C o n t r a t o
1 Tell Me A Lie
Notas iniciais
Capítulo 1

"He's a liar, he's a liar and a good one at that. I could be your beggar but I'd rather be just as cruel"
Seu reflexo naquele objeto de vidro apenas mostrava sua casca.
Elena Gilbert tem vinte e um outonos e está no seu segundo ano na faculdade de Letras, devido a sua paixão por livros seu sonho é ser escritora e fica evidente isso pela pilha de livros que tem em um canto de seu quarto. Divide um apartamento com sua amiga Katherine no subúrbio de Manhattan na cidade luz, Nova Iorque.
Seu salário é razoável e ela não reclama, também precisa do emprego para pagar a faculdade, esse é apenas o motivo pelo qual ela trabalha com aquela pedra ambulante.
Seus pais morreram quando tinha quinze anos e isso ainda é o marco mais doloroso de sua vida, ela e seu irmão Jeremy, que é mais velho, ficaram com sua tia Jenna até completar a maior idade. Depois de fazer dezoito anos, Elena foi para Nova Iorque e ela lembra exatamente como foi difícil seu inicio na cidade em que ninguém dorme, já Jeremy continua em Mystic Falls trabalhando, atualmente mora com sua namorada Anna com quem Elena ainda não teve a oportunidade de conhecer.
Elena olhou mais uma vez para o espelho, seu coque bem apertado, saia justa preta acinzentada até os joelhos, a blusa branca bem passada e por cima um terno preto, seus sapatos também eram pretos e tinha uma maquiagem simples que se encaixavam perfeitamente com os de uma secretaria de uma grande empresa, o que ela é.
Ela foi para a cozinha e pegou uma maçã verde entre todas as vermelhas e se encaminhou para porta, pegando sua bolsa no sofá e saiu para pegar o metrô. Tinha que chegar na hora certa ou seu chefe a mataria. Para Elena ele era um imbecil que vive para o trabalho. Uma imbecil que possui esmeraldas duras e frias. As duas esmeraldas mais misteriosas que ela já viu.
O metrô estava vazio para um dia de segunda, quando Elena adentrou logo encontrou uma cadeira e foi pegando o livro qual estava lendo atualmente.
Nova Iorque é uma cidade onde transborda oportunidades e foi que atraio a atenção de Elena. Ela não poderia negar, apesar de todos os problemas ela ama a cidade confusa. Ama as verdades e as mentiras. Amas as agitações que tem nela.
Ela chegou aqui com apenas um objetivo: sua faculdade. Entretanto, para que isso aconteça ela teria que ter dinheiro já que sua bolsa não cobria todo o custo que ela tinha, além disso tem o apartamento qual morava com a amiga e também tinha que dividir as despesas. Seu emprego a ajuda muito, ela não tem como negar, mas nem tudo é flores, e, agora ela realmente estava necessita de algum mais dinheiro.
Elena chegou ao se destino passando por centenas de pessoas com ternos e várias mulheres com roupas quase iguais ao que ela estava vestindo, naquela área era sempre assim. Forçou mais seus pés a andarem até seu destino. Entrou no prédio da empresa Salvatore's dando um rápido bom dia ao porteiro, Derek. Ela foi ao elevador e subiu até o último andar onde trabalhava como escrava... escrava. Secretaria.
Quando chegou ao destino jogou a sua bolsa encima de sua mesa, foi correndo até a máquina de café pegando um expresso e o levando até a mesa de seu chefe ligando o ar condicionado em vinte e um graus deixando preparado para quando o mesmo chegasse. Saio da sala, fechando a porta para que o ar se localizasse apenas ali, mesmo que em todo o local da empresa tivesse um desse. Sentou-se na mesa ligando o computador e começando seu trabalho.
Depois de um certo tempo Elena ouviu as portas do elevador se abrirem e de lá sair um homem com a presença tão forte que chegava a ser assustar para alguns. Andava com passada firmes em direção a sala, mas pareceu ponderar quando estava já na frente da porta, passou a mão pela gravata verde listrada com cores escuras e se virou para frente. Ele mal percebia que tinha esse costume, Elena notou enquanto deixava as costas mais eretas e sentindo o peso do olhar dele nela.
― Meu café está na mesa? — perguntou.
