Céu E Névoa Como Ninguém Nunca Viu
1 Primeiro Beijo
Notas iniciais
O dia ensolarado em Namimori parecia querer zombar dele, ele andava sem rumo pela cidade enquanto as lembranças do ocorrido cismavam em se repetir de novo, e de novo, e de novo e mais uma vez,era como se o universo fizesse um complo apenas para tirar sarro dele, era assim que ele se sentia, faltava só o Reborn aparecer de um buraco no poste para bater nele e dizer que ele era um idiota...
Ele para sua caminhada olha ao redor temendo que isso acontecesse e mais calmo segue sem rumo.
–Afinal porque? Depois de tudo o que eu passei... Eu não tenho nem o direito de ser feliz?!
–------- Flash-Back------
Ele andava meio receoso estava decidido do que queria fazer, mas ainda sim o medo era inevitável ele a viu ao longe linda como sempre, só que dessa vez ao contrario de tantas outras ela não sorria, tinha um rosto sério, quase melancólico isso fez o medo aumentar um pouco, mas ainda sim ele estava decidido.
–Kyoko-chan! Bom dia.
Seu rosto estava meio rubro até que ele a ouve falar:
–Tsuna... Eu preciso te contar uma coisa...
Ele não gostou de ouvir isso, tanto o tom da voz quanto do que ela havia dito, seu sorriso desapareceu junto com o rubor da sua face ele ficou sério também, pelo tom dela, ele não precisava da hiper-intuição para saber o que ela falaria a seguir.
–Kyoko, pode me contar, sem medo...
Passo a mão em seu rosto de forma carinhosa, sabia que seria tão difícil pra ela falar, como seria difícil para mim ouvir, não queria que ela tivesse medo de falar o que tinha pra falar:
–Tsuna... Eu sei, que você sempre gostou de mim, e durante um tempo eu também gostei muito de você, é só que...
Ela aceitava o carinho inclinando o rosto contra a mão do Tsuna enquanto tentava arrumar palavras e principalmente coragem para o que ia fazer, ela gostava muito do Tsuna, mas já não podia mais retribuir o sentimento que ele tinha para com ela, e não queria faze-lo sofrer ao dizer isso para ele, embora ela soubesse que isso era inevitável.
–Você não me ama do jeito que eu lhe amo... Não é isso Kyoko?
Eles olham fundo um no olho do outro, eles podiam não ser um casal, mas naquele momento não tinham segredos um para o outro.
–Me desculpa Tsuna. Eu realmente queria retribuir esse sentimento, mas eu... Eu não posso escolher quem eu amo. Me perdoe...
Uma lágrima escorre pelo rosto dela, ela tinha medo de perder a amizade dele, e principalmente tinha medo de faze-lo sofrer, ela sabia que ele não merecia sofrer desse jeito e sentia-se culpada por estar fazendo isso com ele, mas para sua surpresa Tsuna sorri, não um sorriso de felicidade mas um de contentamento, como se já espera-se por isso ele se aproxima e beija a testa dela com muito carinho e fala calmo.
–Não se desculpe Kyoko...
O silêncio impera nenhum dos dois sabia direito o que dizer, ou fazer, mesmo Tsuna com sua hiper-intuição estava confuso com a situação, ele não esperava isso até que o silêncio é rompido pelo Ryohei que vinha gritando com um pedaço de pão na boca.
–Sawada! Ni-chan! Vamos logo estamos atrasados ao EXTREMO!
Tsuna sorri achou a interrupção bem-vinda queria mesmo se separar da Kyoko naquele momento estava triste e não queria demonstrar isso para ela.
–Desculpem, hoje eu não vou, avisem para o pessoal que eu sinto muito, tenho que resolver um problema na base. Avisem ao Gokudera que eu mandei ele aproveitar a viagem, porque senão ele não vai querer ir.
O sorriso de Ryohei murchou um pouco enquanto a Kyoko abaixava a cabeça triste ela sabia que isso era por causa dela.
–Sawada você organiza toda essa viagem para a ilha da máfia e desiste em cima da hora! Isso é chato ao extremo!
Tsuna sorri era incrível que o Oni-san continuasse falando extremo até hoje.
–Não se preocupa Oni-san, eu vou amanha bem cedo de avião e chego a tarde se bobear chego antes de vocês.
Eles se despedem ainda sorrindo e se separam Tsuna começa a ir em direção a base mas desiste no caminho.
