By my side

13 Capítulo 13


Notas iniciais
- Meus amores, estou de volta! - Quero agradecer à Emma Cisne pela linda recomendação! Meu amor, você me deixou totalmente sem palavras. Muito obrigada pelo elogio, muito obrigada por acompanhar a fic. Este capítulo é inteiramente teu! Você é um amor. Obrigada! - Quero agradecer também às pessoas que estão comentando, favoritando e acompanhando, pois estes números estão crescendo a cada capítulo. - Espero que gostem deste capítulo! - Não esqueçam de ler as notas finais.

No dia seguinte, Regina foi a primeira a acordar e tornou a observar o corpo da loira entre seus braços. Ambas estavam com o lençol na altura da cintura e se aqueciam com o calor de seus corpos. Para Regina, aquilo não poderia ficar mais perfeito. Voltou a observar a expressão facial da sua amada, ela estava em um sono tão tranqüilo e parecia que estava sonhando algo bom, pois, vez em quando, ela sorria apenas com os lábios.

Os cabelos louros estavam espalhados pelo travesseiro ao lado e também pelo colo de Regina. A loira estava deitada no peito da outra, justamente como dormiram na noite anterior. Não havia outro lugar que queriam estar, não naquele momento. Com Emma ao seu lado, Regina esquecia por instantes as preocupações lá de fora, era incrível todo o poder que a policial tinha nela.

Levemente, Regina acariciou a face de Emma e beijou-lhe a testa apertando-a em seus braços. Quando percebeu que a loira estava quase desperta, começou a dar beijos por toda a extensão da face e do pescoço da outra, que sorriu com o gesto carinhoso da mulher. Quando Emma achava que não poderia ficar mais apaixonada e impressionada com o amor de Regina, ela se enganada. Podia sim ficar mais apaixonada!

– Bom dia, Em. – Regina chamou-a se forma carinhosa.

– Bom dia, amor. – Falou Emma se ajeitando mais ao colo da psicóloga, deitando em seu pescoço e fechando os olhos novamente para dormir. Regina riu da namorada.

– Não, querida! Não faz assim. Vamos acordar, está um dia lindo lá fora! Vamos sair passear no parque, passear pelas calçadas de Boston. – A morena estava animada com o dia lindo que se mostrava lá fora. – Vamos levar o pequeno para tomar sorvete. – Emma apenas ria e se ajeitava ainda mais na morena.

– Ai Re... Só mais um pouquinho. – Estava toda manhosa por ter acabado de acordar.

– Ah, não Emma! Assim fica difícil. – Sorriu. – Vem, vamos tomar um banho.

Regina tentou sair do abraço de Emma por longos minutos. Quando finalmente conseguiu, pegou a loira, que estava nua assim como Regina, no colo e a levou para o banheiro. Antes de entrar no local, apoiou-a na parede e beijou-lhe com todo o amor que sentia.

O resto daquela manhã foi tranqüilo, brincaram com Henry o máximo que puderam e o máximo que agüentavam. O pequeno era totalmente ligado a tudo, totalmente disposto e adorava correr pela casa. Regina ria e sorria vendo e escutando as preocupações de Emma em relação ao filho, achava tudo aquilo lindo e sonhava um dia ter um para chamar de seu.

* * *

Enquanto almoçavam, Graham entrou no apartamento. Estava cheirando à bebida e sua roupa estava totalmente rasgada. Henry ficou totalmente assustado em ver o homem naquele estado e começou a chorar. A loira tentava acalmar o pequeno, porém era em vão.

– Regina! – Graham gritou. – Meu amor! – Tentou agarrá-la.

– Para, seu maldito! – A morena disse-lhe empurrando-o. – Emma... Leva o Henry para o quarto. – Falou docemente.

– Mas Reg... – A loira tentava argumentar, mas fora interrompida pela própria Regina.

– Está tudo bem, querida! Vá e acalma o Henry, eu resolvo tudo aqui. – Contragosto, Emma seguiu suas ordens deixando os dois a sós na sala.

– Graham. – Chamou o bêbado que quase dormia no sofá. – Você pode me explicar o que exatamente significa isto? – Falou apontando para a roupa que estava totalmente rasgada.

– Ah, meu amor! – Ele sorria e se aproximava de Regina. – Isso aqui não é nada comparado à saudade que eu sentia de você! – Tentou agarrá-la novamente, mas a morena o empurrou novamente.

– Para com isso, Graham! Seu nojento! – Exclamava e gritava. – Você estava com uma puta qualquer. – Cuspia as palavras até sentir seu rosto arder. Havia levado um tapa. Com a força do homem, caiu no chão.

– Eu não estava com puta nenhuma. A única puta aqui é a minha mulher. – Sorriu.

