Notas iniciais
"Me dê amor como ela
Porque ultimamente eu tenho de acordar sozinho
Pinte lágrimas espalhadas pela minha camiseta
Disse a você que os deixaria ir
E que eu vou lutar pelo meu canto
Talvez hoje à noite eu vá chamar você
Depois de meu sangue virar álcool
Não, eu só quero te abraçar."
Give Me Love - Ed Sheeran

Apenas algumas horas haviam se passado. E as palavras de Pain continuavam girando em meu cérebro de algum jeito. E os nós na minha garganta simplesmente não se desfizeram com o passar das horas. Permaneceram intactos. Sem qualquer tipo de alívio momentâneo ou coisa parecida. Sim, era irremediavelmente sufocante saber que eu jamais poderia chamá-la de minha sem um peso na consciência.

E grande parte da culpa era minha. Por simplesmente concordar em ser o silencioso e compreensivo amigo. Sendo apenas o amigo.

Arrastei meus pés para fora do meu quarto. Deveria ser de madrugada ou de noite. Eu não sabia ao certo. Passei pela sala e fui até a cozinha. E simplesmente estanquei quando estava próximo o suficiente do cômodo.

Eu não deveria ter pedido desculpas por ter interrompido. Deveria ter socado Sasuke até que Sakura ou qualquer outro tentasse me impedir. Devia ter gritado, explodido, feito qualquer coisa. Menos ter sorrido nervoso e forçadamente.

– Sinto muito... Parece que apareci numa hora ruim, não é? — as palavras saíam forçadas. Era nítido. Mas Sasuke continuava a alisar a coxa dela de modo possessivo. Imundo. Impróprio.

Sakura ainda estava corada. As alças de seu vestido azul estavam abaixadas, e a barra de seu vestido erguida. Ela tentou sair da bancada da cozinha e de perto de Sasuke, mas ele não permitiu. E de algum modo, era visível que ela não queria sair dali.

– É irmão... Interrompeu uma coisa importante, sabia disso? — ele cuspia as palavras e aquela verdade na minha cara.

Ela era dele. E eu não passava de um ombro amigo. Novamente aquela palavra. Amigo. Era uma palavra odiável. Repugnante, e pela milésima vez, insuportável. E tudo o que eu fiz foi segurar aquele sorriso em meu rosto.

– Desculpe Sasuke. Mas eu só queria pegar alguma coisa para comer. — eu não conseguia parar de encará-los. Não conseguia desviar meus olhos da vergonha estampada no rosto dela. E não conseguia parar de observar o sorriso de triunfo no rosto dele. — Mas já perdi o apetite.

– Então... O que ainda está fazendo parado ai? — ele perguntou zombeteiro e ainda assim, convicto. Absolutamente certo de que eu era apenas uma parte desnecessária ali. E talvez, aquela fosse a única vez em que Sasuke estivesse certo.

– Eu... Eu... Eu já vou. Desculpe. — balbuciei e andei até meu quarto. Peguei uma jaqueta qualquer, calcei meus tênis velhos e agarrei meu capacete. Atravessei o corredor com pressa.

Uma grande parte em minha mente dizia que eu deveria seguir até a sala sem ousar virar a cabeça na direção na cozinha. Eu não tinha que encará-los. Não podia. E nem mesmo quero. Agarrei as chaves da moto e do apartamento do outro lado da cidade. Girei a maçaneta com nervosismo e abri a porta.

– Itachi... Por favor, não precisa ir embora. — ouvi a voz de Sakura atrás de mim.

Respirei fundo. Ignore. Vamos lá. Apenas ignore. Era simples ordenar aquilo a mim mesmo quantas vezes fossem necessárias. Mas parecia ser impossível apenas obedecer àquelas poucas palavras. Respirei fundo mais uma vez e apertei as chaves enquanto passava pela porta.

– Ei Sakura... Deixe-o. Ele quer ir para outro lugar... — andei um pouco e ainda assim era perceptível a malícia e a superioridade fixas na voz do Sasuke. — Não é?

– Ele é seu irmão, Sasuke. Ele não pode sair assim por minha causa. — novamente, ela se culpava. Dessa vez, por mim.

