CHAOS - Livro I - Os Filhos do Olimpo

2 Capitulo II - O Sol do Meio Dia - Sophia


Notas iniciais
"Como disse, estava praticando, e por mais que não tentasse usá-los, não conseguia segurar. A ânsia de ver alguém ou algo sucumbir aos meus desejos por via de meus poderes, era enorme. Claro que coisas simples, como manipular pensamentos, sentimentos e memórias. Exigia mais força e concentração do que levitar um lápis ou fechar uma porta, pois pessoas não são objetos inanimados, possuem alma, espírito e livre-arbítrio."

Eu sabia que algo iria acontecer. Nada acontece por acaso. E agora, com a mudança repentina de Milo, eu estava certa.

Passei muito tempo esperando que isso acontecesse.

Estava andando pelos corredores do colégio quando me deparei com Steff vindo ao meu encontro. Ela estava linda, como sempre. Vestia uma saia jeans desbotada do Marc Jacobs, e uma blusinha branca de cetim da Calvin Klein. Seu salto alto preto era divinamente fabuloso, o que dava a sensação de ela ter acabado de sair da fashion week.

Apesar de tudo, eu era uma adolescente normal. Amava moda, musicas, bons filmes, lindos garotos e muita balada. Mas como toda garota, eu também tinha um segredo.

Pelo pouco que sei, eu nasci assim.

Eu e meu irmão nascemos. Temos os mesmos poderes, o quais Milo prefere chamar de dons. Eu já havia feito trilhões de pesquisas para tentar entender o que acontecera conosco. Talvez experiências do governo, ou alienígenas, quem sabe? Ou o próprio processo evolutivo, apesar de não acreditar que o próximo passo da escala evolutiva dos humanos fossem a mutação genética estereotipada. O câncer ja era uma escala mal sucedida da mutação, então o que eramos nós? Eu duvidava que fôssemos os únicos, e duvidava ainda mais de meus tios, pois sempre ocultavam a verdade. Eles realmente nos escondiam algo.

Com o passar dos anos, apesar de meus tios fingirem não saber, eu estava praticando. O problema era, que eu não sabia exatamente o que praticaria, então, fui testando meus limites conforme o tempo e a força. Mas uma coisa que aprendi logo de cara, era que não era tão poderosa sozinha. Para meus poderes, Milo era uma espécie de condutor maximador, e eu a dele. Aprendi a solidificar a água sem precisar coloca-la no freezer, e do estado sólido, vaporiza-la em segundos; comecei a levitar objetos leves, e com o tempo, objetos mais pesados; incendiava algumas folhas secas das árvores amontoadas no outono; e uma coisa a qual havia me deixado mais fascinada, era conseguir controlar a água, o fogo, a terra e o ar. Não totalmente, como disse, precisava estar conectada com Milo pra realizar grades feitos.

Ele não precisava desejar também como eu, apenas precisávamos estar em contato físico. Poderíamos dar as mãos, ou eu apenas colocar minha mão sobre sua pele nua.

As coisas mais extraordinárias que havia feito até hoje, erradas, mais ainda sim não deixavam de ser extraordinárias, foi desintegrar a espinha dorsal de uma garota no fundamental que implicava com Milo, e depois já no colegial, congelar alguns órgãos internos de uma garota do segundo ano que havia roubado meu namorado. Tecnicamente, eu fiquei tão furiosa, mais do que com a garota que deixei tetraplégica no fundamental, que desejei que a garota parasse de respirar, e acabei, sem querer, tocando a mão nua de Milo. Instantaneamente, a uns longos metros de nós, a garota tombou se debatendo no chão, o qual não conseguia respirar pois seu esôfago estava sendo congelado vagarosamente, e todo ar que entrava piorava ainda mais a situação.

Claro que eu fiquei apavorada, pois eu tinha desejado em momento de fúria mas não havia provocado com intenção.

A garota ficou inconsciente por algum tempo, até meu tio Darly chegar e traze-la de volta.

A partir desse acontecimento, Milo começou a praticar o autobloqueio, uma técnica que ele encontrou em um site na internet que acabou funcionando.