– CHEGA! EU NÃO AGUENTO MAIS. – Gritava. – Você pode falar o que quiser de mim por ai, mas na MINHA casa eu não vou aturar desaforo! Eu não quero mais um casamento de fachada, de aparências. Para quê isso serve? Para você falar para seus amigos que me come? Ou melhor, que me comia. Para falar que tem uma gostosa ao seu lado, sendo que pode pegar qualquer uma por ai e ainda enganar a mulher que está em casa? Você é um covarde, trouxa, frouxo e vagabundo! EU QUERO O DIVÓRCIO. – Gritava o mais alto que podia. Estava totalmente enfurecida.

– Pare de me insultar, sua quenga! – Puxava Regina para um lado e para o outro apertando seu braço muito forte. – Agora você vai ver que não é nada disso. – Sorriu sinicamente e puxou Regina para si, fez com que ela colocasse a mão em seu membro e Regina gritou por Emma. Ele iria violentá-la? Ele teria coragem? Teria.

Emma rapidamente voltou à sala e tirou Graham que estava por cima de Regina no sofá. Jogando-o no chão, Emma deu-lhe um soco no rosto que iria ficar com um olho totalmente roxo. Regina foi obrigada a tocar o ombro de Emma, puxando-a para si para que ela parasse de bater no rosto de Graham. Ele estava quase desacordado.

– Seu idiota! Você merece muito mais que isso por bater em mulheres. – A loira falava totalmente enfurecida. Graham foi para cima da loira e acertou um soco perto da sobrancelha de Emma. Devido ao anel que ele usava, a testa de Emma começou a sangrar. Enquanto os dois brigavam, Regina chamou a segurança do prédio que não demorou muito a chegar. Separaram a briga dos dois e ficaram segurando Graham pelos dois braços até a polícia chegar.

– NOS VEMOS NO TRIBUNAL, SUA PUTAS! – Gritava Graham enquanto saia do apartamento. Regina voltou a chorar e Emma a abraçou. A loira viu que Henry via tudo no canto da sala.

– Oh meu amor! Vem aqui. – Emma pegou Henry no colo e o pequeno voltou a chorar. – Está tudo bem! Já passou. – Disse secando os olhinhos de Henry e voltando para o lado de Regina.

Mamãe, você ta sangrano. – Ele se assustou.

– Está tudo bem, meu amor. Não foi nada de mais. – Falou enquanto abraçava o filho mais uma vez. Regina envolveu os dois em um abraço e ali ficaram por um instante até August entrar no apartamento.

– Desculpem interromper! – Disse August enquanto a loira ia para abraçá-lo.

– Não precisa pedir desculpa. – Regina sorriu para o rapaz enquanto ele envolvia Emma em um abraço e Regina estava com Henry no colo.

– Vai ficar tudo bem, Em. – Afagou os cabelos da loira. – Nós vamos prendê-lo, junto a Neal.

– Ok... – Foi o que ela conseguiu dizer enquanto saiu do abraço do amigo.

– Bom, estou aqui para saber de tudo o que aconteceu aqui. Vou colocar tudo em um relatório e isso irá provar várias coisas quando estiverem em um tribunal. – Ambas assentiram e Regina contou a August tudo o que aconteceu naquela sala. Os três nunca imaginaram que Graham pudesse fazer algo desse tipo, nem desse nem de outro qualquer. O que ainda queriam descobrir era o porquê disso tudo. Conversaram mais um pouco e logo após August foi embora. Uma equipe da limpeza veio até o apartamento de Regina para limpar os rastros daquele terror.

– Vem cá, amor. Deixa-meeu cuidar disso. – A morena falou com a voz calma. Queria mais que tudo cuidar da loira naquele momento, ainda mais que sua testa estava com um ferimento. Aproveitou que Henry havia dormido no sofá e puxou a loira para o banheiro. Colocou-a sentada na pia de mármore para poder fazer o curativo. A loira abriu as pernas e Regina ficou com o corpo entre elas para mais fácil acesso.

A psicóloga colocou os braços em volta do pescoço de Regina e a beijou na testa enquanto ela pegava o quite de primeiros socorros que estavam atrás da loira. Com esse gesto, a morena sorriu. Nenhuma palavra precisava ser dita, apenas a presença de ambas já era reconfortante o bastante para aquela situação.

Primeiro, Regina limpou o ferimento com soro fisiológico para que não deixasse nenhuma sujeita no machucado. O machucado era só superficial, não precisava de pontos ou outra técnica médica, Regina dava conta. A morena passou pomada na região e colocou gaze esterilizada para não deixar o ferimento exposto. Quando terminou, deu um beijo na testa de Emma, no local do corte.

– Está doendo, minha Salvadora? – Sussurrou sorrindo.

– Não, minha Rainha. Graças a você! – Sussurrou de volta e a beijou enquanto Regina a tirava de cima da pia de mármore, colocando-a no chão e abraçando fortemente sua cintura.

