By Your Side
2 Observando
Notas iniciais
E quando eu fecho meus olhos, é você quem eu vejo
Você é tudo que eu conheço
Que me faz acreditar
Eu não estou sozinho"
Everywhere - Yellowcard
Os raios solares me fizeram abrir os olhos. Olhei meu relógio. Dez da manhã. Afundei mais o rosto no travesseiro. Batidas tímidas na porta me fizeram encarar o relógio novamente. As batidas tímidas continuaram. Me levantei, arrastando os pés até a porta. Esfreguei os olhos e abri a porta. Sakura estava parada, segurando uma caneca.
– Te acordei? — ela perguntou. Neguei. — Eu te trouxe um pouco de café... Não sei se gosta, mas eu fiz um pouco para o Sasuke, e como ele não quis...
Concordei monótono. Peguei a caneca com cuidado.
– Obrigado. — murmurei. Sakura me lançou um sorriso fraco.
– O Sasuke já acordou, então... eu vou embora. — ela disse. Respirei fundo, sentindo seu perfume. A encarei rapidamente e desviei o olhar para a caneca. — Até mais.
Ela saiu, pegou sua bolsa e caminhou até a porta. Sasuke apareceu, apenas com uma calça, bagunçando os cabelos. Os dois trocaram algumas palavras e se beijaram. Eu já devia estar acostumado a ver ele a beijando, eu já devia estar acostumado com o sorriso que ela abria exclusivamente a ele, eu já devia estar acostumado a ver seus lábios se mexerem pronunciando "Eu te amo" para ele e eu já devia estar acostumado com o nó na garganta que se forma sempre que isso acontece. Mas não estou.
Ela passou pela porta, sorrindo após ele a ter beijado. Sasuke fechou a porta e se jogou no sofá. Sai do meu quarto e fui à cozinha, tudo estava organizado.
– O que aconteceu ontem? — Sasuke perguntou, grogue. Dei os ombros. — E por que a Sakura estava aqui?
– Você estava bêbado. — falei.
– Disso eu não me lembro. — Sasuke falou.
– Ela veio cuidar de você. — falei.
– Também não me lembro. — ele deu os ombros.
– Você tinha dito ontem que uma garota tinha te trazido para cá... — murmurei.
– Disso eu lembro. — ele disse e o encarei. — Mas, como eu consegui um corte na cabeça? — ele perguntou e o encarei.
– Você caiu no banheiro. — falei, dando os ombros. Caminhei até meu quarto.
– Então eu devo ter bebido muito ontem... — ele murmurou.
– Deve mesmo. — falei.
– Você tem algum remédio para dor-de-cabeça? Estou morrendo de ressaca... — ele murmurou.
– Devia ter pensado nisso antes de encher a cara. — falei frio.
– E você devia pensar em arrumar uma namorada ou em sair mais... — ele disse. — Agora, aonde estão os remédios?
– Compre. — falei, fechando a porta e a batendo. Coloquei a caneca em cima da pequena estante no quarto e indo para o banheiro do meu quarto. Tomei um banho longo, observando sempre o piso.
Terminei meu banho e me vesti — calça jeans, camiseta preta, jaqueta e sapatos -, e sai do quarto. Sasuke estava no telefone, bagunçando os cabelos.
– Não, Sakura, eu não fiquei com ninguém... — ele murmurou, impaciente. — Eu já disse que não. Passei por ele e peguei meu capacete.- Eu já te expliquei: não te liguei porque meu celular descarregou... — ele falou entediado. — Mesmo se eu tivesse pegado um celular emprestado... Como eu ia lembrar do seu número bêbado?
Peguei minhas chaves e as coloquei no bolso.
– Tá... Talvez eu passe aí, ou você vem aqui. Eu não sei. — ele disse se levantando. — Tá. Até. — ele desligou o telefone e o jogou longe. — Não sei se agüento outra crise de choro dela.
Abri a porta.
