By The Way

10 Capítulo 10 - Open Your Eyes


Notas iniciais
Heeey minhas lindas!
Tudo bem?
Como foi o final de semana de vocês e como está indo o feriado( eu tenho que estudar, ggrr D:)?
Fui em uma roda de rock Sábado, onde meus amigos lindos, sexy e tudo de bom haha tocaram, o show foi super foda e por isso os próximos caps. de BTW vão ser bem rock n roll! Haha ah, o nome da banda é Carboicidio antes que perguntem LOL
Então, cara, eu nem acredito que By The Way está com 10 capítulos, 10 recomendações e 291 reviews! CARALHO! NOSSA, MUUUUUUUUUUITO OBRIGADA LINDAS, MESMO, EU NÃO SEI O QUE SERIA DE MIM SEM VOCÊS, MUITO OBRIGADO POR TODO O AMOR E APOIO, VOCÊS SÃO MUITO IMPORTANTES MESMO, CADA UMA DE VOCÊS!
OBRIGADA DE CORAÇÃO ♥♥♥
Aliás, queria dedicar o cap. para Holly26 e LizyCyrusBieber que me mandaram recomendações INCRÍVEIS, que eu A-M-E-I DEMAIS! Mesmo meninas, obrigado do fundo do coração! :")
Então, espero que gostem do cap., está cheeeio de emoções! Haha fiz com todo o amor e carinho!
Quero reviews em, só assim posto o próximo cap.! Aliás, tenho mais de 100 leitoras lá nos contadores do nyah, então por que não tenho mais de 100 reviews em cada capítulo, hum? Vamos aparecendo aí gente! Nem que seja um "posta mais", sério, só com reviews posto o próximo cap.!
Enfim, boa leitura, espero que gostem!
Beijooos :*:*
AMO VOCÊS ♥♥♥♥
Ps: escutem essa música que coloquei no final do cap., descobri ela olhando o filme "Blue Valentine", com o Ryan Gosling lindo e tudo de bom que canta ela, o filme é muito lindo e triste, morri chorando! Hahahahah :3

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Get up, get out, get away from these liars 'cause they don't get your soul or your fire, take my hand, knot your fingers through mine and we'll walk from this dark room for the last time, every minute from this minute now we can do what we like anywhere, I want so much to open your eyes ´cause I need you to look into mine. Tell me that you'll open your eyes”

Jessie PDV

- Vou embora hoje bem cedo, não vou me despedir então espero que saiba que adorei te conhecer, e que você é completamente linda Jéssica. – Logan dizia, passando seus dedos delicadamente pelas minhas costas desnudas, sorri me ajeitando mais em sua cama no quarto de hospedes, enquanto apenas cobertos pelos lençóis brancos sentíamos o vento da noite entrar pela porta da sacada. Respirei fundo seu perfume, sentindo um sorriso britar em meus lábios.

- E você é incrível Logan, a sua garota vai ser extremamente sortuda. – Disse levantando meu rosto de seu peito e dando um leve beijo em seus lábios, Logan sorriu abertamente prensando ainda mais meu corpo sobre o seu em um abraço aconchegante.

- Você poderia ser essa garota Jessie, sabe disso, eu posso te fazer esquecer ele. – A voz de Logan era baixa e aconchegante, mas eu sabia que não poderia me render. Suspirei me erguendo e sentando na cama, pegando minhas roupas no chão e começando a vestir as mesmas.

- Já conversamos sobre isso Logan, eu realmente gosto muito de você, mas nunca daria certo e também... Espera, esquecer dele? Do que você está falando? – Perguntei confusa, me levantando e ficando de frente para ele no canto da cama, Logan suspirou se sentando na cama, seu olhar queimava sobre minha pele, parecíamos tão frágeis naquele momento.

