By my side

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Oi meninas, desculpem-me pela demora, nesse último mês passei muito mal, problemas de saúde. Mas agora eu voltei. Espero que gostem. Quero agradecer às pessoas que favoritaram e às que comentaram. Meu muito obrigada a vocês.

Graham chegou à delegacia junto com Regina. Logo foi perguntando para August, que estava com o pequeno Henry no colo, o que havia acontecido e o que ele sabia. August estava tentando acalmar Henry de um choro incontrolável e falou para o delegado que havia mandado alguns peritos verificar a cena e procurar alguma possível digital para poderem saber do paradeiro de Emma, Graham assentiu e foi para o laboratório para saber sobre alguma pista.

Regina foi para perto do menino e o pegou no colo, começou a balançar-lo dizendo que tudo ficaria bem e que a mamãe Emma voltaria para o pequeno, aos poucos o choro foi cessando e até que o menino dormiu na curva do pescoço de Regina, apesar de a morena ser psicóloga ela sabia lidar com crianças, coisa que não era uma conseqüência de sua profissão.

– Como você conseguiu isso? – August olhou incrédulo para a mulher. – Eu fiquei aqui com ele por mais ou menos uns quarenta minutos e ele não parou de chorar! – Regina sorriu de leve e respondeu ao moço:

– Talvez ele só quisesse um colo de mulher, para relembrar o colo da mãe. – Falou com a voz fina observando encantada ao menino que dormia em seu colo. Sorriu com a possibilidade de ser mãe um dia.

– Oh.. Okay. – August falou rindo.

[...]

Aos poucos Emma acordava em uma mesa gélida que causava arrepios no seu corpo, abriu os olhos e piscou várias vezes tentando se acostumar com a claridade do local, principalmente da luz que estava em seu rosto. Tentou colocar a mão sobre os olhos e algo a parou, percebeu que suas mãos estavam presas igual a seus pés. Tentou se soltar de todas as maneiras possíveis, tudo em vão.

Aos poucos se lembrou que a culpa em estar ali presa era de Neal. Ele tinha a seqüestrado. Depois de três anos. Três anos havia se passado desde a última vez que tinha o visto, desde o dia em que ele a abandonou para ficar com uma vagabunda qualquer. Naquele dia, a loira iria contar para ele que estava esperando um filho seu, mas desistiu quando viu que ele transava com outra na cama que dividiam.

– Oi queridinha. – Neal falou provocante. – Como está se sentindo? Espero que mal. – Ele não dava espaço para a loira falar. – Bom. Isto é só o começo! Irei te manter aqui até eu conseguir pegar o meu doce filho.

– VOCÊ NÃO VAI PEGAR O MEU FILHO. – Emma gritava e chorava de raiva, ela se debatia na mesa tentando se soltar e poder dar uns bons socos na cara daquele desgraçado.

– Isso é o que nós veremos, amor. – Falou rindo.

– Seu filho da puta! Você não vai conseguir fazer nada com o meu filho. Eles irão te encontrar e você vai mofar atrás das grades. – A loira cuspia as palavras, Neal se irritou e apertou o rosto de Swan.

– Sua mãe não te ensinou modos? Ah.. Esqueci que você cresceu sem uma. – Ele gargalhava de desgosto.

– Quando eu sair daqui, eu vou te matar! – Ela gritava impaciente com o sarcasmo e a ironia presente na voz do homem.

– Para uma policial, você está dando um péssimo exemplo. – Ele riu e saiu da sala a trancando e deixando a loira sozinha novamente com lágrimas que caiam pelo seu rosto.

[...]

– Descobri! – Falou Graham entrando na delegacia. August logo se levantou e pediu que ele prosseguisse. – O nome dele é Neal Cassidy, as digitais que estavam na mesa e no colar eram dele e de Emma.

– Eu sei quem ele é! – August se apressou a dizer. – Ele é o ex-namorado de Emma, pai de Henry – quase sussurrou a última parte. – Ele não sabia da existência do menino.

– Pode ser por isso que ele está atrás de Emma. – Regina falou com a voz embargada. – Eu sei que não é da minha conta, mas por que Emma não contou a ele sobre a gravidez? – Falou receosa, com medo da resposta.