– Vai aonde? — ele perguntou, entediado.
– Preciso falar com uma pessoa. — murmurei.
– Ah... Então, achou uma garota, hã? — ele zombou.
– É da sua conta? — retruquei.
– Tudo bem... Acho que vou precisar da casa vazia, se é que me entende. — ele disse, sorrindo maliciosamente. — A Sakura vem aqui...
Aquele estranho nó formou-se na minha garganta ao imaginar os dois juntos... Ela pronunciando o nome dele e dizendo que o amava... Ela o beijando...
– ...e, além disso, acho que está na hora de avançarmos... — Sasuke murmurou, ainda malicioso. Meus dentes trincaram-se, e meus punhos ficaram cerrados. Sai de casa e bati a porta com força, tentando descontar ao menos um pouco da fúria que sentia.
Caminhei apressado até o elevador. Apertei o botão diversas vezes, tentando acelerar o tempo de espera pelo elevador. Apertei com força o capacete, tentando conter minha raiva que estava sentindo de Sasuke.
Finalmente, as portas do elevador se abriram e entrei com pressa, apertando mais vezes que o necessário o botão para o térreo. A música calma ambiente começou, e minha raiva apenas aumentou.
As palavras de Sasuke ecoavam na minha mente, me trazendo mais fúria. Apoiei os braços numa das paredes espelhadas do elevador e baixei a cabeça. Parte de mim sempre gritava, dizendo que eu devia impedi-la, seqüestrá-la, se fosse preciso, fazer qualquer coisa para evitar que ela se envolvesse mais com ele. A outra parte, falava baixo, apenas sussurrando que eu devia esquecê-la, tentar resgatar um pouco de sanidade que me sobrava e ir embora.
Suspirei. Era estranhamente doloroso lembrar de Sakura ao lado do meu irmão. Era estranhamente errado desejar que fosse eu ao lado dela. Era estranhamente doloroso imaginar ela pronunciando meu nome da mesma maneira que pronuncia o nome do meu irmão. Era estranhamente errado amá-la de uma maneira tão dolorosa. Era estranho perguntar à mim mesmo até quando eu teria de ser apenas o observador.
As portas do elevador se abriram, levantei a cabeça, desafroxei os dedos do capacete e o segurei com a outra mão. Sai do elevador. Meu celular vibrou. O peguei, e vi que havia recebido uma mensagem. Era da Konan.
"Ei, Itachi, por que nunca mais apareceu por aqui? Aparece por aqui hoje, o Pain precisa falar com você. E eu também. K."
Arqueei uma sobrancelha, bufando em seguida.
– Bom dia, senhor Itachi. — alguém me cumprimentou, mas apenas ignorei. Comecei a andar pelo hall até a calçada. Entrei no estacionamento e andei até minha moto. Subi nela, guardei meu celular e coloquei o capacete, imediatamente a liguei e acelerei.
Dirigi com menos velocidade, apesar da minha cabeça estar explodindo com imagens dos dois juntos, se beijando, e ela sorrindo para ele, com seus olhos brilhando.
Meu celular vibrou novamente, mas apenas ignorei. Continuei a dirigir, prestando pouca atenção por onde eu estava dirigindo. Estacionei minha moto na frente de um prédio. Tirei o capatece e o carreguei comigo até a entrada do prédio.
Passei pela recepção, indo até o elevador. As portas se abriram quase imediatamente, entrei e apertei o botão do último andar. Tirei meu celular do bolso e verifiquei uma mensagem, dessa vez, do Hidan.
"Itachi, que merda aconteceu com você cara? Desde quando você decidiu ficar sóbrio? Por que nunca mais apareceu para beber com a gente? Virou padre é?"
Revirei os olhos. Olhei para o lado, uma garota com cabelos loiros e olhos esverdeados me encarava, mordendo o lábio inferior. Voltei minha atenção ao meu celular.