– Quando isso tudo vai acabar, Em? – Sorriu tristemente. A morena estava exausta. Este último mês estava acabando com ela, tantas revelações e tantas coisas acontecendo que ela realmente não sabia o que pensar ou fazer.

– Eu não sei... Sinceramente não sei. – A loira falou enquanto colocava uma mecha do cabelo de Regina atrás da orelha. – Vem cá, vamos ver nosso pequeno. – A morena sorriu percebendo o uso do plural na frase dita por sua amada.

– Eu amo você! – Sussurrou Regina contra a orelha de Emma.

– Eu amo você! – Devolveu o agrado sorrindo feito boba.

Por incrível que pareça, toda aquela confusão, aquela bagunça, a limpeza, durou mais que a tarde toda e eram quase oito da noite. Henry ainda dormia no sofá feito um anjo, até mesmo na posição em que se encontrava. As duas sorriram quando voltaram para a sala e viram aquela cena. Regina disse para a amada que era melhor deixar Henry dormir, pois ele havia passado por muita coisa naquele dia, a loira concordou e levou o pequeno até o quarto.

Emma ficou por alguns minutos lá, enquanto via o sono de seu filho. Às vezes, ele fazia careta. Provavelmente, estaria tendo algum sonho ruim. A loira abaixou-se e deu um beijo demorado na testa do filho enquanto o cobria até os ombros.

– Durma bem, meu pequeno príncipe. Mamãe te ama. – Sorriu ao acariciar o cabelo dele.

Emma voltou para a sala com um sorriso satisfeito nos lábios. Era tão grata por ter aquele pequeno tesouro em sua vida. Mesmo que não merecesse, Neal era responsável por esse bebê, mas, claro, só na hora que transar porque o resto Emma se virara.

– Ele está bem? – Regina perguntou abraçando a sua mulher por trás e repousando o queixo no ombro dela.

– Sim... – Sorriu. – Parecia ter algum sonho, mas acho que está bem. – Virou-se e beijou a ponta do nariz da outra.

– Vamos comer alguma coisa, Em. Passamos o dia todo sem comer algo saudável. – A morena estava preocupada com a palidez do rosto de Emma que não melhorava. A loira apenas assentiu, comeram algo rápido e foram para o quarto. Tomaram um banho relaxante de banheira e deitaram na cama.

Certamente, Regina deveria estar mais cansada e aterrorizada com o que aconteceu, porém, Emma estava assim. A loira não conseguia se conformar. Não conseguia associar uma coisa à outra, deveria ser por isso que a palidez não passava. O coração da loira estava acelerado desde cedo, não conseguia engolir totalmente aquela situação. Por mais que Regina disfarçasse bem o que sentia, Emma via nos olhos da morena que ela estava tranqüila. A policial queria ter essa serenidade toda de tratar uma situação. Não era para menos, Regina era uma psicóloga e sabia lidar com esse tipo de situação.

As duas deitaram lado a lado, ambas olhando para o teto do quarto. Emma estava com uma mão apoiada na cama e a outra repousava em sua própria barriga. Regina lentamente pegou a mão da loira e entrelaçou seus dedos. A policial a olhou com os olhos marejados.

– Own, meu amor. Não fica assim! Vai passar. – Puxou-a para seu colo. – Tudo isso vai passar. – Repetia baixinho. Não demorou muito e, por cansaço, a loira adormeceu mais uma vez nos braços de sua morena.

O sono de ambas estava tranqüilo agora, até serem acordadas aos berros. Henry estava gritando e chamando o nome da mãe que, prontamente, saiu da cama e foi até o quarto do pequeno. Ele havia sonhado coisas ruins. Não conseguia falar nada, apenas soluçar e chorar.

– Fica calmo, meu amor. A mamãe está aqui! Não vou sair daqui. – Massageava as costas do bebê enquanto ele deitava no colo da mãe. Regina havia buscado um copo de água para ele que bebeu tudo rapidamente.

– Dorme comigo, mamãe! – Ele chorava cada vez mais.

– Vamos fazer uma coisa melhor? – Perguntou Regina sorrindo para o menino. – Vamos dormir todos juntos na minha enorme cama? – Henry conseguiu controlar o choro e assentiu coçando os olhinhos. Emma o pegou no colo e levou para o quarto da morena.

Emma deitou na cama e colocou Henry no meio da cama. Regina deitou também e se aproximou da loira. A policial colocou Henry por cima de si e deitou no peito da mulher. Emma deitava no peito da amada e Henry deitava entre as duas em cima do corpo de ambas.

– Obrigada! – Emma sussurrou.

– Sempre estarei aqui, bebê. – Regina sorriu e beijou a testa da amada, sussurrando que a amava enquanto a loira adormecia.

Notas finais
- Espero que tenham gostado deste capítulo. - E novamente, se querem capítulo para vocês, recomendem a fic ;) kkkkkkk. - Não esqueçam de comentar, okay? Isso me motiva muito! - Beijão, amo vocês!