Céu, Strella E Roza
3 Olimpo
Zacary entrou na sala com um caldeirão de água, o pôs no fogo e nos olhou.
-Dany, leve-as até o quarto vazio e as ajude a arrumar as coisas — disse Zacary.
-Sim Zack — ele disse. Pela primeira vez notei a escada vertical que ia pro outro andar.
Fomos atrás dele quando Zacary chamou meu nome. Fiz sinal para elas seguirem em frente e fui até onde Zacary estava.
-Sim? — perguntei.
-Strella você pode falar por suas irmãs? — ele falou.
-Posso. Por quê?
-Bom vocês são trigêmeas então não vão se separar, estive pensando se ensinar a cada uma, uma coisa diferente, o que acha?
-Ótimo! Mesmo sendo irmãs e ficarmos juntas gostamos de ser individuais.
-Combinado. Amanhã mesmo começaremos — disse ele animado.
No dia seguinte começaram as aulas. Dany e Saulo às vezes ajudavam e assim eu comecei a fazer coisas aparecerem e sumirem, Céu controlava portais, já Roza gostava do futuro.
Foi assim por três anos.
Um belo dia, eu estava com Dany que estava me dando uma folga, pois de acordo com Zacary eu estaria materializando objetos até não poder mais.
-O que você acha de tudo Isso? — ele perguntou derrepente.
-Tudo o que? — perguntei confusa.
-De viver aqui — ele disse.
-É bem legal — eu disse simplesmente.
-Isso é bom! — ele pensou por um tempo — quer ir ao meu lugar especial?
-É longe?
-Não Sei nunca medi a distância — ele confessou.
-Ah! Você usa portal!
-Não, Isso também é legal mais não. Eu falo onde quero ir e pronto estamos lá! — ele exclamou.
-Duovidoo! — apostei.
-Tudo bem então — ele me ajudou a levantar, fechou os olhos e disse: — se possível quero ir ao lugar mais alto que um mortal já foi! Pela força dos deuses!
Um grande brilho nos envolveu me fazendo fechar os olhos, e quando os abri me vi no céu (literalmente e era tudo magnífico). Nós estávamos entre as nuvens próximos de um arco — íris.
-Nossa...! — consegui dizer
-É eu Sei, é demais mesmo — ele concordou.
Brincamos por horas nas nuvens, mas quando Dany ficou cansado ele se deitou e dormiu rapidamente.
Fiquei sentada a metros dele após materializar linhas e agulhas fiquei a tecer olhando o arco — íris.
De repente eu vi uma mulher de cabelos escuros sobre o arco — íris fazendo sinal para que eu me aproxima-se. Sem entender (e movida por uma curiosidade mórbida) fui atrás da mulher que olhava ocasionalmente para ver se eu ainda a seguia. Entramos em uma cidade de mármore branco (mas estava totalmente vazia). A mulher entrou em um castelo que estava no centro da cidade. Ela começou a correr e eu fiquei pra trás seguindo apenas o som de seus passos.
Entrei na sala do trono (e quase gritei de pavor) e dispostos em meia lua estavam dose tronos de trinta metros ocupado por pessoas igualmente grandes. No trono do centro estava um homem louro, de olhos azuis, que tinha um sorriso cortez. (Eu o reconheci imediatamente — já que tinha estátuas dele por toda Roma — Júpiter — O JÚPITER!). Mas o nome que saiu da minha boca foi totalmente diferente e involuntário.
-Senhor Zeus? -Zeus?! O que deu em mim? — digo senhor Júpiter... — pude sentir minhas bochechas esquentarem.
-Olá, Strella — ele disse tranquilo — pode me chamar de Zeus. E bem vinda ao Olimpo!
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