— Sim, senhor Salvatore. — O café dele sempre estava na mesa, não é como se ele não soubesse. Parecia que fazia de proposito, ela estava aqui tempo o suficiente para ele ter noção de seu modo de trabalho.
Hoje ele parecia mais estressado que o normal, seu semblante estava mais serio que o normal, mau havia cor em suas bochechas, seu ombros estavam tensos, poderia até comparar com a rocha que tem no Central Park.
— É expresso?
— Como sempre senhor. — Elena simplesmente odiava o fato de ele ser mandão e sempre a olhar diretamente nos olhos a fazendo ficar desonestada, como se esperasse alguma coisa dela, como se esperasse que ela fizesse alguma coisa de errado para chutá-la da empresa, as vezes ele simplesmente passava e não a percebia, como se ela não existisse, ele nunca reparou realmente em Elena.
— Tem reunião, certo? — ela afirma com a cabeça tão rapido quando a velocidade de um piscar de olhos. — Começa a que horas mesmo? — Ele pergunta, ajeitando a gravata e soltando um som de desconforto.
— Às dez, senhor.
Ela sabia que se não estivesse na vida de Stefan, a vida dele estaria uma bagunça, mas não faria mal nenhum um simples 'obrigado'.
Ele saiu, entrando na sua enorme sala e fechando a porta de vidro, sem dizer ás palavras que ela queria ouvir.
Elena revirou os olhos, abaixando sua cabeça e colocando ela entre as mãos suspirando logo em seguida fazendo seu pescoço ir para o lado direito e esquerdo, ouvindo o som que seus ossos faziam ao serem estralados. Ela estava tensa, como sempre, fez isso isso para se aliviar um pouco, mas depois de alguns segundos tudo voltou.
Ele era o chefe, o manda chuva, o que dá a ultima sentença a sua dor de cabeça e tinha por nome Stefan. Stefan Salvatore.
***
Stefan Salvatore vinte e seis anos, presidente e único herdeiro das empresas Salvartore's. Único herdeiro somente por que sua irmã mais nova, Caroline Salvatore, não queria seguir o ramo da família, sua irmã é noiva de Tyler Lockwood, seu melhor amigo que também trabalha com ele. Caroline não quer seguir a carreira por que decidiu ser jornalista, o que Stefan não suporta. Stefan acha ridículo a ideia de se casar, para ele é perda de tempo sempre acaba em divórcio e dar dor de cabeça e problemas enormes.
A única coisa que ele faz é pegar umas mulheres e depois descartar para satisfazer seus desejos masculinos. Ele já teve inúmeras brigas com sua irmã por isso. Atualmente Stefan está ficando com uma bela loira, Lexi, para eles não passa de sexo, o que Stefan adora, por que não tem nenhuma cobrança de relacionamento amoroso.
Hoje ele terá uma reunião muito importante, tem que fechar negócio com a empresa dos Mikaelson, assim as empresas Salvatore's firma-se em primeiro lugar no ranking, deixando para trás seu mais forte concorrente, os Hale's. Ele faria qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa para mas fechar o negócio. Era o que seu pai faria.
Na hora da reunião Stefan chegou à sala junto com Tyler, seu braço direito. Na sala já estavam Elijah e Klaus Mikaelson, donos da empresa com qual irim fechar negócio. Eles discutiram bastante sobre o contrato e sobre um novo projeto de abrir uma filial no Brasil, um bom plano por sinal, já que a economia do país está em alta e eram bem proveitosa.
— Então senhores, estamos de acordo com tudo? Podemos assinar? — Disse Tyler, abrindo um sorriso contagiante e trabalho bem executado.
Estava com tudo nas mãos, não teria como dar errado. Nada poderia dá errado.
— Nem tudo, tem um pequeno 'mas' que é importante para nos. — O Mikaelson mais velho e responsável revela.
— Que "mas"? — Stefan perguntou, ele já podia sentir que tinha problemas a vista e ele não estava ali para brincadeiras ou coisas inúteis.
— Senhor Salvatore, o senhor é casado? — perguntou Klaus sem pudor, ele era o loiro que estava ao lado de Tyler na mesa da sala de reuniões.
Stefan se engasgou com tal pergunta. Casado? Obviamente não! E por Deus, se isso acontecesse com ele poderiam interná-lo.
— Não.
