C o n t r a t o
15 The Beginning of Something
Notas iniciais
Eu ainda nem comecei.
Ela ainda se lembrava do que Stefan tinha lhe dito no dia anterior. Seu estômago apertava pela ansiedade que sentia e o desejo acumulado que ele a tinha deixado. Elena se perguntava se Stefan se masturbou na noite anterior pensando nela da mesma forma que se masturbou pensando nele, sinceramente, aqueles segundos de orgasmos causados pelos seus dedos não era o suficiente.
Elena ainda não tinha visto Stefan essa manhã, tinha acordado tarde e seu corpo estava exausto por nada, e o tédio a crescia por estar em um local isolado como aquele, apesar de ter crescido em uma cidade pequena não significava que ela gostava de isolamento, seu desespero quanto a isso era grande que até falta do cheiro da poluição e das buzinas do carro ela sentia.
Quando tinha acordado e não encontrado Stefan ela foi checar o carro que não estava na garagem. Pelo dia ela só teria a companhia de seu notebook e as comidas na cozinha, não podia negar que isso iria satisfazer ela por um tempo.
Era cinco da tarde quando Stefan chegou, ela ouviu o som do carro estacionar e Stefan entrar na casa molhado pela chuva que ainda não tinha cessado. Suas botas sujas de lama eram descartadas por ele ao lado da porta quando entrara na casa com uma sacola de plástico.
“Fez algo de interessante hoje?” Stefan á pergunta enquanto vai até a cozinha e deposita a sacola na bancada.
“Como se fosse possível fazer algo neste lugar” Elena responde enquanto volta seu olhar para tela do notebook, lendo as noticias do dia de Nova York, era costume dela se atualizar quando trabalhava na Salvatore’s.
“Tem muita coisa pra fazer aqui, é só procurar.”
Ela sorri e resolve brincar, “Nessa chuva só da para fazer coisas interessantes a dois.” Ela ouve a risada de Stefan e acompanha, é bom ter o mesmo humor negro que ele, depois de ontem pela noite com aquela frase ela tinha decidido sempre ter algo a altura quando vier a conversar com ele.
“Muito bem pensando, podemos resolver isso depois” ele entra na brincadeira e enquanto volta para sala com uma lata de cerveja na mão.
“Sempre pensei que você fosse o cara que bebia uísque de trinta anos, ou aquela cerveja cara, não a cerveja barata da lojinha.” Elena nunca o tinha visto beber cerveja barata, só outras bebidas que o classificaria como rico, ela tinha pouco tempo como secretaria de Stefan, mas em nenhuma dessas ocasiões o chegou a ver tão relaxado e despojado dessa maneira.
“Não é algo que eu faço em publico” ele diz ao sentar ao lado dela e ligar a televisão no canal de esportes. “Olha, nossa primeira intimidade como um casal” ele brinca “Se sente uma esposa agora?” Diz enquanto olha para Elena com um largo sorriso brincalhão, algo esquenta em Elena que a faz retribuir o sorriso genuinamente, um desejo que aquilo fosse verdade quando encarava os olhos brilhantes de Stefan.
“Quase lá.” Ela se aconchega mais ao sofá se sentindo feliz pela tensão que ela imaginava que seria ser esse relacionamento não passar de um medo distante.
O que tinha na sacola era uma caixa de pizza congelada. O sabor era calabresa e Elena adorava, apesar do preferido dela ser a que tinha todos os tipos de queijo possíveis. Stefan colocou a pizza no formo enquanto Elena pegava uma das cervejas que tinha sobrado.
“O que você fez durante o dia?” Elena perguntou enquanto se sentava na mesa.
“Nada de importante” Stefan respondeu ao fechar o forno, jogando a caixa no lixo e se virando para ela.
“'Nada de importante' ou 'nada que eu queira falar'?” ela arriscou, cutucando por curiosidade.
Stefan á encarou serio, o rosto relaxado de mais cedo tinha sumido dando lugar para aquela carranca que ele faz quando não quer ser incomodado. “Vou tomar um banho, dá uma olhada na pizza para não queimar, por favor.” Stefan disse ao se virar e ir para o quarto.
Elena assentiu ao tomar um gole da cerveja amarga e notar que toda a doçura que tinha construído mais cedo tinha sumido pela noite.
Eles jantaram em silencio, a pizza que estava ansiosa para comer não tinha o gosto prazeroso na sua boca, o clima era sufocante e o único som era que se ouvia era da cerveja descendo pela garganta de ambos.
Os olhos de Elena se mantinham baixos, encarando o resto da pizza de calabresa, ela relutava para olhar pra ele. Elena sentia que tinha cometido algum erro, tentando entrar mais na vida de Stefan e o encurralando para saber das coisas que ela fazia. Seria isso muito invasivo? Ela já tinha essa direito?
Merda. Elena xingou, ótima maneira de tentar fazer isso tolerável.
“Olhe para mim, você vai me dar uma indigestão de tanto desconforto.” Diz Stefan quebrando o silencio.
Elena o encarou de imediato, as sobrancelhas arqueadas por ele começar a conversa, o tom de voz divertido tinha voltado. “Desculpe.” Elena solta, com um olhar culpado. “Não era minha intenção ser invasiva.”
Stefan não responde, balança a cabeça positivamente e dá, o que Elena poderia dizer, que era a sombra de um sorriso. A mão dele vai até o rosto dela e Elena fica tensa, a respiração quente pela súbita mudança de clima. Ele limpa o que era o resto de catupiry ao lado de sua boca e sorri.
“Você come como uma criança.”
Ele realmente não sabe o efeito que causa ou faz isso de propósito?
Elena tenta se acalmar, com medo de gaguejar em sua resposta e se entregar, mesmo que ela sinta suas bochechas quentes e o incomodo na sua virilha, “É pizza.” É tudo o que responde quando toma outro gole de cerveja e o alivio que ela sente após Stefan sorrir a faz sentir o clima amigável voltar.
Eles começam a limpar a cozinha para poder ir para cama.
Faltam apenas quatro dias para essa pequena viajem acabar e eles voltarem a Nova York e Elena pensa em sua volta para a faculdade, é só uma semana não tem como ter trabalho acumulado. Como não tinha mais um trabalho para se ocupar ela teria mais tempo para si e para os estudados, a pressão acadêmica talvez diminuiria.
Eles se dirigem ao quarto e Stefan a dar boa noite e ela retribui, mas antes de fechar a porta do quarto ela ainda consegue ouvir o toque para uma nova mensagem no celular dele.
Elena se culpa por criar expectativas turvas, era obvio que Stefan não queria realmente algo serio com ela. Mesmo se negando por tanto tempo os sentimentos tolos que havia criado por ele estavam ali, a caçando a fazendo notar cada detalhe como se fosse algum sinal. Todas as investidas que aconteceram, toques que fizeram tremas, frases bobas que faziam seus coração disparar era apenas besteira, era apenas ela multiplicando por dois cada momento. Stefan só queria uma amizade com ela, uma com benefícios pode ser, mas nada de conto de fadas. Talvez Elena poderia se contentar com algo carnal, ela só precisava controlar o coração.
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