- Justin Bieber, isso é óbvio. Vocês têm algo, e sabem disso. Gostam um do outro, você acha que não precisa dele e que ele é irrelevante na sua vida, mas no fundo sabe que não é verdade, usam e abusam um do outro, mas no fim do dia estão juntos, ainda que brigando. Notou isso Jessie? Já parou pra se perguntar o que vocês são? O que sentem um pelo outro? – Sua voz era baixa e cheia de deboche, suspirei me levantando rapidamente da cama, caminhando apressadamente para fora do quarto e batendo a porta com força, corri silenciosamente até meu quarto e assim que entrei dei de cara com Bieber sentado na cadeira da escrivaninha, ele estava vestido todo de preto, seu topete estava levantado e ele tinha um olhar malvado, em suas mãos um bilhete branco brincava de um lado para o outro.

- São três e cinco da manhã, e eu estou a três horas te esperando aqui diabinha, a noite foi boa pra você não? – Disse virando seu rosto para me encarar, fechei a porta atrás de mim, ainda parada no mesmo lugar e encarando Justin com um olhar sugestivo.

- O que faz aqui Bieber?

- Não é óbvio? Vim te ver, mas parece que você tem coisas melhores pra fazer, não é mesmo? Primeiro tentou dar para o Chaz e agora veio para o Logan, rápida e esperta você não? – Disse cheio de sarcasmo, se levantando da cadeira e caminhando em minha direção. O encarei perplexa e ofendida, sentindo-me a mercê de seus poderes.

- O... O que? Como sabe disso?

- Sou melhor amigo do Chaz sua imbecil e outra, vocês não podem ficar juntos, incesto, além de crime, é pecado. Ainda que seja você diabinha.

- Hã? – Perguntei totalmente confusa, não entendendo o que ele realmente queria dizer com aquilo, Justin adorava as evasivas.

- Descobri um segredinho muito maldoso Jéssica, e espero que você o aprecie tanto quanto eu. — Justin apenas gargalhou alto, revirando os olhos logo em seguida e tacando a folha que tinha em mãos no meu rosto, logo virando de costas e correndo para a sua sacada.

Não tive nem ao menos tempo de raciocinar, uma vez que ele havia desaparecido na escuridão, respirei fundo encarando o papel jogado ao chão, pegando o mesmo e começando a lê-lo.

“ Querida Jessie,

Olho para você nesse instante enquanto você dorme traquilamente em seu berço, é tão pequenina e frágil que sinto um nó na garganta ao saber que terei que te abandonar com apenas três meses de vida.

Eu sinto muito, muito mesmo. Queria ter a oportunidade de te ver crescer feliz e saudável, te dar tudo aquilo que seu pai pode te dar, mas infelizmente não posso.

Tenho 16 anos e nenhuma expectativa de vida, não trabalho, parei de estudar e meus pais me odeiam neste exato momento, mas sabe, por mais que as coisas estejam tão difíceis eu não me arrependo de nada, pois saiba que eu te amo, e que você é o maior presente da minha vida. A melhor coisa que já me aconteceu.

Não queria partir, porém não tenho escolhas, estou indo embora para Roma esta madrugada morar com seus tios, me perdoe por te abandonar meu amor, mas sei que seu pai vai cuidar bem de você.

Nunca se esqueça que eu te amo, e que ainda que passem mil anos, nunca vou deixar de ser a sua mãe.

Eu te amo minha filha, muito.

Susan Somers – Califórnia, 1994”

Susan Somers? Mãe verdadeira?

- JUSTIN! – Berrei o seu nome correndo até a varanda, mas ele nem se quer me ouviu, senti minhas lágrimas rolarem pelo rosto enquanto minha mente trabalhava a mil tentando raciocinar a verdade, e logo em seguida a rejeitando. Minha mãe não era a minha mãe de verdade, mas sim Susan, a mãe do meu melhor amigo Chaz?

Chaz Somers era... Meu irmão?

Justin PDV

“ – Você não deveria se intrometer Justin, não estou estranho com Jessie, sério, não há nada de errado!” – Chaz repetia, soando frio enquanto suas mãos tremiam e ele olhava para os lados tentando deviar seu olhar do meu, mas eu conhecia meu melhor amigo desde que usávamos fraldas, e sabia perfeitamente que ele estava mentindo pra mim, havia algo muito errado entre ele e Jessie, eu somente não sabia o que. Esses últimos dias ele andava frio com ela, sempre que ela tentava se aproximar ele a afastava rudemente, Chaz estava mais distante e até mesmo suas notas tinham caído. Ele estava diferente, muito diferente.

