CAOS - Catástrofe Anormal: Operação Sagacidade
1 Capítulo 1 - Prólogo
Notas iniciais
08 de abril de 2013
“CAOS está de volta. Seja lá o que estiver acontecendo no mundo lá fora, realmente é perigoso. CAOS é uma organização que combate qualquer perigo sobre-humano. Geralmente ele chama especialistas do mundo todo para uma tarefa, e advinha? Fui chamada para participar do time de especialistas para lidar com o mal que habita lá fora.
...
Os corredores da organização eram longos e os barulhos de meus passos ecoavam por todos eles. Eu estava acompanhada de outras pessoas que provavelmente também trabalhavam no mesmo ramo que eu. Não dei muita atenção para eles no início, pois estava muito nervosa. Dois rapazes altos e morenos nos seguiam, e um outro, um pouco mais baixo com um jaleco branco nos guiava. Eu podia jurar que estávamos andando em círculos, era tudo tão idêntico, tão simétrico, que a sensação era de se estar num labirinto.
Depois de muito andar chegamos ao que parecia ser um laboratório, cheio de equipamentos profissionais, os quais os mesmos estavam sendo usados por alguns cientistas. O ambiente era frio e gélido, e todos estavam em constante movimento, porém em absoluto silêncio.
—Doutora Amélia! Que bom que está presente neste grupo de cientistas! –uma voz masculina e irritantemente aguda soou aos meus ouvidos.
Virei-me à minha direita e cumprimentei meu antigo colega de classe, Marcos Muniz. Marcos e eu nunca fomos tão próximos, mesmo estudando juntos na faculdade. Eu até o acho insuportável, talvez seja porque ele sempre tentou me impressionar quando éramos mais jovens.
—Marcos! –fingi felicidade e espontaneidade.
Ele me puxou pelo braço e exibia um sorriso de orelha à orelha. Mesmo assim meu foco ainda era o laboratório. Tantas ferramentas prontas, só esperando para serem usadas... Aquilo era terrivelmente excitante! Para cientistas, é claro. Quando parei de delirar com tudo aquilo, percebi que já estava sentada num banco de frente para o Marcos, e por incrível que pareça ele tagarelava sem parar. Em nenhum momento prestei atenção no que ele dizia, o meu foco agora era outra coisa, outra pessoa, aquele rapaz louro de olhos... Olhos lindos como o brilho das águas mais profundas. Ele também me observava, e naquele momento eu podia jurar que éramos só nós dois naquele espaço...”
16 de outubro de 2030
—Miele! –um grito. —Miele! –outro grito.
Rapidamente parei minha leitura e guardei o diário da minha mãe dentro da minha mochila. Eu estava sentada num canto de um velho quarto, de um pequeno prédio que agora estava abandonado, um lugar quase perfeito para uma leitura fantástica. O barulho dos passos nos degraus da escada eram altos e sucessivos. Téo entrou no quarto correndo e me olhou profundamente nos olhos.
—Precisamos ir. Eles estão aqui. –a voz dele saiu calma e sóbria.
Com muita rapidez arrumei todas as minhas coisas e as coloquei dentro da minha mochila. Algumas roupas, cobertas e até mesmo comida, tudo junto e misturado numa única e só mochila. Téo correu e trancou a porta daquele quarto, empurrou um móvel só para garantir que eles não entrassem e por fim abriu a janela daquele segundo andar.
—Vamos ter que pular. –eu assenti com a cabeça.
Ele foi à frente e desceu pela escada de emergência. Aquelas coisas já estavam na porta do quarto e batiam com força, tão ferozmente ansiando por sangue, que conseguiram quebrar a fechadura, mas o móvel na frente da porta não os deixou entrar. Minha calma ali era tão estranha e burra, mas não tenho do que reclamar, sou filha de Amélia Medeiros, uma das mais prestigiadas cientistas do Brasil. E agora estou indo ao encontro de meu pai, em Brasília. Nada vai ficar no meu caminho, nem mesmo o CAOS.
Notas finais
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