"Não. Não virei padre. Tenho mais o que fazer. E, se eu quiser beber como um idiota, pode ter certeza, você será o primeiro a ser informado, ok?"
Digitei, esperando o elevador subir, andar por andar, e logo apertei o botão para enviar a mensagem. Imaginei a reação do Hidan ao ler aquilo. Provavelmente ele gritaria, me amaldiçoando e depois, riria.
– Me desculpe, mas, pode me informar que horas são? — olhei pelo canto do olho e a garota enrolava uma mecha do cabelo, com as pontas dos dedos.
– Quase onze. — murmurei, guardando meu celular. Olhei para o teto, ainda faltavam alguns andares para o último.
– Obrigada... Hã, como é seu nome? — ela perguntou, dando um passo na minha direção. Encarei ela momentaneamente. Seus olhos esverdeados me lembraram Sakura. Voltei a encarar o teto. Mais alguns andares...
– Pode me dizer seu nome?
– Itachi. — murmurei.
– Itachi... É um belo nome. Combina com você. — ela disse se aproximando mais. As portas do elevador se abriram, sai do mesmo rapidamente e comecei a andar. Ela ia sair, mas as portas se fecharam. Suspirei aliviado e continuei a andar pelo corredor. Bati na terceira porta.
– Já vai! — ouvi o grito irritado. Bati na porta novamente. — Já disse que "Já vai"! — a porta foi aberta. — Itachi?
– Quem mais ia te pertubar a esse horário? — murmurei.
– Quem seria imbecil o suficiente além de você? — Hidan retrucou. — Entra aí, idiota.
Entrei e observei sua casa bagunçada. Me sentei no sofá, e Hidan se sentou na poltrona, segurando duas garrafas de cerveja.
– Quer? — ele perguntou. Peguei uma garrafa. — O que aconteceu?
– Por que? — perguntei, tomando um pouco de cerveja em seguida.
– Toda vez que você vem aqui é só pra me falar merda ou pra contar que alguém morreu. Então, de quem é o funeral dessa vez? — ele perguntou, e soltei um riso baixo.
– É... — murmurei. — Não vim falar com você para contar nada. Eu vim perguntar. — falei olhando a garrafa.
– Ouviu isso? — ele perguntou, olhando para a porta. Neguei. — Tem alguém na porta... — ele murmurou.
– Como você sabe? — perguntei, tomando mais um pouco de cerveja.
– A droga da campainha quebrou. — ele disse se levantando. — Já vai! — Hidan abriu a porta. — Caralho, Deidara! Por que trazer a porra do seu primo? — ele reclamou.
– Ele me perturbou. Hn. — Deidara disse, se jogando no sofá. — Itachi... Que surpresa você por aqui... Quem morreu, hn?
– Ninguém. — falei.
– Ei, Itachi! Há quanto tempo! — Naruto falou, animado, se jogando no sofá e pegando minha garrafa. — Diz aí: quem morreu dessa vez?
– Ninguém morreu. — falei, pegando minha garrafa de volta.
– Que milagre! Hn. — Deidara falou, rindo em seguida.
– O que deu em vocês? Acham que aqui é a porra da casa da maldita mãe Joana, é? Pode ir saindo do meu sofá, Naruto. — Hidan mandou.
– Por que? — ele perguntou.
– O que é isso, Naruto? A casa é do Hidan, você tem que seguir as ordens da casa dele, hn. — Deidara disse, empurrando o primo para fora do sofá.
– Vai entender... — Naruto murmurou.
– Mas, o que aconteceu, Itachi? Por que você veio aqui? — Hidan perguntou.
– Não estava com paciência para aturar o Sasuke. — falei.
– O Sasuke sozinho ou o Sasuke pegando a namorada dele, hn? — Deidara perguntou, rindo. O encarei. — O que foi? A namorada do seu irmão é muito, muito... — Deidara ia dizendo, mas levou um tapa na nuca do Hidan.
