By The Way
4 Capítulo 4 - Stereo Hearts
Notas iniciais
Tudo bem?
Demorei um pouco, mas eu estou aqui! Haha
Caraca, essas semanas estão tensas, nossa, arrecem começou mas é tanto trabalho ao mesmo tempo que hoje eu quase desmaiei em uma apresentação! lol
Mas enfim, como foi o final de semana de vocês? Quero avisar que vou demorar um pouco pra colocar as fanfics todas em ordem, então queria pedir paciência e compreensão, okay? Estou fazendo o que posso! :3
Enfim, queria dedicar esse capítulo para a Docinho Jonas que me mandou uma recomendação ENORME E LINDA! Muuuuuuuito obrigado amor, nossa, nem sei o que dizer! Eu amei mesmo! ♥♥♥
Aliás, eu posso demorar mas eu leio e respondo(e amo muito) todos os reviews de vocês, okay? Ah, queria perguntar uma coisa até: vocês lêem minhas respostas? LOL
Então, espero que gostem, mesmo! Eu pelo menos gostei do final do cap. ...haha :3
Boa leitura!
Beijooos :*:*
“I only pray you never leave me behind, because good music can be so hard to find, I take your hand and pull it closer to mine, thought love was dead, but now you're changing my mind, my heart's a stereo”
Jessie PDV
Agachei-me no chão, sentindo minha cabeça girar e junto vir à ânsia de vômito, coloquei as mãos no rosto, fazendo movimentos circulares tentando inutilmente parar com a dor de cabeça insuportável que estava depois da bebedeira de horas atrás, me joguei no chão apoiando minhas costas na porta e respirei fundo jogando meus sapatos longe, esfreguei as mãos nos braços tomando coragem e as desci até meu pulso, tirando a pulseira dali cuidadosamente, senti minha pele arder e fechei os olhos respirando fundo.
O machucado não estava tão ruim quanto poderia estar, apenas inchado, mas eu já estava acostumada com aquilo, então apenas me arrastei até o banheiro e tomei um banho demorado tentando esquecer tudo o que Justin havia me dito antes.
Eu nunca me abalava com nada, eu realmente achava todas essas coisas de alguma forma divertidas, porém aquilo que ele havia me dito machucou de alguma forma.
Ele me atingiu bem na cicatriz incurável, onde realmente doía, e nós dois sabíamos bem disso.
- Imbecil! – Gritei dando um soco no vidro do Box, sentindo minha raiva inteira vindo à tona, ele havia me humilhado, jogado a verdade na minha cara sem piedade alguma.
Ele havia acabado comigo, porém ao contrario do que o idiota pensava, eu não ia deixar barato assim não, ele iria se arrepender até o último foi de cabelo de ter nascido.
- Cacete! – Gritei ao ver que só tinha mais 15 minutos, corri procurando uma roupa rápido, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto e me arrumei, pegando minhas coisas e correndo pro carro. O dia mal havia começado e eu desejava do fundo da minha alma que ele acabasse logo.
[...]
Enquanto caminhava pelo pátio às pessoas me encaravam de cima a baixo com olhares de fúteis, bufei mostrando o dedo para cada um, hoje eu estava revoltada e fazia questão de mostrar.
- Jessie, você está bem? – Chaz perguntou parando ao meu lado assim que cheguei ao meu armário, apenas suspirei balançando a cabeça negativamente, ele sorriu triste e me abraçou forte, incrível como Chaz sabia o que eu realmente sentia, incrível como com ele eu era uma pessoa totalmente diferente, como com ele eu era...eu...eu mesma, de certa forma.
- Quer falar sobre? – Perguntou caminhando ao meu lado até um dos bancos do corredor, apenas neguei encarando meus pés séria, era tão difícil pra mim agir normalmente, como se eu não odiasse o mundo, ou melhor, me odiasse.
- Eu te amo Chaz. – Eu disse se supetão, o encarando com um sorriso fraco, Chaz sorriu colocando sua mão direita na minha bochecha, o acariciando, fechei os olhos sentindo sua respiração bater no meu rosto.
- Eu também te amo sua maluquinha. – Ele disse esfregando seu nariz no meu, rimos juntos nos encarando outra vez, eu estava tão acabada, tão frágil que mal podia conter meus pensamentos ou atos.
E os grandes olhos de Chaz me encarando com ternura não melhoravam nada, suspirei colocando minhas mãos no seu rosto o puxando para mais perto e selando nossos lábios de uma vez.