Com treze anos e meio, eu e Milo tivemos uma forte dor de cabeça a qual durou uma semana contínua. Assim que a luz do sol apareceu no oitavo dia, a dor desapareceu. Estando bem, retornamos a nossas atividades normais, e foi ai que demos conta que havíamos adquirido o poder de ler os pensamentos dos outros.

Milo, ingênuo, ficou apavorado pois achava invasivo escutar os pensamentos alheios sem a permissão das pessoas. Então, juntos, começamos a praticar o autobloqueio para pensamentos. O que eu achei estranho um "feitiço" na internet servir para duas técnicas.

Invadi os pensamentos de Milo e tirei a fonte do site, e comecei a navegar nele.

Havia vários feitiços, poções, encantamentos e fatos históricos sobre clãs de bruxas que se derivaram de Salem. Para quem acredita, até que engana bem. Mas ainda não acreditava que podíamos pertencer a um clã de bruxaria.

– Onde está Milo? — questionou Steff ansiosa.

– Ficou na entrada com Rod. — bufei encostando em meu armário enquanto Steff abria o dela.

– Espero que ele não tenha esquecido do nosso almoço hoje. — falou ela retirando os livros de Inglês e Revolução Americana — Você podia me ajudar e separar eles um pouco.

Eu sabia o que ela quis dizer com isso.

– Eu não vou sair com Rod. Tenho ele exatamente aonde eu quero. — retruquei cedendo em abrir meu armário, e retirando os mesmos livros de Steff.

Eu sinceramente não sei o que Milo esta fazendo com ela. Ele sabe que chegará a hora de nós partimos e ela ficará aqui, sozinha e com o coração partido. Não sei o motivo de ele não entender isso.

– Qual o motivo de você não querer ele? Ele é o garoto mais popular do colégio? — perguntou ela sorridente.

Não sei aonde ela encontrava tanta felicidade.

– Então namore ele você! — rebati passando por ela fazendo com que a porta de meu armário fechasse sozinha.

– Como fez isso? — questionou ela espantada.

– Isso o que? — eu realmente não tinha percebido o que tinha feito, pois as vezes usava meus poderes tão automaticamente e acabava esquecendo que mortais não sabiam de nossa existência.

– Fechar a porta do seu armário sem tocar nela? — foi quando me dei conta e contornei o assunto.

– Mas eu não fechei. Deve ter sido o vento! — menti — Ainda preciso pegar meu estojo.

Escondi meu estojo entre os livros, abri novamente o armário fingindo retira-lo.

– Como vou escrever sem caneta? — falei risonha parecendo uma pateta para poder tirar a atenção dela.

O que deu certo, pois a idiota riu junto.

Eu não era a garota mais simpática, ao contrario disso; procurava ser a pessoa mais insuportável do mundo. Tinha uma teoria sobre amigos: "Já que não posso mante-los, então pra que te-los."

Steff não era exceção. Ela era um efeito colateral da burrice do meu irmão, que em breve se transformaria em um enorme efeito colateral.

Caminhando pelos corredores em direção a sala da Sra. Violet, eu pensava na viagem à New York enquanto fingia escutar Steff falar sobre o futuro com meu irmão. Eu sabia que não iria ser uma viagem a passeio, entao tinha que planejar o máximo.

Peguei meu celular Samsung, acessei o navegador da internet e pesquisei sobre o termo "Iluminados" que Milo havia contado. O que achei não foi muito inspirador.

Pela história, "Iluminados" viria do latim "Illuninatis" o que era uma seita inimiga da Igreja Católica do Século XVIII. Então digitei o termo no site "Poder e Magia" que havia roubado dos pensamentos de Milo, e achei algo realmente inspirador e totalmente diferente da história.

"Durante a caça as bruxas, os Iluminados se reergueram se tornando mais fortes, uma ordem religiosa provinda dos Anjos da Guarda Real Divina, que deram permissão aos padres e seminaristas, ou qualquer um autorizado pela Igreja Católica, a caçar qualquer criatura que coloque a crença em Deus em dúvida. Uma chuva de sangue foi derramada pelos céus, enchendo os mares e oceanos para alimentas as feras e bestas que ali viviam."