– Ela iria contar a ele quando viu que ele transava com outra. – Regina colocou a mão na boca, aquilo podia ser mais grave que parecia. Neal podia ser um psicopata, poderia estar cego de raiva por isso. E traria problemas só para Emma.

– Precisamos de um mandato. – August pegou os laudos do laboratório. – Eu vou até o promotor, preciso que ele assine os documentos para irmos até a casa desse desgraçado. – Ele falava com raiva, Emma era uma melhor amiga, era como uma irmã. A loira nunca fazia mal a ninguém, sempre estava pelo bem das pessoas.

– Tudo bem, faça isso. Estarei aqui caso tenhamos alguma ligação pedindo dinheiro ou algo assim. – Graham falou.

– E o que faremos com Henry? Eu não poderei ficar com ele, ele é apenas uma criança e eu não sei como lidar.. – August estava falando com pesar na voz.

– Eu fico com ele até Emma voltar. – Regina se apressou, recebendo o olhar admirado do marido. O pequeno ainda dormia tranquilamente em seus braços. – August, dê-me uma carona até minha casa? Irei ficar lá com Henry. – O rapaz assentiu, despediram-se de Graham e foram para seus respectivos locais.

[...]

{casa de Regina}

[Regina narrando]

Entrei em casa e coloquei o pequeno em minha cama, fiquei ali admirada olhando para ele. Provavelmente ele se parecia muito com a mãe, ele era lindo. Ele era um amor de criança, Emma devia sentir muito orgulho daquele anjinho. Dei um beijo em sua testa e o cobri com cobertor e deixei o quarto indo preparar algo para eu comer e deixei algo para Henry comer também caso ele acordasse com fome. Preparei um sanduíche e um copo grande de suco e levei para o quarto. Cheguei lá e vi que ele estava sentado na cama com os olhos marejados novamente, talvez ele estivesse com medo de estar sozinho.

– Hey Henry! – Eu disse com voz fina. – Está com fome?

– Oi, eu to sim. Mas, quem é você? – Ele disse receoso se encolhendo na cama, eu sorri com a situação. Sentei em seu lado e comecei a falar com ele.

– Meu nome é Regina, pode me chamar de Gina se quiser. – Falei piscando para ele e ele riu. – Bom, eu sou amiga de sua mãe, ela precisou viajar de última hora e deixou você comigo. – Menti para o menino, eu não iria falar para uma criança de três anos que a mãe fora seqüestrada e que ele estava sozinho.

– Ela não me abandonou, ne? – Ele falou quase chorando novamente.

– É claro que não, pequeno! Sua mãe te ama, ela não faria isso. – Eu falei acariciando seus cabelos, minha relação com ele estava sendo melhor que eu esperava.

– Gina, eu também amo ela e muitão! – O garoto abriu os braços e se jogou no meu colo, fiquei admirada com a educação daquele menino. Sorri com lágrimas nos olhos. – Desculpa, mas estou com fome. – Ele falou passando a mão na barriga.

– Tudo bem, eu trouxe isso aqui para você comer. – Entreguei-lhe o sanduíche e o ajudei a comer. Minutos depois o telefone tocou, era meu marido, perguntei-lhe se havia alguma pista, por enquanto não havia nada, mas ele iria passar a noite na delegacia.

– Henry, você quer dormir?

– Eu não consigo dormir sem minha mãe. – Ele falava com a voz chorosa.

– Vamos fazer assim, eu deito com você e você dorme comigo, pode ser?

– Só se você deixar eu dormir encostado em você. – Ele sussurrava. – É porque eu tenho medo. – Ele olhou para baixo envergonhado. Sorri com a atitude dele.

– Claro que sim.

Minutos depois, eu havia trocado de roupa e colocado um pijama que estava na mochila que ele trazia da escola. Deitei junto a ele e o puxei para mim, dei-lhe um beijo na testa. Ele se aconchegava ao meu colo e eu o abraçava, aos poucos deixei que o sono tomasse conta de mim rezando para que pudéssemos encontrar a mãe daquele pequeno anjo.

Notas finais
Se chegaram até aqui, façam a escritora feliz e deixem comentários. Por favor, digam-me o que estão achando. Beijos, até o próximo.