Ele pareceu hesitar, tentando me afastar dele, porém eu praticamente me grudei à Chaz, entrelaçando minhas mãos em seus cabelos enquanto seus braços quentes envolviam minha cintura, mordi seus lábios pedindo passagem com a língua, e ainda que ao seu lado eu me sentisse confortável não havia sentido nada, completamente nada, com aquele beijo.
E antes que pudéssemos o aprofundar a voz irritante do Bieber nos interrompeu.
- Que droga é essa? Vocês dois? Sério mesmo? – Perguntou nos encarando com uma sobrancelha erguida e os braços cruzados, Chaz soltou um riso sem humor e revirou os olhos se afastando de mim, senti meu corpo se encher de ódio ao ver o imbecil na minha frente.
- Bom, acho que temos que ir. – Chaz disse se virando pra mim assim que o sinal tocou, ignorando totalmente o Bieber. Sorri o abraçando e senti meu corpo se arrepiar com a rajada de vento frio. – Aqui ó, pega meu casaco, até mais baixinha. – Chaz disse colocando o casaco dele do time em mim, sorri o abraçando mais uma vez, ele por sua vez me deu um beijo na testa e fez um toque estranho com Justin, logo desaparecendo pelo corredor, suspirei pegando minhas coisas e indo em direção da minha primeira aula.
- Ei, ei! Volta aqui cacete! – Ouvi o idiota gritar segurando meu pulso, fechei os olhos gemendo de dor e me virando pra ele.
- Caralho! – Xinguei puxando o meu braço de volta, ele encarou minha pulseira e logo subiu os olhos pro meu rosto, balançando sua cabeça e me encarando sério.
- Eu queria...urgh droga, eu queria dizer que...
- Hudson e Bieber! Para a sala de aula, AGORA! – A coordenadora praticamente gritou nos olhando feio, suspirei ignorando o que Justin ia dizer e me afastando dali, sentindo meu estômago roncar, eu estava morta de fome, eu não comia desde ontem ao meio-dia.
E as aulas pareciam passar mais devagar que o normal, minha cabeça parecia explodir a cada dois segundos e minha irritação estava ao máximo, qualquer vírgula errada e eu já metia porrada.
Eu estava humilhada, machucada, cansada e com fome. Nada bom.
Batuquei meus dedos na mesa ignorando completamente a explicação do professor à frente da lousa, eu apenas encarava o relógio, torcendo para andar mais rápido e finamente a hora do almoço chegar.
- Vamos logo porcaria. – Murmurei irritada, jogando meu estojo dentro da bolsa e bufando alto, meu estômago parecia se contorcer como quando eu tinha aquelas cólicas horrorosas, eu estava tento vertigens e podia apostar que a qualquer momento ia desabar no chão.
Assim que cheguei no refeitório eu simplesmente enchi ao máximo meu prato de comida, sem contar que peguei três cupcakes de sobremesa, sem nem ao menos esperar meus amigos me sentei na mesa e comecei a comer feito uma condenada, sem me importar com o que os outros iriam importar, eu estava descontando toda minha raiva ali, e aquilo parecia me preencher, me fazer feliz por dois minutos.
- Ei, vai com calma aí garota. – Cait disse rindo um tanto assustada enquanto se sentava com Chaz a minha frente, apenas revirei os olhos e continuei a comer, já estava praticamente acabando quando finalmente todos estavam sentados na mesa, eu sentia meu estômago girar, doendo muito. Enquanto minha cabeça parecia estar sendo esmagada, fechei os olhos me sentindo uma idiota, e respirar já estava difícil.
Então me lembrei que a maldita festa do meu pai era esse final de semana, e se eu não estivesse magra o bastante para entrar no vestido que a minha mãe havia comprado as coisas iriam ferrar pra mim.
- Vou beber água. – Disse para Cait e me levantei sem ao menos esperar a resposta. Corri para o banheiro e entrei na primeira cabine, me agachando e despejando tudo o que havia acabado de comer na privada.
Senti minha garganta arder de dor enquanto aquele gosto horrível que até hoje eu não havia me acostumado, tomar conta da minha boca, respirei com dificuldade dando a descarga e encostando minha testa na tábua gelada, sentindo as batidas do meu coração ficarem mais calmas.
- Cacete. – Xinguei enquanto me levantava, prendendo meu cabelo em um coque mal feito e passando as mãos pelo meu rosto, que estava extremamente quente.
- Olha que lindo, a vadia tem bulimia, por que será que eu não me surpreendo? – Ashley disse com um sorriso malvado no rosto, me encarando sínica assim que saí do banheiro, rosnei a ignorando e indo até a pia, lavando meu rosto e pegando um chiclete de menta dentro da bolsa.