Aquilo podia ser um fio de esperança ou até mesmo de um motivo para voltar e ficar. Mas eu sabia que no fundo, era apenas uma preocupação típica. Não passava daquilo e jamais passaria. Pois no final do dia, eu ainda seria tudo o que ela precisaria e que jamais aceitaria.

– Itachi... Por favor, espere. — novamente ouvi a voz dela. Envergonhada. Pedinte.

Continuei andando e ouvi o som da porta sendo fechada. Virei rapidamente e ela estava ali, com os braços cruzados e descalça enquanto andava na minha direção. Continuei andando e em poucos minutos ela estava me acompanhando. Parei de andar e a encarei.

– Você não precisa sair Itachi. Você também é o dono daquele apartamento, não precisa sair no meio da madrugada por minha culpa. — ela disse como se estivesse pedindo desculpas.

– A culpa não é sua Sakura. — respondi com o mesmo sorriso forçado. Na verdade é. Por amá-lo. Por beijá-lo. Por aceitá-lo. – Tire essa ideia da cabeça, certo?

– Não, se eu e o Sasuke não... — ela murmurou envergonhada. — Se nós não estivéssemos...

– Eu já entendi. — falei. Eu não precisava ouvir o resto. Não dela.

– Volte para dentro. Por favor, Itachi. Vou me sentir mal se você sair para algum lugar a essas horas. — parecia loucura querer aceitar aquilo como um pedido. Mas era. E eu tinha que negá-lo. — É perigoso sair por aí agora.

– Desculpe Sakura... Mas eu só... não posso. — balbuciei. — Desculpe por ter interrompido você e o Sasuke... Eu não posso fazer isso. É errado.

Não. Não seja o bom. Não banque o cara legal, Itachi. Seja honesto. Mas eu simplesmente não conseguia. Estava acostumado com aquela máscara, a exibir tantos sorrisos que há muito tempo eu não sabia mais se sorrir diante de tudo era apenas uma obrigação ou apenas um doloroso hábito.

– Não se preocupe comigo. — falei antes de continuar andando.

– Sabe que me preocupo com você. — ela disse e simplesmente parei de andar. — É o meu amigo. Sempre vou me preocupar com você, Itachi.

Doía ouvir aquilo. Doía mais ainda exibir um sorriso. Triste. Talvez, o único sincero em anos. Eu tive vontade de gritar. Chacoalhá-la até que sua sanidade aparecesse. Ou apenas desfalecer por completo em algum canto. Mas eu não gritei. Não ousei chacoalhá-la ou tocá-la. Apenas desfaleci lentamente por dentro. De novo e de novo.

– Só consegue se preocupar comigo dessa maneira, não é?

Foi o que bastou para ela franzir as sobrancelhas em sinal de confusão. E também foi o que bastou para me levar à beira de simplesmente cansar daquilo. Eu queria me permitir cansar de ser o amigo, o fiel consolador, o bom ouvinte e o ombro para chorar. Mas só me afastei em silêncio. O mesmo silêncio que há muito tempo havia se tornado meu pior e melhor aliado.

– O que... O que é que você quer dizer? — ela perguntou confusa.

Acho que você entendeu Sakura. Você entendeu perfeitamente o que eu disse. Só não quer perceber. Aquela devia ser minha resposta. Devia. Mas não foi. E não seria.

– Itachi... — ela me chamou. — Do que você estava falando? O que você quis dizer?

– Fico feliz que se preocupe comigo, mas tenho que ir. Não vou interromper você e o Sasuke. — respondi e me afastei. — Sobre isso, não precisa se preocupar.

A cada passo que eu dava eu sentia minhas palavras queimarem em minha boca e em meu cérebro. Eu sentia a dor daquela mentira. Eu sentia a raiva por ter dito aquilo e por ter aceitado de bom grado mais uma ilusão. Novamente eu quebrava por dentro. E meu peito não doía, apenas incomodava. Incomodava por ainda bater por ela.

Apertei o capacete e me dirigi até a saída de emergência. Desci os lances de escada com pressa. Não demorou muito e cheguei ao hall do prédio. Corri até a saída e depois até o estacionamento. Subi em minha moto e pus o capacete com pressa. Liguei a moto em pouco tempo e acelerei para fora daquele lugar.