Não podia ser o negócio de eles terem se beijado e Jessie querer algo a mais com ele, não mesmo, éramos bem grandinhos já para lidarmos com essas situações, tinha algo a mais, algo que ele não me contaria.

Foi então na noite anterior que fiz a coisa mais idiota da minha vida, invadir a casa do meu melhor amigo.

***

- Chaz vem cá! – Ouvi tia Susan gritar de dentro da casa, me escondi no quintal de trás da casa, subindo pela escada lateral à sacada do quarto do Chaz, prendendo meu pé no último degrau, batendo minha testa na lateral de madeira da sacada.

- Caralho! – Xinguei baixinho e pausadamente, reprimindo a vontade de dar um berro e dizer todos os palavrões que eu conheço.

- Estou indo mãe! – Chaz gritou, bufando logo em seguida e batendo a porta do quarto, aproveitei que ele não estava e pulei para dentro da sacada, entrando silenciosamente no seu quarto. Comecei a revirar todas as gavetas e lugares possíveis, sem saber realmente o que procurava e me achando um completo retardado por isso.

- Chaz você não pode ficar assim comigo! – Ouvi a voz da tia Susan alterada, provavelmente eles estavam na sala, suspirei dando de ombros e continuando a revirar as coisas do Chaz, até mesmo me agachando para ver de baixo da cama.

- Obviamente posso, mãe você me escondeu um segredo desses por anos! Como espera que eu leve tudo isso numa boa? Não é fácil, ela é a minha melhor amiga! – Congelei estendido ao chão, mas que merda eles estavam falando?

Um silêncio predominou na sala e eu me levantei correndo até a porta e me escorando na mesma, tentando ouvir melhor.

- Chaz eu sinto tanto... Mesmo, eu nunca quis que você descobrisse as coisas assim deste modo, nunca planejei uma forma certa de te contar, no início até mesmo parecia ser mais fácil, mas assim que nos mudamos para essa cidade você conheceu a Jessie, fiquei chocada em como o destino estava sendo cruel, e então você viraram melhores amigos, estavam sempre juntos e até mesmo se chamavam de irmãos, o que eu deveria fazer? Jessie tem uma vida incrível e eu não posso simplesmente entrar nela assim, do nada, sinto tanto por ter te escondido isso.

Mas o que Jessie tem a ver com essa história toda?

Balancei a cabeça tanto processar todas as informações, abri a porta do quarto e corri até o quarto da frente, o quarto da mãe do Chaz, já havia entrado ali, mas de repente me sentia estranho por estar invadindo seu espaço. Comecei a abrir as gavetas enquanto continuava a escutar a conversa.

- Tem noção do que fez mãe? Eu poderia ter... Me apaixonado por ela, afinal éramos melhores amigos, e o que aconteceria então? Eu... Eu não posso acreditar nisso, por que logo ela? COMO ISSO ACONTECEU?

- EU NÃO SEI CHAZ! EU NÃO SEI! Acha mesmo que quando me mudei pra essa cidade imaginei que a filha que abandonei estaria aqui? E que pior, imaginaria que ela era Jessie Hudson, a filha do cara mais poderoso de todos, e que logo vocês dois virariam amigos? Nunca planejei nada, eu só queria que Jessie tivesse um futuro, eu só queria que você crescesse feliz, então Chaz... Pelo amor de Deus, me jure, jure que nunca vai contar nada a Jessie, pelo menos por enquanto! – PUTA. QUE.PARIU!

Paralisei em frente à cômoda do quarto, estava totalmente chocado com a revelação que acabara de escutar, me encarei no espelho da mesma com a boca aberta, então agora tudo fazia sentido, aquela conversa que havia escutado dos pais da Jessie semanas atrás era sobre Susan, ela sim era a verdadeira mãe da Hudson.

CARALHO! Oh Jessie, você está ferrada mesmo.

