C L A R A

5 C L A R A - 4º capítulo, É a primeira vez que sinto medo de um padre


Notas iniciais
Oie! Voltei aqui novamente para encerrar C L A R A. Capítulo narrado pela protagonista. Boa leitura. ♥

Faz alguns dias que os meus tios andam saindo de casa quando não estão trabalhando. Eles recebem telefonemas estranhos, eu já os escutei uma vez. Ouvi conversarem com alguém, um padre, e também ouvi meu nome.

Eu não sei se falavam de mim, tive que sair antes de encerrarem a ligação.

Sabe, quando eu chego perto, eles se afastaram como se estivessem com medo. Será que estão? Será que descobriram Ele?

Eu tenho medo do que possam fazer comigo se tiverem o descoberto.

Faz algum tempo que saíram e agora estão novamente aqui no meu quarto... com um padre.

Ele diz coisas estranhas — palavras que nunca ouvi na minha vida — e me olha como se quisesse me enfrentar.

Estou com medo, é a primeira vez que sinto medo de um padre.

Meu corpo está fraco e eu acabei caindo no chão.

O que está acontecendo?

Acho que não estou enxergando bem e meu coração bate acelerarado.

O padre levantou uma cruz.

Meu tio está sério e consegui, com dificuldade, ver que minha tia chorava.

Ela disse baixinho um adeus. Era para mim.

Eu já não escuto mais nada e tudo está escuro.

Acho que vou reecontrar papai e mamãe.

Notas finais
Eu não quis explicar muito o ritual, por causa da classificação e porque ele foi narrado por uma menina de 6 anos. Estou aqui encerrando esta short fic, pela qual eu me apeguei muito, e com ela o ciclo da história de Clara. Qual foi o meu objetivo?? Mostrar aqui que todos nós independente da idade, personalidade, crenças e etc., temos, de fato, os nossos demônios. Aquela parte só nossa e mais escondida (como digo na sinopse) que às vezes, nem mesmo nós sabemos de sua existência. Mas tenha em mente que ela existe SIM. Porém não há somente os demônios, não é mesmo, produção? Há os anjos. E há também o nosso eu, que é a junção de um pouco dos dois com um pitada de características só nossas. Isso ficou bem confuso, mas a mente humana não é simples. Eu queria agradecer a todos que gastaram um pouquinho de seu tempo lendo esta história, e, principalmente, aqueles que conseguiram absorver a minha mensagem. Sonhem com os seus demônios. E falo com toda a felicidade, que este é o ponto final de C L A R A.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!