–-----Fim flash-back------
Ele nem sabia como havia conseguido fazer aquilo, não imaginava de onde havia surgido toda aquela coragem e firmeza para sair daquela situação sem chorar, e também não sabia porque as lágrimas não desciam agora, e no fundo, ele realmente não queria saber, continuava andando seguindo o rio e indo em direção a sua base Vongola quando viu uma pessoa familiar sentada perto da margem e não pode deixar de pensar.
"Não pode ser ela... Ela nunca usaria rosa..."
–------------------------Mais cedo naquele mesmo dia...----------------------
Ela estava deitada com sua cabeça apoiada no colo dele, ele acariciava seus cabelos com tanta ternura que ela se sentia inebriada.
–Mukuro-sama...
Ela fala num tom baixo, quase um sussurro, um qualquer poderia dizer que ela estava praticamente ronronando o nome de seu amado.
–O que lhe incomoda Querida Chrome?
Ele sorri docemente enquanto encara o rosto corado dela.
–Nada, Mukuro-sama... Está tudo perfeito.
Ela fala se aninhando mais em seu colo ouvindo o coração dele sentindo sua respiração.
–Chrome Querida, por favor não minta para mim, diga-me o que lhe incomoda?
Ela para o contato visual olhando para baixo encarando seu próprio ventre, com a face ruborizada e bastante receio na voz ela diz.
–Mukuro-sama... Você sabe o que sinto por você.. Eu te amo... Amo-lhe de corpo e alma, faria qualquer coisa por você! Mas eu não sei o que você sente por mim... Antes eu não ligava achava que só de poder ficar desse jeito com você eu já seria feliz o suficiente... Mas eu realmente quero... Não eu preciso saber... Mukuro-sama o que você sente por mim?
Se no inicio ela não conseguia encara-lo agora ela olhava em seus olhos com tal intensidade como se pudesse afundar neles. Mukuro não respondeu continuava acariciando-lhe os cabelos mas seu sorriso havia desaparecido, tinha uma expressão séria no rosto e num tom carinhoso disse.
–Querida Chrome, você é tudo pra mim, e não é porque dividimos uma vida, eu te amo de um jeito que nunca amei nada nem ninguém... Mas meu amor por você é bem diferente do que o que você tem por mim, sinto muitíssimo Querida Chrome, mas enquanto me amas como um homem, amo-lhe como uma irmã, e não como uma mulher...
Ela ainda encarava seu rosto, não queria chorar na frente dele por isso usava todo seu auto controle para evitar isso, encarou seu ventre novamente e disse com a voz fraca.
–Obrigada...Por me falar a verdade Mukuro-sama.
Ele sorri com a atitude da moça e fala.
–Jamais mentiria para você...
O sorriso dele desaparece de repente.
–O que houve Mukuro-sama?
Ele se levanta tomando grande cuidado com Chrome e fala num tom irritado.
–Parece que estou tendo visitas indesejadas... Querida Chrome terminaremos nossa conversa mais tarde...
Ele beija a testa da Chrome e desaparece, ela acorda estava em sua cama sozinha no quarto seu precioso tridente estava ao lado da cama ela sai de casa, sabia que se chorasse perto do tridente ele saberia por isso afastava-se o máximo que podia enquanto as lágrimas já começavam a descer por seu olho, ela esfregava o rosto com a mão numa tentativa frustada de impedir que as lágrimas seguissem seu caminho, quando percebeu já estava na beira do rio, se encolheu abraçando suas pernas e ficou ali chorando sem notar o tempo passar.
–------Tempo presente--------
Tsuna seguia em direção a figura familiar e não estava acreditando no que seus olhos viam, Chrome estava a beira do rio apenas com uma camisola rosa bem curtinha e não pode deixar de apreciar a bela visão das coxas da jovem a sua frente, ele nunca deixava de reparar nas pernas dela.
"Nem nos meus sonhos mais pervertidos eu a imaginei assim de camisola...se bem que nesses sonhos normalmente ela não veste nada..."
