Notas iniciais
Olá meus amores! Nem demorei tanto, repararam que estou postando de 15 em 15 dias? Acho que vou manter assim. O capítulo está pronto desde semana passada, culpem a Lara pela demora. KKKKKKKK Capivara s2 Enfim, o próximo provavelmente sai daqui a 15 dias, com sorte, posto semana que vem! Eu agradeço de coração a todos os reviews que recebi! Adoro vocês! ♥ Mas tem gente sumida né? Apareçam meu povo e minhas povas! Não tenham medo de mim, kkkkkkkk O capítulo é completamente UlquiHime e tem um hentai de leve. ^^ Boa leitura! ps: por favor, leiam as notas finais.

Capítulo 22

“Te desafio deixar-me ser sua, a verdadeira e única. Prometo que sou merecedora de ficar em teus braços [...] Eu sei que não é fácil desistir do seu coração, ninguém é perfeito.”

One and Only — Adele

Orihime

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— Orihime? — Rukia perguntou retoricamente, sentada na ponta da escada.

Eu a olhei ainda hesitante. Não sabia como deveria agir, enquanto eu continuava ali parada, vi-a levantando e vindo na minha direção, parecendo realmente preocupada. Enquanto ela vinha ao meu encontro, eu fazia questão de repetir para mim mesma que, de forma alguma, eu deveria culpá-la pelo que iria acontecer.

O difícil era convencer minha mente disso.

— Quanto tempo, Orihime! — exclamou, parecendo verdadeiramente feliz em me ver. — Está tudo bem com você? Está um pouco pálida.

— E-eu estou bem — gaguejei, entregando minha mentira.

— Você parece nervosa. Espero que não seja minha presença, sabe que não vou te machucar, certo? — disse, olhando diretamente nos meus olhos.

E quando ela o fez, tive certeza que Rukia era uma boa pessoa. Ela tinha um bom coração e era gentil. E eu sorri ao constatar isso. Não tinha com o que me preocupar, Rukia e Ichigo seriam felizes, de alguma forma...

— Eu sei disso. Você é uma boa pessoa. Eu só estava... Pensando em algo — respondi e logo continuei: — Tenho uma coisa importante para te entregar.

— Para mim? — indagou, parecendo surpresa.

— Sim — assenti e estendi o envelope para ela que pareceu ficar ainda mais confusa.

— Você escreveu uma carta para mim?

— Não! — neguei, dando uma risada. — É uma carta do Ulquiorra.

E a expressão dela, literalmente, desabou. Rukia pegou a carta das minhas mãos e percebi que ela tremia levemente. Ela me encarou novamente e vi que havia várias perguntas através de seus olhos.

— Como você...

— Não sei — interrompi-a. — Na verdade, eu preferiria que não falássemos sobre isso — acrescentei com sinceridade, desviando o olhar. — Ele pediu para que você lesse sozinha e que era importante.

— Certo... — murmurou. — Obrigada, Orihime. Você veio ver o Ichigo, certo?

— Na verdade... — comecei, mas não pude continuar.

Eu não queria vê-lo. Tudo que eu queria era fugir. Eu não queria escutar que tinha acabado e ao mesmo tempo eu sabia que era inevitável. E a angústia estava me estrangulando, me consumindo. Meu peito doía fortemente e eu não sabia como lidar com isso. Eu só queria que nada disso estivesse acontecendo.

— Rukia, você... — era Ichigo. Ele parou de falar assim que me viu. — Ah, Orihime, que bom te ver!

Fiquei em silêncio.

— Bem... Eu vou entrar... — Rukia anunciou, parecendo incomodada.

Nós a observamos entrar na casa em um silêncio incômodo. Logo ele se virou para mim, pronto para dizer algo. Então ele já tinha até um discurso ensaiado...

— Eu precisava falar com você, Orihime, que...

— Eu sei — cortei, tentando segurar as lágrimas com toda minha força. — Você não precisa me dizer nada. Eu já o vejo.

— Eu não queria que as coisas fossem assim... — murmurou com os olhos repletos de pena.