{ ... }

Parei a moto no estacionamento do primeiro bar que encontrei. Tirei o capacete e o carreguei enquanto andava até a entrada daquele estabelecimento. Minha cabeça explodia, em partes e em conjunto ao mesmo tempo. Muitas acusações surgiam na minha mente. Algumas palavras de consolo se exibiam. Porém nada tirava a sensação de culpa e raiva do meu corpo.

Empurrei a porta de vidro e o cheiro forte de tabaco e álcool invadiu minhas narinas. Risos e música ruim se misturavam no ar de desespero e alegria fácil. E talvez fosse tudo o que eu precisasse naquele momento. Apenas de um momento de alegria comprada.

Andei até o balcão e puxei uma das cadeiras ainda vazias ali e estendi os braços sobre o pedaço longo de vidro. Não demorou muito e uma garota veio me atender.

– O que vai querer hoje, cara solitário e abatido? — ela perguntou em deboche. Arqueei uma sobrancelha e coloquei o capacete sobre o balcão.

– Está tão óbvio assim? — perguntei. Ela apenas assentiu. Bufei. — É por isso que estou aqui... Certo?

– Está aqui pelas ideias estúpidas e por vontades frustradas... Certo? — ela rebateu. Em seguida riu um pouco. — Ok... Desculpe, mas o que vai querer?

– A dose mais forte que tiver. — murmurei em resposta e peguei um pouco de dinheiro.

– A maioria começa com cerveja ou com um pouco de vodca, sabia disso solitário-mor? — ela disse enquanto agarrava as notas no balcão.

– Eu não sou a maioria. Sou? — questionei e ela arqueou uma sobrancelha. Pegou um copo e uma garrafa de uísque, colocou um pouco e afastou a garrafa.

– Vai com calma. Não quero saber de caras solitários vomitando no meu balcão, ok? — ela disse e tomei aquela quantidade de bebida de uma vez. Queimou. Ardeu.

Mas simplesmente não importava. Eu queria beber até que o álcool me fizesse esquecer quem eu sou e de quem gostaria de ser. Senti a leve ardência em meus lábios e a vontade de mais em seguida. Estendi um pouco o copo e ela colocou a mesma quantidade de uísque no copo.

– Ah, não! Fala sério! PUTA QUE PARIU, ITACHI É VOCÊ! — eu deveria estar bêbado, mas ainda não estava. Virei um pouco a cabeça e vi Hidan, acompanhado por duas garotas, Deidara e Sasori.

– Num bar, hã? — ouvi a voz arrastada e debochada de Sasori. — Dentre tantos lugares para imaginar você, um bar estava na última opção.

– Qual seria a primeira opção, masoquista pervertido? — questionei enquanto levava o copo aos lábios e ingeria de uma vez mais uísque.

– Enfornado numa igreja, já que virou padre e nunca mais fez sexo. — o encarei irritado. — É fácil notar amigo...

– Cala a boca Sasori. Não viu que ele só quer beber porque é um filho da puta solteiro e que não bate uma há mais de sete ou oito anos? — encarei Hidan, enquanto ele se aproximava e dava dois tapas em meu ombro. Puxou uma cadeira e sentou. Em seguida, Deidara e Sasori fizeram o mesmo. — Qual é Itachi? Vai dizer que descabelou o palhaço nesse meio tempo, hein garanhão bispo?!

– Cale essa porra de boca, Hidan. — falei sem paciência. — Ei, eu quero mais uísque. — exibi o copo à garota que havia me atendido e ela se aproximou com a garrafa. — Deixe logo aí. Eu pago pela garrafa, se esse for o problema.

– O problema é que não tem apenas você que quer beber aqui, solitário-mor. — ela retrucou e colocou uma quantidade menor de bebida no meu copo. — Aqui é um bar, se ainda não notou.

– É Itachi, seja educado... Todo mundo quer beber... Não é gracinha? — Sasori disse e sorriu.

– Ok, garotinho ruivo, eu já entendi que você é daqueles que gosta de flertar. Só tem um problema. — ela disse e se aproximou perigosamente dele. Imediatamente a atenção de Hidan, Deidara e a minha estavam direcionadas ao Sasori. — Você não faz o meu tipo.

– Nesta noite, eu posso fazer e ser o tipo que você quiser. — ele rebateu sem se abalar.