Isso mesmo Tsuna tinha sonhos pervertidos com Chrome mas quem poderia culpa-lo ela era simplesmente linda e o jeito como ele a chamava de "Boss" sempre deixava Tsuna desconcertado. Ele se aproxima dela quando percebe algo que o deixou realmente preocupado, ela estava chorando, isso fez com que imediatamente com que ele se esquecesse de seus próprios problemas, não poderia deixar-lhe ali chorando se aproximou mais e percebeu que além de chorar ela também tremia um pouco, Tsuna não pensou duas vezes tirou sua jaqueta e cobriu os ombros de Chrome com ela, foi só então que Chrome percebeu Tsuna ali.
– B-Boss?! O que está fazendo aqui?!
Ela tenta inutilmente limpar as lágrimas enquanto Tsuna senta ao seu lado, ela não queria que ele a visse chorando, tinha medo que ele passasse a achar que ela era fraca, gostava de Tsuna e o considerava seu, e talvez, único amigo.
–Nesse momento estou aqui para te ouvir, e se possível para te ajudar.
Ele olhava o horizonte e só agora percebera o quanto o tempo havia passado devia faltar umas duas horas para o pôr do sol, não queria olhar o rosto dela agora sabia que ela se sentiria ainda mais envergonhada se ele visse as lágrimas dela. Após um tempinho os dois permanecem em silêncio, Chrome simplesmente não sabia o que dizer ou fazer, e Tsuna esperava ela se acalmar um pouco mais antes de fazer a pergunta tão importante, passados mais cinco minutos vendo que agora Chrome estava mais calma e que já não chorava mais, Tsuna pergunta encarando-a.
–O que houve Chrome-san?
Ela se encolhe um pouco mais e aperta a jaqueta de Tsuna contra si de modo a cobrir melhor o seu o corpo, agora que havia parado de chorar começara a sentir frio, sem olhar pra ele ela responde.
–Muku- Mukuro-sama... Ele não me ama... Por que?! Nem mesmo ele me ama! Não basta minha família me abandonar! Meus amigos me odiarem, e agora a única pessoa que eu já amei... Não me ama... Seria melhor se... Seria melhor se o Mukuro-sama tivesse me deixado morrer...
O relato começou seco mas logo ela já se esvaia em lágrimas enquanto falava, ia continuar seu triste desabafo mas Tsuna tapou sua boca de forma brusca assustando-a eles se encararam, Tsuna parecia enraivecido o que era extremamente raro e Chrome estava totalmente espantada tanto com a ação de seu Boss quanto com o olhar dele, ele nunca havia olhado ninguém assim na frente dela, nem mesmo seus inimigos.
–Nunca mais fale isso! Nunca mais diga que seus amigos a odeiam! Isso não é verdade, Haru, Kyoko, Bianchi, Ipin e todos os outros, todos te adoram, eu principalmente, então jamais repita isso, porque se existe alguém que te odeia é porque esse alguém não lhe conhece! E principalmente jamais diga que preferiria morrer, denovo! Sua vida, não, você é muito importante para todos nós, não porque é minha guardiã, ou por sua ligação com o Mukuro, mas por você ser quem você é! Por isso você é importante! Todos nós te amamos então por favor nunca mais diga uma coisa dessas...
Assim como Chrome em seu desabafo a voz de Tsuna foi mudando enquanto falava, primeiro tinha um tom raiva depois foi acalmando, um pouco mais a cada palavra até que no fim era quase uma suplica, um sussurro melancólico implorando para que ela o ouvisse e enquanto falava sua mão que antes tapava a boca dela passou a acariciar sua face enquanto limpava as lágrimas que caiam de seu olho.
–Boss...
Os dois se encaravam, lentamente se aproximaram, sem ao menos perceber isso, logo suas testas se encontravam, seus narizes se tocavam de lado, suas respirações se cruzavam, a dele calma, a dela acelerada quase ofegante, seus lábios roçavam, e antes que pudessem pensar no que iriam fazer já estavam fazendo, um Beijo, de inicio devagar inexperiente, era o primeiro beijo de ambos, mas logo foi se aprofundando tornando-se mais quente, enquanto os dois se enlaçavam num abraço de pura luxúria, suas mãos começavam a passear pelo corpo um do outro, a jaqueta já estava jogada na grama, e agora Tsuna se deitava sobre Chrome, sem nem ao menos perceber... Separaram seus lábios apenas por alguns segundos para recobrar o ar, mas com o devido cuidado para deixar a consciência desacordada, continuavam a se beijar e explorar o corpo um do outros com as mãos, Tsuna já estava tirando a camisola dela, enquanto passava as mãos firmes, por aquelas coxas deliciosas...
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