— Você não precisa me olhar dessa maneira, sabe? — retruquei, abaixando a cabeça, incapaz de segurar as lágrimas. — Estou indo.

Virei pronta para ir embora, não encarei Ichigo em nenhum momento. Eu não queria vê-lo nunca mais, a dor era demais. Antes que eu pudesse ir, ele segurou meu braço fazendo com que eu parasse.

— Eu sei que você está magoada comigo e possivelmente zangada. E com razão, já que íamos nos casar. Desculpe por não poder cumprir essa promessa — disse, com sinceridade em suas palavras. — E você é uma boa mulher, vai encontrar alguém que te faça feliz.

— Adeus, Ichigo — murmurei com a voz embargada pelo choro.

Soltei-me de seu agarro.

E fui embora. Sem nunca olhar para trás.

I&R

— Algum lugar no meio do Arizona —

— Você já bebeu três desse, acho melhor parar, senhorita — avisou o rapaz que trabalhava no bar, olhando para Orihime do outro lado do balcão.

— Eu estou te pagando pra me servir ou para falar? — perguntou de forma retórica, completamente bêbada. — Para me servir! Então cale a maldita boca e me dê mais um dessa coisa! — gritou.

O rapaz seguiu calado e serviu mais uma dose de gin para a ruiva que tomou tudo em um gole só. Ela era a única mulher ali e ninguém se arriscava a se aproximar. Dois ou três já tinham tentado e acabaram ou com um olho roxo ou sangrando pela boca. A mulher tinha um gênio terrível, dos infernos.

— Cansei disso aqui! Eu quero outra coisa! Quero aquela garrafa ali! — balbuciou, apontando para a garrafa de absinto na prateleira.

— Mas...

— Agora! Eu quero a merda da garrafa, eu pago por ela! — berrou.

Ainda desconfiado e um pouco assustado, o homem entregou a garrafa para ela que pegou das mãos dele sem delicadeza alguma. Rapidamente ela abriu a garrafa e quando ia beber, uma mão a parou.

— Eu te odeio! Você está me seguindo agora? — gritou para Ulquiorra.

Ele ignorou a pergunta e sentou ao dela no balcão.

— O que você pensa que está fazendo?

— Bebendo? — rebateu ironicamente. — E quem liga para isso?

— Eu ligo, minha senhora. E se me lembro bem, eu tinha dito que curaria seu coração partido. Você não precisa fazer isso — disse suavemente, colocando a garrafa de absinto longe dela.

— Você é um baita desgraçado! — xingou, totalmente mal humorada. — Acha que não sei que gosta de desvirginar moças?! — disse com a voz embaralhada. — Então... Tenho uma péssima notícia para você! Eu não sou virgem! Agora me deixa em paz! — resmungou, virando o rosto.

Ulquiorra não pôde deixar de sorrir. Orihime sempre o surpreendia de alguma forma e dessa vez não fora diferente. Ele já esperava que ela não fosse mais virgem, mas ouvi-la falar isso, era totalmente diferente e até mesmo hilário.

— Acho que deveria te levar para casa — comentou, quase casualmente, olhando para a expressão emburrada da ruiva.

— O que você está fazendo aqui ainda? Eu já disse que não sou virgem.

— Você não parou para pensar que talvez, eu simplesmente goste de você? — perguntou, sem deixar o sorriso sumir.

— Chega! Eu não te aguento mais! Você é insuportável, senhor! — explodiu do nada. — Venha logo comigo que te darei o que você quer se isso fizer você me deixar em paz!

Ulquiorra olhou para a face vermelha da mulher, totalmente surpreso. Ela só estava falando aquilo porque estava bêbada! Não seria certo se aproveitar da situação! Ele pensou um pouco enquanto ela o encarava de forma pretensiosa.

— Você vai vir ou não, meu senhor? — inquiriu, com o nariz empinado.

Ah! Dane-se! Ele era um cafajeste mesmo e todos — ou quase todos —, sabiam disso. Ele faria com que ela não se arrependesse daquela escolha.

— Claro, minha senhora, não iria negar seu convite.

Orihime sorriu.