Havia muito mais. Só que resolvi parar por aqui. Os registros não começavam apenas na caça as bruxas. Haviam registros de Iluminados Divinos vindos do céu e erradicando várias raças e espécies a mais de três mil anos atrás.

Por que eu estava tão fascinada com contos de uma fanpage de bruxaria? Eu iria pra New York amanhã e tiraria minhas dúvidas. Poderia relaxar e tiras o dia de folga sobre segredos ao meu respeito.

Pelo menos Milo concordava que Victor poderíamos nos das muitas respostas!

Chegamos a sala e sentamos uma ao lado da outra, esperando a Sra. Violet nos dar o comando do que fazer, pois sempre escrevia no quadro a página do livro que iriamos usar e o conteúdo que iriamos estudar. Demorou uns três minutos até que o último aluno se acomodasse até que a porta fechasse.

– Bom Dia meus jovens. — começou ela arrumando o velho óculos que tinha sobre seu nariz — Falta algumas semanas pra acabar as aulas e nós devemos nos preparar pras provas finais.

Ela se levantou e caminhou lentamente entre os alunos.

– Como devem saber, eu estou me retirando da instituição para durar meus últimos dias com meu marido e meus filhos e netos na fazenda que possuímos no norte do Texas.

– Durar? — July, uma secundarista parecia realmente não saber do que o colégio inteiro estava comentando.

A Sra. Violet descobriu que conviveu com o vírus HIV durante 83 anos, e agora que ele deu sinal de existência, a tirando do que ela mais amava fazer. Lecionar!

– Eu estou com uma doença terrível, e não sei se durarei mais algumas semanas. Por isso quero informar que hoje é meu último dia na Instituição, e gostaria que me ajudassem a torna-lo muito especial. — pediu ela gentilmente.

Muita dramatização pra minha cabeça.

Por sermos o que somos, eu e Milo nunca tivemos de tomar vacinas ou remédios, nunca havíamos ficado doentes ou nos machucado a ponto de sangrarmos ou fraturarmos algum osso.

Eramos mais evoluídos que os mortais, não adquiríamos nenhuma doença provida por eles. Apesar da constante mutação genética de vírus e bactérias, eles não conseguiam se proliferar em nosso organismo quando adentrava nele. Nossas células eram mais resistentes, e nos tornava superiores a eles.

O tempo transcorreu normalmente, mesmo não tendo aula. Apenas escutávamos a Sra. Violet recitar um de seus vários versos pra nós. A sineta tocou, e eu bufei aconchegando a bolsa em meu ombro esquerdo e retirando o celular do bolso para conferir as horas. E é claro que não é só isso que um adolescente faz quando pega o celular. Após chegar as horas, liberei meu celular com a senha, passando meu polegar direito sobre os nove pontos na tela touchscreen, e fui chegar os torpedos novamente, mesmo não tendo recebido mais nenhum. Enquanto excluía alguns torpedos, apareceu na tela uma chamada de um número não registrado. Curiosa, deslizei o círculo verde para esquerda e atendi.

– Alo? — perguntei.

– Bom dia. Eu gostaria de falar com a Srta. Luthier. — pediu educadamente um moça do outro lado da linha. Realmente eu não conhecia a voz.

– Quem gostaria? — perguntei curiosa para saber quem gostaria de falar comigo. Quase ninguém possuía o número do meu celular.

– Sou Amber Celly, secretária particular do Sr. Victor O'Connor, jornalista do The New York Times. — revelou a moça — Poderia falar com a Srta. Luthier?

– É ela. — revelei-me — Pode aguardar um segundo?

– Claro!

Conferi se Steff estava atrás de mm, o que por sorte, também estava distraída mexendo em seu celular. Então me afastei indo para o banheiro a alguns metros.

– Pode falar.- pedi.

– O Sr. O'Connor pediu que eu ligasse, pois ele gostaria de falar com Srta. sobre os detalhes do encontro de vocês amanhã. — informou ela — posso transferir a ligação?

– Claro. — concordei.