- Não me ignore sua tosca, olha só agora sei seu segredinho e...
- Cala a boca vadia! – Praticamente berrei a empurrando contra a parede e colocando minha mão no seu pescoço, a encurralando ali.
- Haha, acha que eu tenho medo de você? Você é uma vadia, uma fraca! – Gritou rindo na minha cara, senti o ódio me invadir e apertei minha forte em volta do seu pescoço.
- Cala a porra da boca! – Disse mais uma vez, entre dentes, mas ela apenas riu me dando um chute na barriga, fazendo com que eu caísse no chão e ela se soltasse de mim, caminhando até a porta do banheiro.
- Não vou perder meu tempo com você Hudson. Pensa que você é a manda chuva daqui? Está muito enganada, você não passa de uma vadia, uma inútil, uma vaca que ninguém gosta, e o Justin nunca vai gostar de você, então trate de se afastar dele, por que ele é MEU! Sua vadia. – Disse empinando o nariz e saindo do banheiro apressada antes que eu pudesse falar alguma coisa.
Senti algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto e logo fiz questão de limpá-las, meu dia estava uma merda completa e eu sabia que só pioraria, mais e mais.
Peguei minhas coisas e saí correndo para o estacionamento do colégio, e nem ao menos me importei de ter mais duas aulas ainda, eu precisava sumir, o mais rápido possível. Cheguei em casa e fui entrando apressada, corri pelas escadas e abri a porta do meu quarto rudemente, a trancando e encarando tudo.
Minha casa era uma mansão linda, meu quarto era enorme, eu era cheia de coisas que queria, tudo o que o dinheiro podia comprar, roupas, sapatos, jóias e tudo mais.
E ainda assim eu era uma depravada, e ainda assim Justin tinha razão, ninguém gostava de mim.
Nem eu mesma gostava de mim. Eu me odiava com cada fibra do meu corpo.
- EU TE ODEIO BIEBER! – Gritei pegando a luminária em cima da minha cômoda e jogando com toda força que podia na parede. – EU TE ODEIO! – Berrei saindo fora de mim e pegando o tinha pela frente e jogando pelo quarto, me sentindo mais idiota ainda por isso.
- Eu..eu te odeio. – Disse agora sem forças, fechando minhas mãos em punho, arfando pela raiva que parecia crescer incontrolavelmente dentro de mim, tirei o casaco de Chaz que ainda estava comigo e joguei em cima da cama, caminhei em direção do banheiro e larguei minha blusa pelo caminho, caminhei apressada sentindo meu coração bater mais forte a cada passo que dava, eu estava farta.
De tudo.
Cheguei ao banheiro e me apoiei na bancada me encarando no espelho, eu estava pior que nunca, humilhada, cheia de olheiras e gorda.
Eu era um lixo de pessoa, e nem ao menos o cara mais escroto da escola me superava. Virei-me de lado e coloquei as mãos na barriga, puxando a pele exposta dali. Senti minhas lagrimas descerem enquanto eu lembrava as palavras da mamãe para mim, me dizendo o quanto eu não era boa o bastante para nossa família, o quanto eu devia ficar magra até a maldita festa, o quanto eu devia ser completamente perfeita para ser apresentada como filha dela e do papai.
Todas aquelas cobranças, todos aqueles olhares de repulsa completamente reprovadores, todas aquelas broncas e mais broncas, me induzindo a ser exatamente aquilo o que eles queriam de mim. Tudo aquilo que eu desejava não ser.
Passei as mãos pela minha pele, meus ossos já estavam começando a ficar visíveis, porém eu me via tão gorda, aquilo que eu via no espelho não era eu mesma, era uma imagem projetada, alguém que eu tinha raiva e nojo de ser, alguém que eu já fui um dia, e que era humilhada por isso.
Peguei a lâmina nas portinhas em baixo do armário e coloquei em cima da bancada, a encarei por um segundo e fechei meus olhos fortemente, lembrando o que Justin havia me dito ainda hoje, horas atrás.
“Ninguém gosta de você! Nem mesmo seus amigos, você é uma idiota, uma tosca vadia, que vomita para ser bonita o bastante, que fica dando pra esses playboys filhinhos de papai, você é uma vadia Jéssica, nada mais que isso, você se acha perfeita, mas na verdade você é uma escrota, tudo isso em você é falso!”
- E você é um idiota, todos vocês são! – Disse entredentes passando a lâmina por minha barriga, fazendo um corte grande desde em cima do umbigo até o cós da minha calça, arfei sentindo o sangue vermelho escorrer por minha calça, fechei os olhos sentindo a dor ardente atingir meu corpo, me fazendo curvar para frente e morder os lábios fortemente.