– Ok... Pode virar uma garota? — ela rebateu. Silêncio. Virei minha bebida de uma vez.

– Não, mas garanto que o sexo a três vai ser inesquecível. — ele disse e sorriu em seguida. Ela riu e deixou a garrafa em cima do balcão.

– Você é mesmo persistente... — ela respondeu e pegou mais alguns copos e colocou sobre o balcão.

– Isso é porque você não me viu nu, gata. — Hidan disse se intrometendo. — O meu amigo aqui — ele colocou a mão sobre o ombro esquerdo de Sasori -, e o meu outro amigo aqui — apontou brevemente para sua calça — podem surpreender você e a sua garota no instante em que estivermos nus. E eu nu sou melhor ainda do que bêbado. Caralho, como eu sou!

– E você loiro? Não vai tentar dar em cima de mim como seus amigos necessitados? — ela perguntou encarando Deidara enquanto colocava um pouco de vodca no copo. — Ou você, solitário-mor é quem vai liderar a orgia?

– Se você diz que está interessada... — Sasori falou.

– E então, solitário e loiro... Qual dos dois tarados vai tentar me convencer dessa ideia doida?

– Eu quero uísque. — respondi e estendi o copo. — E você Deidara?

– É loirinho... Vai querer exatamente o quê? — a garota perguntou interessada e divertida.

– Alguém que me dê algo mais do que uma noite de sexo, hn. É isso o que eu quero. — ele a encarou e ela se aproximou um pouco. — Hn. — ele sussurrou de algum modo.

A garota não disse nada, apenas colocou vodca nos demais copos. Em seguida ela deixou a garrafa em cima do balcão e saiu. Hidan e Sasori estapearam Deidara rapidamente.

– Cara, ela estava na nossa, porra! Agora a gata se foi porque você é veado demais para querer fazer sexo a quatro. Duas garotas para três! PORRA! — Hidan pegou o copo e o virou de uma vez. — Caralho Deidara, seu filho de uma puta velha. Por que você não pode ser homem uma vez na sua vida?

– Esquece isso, Hidan... Bebe um pouco que você já vai esquecer isso. — Sasori disse. — O mesmo vale para você Itachi, seja qual for o seu problema, que eu não quero saber agora, bebe que resolve.

– Ou seja, vamos todos tomar vodca, porque tomar no cu ninguém vai querer. — Hidan falou e ergueu seu copo. — Uma porra de brinde ao sexo perdido e vamos todos nos foder!

Ergui meu copo. Sim. Eu necessitava seguir as palavras daqueles dois imbecis mesmo que isso significasse tirá-la da minha cabeça por algum tempo. Brindamos. Ao nada. Aos risos que vieram em seguida. E ao sabor queimante em nossas gargantas.

– Ei, eu quero mais! Mais uísque agora! — pedi sentindo a ardência diminuir um pouco e um sorriso idiota tomar conta dos meus lábios.

– Parece que alguém está mais feliz... — ouvi a voz feminina da garota que havia nos atendido. Ela depositou mais uísque em meu copo e mais vodca nos copos dos outros. Viramos de uma vez a bebida.

Surgiram as conversas sem sentido. A ardência que aos poucos, ia embora da garganta e dava aquela sensação de felicidade instantânea. Minha cabeça girava e meu estômago ansiava por mais bebida. Surgiram os risos de piadas ruins. As vontades secretas que eram contadas à todos como se alguém se importasse.

Mas, secretamente, ninguém se importava. E nem deveria.

– Mais! — gritei feliz. Era uma alegria. Só minha de alguma coisa. Mas que contagiava a todos. — Eu quero mais, caramba!

Vieram as músicas e a vontade de dançá-las. Em cima do balcão. Em cima das mesas. Apenas a vontade de gritar e dançar. Sentir o álcool se agitando em minhas veias. E pela primeira vez, fiz o que minhas vontades ordenavam. E honestamente, a sensação de liberdade e invencibilidade me contaminou. Mas era bom. Era um veneno que eu queria mais e mais.

– É ISSO AÍ, PORRA! VAMOS TODOS DAR A ENCARALHADA DA BUNDA! — Hidan berrou animado enquanto dançava.