Após o bipe, não demorou nem dez segundos, e uma voz masculina de meia idade, grossa e direta, começou a falar.

– Sophia Schinneider Luthier? — perguntou.

– Victor O'Connor? — devolvi a pergunta.

– Se puxou a seu pai, como parece ter puxado, és muito esperta! — começou — E como Ian esta?

– Desculpe, mas acho que não sei do que esta falando. — eu havia ficado perdida.

– Você é a filha do Nephilin Ian Luthier, não é? — perguntou ele repetindo o nome.

"Nephilin"? Agora eu estava perdida.

– Você parece me conhecer muito bem. E aos meus pais também. — comecei a jogar para tirar mais.

– E você parece não saber do que estou falando. — ele pausou — Acho melhor conversarmos amanhã, quando chegar aqui.

– Espere! — pedi desesperada anseando por respostas — Você conhece Darly e Ângela James?

– É claro que os conheço. Fui padrinho de casamento deles. Como eles estão? A décadas que não falo com eles. — ele deu uma risada e eu senti sua felicidade em escutar os nomes de meus tios.

– Eles estão bem. Mas não creio que ficaremos por muito tempo. — respondi lembrando sobre o que Milo havia me contado.

– Sim. A Ascensão de vocês três. Uma pena realmente. — ele bifou se chateando.

– Nós três? — ele estava me deixando muito confusa.

– Você, Milo e Sharllote. Eu estava lá quando vocês nasceram. Perderia minha cabeça se os Iluminados soubessem que ajudei seus pais fugirem com vocês. — ele pausou — Que falta de educação a minha, perguntei de Ian, e esqueci de perguntar de Persephany. Como estão os dois? — ele riu novamente.

– Eu questionei se conhecia meus tios, pois fui criada com eles. E sinceramente, não tenho ideia quem são essas outras duas pessoas a quem você mencionou. — confessei, pois estava realmente ficando confusa.

Houve uma longa pausa, e pude sentir a felicidade sumindo.

– Algo deu errado. Voce não sabe de seus pais, e parece estar confusa com tudo o que lhe perguntei. Por que me ligou? — ele havia ficado assustado.

– Desculpe realmente incomoda-lo, mas eu achei suas reportagens interessantes e decidi procura-lo. Só isso. Não imaginava que soubesse sobre mim, meu irmão ou meus pais. E principalmente, quem é essa Sharllote? — eu descarreguei tudo.

– Vocês eram três. — ele pausou — Os trigêmeos Schinneider Luthier.

– Eu só tenho o Milo, de irmão. — interrompi.

– Então, como disse, algo deu muito errado na noite da fuga. — ele pausou novamente se preocupando — É melhor conversarmos quando chegarem aqui. Vou mandar meu motorista espera-los no aeroporto e leva-los diretamente ao meu apartamento, onde se acomodarão e me esperarão. — ele se preparava para desligar.

– Só mais uma pergunta antes de amanhã. — pausei e tomei folego pois minha cabeça estava girando — Você é um deles? Um Elementar, como menciona nas reportagens?

– Não! — ele pausou quase soluçando evitando chorar — Sou como vocês. Conjuradores. — então ele desligou e a ligação caiu.

...

Fiquei remoendo esse termo durante a aula de Revolução Americana da Sra. Trentball. "Conjuradores"? O que significava isso? Pesquisei novamente na internet do meu celular, mas desta vez o Google não me serviu para nada. Digitei no site fanpage que havia salvo nos favoritos, mas também não havia nada lá. Algumas histórias me fizerem entender mais profundamente o que o termo Elementar significava. Havia histórias sobre as antigas guerras, bruxas, monstros e lendas, nada que realmente pudesse me ajudar.

Odiava estar nessa posição. Era eu que sempre sabia de tudo e controlava tudo, agora eu não sabia de nada.

Victor realmente parecia nos conhecer, mais do que eu não imaginava. Ele parecia estar esperando essa ligação a muito tempo.

Meu celular bipou, e era um torpedo de Milo, pedindo para que encontrasse no refeitório. Eu estava no meio da aula, então não poderia sair, então pedi pra que me esperasse.

