By my side

20 Capítulo 20


Notas iniciais
- Bom, dessa vez não tenho nem o que me desculpar pela demora para atualizar né? Espero que ainda tenha pessoas que acompanham isso aqui. :( - Minhas aulas começaram e ficará cada vez mais difícil para atualizar, tenham paciência, okay? - Bom, eu preciso da opinião de vocês, então comentem e me digam o que estão achando, ok? Vocês acham que a fic tá chata? Que precisa de algo? Que tá muito parada? Por favor, deem suas opiniões :/ - Desculpem pela falta de criatividade nesse capítulo, não estou mais tendo ideias para a fic. :/

Os dias se passaram de forma lenta e preguiçosa. Emma acordou por volta das oito da manhã, Regina não estava mais na cama, já havia ido trabalhar. Essa rotina cansava a loira e também sentia saudada da namorada. Nos últimos dias Regina estava diferente, estava sempre no mudo da lua, não perguntava mais nada à Emma e nem se beijavam mais direito. Emma ficava triste com essa mudança repentina da amada, pois não sabia o que estava acontecendo com ela e também por Regina sempre fugir do assunto.

Emma se levantou contra vontade e foi para o banheiro que tinha no quarto. Estava de mau humor, com uma dor de cabeça horrível por ter ficado acordada até duas da manhã esperando Regina chegar e acima de tudo com dores em seus músculos. Tomou um banho, colocou um short e uma regata simples e foi para o quarto que o filho dividia com Cora. Sabia que àquela hora a mais velha já não dormia mais e entrou no quarto sem bater. O filho já estava acordado, por incrível que pareça, e brincava com aviõezinhos e carrinhos dentro do berço.

– Bom dia, meu amor. – Sorriu enquanto pegava o filho no colo. O único que lhe dava felicidade nos últimos dias.

– Bom dia, mamãe. – Mostrou o brinquedo para ela. – Olha mamãe o que a vó Cora me deu, não é incrível?! – Se enrolou um pouco nas palavras. Claro, Henry tinha apenas três anos, se enrolava um pouco.

– É sim, Henry. – Forçou um sorriso. – Vamos nos trocar para comer? – Emma deu um beijo na testa do filho e viu o menino jogar os brinquedos para dentro do berço e bater palmas, o que fez a loira rir.

[...]

Regina não aparecia mais para almoçar com a família, o que deixava Henry e Cora decepcionados. Emma também ficava, mas conseguia esconder isso. Mais uma vez, a loira levou o pequeno para a escolinha naquela semana. Foram a pé, pois o caminho era curto e depois disso, a loira ia para a delegacia que também era perto da escola. Andava com as mãos no bolso de trás da calça jeans escura, não ia com pressa, não estava com pressa. Estava pensando em sua vida, do quanto mudou nos últimos meses. Tudo em função de Regina Mills, cuja mulher Emma Swan havia se apaixonado.

Chegou à delegacia, cumprimentou todos e foi direto para a sua sala. Seu humor ainda estava terrível então não deu muita trela a ninguém.

– Pode ir desembuchando, o que aconteceu? – August, que conhecia Emma melhor do que ninguém, perguntou entrando na sala e sentando à frente de Emma.

– Não aconteceu nada. – Revirou os olhos e forço um sorriso.

– Como nada, Em? Você não consegue mentir e pior de tudo, nem fingir um sorriso feliz. – Sorriu compreensivo para a amiga.

– Regina. – Não falou mais nada. Apenas encostou-se à cadeira preta e massageou as têmporas com as pontas de dedos.

– O que aconteceu? – Perguntou preocupado.

– Esse é o problema. – Emma não era de se abrir muito facilmente.

– Querida, se você não especificar, não vou poder te ajudar. – August se levantou, foi até a cafeteira que tinha na sala e levou café para Emma.

– Eu não te pedi ajuda. – Sorriu para o amigo.

– Pode ir falando que não vou sair daqui nem um minutinho sequer. – Sorriu de volta.

– Não aconteceu nada, na verdade. Esse é o problema. Regina chega quase todos os dias tarde da noite por conta de palestras que ela tem que dar e assistir. Não nos falamos mais direito, quando eu acordo ela não está mais lá. Não nos beijamos mais direito. Ou seja, ela não tem tempo para mim ou para Henry. – Falava rápido e gesticulava com as mãos em círculos, ficando cada vez mais nervosa.