— Tem quartos lá em cima, não é? — indagou, dirigindo-se para o rapaz do bar que parecia estupefato com tudo aquilo. Ao vê-lo assentir, continuou: — Me dê a chave.

— Você precisa pagar antes, senhorita.

Ulquiorra jogou algumas notas em cima do balcão.

— É o suficiente?

— Sim, mas aqui tem mais do que deveria — avisou.

— Não tem problema, vamos demorar.

Sem dizer mais nenhuma palavra, ele a puxou para seus braços e a levou rapidamente para um dos quartos. O recinto estava levemente iluminado por velas, dando um ar misterioso e sensual para tudo aquilo. Sem esperar mais nenhum segundo, ele a empurrou para parede mais próxima e a beijou vorazmente.

Seus lábios pressionaram os dela com força e paixão, como se fosse devorá-la. As mãos dela se afundaram nos cabelos dele puxando-o ainda mais para si. Dessa vez, Orihime estava o correspondendo com fervor, com desejo, as línguas se acariciando em um ritmo desgovernado e altamente prazeroso.

As mãos dele desceram para os ombros femininos os acariciando até começar a descer o vestido até seu busto. Os dois se separaram por alguns segundos para respirar. A ruiva começou a tirar a camisa dele com pressa, enquanto ele acariciava seu pescoço com os lábios quentes.

— Você tem certeza que quer fazer isso? — perguntou apenas por perguntar.

— Não — respondeu, arrancando a camisa dele.

— Não vai se arrepender depois? — disse, ajudando-a a tirar o vestido.

— Provavelmente. Mas não estou ligando para isso agora. Estou bêbada.

O vestido caiu sob seus pés e ele começou a tirar o espartilho do corpo escultural da ruiva.

— Vire-se — ordenou, com a voz pesada de desejo.

Orihime virou e arfou surpresa quando ele pressionou seu corpo contra a parede ainda mais. Ulquiorra desamarrava lentamente, em uma tortura deliciosamente prazerosa, e às vezes deslizava as mãos para frente, acariciando de leve os mamilos intumescidos, fazendo-a gemer baixinho de ansiedade. Quando ele terminou, jogou-o no chão e beijou todo seu pescoço quente e macio. Afastou o cabelo grande e ruivo e acariciou toda a extensão de suas costas nuas.

Céus! Ela era perfeita! Era a mulher mais bonita e desejável com quem ele já estivera.

Ela se apoiou na parede com dificuldade. Não sabia se era porque estava bêbada ou porque estava tão excitada que mal conseguia se manter em pé. Já podia sentir a virilidade dele roçar em suas nádegas enquanto suas mãos tocavam todo seu corpo que a fazia arder de paixão.

— Vou te fazer minha, doce Orihime, apenas minha — sussurrou sensualmente, roçando os lábios lentamente na orelha feminina, arrancando suspiros de prazer.

As mãos masculinas desceram até os quadris de Inoue e ele terminou de tirar sua última peça de roupa. Ulquiorra tocou sua feminilidade e percebeu o quanto ela estava molhada. Ouviu a respiração rápida e descompassada, excitada. Precisava possuí-la naquele momento.

Começou a desabotoar e tirar a calça, mas parou quando ouviu Orihime murmurar:

— Não.

Ele congelou.

Ela não iria desistir?

Iria?

Orihime se virou para ele com um sorriso sapeca.

— Deixe-me fazer isso.

Ulquiorra viu o brilho malicioso em seus olhos cinzentos e apenas sorriu. Deixou que ela tirasse suas calças e quando o fez, a mão feminina segurou seu membro firmemente fazendo-o soltar um arquejo de surpresa. Ele deixou seu corpo pender sobre o dela enquanto ela o masturbava suavemente. Quando ele deixou um gemido rouco escapar de seus lábios, Orihime sentiu-se orgulhosa. Ela não era tão leiga assim... No assunto.

— Eu quero você agora — murmurou com a voz baixa.

Era tudo que ele queria ouvir! E como se seus pensamentos estivessem conectados, ele a ajudou enroscar as pernas em seus quadris e a empurrou contra a parede, penetrando-a em seguida. A ruiva deixou um gemido alto escapar e cravou as unhas no ombro dele com força ao mesmo tempo que fechava os olhos, extasiada.