— Tem algum relacionamento ou pretende ter um relacionamento firme no futuro? — perguntou Elijah, Stefan se engasgou com a pergunta do Mikaleson, o que fez Tyler dar tampinhas nas suas costas e segurar a risada com o problema do amigo que se tornaria o seu também.
Os Mikaelsons só podiam estar brincando com o empresário, isso nem do contrato faz parte. Era uma brincadeira fora da hora.
— Não. Talvez... eu ainda não sei. — diz Stefan um pouco confuso com tais perguntas feitas a ele.
— Isso faz parte do nosso negócio? — perguntou Tyler, na tentativa aliviar seu companheiro de trabalho de tal constrangimento.
— Não. Mas nossa empresa preserva a família e gostaríamos de fechar o contrato com uma empresa que preserva a mesma coisa que a nossa. Voce sabe, certo, Salvatore? O quanto a família é importante em qualquer situação, até em uma empresa. — disse Klaus.
— Receio que se sua empresa não nos pode oferecer isso, lamentamos muito Senhor Salvatore. — diz Elijah, se levantando e pegando sua pasta preta de couro da mesa.
— Se mudar de ideia nos ligue. — finalizou Nicklaus, se levantando e fechando um dos botões do paletó, e, por fim acompanhando o irmão, assim saíram pela porta deixando Stefan totalmente em choque na sala pela conclusão não prevista da reunião daquela forma.
Stefan ficou sentado na cadeira na mesma posição, estava com o olhar desfocado, perdido em seus pensamentos. Ele não podia perder esse contrato, faria de tudo.
Vendo o amigo parado como uma estátua de gelo olhando para a parede cinza como um morto, Tyler o chamou uma, duas, três vezes. Ele já tinha pensado em um ideia que foi praticamente jogada na cara dos dois, sabia que Stefan claramente não iria gostar, mas a empresa era muito importante, com esse contrato disparariam para o topo e nunca mais sairiam de lá.
— Stefan? — Tyler o chamou novamente, tinha pedido uma água a secretaria de Stefan e um café preto forte para ele.
— Eles estão loucos Tyler, estava tudo certo. Tínhamos o contrato na mão e agora eles vem com esse papo furado idiota, eles não podem fazer isso! — Stefan gritou enfurecido, saindo de seus devaneios recentes e foi neste mesmo momento em que Elena entrava no escritório. Com o grito de seu chefe se assustou e deixou cair a bandeja, com a água e o café no chão.
Elena agachou para pegar a bandeja, xingando mentalmente o idiota do seu chefe. Ela limpou o máximo que conseguiu com os guardanapos e saiu em silencio sem a ajuda do causador do pequeno acidente.
— Viu Stefan, esse seu show assustou a pobre da secretária.
Stefan bufou, tinha mais problemas do que essa secretária dele, ao qual nem tinha percebido a entrada naquele momento. Respirou fundo tentando achar uma solução para seu problema.
— Não sei o que fazer cara, esse contrato é o mais importante para empresa atualmente, não posso perder ele!
— Mas eu sei. — disse Tyler, se sentando na cadeira para ficar em frente ao seu amigo.
— Qual sua brilhante ideia? — diz Stefan, passando a mãos pelos cabelos loiros escuros mel.
— Simples, os Mikaelsons, como eles mesmo dizem, preservam a família, eles quase esfregaram na nossa cara que queria que você se casasse, eles só estão esperando isso, mas como eu sei que você não tem ninguém de “verdade”, e sua atual ficante está fora da lista, vamos ter de achar uma mulher, e fazer um contrato, um casamento de mentira.
— Você só pode estar maluco, certo? Isso não é uma comedia romântica. — disse Stefan. Seu amigo com certeza tinha batido a cabeça, era como se ele não soubesse que Stefan tem alergia a esse nome.
— Não. Mas você vai querer mesmo perder o contrato? — Tyler franziu a testa e olhou para o amigo em busca de uma resposta que estava na cara. Stefan nunca iria perder esse contrato.
— Somente por um ano?
— Sim.
Stefan ponderou, Deus, ele não acreditava, o quão longe ele iria para ter o que quer? Até mesmo ter um compromisso e abrir mão de um pedaço de sua liberdade.
— Eu não acredito que eu vou fazer isso.
Tyler sorriu maroto, colocando as mãos na mesa de vidro e dizendo com a voz animada para Stefan:
— Então vamos encontrar uma esposa para você.
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