– Mais respeito, caralho. Não sabem que é errado falar das garotas dos caras sem a presença dos caras? — Hidan falou, balançando sua garrafa de um lado para o outro.
– Ah, é... — Naruto murmurou, coçando a nuca, e sorrindo. — Mas... A Sakura-chan não é namorada do teme?
– Quem? Hn? — Deidara perguntou confuso.
– Do teme! — ele repetiu. Tomei mais um pouco de cerveja. Naruto revirou os olhos. — Do Sasuke... — ele murmurou, entediado, como se estivesse cansado de explicar à quem se referia.
– Ah... — Deidara e Hidan murmuraram.
– Então... O tal "teme" é o irmão do Itachi? — Hidan perguntou. — Que porra de apelido é esse?!
– É uma longa história. — murmurei.
– Longa? Nem quero saber então! Hn! — Deidara disse, roubando a cerveja de Hidan. — Odeio histórias longas, hn!
– O que histórias longas tem a ver com o Deidara, caralho? — Hidan perguntou confuso.
– Ele ficou assim por causa de uma garota! — Naruto sussurrou.
– Cala a boca! Hn! — Deidara quebrou a garrafa de cerveja na cabeça de Naruto, e ele desmaiou.
– Caralho! Você inventa de matar esse imbecil logo aqui?! Puta que pariu, Deidara! Puta que pariu! — Hidan disse, colocando as mãos na cabeça. — Cara, some com ele, agora!
– Por que, hn? — Deidara perguntou.
– Ele não morreu. — falei, revirando os olhos.
– Foda-se! Tira esse corpo daqui! Se alguém chamar a polícia, e invadirem meu apartamento, eu vou ferrar com a sua vida, Deidara! Eu já tenho muitos problemas! — Hidan disse, erguendo o punho.
– E eu com isso, hn? — Deidara perguntou, entediado.
– Ele não morreu, Hidan. Se acalma... — falei, bebendo mais um pouco. Naruto se levantou, tonto.
– Não? — Hidan perguntou, entediado.
– Droga! Hn! — Deidara reclamou.
– O que aconteceu? — Naruto perguntou.
– Nada. Levanta daí, zumbi. — Hidan falou. — Você está sujando meu chão. Anda. Cai fora!
– Zumbi? — Naruto perguntou confuso, enquanto se levantava. — O que aconteceu?
– Seu primo tentou te matar. — respondi. Naruto arregalou os olhos, e encarou Deidara.
– Valeu, Itachi! Hn! — ele reclamou. — Não é à toa que você não tem namorada! Hn!
– Deidara, eu vou contar tudo para minha tia! Ah, se vou! — Naruto disse.
– Ei, ei. Não precisa chegar nesse ponto... Hn... — Deidara falou, se levantando. Hidan e eu rimos. — Estão rindo do que, hn?
– Mora com a mamãe! — Hidan zombou.
– Não moro com a minha mãe, eu só faço companhia pra ela, hn! — Deidara disse, irritado.
– Mora com a mamãe! — Hidan zombou mais uma vez.
– NÃO MORO! HN! — Deidara gritou, e foi até a porta.
– Aonde você vai? — Hidan perguntou, entre risos.
– PARA MINHA CASA, E FAZER MINHA MALAS! — ele gritou.
– Para que? — Naruto perguntou.
– VOU PARAR DE FAZER COMPANHIA PARA MINHA MÃE! HN! — ele gritou, batendo a porta em seguida. Nos encaramos e rimos.
– Ei... Alguém pode me dizer por que ele tentou me matar? — Naruto perguntou.
– Sei lá. Acho que foi porque você disse que ele é assim por causa de uma garota ou coisa parecida... — Hidan disse, dando os ombros.
– Ah! É verdade! Ele odeia histórias longas porque levou um fora de uma garota... — Naruto disse.
– Tradução: ele era corno! — Hidan falou, rindo. O encaramos. — O que foi? Tá. Continua a falar, pequeno duende.