Assim como ela, Ulquiorra gemeu quando a penetrou , era quente e o acolhia de forma perfeita. Ele começou a se movimentar e cada vez que o fazia, os dois gemiam quase em sincronia. Aproveitando-se da posição, ele abocanhou um dos seios dela chupando com força, fazendo-a soltar um grunhido quase animalesco e se agarrar a ele mais fortemente.

Ele subiu os lábios pelo colo e alcançou o pescoço pálido da mulher, acariciou a área com a língua, marcando-a em seguida, depois tomou os lábios femininos com voracidade, beijando-a apaixonadamente, sugando seus lábios e sua língua de uma forma excitante. Separaram-se ofegantes.

— Ah, Ulquiorra! — gemeu, chamando o nome dele sem nenhum pudor, sentindo apenas muito prazer.

Sorriu muito satisfeito em dar prazer à ela.

Afundou-se nela mais e mais, sem conseguir se conter, aumentou o ritmo apertando-a com mais força. Os gemidos ficaram mais altos e isso era um carinho para seu ego. Segurou as nádegas dela com força enquanto a possuía com força de modo selvagem. Ela ofegou quando o sentiu chegando em seu ponto mais sensível.

— Você é maravilhosa, minha senhora — murmurou entre ofegadas, sorrindo um pouco.

— Eu sei! — ela respondeu, rindo deliciosamente e depois gritou quando ele entrou mais uma vez. — Você é um maldito! Definitivamente, eu te odeio! Ah!

— Estou vendo.

Os dois estavam próximos do ápice, ele deu mais uma estocada e sussurrou.

— Meu bem... Eu vou...

— Oh sim! — exclamou.

E com uma última estocada, chegou ao ápice se derramando inteiro dentro dela. Em seguida, um orgasmo se apoderou de Inoue que gemeu e apertou as pernas em torno dele com mais força. Depois de se recuperar, precisou de ajuda para ficar de pé, suas pernas estavam dormentes e bambas. Ulquiorra a ajudou a deitar na cama e a cobriu, deitando-se ao seu lado em seguida.

— Você se importaria se eu dormisse aqui? — perguntou, olhando para a nudez esplendidamente feminina.

— De forma alguma. O estrago já foi feito, não? — resmungou, fixando os olhos nos dele.

— É — concordou, deixando um sorriso escapar de seus lábios. — Orihime... O que você vai fazer agora?

— Dormir. Estou cansada, sabe? — disse, virando-se para o outro lado.

Ulquiorra revirou os olhos.

— Sabe que não é disso que estou falando — retrucou. Vendo que ela ficou em silêncio, prosseguiu: — Você deve pensar nisso, sabe?

— Não estou muito preocupada com isso agora — disse com naturalidade.

Mesmo dizendo isso, ele sabia que não era verdade. Podia sentir a mágoa e a dor em sua voz doce, em cada palavra. A Orihime bêbada, não estava mais ali. A mulher que estava ali era uma mulher abandonada e sozinha. Pensando nisso, ele se sentiu profundamente incomodado. De certa forma, gostava dela.

Aproximou-se o suficiente para que seus corpos se encostassem. Colocou o braço em torno da cintura dela, puxando-a para seu peito. Tirou o cabelo do caminho de seu pescoço e depositou um beijo suave ali. Sabia que ela ainda estava acordada, então com cuidado, disse:

— Você não precisa ficar sozinha. Eu cuidaria de você, do seu coração... Apenas, venha comigo.

Notas finais
Bem, como vocês devem ter reparado, não está tendo tantos momentos IchiRukis por enquanto. Espero que vocês tenham paciência, porque a fic não se trata apenas do relacionamento dos dois, tem uma história, eu não estou escrevendo apenas pelo casal. ^^ E como eu já tinha dito antes, agora sim a história vai começar a andar, os mistérios serão solucionados, tudo isso. Então, realmente tenham paciência. Era só isso mesmo! Quero reviews hein? :3 Beijos e até o próximo.