- Idiota...só você é um idiota...que eu odeio. – Sussurrei enquanto deslizava a lâmina nas laterais da minha barriga, fazendo pequenos cortes superficiais, um em cima do outro.
- Só você Justin! – Berrei caindo de joelhos no chão, fechando meus olhos fortemente enquanto minha roupa se encharcava de sangue, eu sentia meu coração estilhaçado em mil pedacinhos, e não importava o quanto eu me machucasse por fora, ele continuava doendo, ele continuava sangrando por dentro.
Me arrastei até a beirada da banheira e liguei a torneira com as mãos tremendo, cheias de sangue. Me encostei em sua beirada enquanto esperava a mesma encher, fechei os olhos gemendo de dor, dos cortes que agora ardiam.
- Você é uma idiota Jessie! Uma idiota, burra, feia, gorda, escrota! Ninguém gosta de você! VOCÊ É UM LIXO! UM LIXO! – Gritei comigo mesma jogando a lâmina em minhas mãos com toda a força contra o vidro do Box, fazendo um barulho irritante.
Coloquei as mãos na cabeça puxando meus cabelos com força, sentindo meu coração se apertar cada vez mais enquanto a minha visão ficava embasada pelas lágrimas.
Suspirei tomando um impulso e me jogando dentro da banheira, fazendo a água instantaneamente ficar vermelha e meus cortes endurecerem, se tornando uma dor insuportável, rosnei como se minha pele estivesse sendo queimada e afundei a cabeça na água, como se aquilo pudesse fazer tudo certo, tudo normal, outra vez.
[...]
Hey...ja- ja- jaded
In all it's misery
It will always be what I love...and hated
And maybe take a ride to the other side
We're thinking of
We'll slip into the velvet glove
And be jaded
A cena que eu me encontrava chegava a ser patética, cabelos molhados e embaraçados, um moletom relativamente grande, calcinha de cereja e claro minhas meias pretas até o joelho. Encolhida no canto do quarto e cheia de curativos pela barriga.
Que lindo Jessie, a que ponto chegamos!
Funguei logo tentando limpar minhas lágrimas, porém era impossível parar de chorar, era como se eu estivesse vazando, transbordando emoções por muito tempo contidas, e que agora saiam por conta própria. Encostei a cabeça na parede pensando comigo mesma o que havia me tornado.
- Ah, então você está aí diabinha, além de me deixar falando sozinho ainda falta o primeiro dia de detenção, esqueceu? Tive que arrumar a porra da biblioteca sozinho! – Justin disse no seu tom rude de sempre, me encarando com o sorriso malvado típico seu, enquanto entrava mais uma vez pela porta da sacada, apenas dei de ombros desviando o olhar para a parede outra vez, eu não tinha nem ao menos forças para brigar com ele.
- Qual, não vai revidar não? Oh coitadinha, ela ta triste! – Disse irônico enquanto se aproximava mais de mim, deixei mais lágrimas escorrerem enquanto escutava sua risada fria.
- Por favor Jus, se manda... – Disse em um fio de voz, rouca por causa dos gritos, levando a manga do meu moletom até o rosto e limpando o mesmo.
- Você...você me chamou de Jus, Jéssica. – Ele disse se agachando na minha frente, enquanto me encarava confuso e espantado. Apenas dei um meio sorriso falso enquanto perdia meu olhar pelo quarto, pois sabia que se o encarasse iria vacilar de vez, por que se o encarasse eu perderia, eu seria fraca, estaria entregando os pontos de vez, nesse jogo estúpido que nós dois jogamos.
My, my baby blue
Yeah I been thinkin' 'bout you
My, my baby blue
Yeah I'm so jaded
And baby I'm afraid of you
- O que aconteceu? – Perguntou colocando a mão no meu queixo, me fazendo virar o rosto e encará-lo pela primeira vez, mordi meu lábio inferior enquanto envolvia mais ainda minha cintura com meus braços, abraçando a mim mesma, tentando esconder meu segredo obscuro, do qual apenas o garoto ali a minha frente tinha conhecimento.
Seus olhos foram direto para a minha barriga, ele ergueu uma mão fazendo com que eu apertasse mais ainda meus braços, como se me defendesse, Justin fechou os olhos, como se dissesse silenciosamente um “eu não acredito” para si mesmo, apenas desviei meus olhos tirando meus braços de volta da cintura, constatando que era inútil esconder o óbvio, inútil lutar contra o nítido, a realidade que apenas nós dois tinhamos conhecimento.