– Pequeno duende? — murmurei.
– Como é? — Naruto perguntou, confuso. — O que isso tem a ver comigo?
– Caralho, cadê a porra do senso de humor, hein? — Hidan perguntou, surpreso. — Tá. Que seja. Eu não vou explicar porra nenhuma para vocês. Se não entenderam, fodam-se.
Revirei os olhos. Meu celular vibrou mais uma vez. O peguei; havia recebido outra mensagem da Konan.
– Quem é? Quem é? — Hidan perguntou, malicioso. Comecei a ler a mensagem.
"Ei, Itachi, você vai vir até aqui hoje? O Pain está apressado... Ele quer falar com você em uma hora. No outro lado da cidade. No nosso antigo colégio. É importante, então, apareça. K."
– Quem é caralho? — Hidan perguntou impaciente. Me levantei e coloquei a garrafa em cima de um pequeno balcão. Caminhei até a saída e peguei meu capacete. — Porra, Itachi! Custa responder a minha maldita pergunta?
– É a Konan. — murmurei.
– O QUE?! — Naruto gritou. — VOCÊ ESTÁ TENDO UM CASO COM A GAROTA DO PAIN?!
– Não. — falei. Hidan deu um tapa na nuca de Naruto.
– Por que ele faria isso? — Hidan disse, e me encarou. — É óbvio que eles não tem um caso. O Pain mataria o Itachi... Pensa um pouco, Naruto, se você conseguir... Eles não tem nada. — ele encarou Naruto. — Não tem, certo? — ele perguntou, estreitando os olhos, falando maliciosamente.
– Vocês não prestam. — murmurei, revirando os olhos e saindo dali.
– EI, E VÊ SE APARECE MAIS VEZES, CARALHO! — Hidan gritou, parado no meio do corredor. — E QUANDO APARECER, VÊ SE TRAZ SUA CERVEJA, INFELIZ! MINHA CASA NÃO É BAR, PORRA!
– Mas, Hidan, você deu cerveja para ele... — Naruto falou.
– Quer que eu te jogue da janela? — Hidan perguntou. Balancei negativamente a cabeça, enquanto caminhava até o elevador. Apertei o botão fixado na parede algumas vezes. As portas se abriram, e entrei no elevador; apertei o botão para o térreo, e aguardei enquanto a música ambiente continuava.
Meu celular vibrou mais uma vez. O peguei. Provavelmente, alguma mensagem do Hidan... Me amaldiçoando... Ri um pouco, e vi que havia me enganado. Era uma mensagem do Sasuke.
"Itachi. Não apareça em casa hoje, entendeu? A Sakura está quase chegando, e vou 'recompensá-la' por ter cuidado de mim... Não apareça hoje. Entendeu? NÃO venha para casa."
Cerrei os punhos. Coloquei meu celular no bolso; as portas se abriram e sai imediatamente do elevador. Não me importava se aquele era meu andar ou não. Minha mente explodiu com possíveis imagens... Sakura dizendo que o amava... Ela sorrindo timidamente enquanto o observava... Ela pronunciando seu nome.
Atirei meu capacete contra uma parede, tentando descontar um pouco a raiva que estava sentindo. Uma garota saiu de um dos apartamentos.
– Aconteceu alguma coisa? — ela perguntou, me encarando. Peguei meu capacete e passei por ela. Caminhei até as escadas, e comecei a descer os degraus. Encarei minhas mãos trêmulas. A raiva que estava sentindo era imensa. E a dor por saber o que poderia acontecer era sufocante.
Cheguei ao hall do prédio e caminhei até o outro lado da rua. Subi na minha moto e coloquei meu capacete, em seguida, a liguei. Ouvi o som do motor, alto. Acelerei e dirigi pelas ruas, sem me importar com nada. Tudo o que eu queria e devia fazer era apenas me esquecer. Pelo menos, até que respirar fosse possível...
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