potter apanhou de uma garota? — Black perguntou quando estava no banco de trás, rindo.

— Cale a boca, Padfoot.

— Cara, esse foi o caso mais... Confuso que tivemos.

— Caçar humanos. — Tonks falou olhando para a paisagem que passava rapidamente por eles. — Agora sim a gente já viu de tudo.

— Em uma sexta-feira treze, quem diria que aprenderíamos mais sobre seres humanos serem verdadeiros monstros. — Marlene comentou sem emoção alguma.

— Eu ainda não vi anjos. — Lily falou chamando a atenção da morena do banco da frente. — Eu vi em um dos seus livros que eles são reais, uh?

— É... Algo assim. — Dora murmurou desconfortável lembrando a descoberta de meses atrás. — Mas não acho que eles sejam assim tão bons.

— Qual é, você não acredita que anjos realmente existem, certo? — James perguntou com uma sobrancelha arqueada para a caçadora que diminuía o volume do rádio.

— Sei lá, Jay. — deu os ombros e mordeu a bochecha. — Algumas pessoas dizem que algumas famílias antigas de caçadores vêm de anjos.

— Isso é bobagem.

— Sua família é uma das mais antigas e originais, Prongs. — Remus falou sério e suspirou encarando rapidamente Tonks. — O que você tem? — perguntou em um murmúrio e ela fez uma careta leve.

— Acho que só estou cansada.

— Durma então, tivemos que pegar outro caminho para a polícia não nos pegar. — falou de uma forma doce. — Vamos demorar para chegar.

A morena apenas concordou com a cabeça e olhou para o banco de trás antes de dormir.

James fazia um leve carinho nos cabelos ruivos de Lily e beijara sua testa diversas vezes, Nymphadora sabia que de algum jeito ele se sentia culpado. Ela também se sentia.

Marlene e Sirius tinham seus dedos entrelaçados e apenas aproveitavam o pouco de liberdade que tinham ali para conversar baixinho e rirem uma vez ou outra.

Seus olhos escuros passaram para Remus, observando-o dirigir sério e cantarolar a música que tocava no rádio.

E então com o pensamento de que eles eram sua família e estava tudo bem, pelo menos por enquanto, ela conseguiu dormir.

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Ela andava pelas ruas conhecidas da cidade que morava quando criança com seus pais, Manchester, e tudo o que ela pôde ver além da isolação de toda a cidade eram os descritos no muro da antiga escola de colegial que ia com Remus.

CROATOAN.

E mais uma vez ela acordou, dessa vez na cama e com o suor espalhado por todo o seu corpo.

Nymphadora puxou seus joelhos até seus seios e abraçou-se, tentando acalmar a si mesma.

As visões estavam ficando mais nítidas e assustadoras, e ela só queria que esse dom adquirido depois de tanta tortura fosse embora.

Notas finais
Eai, gostou?
Me diz o que achou - e o que você acha que aconteceu com a Tonks no período que ela sumiu, e essas meninas largando a faculdade, uh? Suspeito.

Não esquece de me seguir no twitter: @prongkins!

See ya,
vanprongs.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!