Justin ergueu meu moletom até o meio da barriga e encarou os curativos brancos, quase transparentes, onde se podia ver os cortes com um pouco de sangue em volta, ele engoliu em seco e colocou delicadamente a ponta de seus dedos gelados na minha pele, me arrepiando, e logo deslizou seus dedos pelos curativos, fechando seus olhos com força, como se aquilo fosse algum tipo de tortura para ele, cuidadosamente tirei sua mão dali e abaixei meu moletom outra vez, erguendo meu rosto e o encarando.
Ele me encarou com ternura, fazendo um gesto com a cabeça como se esperasse que eu dissesse algo, porém apenas balancei a cabeça sentindo meu corpo amolecer, e então me joguei em seus baços em um abraço forte, agarrando a gola da sua camiseta e enterrando meu rosto no seu pescoço, como se aquilo pudesse me confortar de alguma forma. E nem ao menos me importei de ser Justin Bieber me abraçando, o garoto que eu odiei minha vida inteira, o garoto que havia me humilhado horas atrás, eu só queria alguém que me abraçasse, alguém que estivesse ao meu lado por um segundo, que segurasse minha mão dizendo que tudo ia ficar bem, mesmo que o mundo estivesse desabando. Eu queria alguém que me dissesse o quão bonita sou para ele, alguém que me mostrasse as menores coisas, porém aquelas que podiam preencher todo o espaço vazio.
- Sshh, v-vai ficar tudo bem, ta legal? Eu...eu estou aqui. Eu sempre vou estar aqui. – Ele disse apertando seus braços em volta de mim com cuidado, com medo de me machucar, porém devolvendo o abraço caloroso, sorri fraquinho me apertando mais a ele.
You're thinkin so complicated
I've had it all up to here
But it's so overrated
Love and hate it
Wouldn't trade it
Love me Jaded...yeah...yeah
- Ei, minha mãe fez cupcakes, e eu sei que você ama os cupcakes dela, então espera aí... – Justin disse me dando um beijo na testa e logo saiu correndo em direção da sua sacada, sumindo de vista, soltei uma risadinha me levantando rápido e me sentando na cama.
O cheiro do seu perfume estava impregnado na minha roupa e ele simplesmente me fazia delirar, nem pensar direito eu conseguia, então apenas tentei limpar minhas lágrimas decentemente e ele logo voltou com uma bandeja de cupcakes, se sentando a minha frente na cama.
Ele me estendeu um com cobertura rosa e pegou o de cobertura roxa, sua cor favorita, e então nos encaramos por um minuto em silêncio.
Logo caímos na gargalhada, tratamos de comer os cupcakes e falar besteiras sem sentido algum, eu mal nos reconhecia.
Eu não realmente entendia o que se passava naquele momento, por que na real, era incompreensível, mas de repente ele se tornara o meu porto seguro, ainda que só naquele momento, nem ao menos ressentimentos duraram mais, o garoto a minha frente não fez questionamentos, e muito menos me julgou.
Ele apenas me abraçou forte, dizendo que tudo estava bem. E por um minuto não éramos aqueles velhos Justin e Jessie, éramos pessoas totalmente diferentes, que apenas nós dois conhecíamos, e que viveriam apenas pela aquela tarde.
- Bieber? – Perguntei o encarando de lado, já que estávamos deitados um ao lado do outro na cama, encarando o teto e rindo até mesmo do vento, em um espécie de overdose de doce, mas no bom sentido.
- O que foi? – Ele perguntou me lançando um sorriso fofo, suspirei colocando a mão no seu rosto.
- Eu sei que amanhã vamos tratar de matar esse momento e agir como se nada tivesse acontecido e tal, afinal esse momento “fofura” é escroto demais pra nós dois. Então eu preciso te falar isso agora, valeu mesmo por isso, você é legal até. – Disse nervosa e confusa, gesticulando com as mãos e fazendo careta, ele riu ao meu lado, revirando os olhos.
- Tudo bem, mas agora trate de dormir. – Ele disse sério enquanto eu esfregava meus olhos, apenas assenti deitando minha cabeça no seu ombro enquanto ele cantava sozinho, e entretido, uma música qualquer.
Suspirei adormecendo ali, nos braços do meu inimigo inútil, agora nem tão inútil assim.
Notas finais
Hum?? Haha
Posso adiantar que no próximo cap. TALVEZ tenha PDV do Justin! Ah, também vai ter a famosa festa, mais brigas, mais Logan e...já contei demais! Hahhahahaa
Beijooos :*:*
AMO VOCÊS! s2s2s2
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