By my side
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Algum tempo passou, a vida de todos estava normal, pode-se dizer assim. Emma e Regina estavam mais juntas que nunca, estavam no auge de seu relacionamento e dali para frente, as coisas só melhorariam. A família de Regina decidiu ficar na cidade por um tempo maior, queriam ficar com a morena e também com Emma e Henry. O pequeno estava cada dia mais esperto e falante. Agora, quando ele voltava da escolinha, o único que falava na casa era ele, contando desde quando chegou, até a hora que Emma ou Regina buscavam o pequeno.
Regina havia chegado em casa mais cedo, e viu que estava na hora de sua namorada chegar com o filho. Passou meia hora e nada de eles chegarem, tentou o celular de Emma, mas este se encontrava desligado. Depois de um tempo recebeu uma chamada da escola que Henry estudava.
– Regina Mills? – A mulher do outro lado da linha perguntou.
– Sim, sou eu. Aconteceu alguma coisa com meu filho? – Perguntou totalmente preocupada, pois sentia um aperto no peito de que alguma coisa não estava certa.
– Não. Pelo o que Henry me disse, hoje Emma buscaria ele, certo? Mas até agora ela não chegou. A senhorita poderia vir busca-lo? – Regina se assustou, se Emma não fosse buscá-lo, ela com certeza avisaria.
– Claro, chego em dez minutos. – A morena falou e encerrou a chamada. Como previsto, em dez minutos Regina estava na escola. O pequeno dormia no sofá da secretária e com todo o cuidado do mundo, colocou-o na cadeirinha que estava no banco de trás do carro.
Quando chegou em casa novamente, a morena deixou o pequeno dormir mais um pouco e tentou ligar várias vezes para o celular da namorada, mas ela não atendia. Esperou por mais uma hora, e nada de a loira chegar. Ligou para todas as pessoas possíveis, mas ninguém sabia. Ficou desesperada e comunicou a polícia.
Os colegas de Emma falaram que ela saiu exatamente vinte minutos antes de Henry sair da escola para buscá-lo. Cada vez mais a morena ficava preocupada, sua mãe, seu pai e sua irmã Zelena tentavam a todo custo acalmá-la, mas sem sucesso.
Ouviu a campainha tocar, era o porteiro.
– Dona Regina, uma moça mandou entregar isso aqui para a senhora urgente. – Falou um pouco desesperado.
– Tudo bem, Mike. Obrigada. – Pegou o envelope e fechou a porta. Ficou olhando aquele papel amarelo em suas mãos com medo de abrir. Quando finalmente tomou coragem, viu que tinha um pen drive dentro e uma carta.
‘’Se você está lendo essa carta agora, Regina Mills, provavelmente sua namoradinha já está morta. Talvez você não entenda o motivo, mas o pai da sua loirinha matou o meu pai, e já que ele está sumido, quem está pagando é ela. Não vou pedir dinheiro, porque dinheiro nenhum no mundo vai desfazer o que ele fez. ‘’
A morena soltou a carta no chão e começou a chorar copiosamente, seu pai veio abraça-la imediatamente.
– Eles a pegaram, papai! Eles a pegaram! – Regina chorava e tremia muito. Zelena olhou novamente o envelope e pegou o pen drive em suas mãos e conectou ao computador. Eram várias fotos de Emma, algumas Regina estava também, e em uma dessas fotos a loira estava sentada em uma cadeira, amarrada e amordaçada e com a cabeça baixa, provavelmente estava desacordada. A irmã de Regina preferiu não mostrar aquelas fotos para a irmã, não queria fazê-la sofrer ainda mais.
[...]
– Senhor Swan?
– Sim, August? – Perguntou o velho ao atender o telefone.
– Eles pegaram sua filha. Está na hora de o senhor esquecer tudo e aparecer. – Ao falar, August percebeu que o pai de Emma soltou um suspiro.
– Isso, uma hora ou outra iria acontecer. Eu vou aparecer e vou atrás deles, eles não sabem com quem estão se metendo!
– Senhor, eu vou com o Senhor. Não vou deixar que nada aconteça à Emma. – Sorriu com pesar.