– Soph, estou saindo, responde chamada por mim? — pediu Steff com a bolsa no braço.

– Claro! — respondi — Mas aonde você vai?

– Me preparar pro almoço com seu irmão!

– Mas vocês não vão almoçar no refeitório comigo? — perguntei perdida.

Realmente eu estava odiando ficar abobada.

– Claro que não. — retrucou ela — É um almoço romântico, e provavelmente não retornaremos pras aulas a tarde. — acrescentou com um sorriso malicioso.

Milo estava evitando de transar com ela, e isso a deixava irritada, então sempre ela inventava algo ou alguma situação pra forçar o ato. Milo não gostava de recorrer a magia, mas sempre que acontecia isso, ele a fazia ficar sonolenta, e os dois acabavam dormindo abraçadinhos.

Steff saiu rapidamente, se esgueirando até a porta, enquanto alguns alunos reclamavam suas notas pra professora.

Meu celular bipou novamente, e desta vez era Rodrick.

"Podemos almoçar juntos?"

"Irei estar no refeitório." não gostava de dar esperança, mas Rodrick sempre forçava a barra. Sempre amava ter garotos aos meus pés, e claro que abusava um pouco de Rodrick, mas porque ele deixava.

"Não quero almoçar no refeitório. Quero almoçar com você... Em outro lugar."

"Não pense que isso vai ser um encontro!" mandei na defensiva.

"Imagina, nem cogitei isso." mentiu ele.

Eu podia sentir a felicidade dele de longe, e como Milo e Steff estariam juntos, não queria permanecer sozinha, ou com algumas patéticas do colégio que ficavam me seguindo.

A Sra. Trentball começou a chamada, e como Steff havia pedido, manipulei seus pensamentos para que pensasse que ela estava aqui. Como disse, estava praticando, e por mais que não tentasse usá-los, não conseguia segurar. A ânsia de ver alguém ou algo sucumbir aos meus desejos por via de meus poderes, era enorme.

Claro que coisas simples, como manipular pensamentos, sentimentos e memórias. Exigia mais força e concentração do que levitar um lápis ou fechar uma porta, pois pessoas não são objetos inanimados, possuem alma, espírito e livre-arbítrio.

A sineta tocou e eu me levantei preparando para encontrar Milo. Passei pela porta e atravessei o longo corredor até as escadarias. Desci até o térreo e segui a ala sul. Dei uma sondada a procura dos cabelos louros de Milo, mas sem sucesso.

"Estou aqui, aonde você esta?"

A resposta demorou a chegar e não chegou.

– Estava esperando você. — cochichou Rodrick na minha orelha com um sorriso malicioso.

Eu bufei e respirei fundo para não me estressar.

– E por que seria diferente? — respondi tirando o sorriso do rosto dele — Então? Aonde vai me levar? — continuei pra amenizar a dor dele.

– Vamos almoçar no Parque, eu já preparei tudo. — respondeu ele sorrindo novamente.

– Na natureza? Com insetos e outros animais? — bufei querendo voar na garganta dele.

– Calma. — pediu ele segurando nas minhas duas mãos.

– Já que diz apaixonado por mim, acha que vai me conquistar me levando pra um piquenique na natureza? — puxei meus braços de suas mãos quentes.

– Eu já conversei com eles, e pedi pra eles não chegarem perto de lá — riu ele se aproximando do meu rosto.

– Conversou com eles? — perguntei sorrindo — Todos eles? — reperguntei me aproximando como se fosse beijá-lo.

– Sim. Todos. — respondeu ele extasiado pelo meu perfume, charme e sedução imaginando que eu iria beijá-lo.

– Ótimo então! — respondi numa felicidade expansiva, e peguei no braço dele e puxei para fora do colégio — Então é melhor irmos logo!

Ele murchou ao não ter me beijado, mas me seguiu para o próprio carro.

– Está preparada? — perguntou ele com um sorriso malicioso como se realmente fosse acontecer algo de muito importante.

– Sempre estou preparada pra tudo. — menti, sendo superior.

Mas a verdade é que não, eu não estava.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.