Todos dançavam. De um jeito estranho, torto e encantador. Até que aqueles olhos me prenderam. Hipnotizavam. Chamavam-me de um modo sensual. Caminhei até aquele par de olhos verdes. Tão verdes e vívidos quanto os dela. Sorri e ela sorriu de volta.

– Sakura... — murmurei e ela riu. Calou-me com seus lábios. Doce e amargo. Aquele era o gosto de seus lábios. Havia o gosto forte de alguma bebida, mas não importava. No fundo, alguma parte minha queria que eu risse daquela situação, pois eu sabia que aqueles olhos não eram os dela. — Sakura... Sakura...

– Esta noite posso ser quem você quiser. — ela me segredou. Não sabia quando ou como, mas minhas mãos agarraram as dela. Eu a segurei como se ela estivesse prestes a escorregar dos meus dedos.

– Eu quero você, Sakura... — confessei. E sorri mais em seguida. — Quero que mande meu irmão... ir à merda, quero que mande ele se foder. Eu te amo, Sakura. — segurei seu rosto. Seus fios claros se espalhavam em meus dedos. E os seus olhos simplesmente brilhavam. O rosto fino dela era real. Era macio. E estava próximo demais do meu. — Eu amo você, Sakura... Amo você...

– Vamos fazer um brinde! — ouvi a voz animada de Sasori ao fundo. Mas simplesmente não importava. — Um brinde aos meus amigos bundões e cachaceiros que estão aqui! E uma porra de brinde as porcarias de mentiras e decepções que nos fazem quem somos!

– Pena que eu não sou essa Sakura... Mas posso te compensar pela declaração... — ouvi a voz melodiosa e quase meiga dela. Percorreu meus ouvidos, tímpanos e minha mente.

Estranhamente eu aceitei. Eu sabia que estava bêbado. Eu sabia que nada daquilo passaria de uma noite fantasiosa aonde a garota que eu beijava se chamava Sakura. E eu tinha total consciência de que a verdadeira estava nos braços de outra, e uma ilusão estaria nos meus braços. Mas só não importava.

E eu brindaria de bom grado àquela pequena mentira que me atormentaria depois. Mas apenas sorri. Com a alegria fácil que havia conseguido e com a queimação em meu âmago que implorava por mais daquela droga chamada felicidade. E eu rastejaria por um pouco mais daquilo de novo e de novo.

Meus lábios foram tomados pelos dela. Retribui enquanto sentia suas mãos em meu peito. Ela sorriu contra minha boca e segurou minha mão. Apertei sua mão. Vi o rosto dela. Vi os olhos verdes dela e os traços extremamente delicados de seu nariz e lábios. Ela não era a minha Sakura. Era a apenas a minha imaginação pregando uma peça. Uma perigosa e insana peça.

– Vai me dar o que eu preciso Sakura? Você pode dar o que eu quero? — perguntei temendo sua resposta. Segurei seu rosto e respirei seu perfume. — Vai dar o amor que eu preciso?

– Nesta noite, vou dar isso e muito mais... — foi sua resposta antes dela sorrir em seguida. Ela puxou minha mão e me guiou.

Tropegamente a segui. Não me importava se ao acordar tudo não passaria de um engano ou de uma noite com uma desconhecida. Minha visão me fazia crer que ela era quem eu queria que fosse. E sorri com aquilo. Apenas me deixei levar por aquela garota. Pela minha falsa Sakura. Mas unicamente minha.

Notas finais
YOOOOOOOOOOOOOOOOO!
#Mil anos depois...
Enfim... Mais um capítulo desta fanfic que fiquei há mais de um ano sem atualizar, mas espero que tenham gostado do capítulo e que a demora seja perdoada um pouco.
Acabei me concentrando mais na minha fanfic Not Like The Movies, e a inspiração para este capítulo surgiu-me recentemente.
Hã... Bem...
Espero também que tenham gostado da capa e do capítulo.
Tentarei atualizar essa fanfic com mais frequência. Agradeço pelos comentários, e desculpem-me pela imensa demora em postar e em responder os reviews. Vou por tudo em ordem logo.
Mas... É isso. Sugestões, críticas, perguntas, ideias... Mandem por favor. ^^
Bem... É mais isso.
Até o próximo!
o/