– Me encontre no lugar de sempre. – o Sr. Swan falou e desligou o telefone.
A verdade é que August, melhor amigo de Emma, sempre seguia a loira, sua missão sempre fora protegê-la a mando de Leopold Swan. Eles sabiam que uma hora ou outra isso iria acontecer. E quando não tivesse mais soluções, o velho teria que aparecer.
Leopold Swan era responsável pela espionagem nos Estados Unidos, mas sua identidade era totalmente restrita a todos. Não fora coincidência Emma e August trabalharem no mesmo ramo que ele. Quando Emma nascera, a mãe Eva Swan acabou por morrer por complicações no parto, o homem fora ameaçado perder seu emprego e decidiu dar a filha para adoção, mas sempre tinha alguém por perto para que protegesse a menina. Era tudo combinado, ninguém poderia adotá-la. No orfanato, Johanna, prima de Leopold, cuidava de Emma como se fosse sua. E logo após, o neto da mulher, August, foi destinado a cuidar da loira.
Sempre fazia tudo para não correr riscos e dar uma ótima vida à filha. Sempre quis estar por perto, mas sempre teve medo da reação da menina. Sabia que não podia simplesmente aparecer e confundir a cabeça de sua filha. E agora, com tudo isso acontecendo, era necessário.
Leopold ligou para Graham, agora ele se mostraria, e se quisessem matá-lo, teriam que deixar Emma ir.
[...]
August foi à casa de Regina para contar-lhe tudo. Não podia mais esconder, não quando Emma estava em perigo. A morena ficou totalmente em choque com tudo o que ele acabara de contar.
– Mas eles me mandaram uma carta dizendo que minha Emma está morta, August! – As lágrimas não paravam de sair.
– Regina, eles só querem te assustar. Nós vamos nos entregar, nós vamos entregá-los a polícia, e se precisarmos, eu mesmo mato eles com minhas próprias mãos!
– Mas, o pai de Emma... Por que ele matou o pai de Graham? – Era uma história totalmente confusa, que era difícil compreender.
– O pai de Graham e Neal trabalhavam para um dos maiores terroristas dos Estados Unidos, no qual o centro de espionagem estadunidense e de todo o mundo estava atrás. Quando eles voltaram a atacar, a equipe de Leopold estava pronta para contra-atacar e desse modo, quando o pai deles tentava adentrar o centro de espionagem, foi atingido por Leopold. Claro que foi legítima defesa, mas eles não entendem e querem total vingança. E agora, faremos de tudo para salvar Emma. – Regina prestava atenção no que o moço falava. Ele segurou as mãos da morena e olhou em seus olhos. – Acredite, Regina. A nossa loira está viva e nós iremos trazê-la com segurança para cá.
A psicóloga apenas assentiu e abraçou o amigo.
[...]
Emma havia sido surpreendida por três homens e foi sedada. Quando acordou, estava em uma sala fria, novamente. Ao se lembrar, lágrimas começaram a rolar por seu rosto. Começou a se debater por um instinto, mas claro que não adiantaria. Estava amarrada.Ouviu vozes vindo do corredor e fingiu ainda estar dormindo.
– O pai dela me ligou. Ele vai aparecer, e quando isso acontecer, teremos que soltá-la. – Graham disse.
– Não posso nem me divertir um pouquinho antes? – Neal falou. A vontade de Emma naquele momento foi vomitar, mas se conteve.
– Talvez. – Riu. – Mas precisamos ser cautelosos, nada pode estragar nosso momento essa vez.
– Nós não iremos soltá-la né? – Uma voz feminina e desconhecida falou ao fundo.
– Não, Tam. Não iremos. Nós vamos matar os dois. – Neal falou.
A loira estava mais confusa ainda. Seu pai? Ela não tinha pai. E quem era a outra mulher que estava com eles? Será que tinha mais alguém envolvido? O que estava acontecendo? Por que ela estava ali? O que ela tinha feito? Ela queria respostas e sabia que se não fosse encontrada logo, nunca mais iria conseguir a verdade.
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