– Você... Acha que ela está te traindo? – Foi cuidadoso ao perguntar com medo da reação e da resposta de Emma.

– Não. Regina nunca faria isso. – E de fato, Regina nunca teria coragem o suficiente para fazer isso, seja com qualquer pessoa. – Eu só acho que ela deixou de ser presente nas nossas vidas, sabe? Eu não sei. – Bufou.

– Entendo. Até porque se ela fizesse isso, eu seria capaz de qualquer coisa. – Disse e fez Emma sorrir por alguns instantes.

– Eu só queria entender tudo isso. – Seus olhos ficaram cheios de lágrimas pensando em algumas possibilidades.

– Hey! Vem cá, não chora. – August levantou e tomou Emma em seus braços. – Conversa com ela hoje, seja mais autoritária e diga que quer mesmo conversar. Vai dar tudo certo, Em. Eu estou aqui com você. – Afagou os cabelos da loira enquanto ela fungava baixinho no ombro dele.

[...]

Emma havia ido para casa mais tarde naquele dia, Cora tinha pegado Henry na escolinha e Regina ainda não havia chegado – o que não era novidade. A loira decidiu que precisavam ter uma conversa e que de hoje não passaria.

Como de costume, colocou Henry para dormir e ficou esperando Regina, tentou assistir televisão, porém não conseguiu se interessar por nada que passasse. Tentou comer, mas não tinha fome. Por tais motivos, não fez mais nada além de sentar e esperar Regina. Quando a morena chegou, passava de uma da manhã e se assustou ao ver Emma sentada na sala.

– Emma, você sabe que não precisa ficar me esperando e... – Falou sem ao menos cumprimentar a namorada.

– Na verdade, preciso. – Interrompeu-a. – Precisamos conversar, Regina. – Falou calmamente, encarando a mulher que estava há alguns metros de distância que tirava os saltos altos.

– Deixa pra amanhã, querida. Estou cansada... Preciso de um banho e da minha cama. – Ia se retirando, mas Emma a chamou novamente.

– Não, Regina. Nós vamos conversar e vai ser agora. Se deixarmos para amanhã, talvez eu nem esteja mais aqui! – Falou aumentando o tom de voz e se levantou cruzando os braços.

– Fala baixo que vai acordar o seu filho. – Regina tentou acalmar os ânimos da namorada.

– Ok. – Riu com ironia. – Agora ele é só meu filho.

– Não, Em... Você entendeu errado. Desculpa. Ok, vamos conversar, mas vamos para o nosso quarto. – Estendeu a mão para Emma, que não segurou e apenas seguiu para o quarto. O que a morena fez, apenas foi seguir a loira.

– O que aconteceu com você? – Regina perguntou entrando no quarto.

– Comigo? Regina! Você chega todos os dias tarde da noite, não dá a atenção necessária para mim e nem para Henry. O que está acontecendo? Nós nem nos beijamos mais! – Despejou tudo de uma vez.

– Você sabe que não posso parar de trabalhar. – Tentou se defender.

– Eu não estou te pedindo isso, Regina. Só quero um tempo para nós. – Pediu de forma calma.

– Tudo bem. – Foi a única coisa que conseguiu falar antes de se dirigir ao banheiro para tomar banho. Já passava das duas da manhã e Emma deitou sem esperar que Regina voltasse. Fechou os olhos e fingiu estar dormindo quando a namorada voltou. A morena deixou ao lado de Emma e a abraçou nos trás, dando-lhe um beijo no ombro exposto.

– Eu prometo te dar toda atenção necessária. E saiba que é a única na minha vida. Te amo. – Sussurrou baixinho no ouvido da loira, sabia que ela ainda estava acordada. E sabia também que Emma não responderia nada.

– Não esqueça que ainda precisamos conversar. – Emma murmurou depois de um tempo, o que fez Regina sorrir e beijar-lhe a boca rapidamente. Depois disso, entregaram-se ao sono.

Notas finais
- Comentem e me digam o que acharam ;)