Sorri malicioso começando a abrir as gavetas da cômoda, até que na última gaveta encontrei uma caixa velha lilás, olhei para o lados e a peguei rapidamente, abrindo-a e encarando várias cartas velhas e novas, todas de Susan para Jessie, porém nenhuma delas fora enviada. Mordi os lábios pegando a última carta da caixa, a mais velha e amassada, coloquei-a no bolso e devolvi a caixa para a gaveta, fechando a cômoda e logo correndo para a varanda do quarto de Susan, é, agora eu iria me vingar de Jessie, uma maravilhosa vingança.

***

Chaz era irmão de Jessie.

Irmão.

Em que mundo paralelo isso existe? Nenhum, obviamente, eu sabia de um segredo, um segredo que não deveria ser revelado, mas em um ato de raiva desejei jogar sem medo algum na cara de Jéssica. Ela bem que merecia sofrer, afinal de contas aquela vadia havia me humilhado como ninguém tinha feito, e pior, tinha feito eu me apaixonar por ela.

Daria qualquer coisa para saber o que ela estava pensando agora.

Caminhei até a porta da sacada e a encarei, parada estática ali, enquanto seus pensamentos pareciam vagar longe e uma lágrima caia por seu rosto, engoli em seco sentindo meu coração se apertar, nada mais poderia ser feito, não mais.

Foi aí que ela saiu correndo e eu não pude deixar de ir atrás dela. Como sempre, eu iria atrás dela.

Jessie PDV

- Não, não, não, não... – Disse a mim mesma transtornada, amassei a carta em minhas mãos e saí correndo do quarto, derrubando o que havia pela frente e acordando todos na casa.

- JÉSSICA? O QUE ESTÁ ACONTECENDO? – Papai gritou da ponta da escada, no exato momento em que eu estava abrindo a porta da frente.

- Seus desgraçados mentirosos! Eu sei a verdade, eu sei de tudo! – Berrei soluçando alto e largando correndo de casa, fazendo o alarme da casa disparar assim que pisei no quintal, acordando os Bieber’s que começaram a ligar todas as luzes, continuei a correr sem me importar com o horário, minha vista estava embaçada e meu corpo sem força alguma assim que cheguei ao apartamento de Chaz.

- O que houve Jessie? – Chaz perguntou transtornado ao interfone.

- CHAZ ABRE LOGO ESSA MERDA! – Berrei o assustando, assim que Chaz abriu o portão saí em disparada para dentro do prédio, correndo pelas escadas mesmo, assim que cheguei ao seu andar parei arfante em frente a sua porta, apertando a campainha, fazendo um som irritante.

Chaz apareceu assustado na porta, me encarando com os olhos vermelhos, chorei alto me jogando em seu pescoço e o abraçando fortemente.

- O que houve Jessie?

- EU SEI DE TUDO! EU SEI QUE VOCÊ É MEU IRMÃO! – Gritei colocando as mãos na cabeça, sentindo a mesma latejar, Chaz se afastou de mim com o olhar baixo e assustado, Susan apareceu no final do corredor, fechando seu hobbie e me encarando com um olhar materno, coloquei as mãos na cabeça gritando alto e caindo de joelhos no chão, agora minha suposta mãe de mentira, papai e Justin assistiam ao show inteiro da porta do apartamento.

- Jessie eu... – Chaz tentou dizer algo mais foi interrompido por Susan, que caminhou até mim, se agachando a minha frente e me abraçando forte.

- Me perdoe, eu... Me perdoe. – Murmurou me abraçando forte, chorei alto escondendo meu rosto em seus cabelos, ainda sem devolver seu abraço. – Eu era jovem e imatura, não tinha dinheiro e nem lugar algum para ficar, eu precisei te deixar com seu pai, ele era bem de vida e eu tinha certeza que ele lhe daria todo o amor de carinho que você merece Jessie, me perdoe, eu sei que errei muito, mais eu queria o melhor pra você, e por querer isso nunca tive coragem de revelar a verdade. Eu nunca imaginei que um ano depois teria Chaz, nunca planejei me mudar para a mesma cidade que o seu pai, o destino foi tão cruel, e quando vi você e Chaz já eram melhores amigos. Mas o que eu supostamente deveria fazer? Me perdoe filha, me perdoe. – Disse se afastando de mim, limpando algumas lágrimas que caiam por seu rosto, coloquei as mãos no rosto chorando alto e negando com a cabeça. Não, ela não podia ser minha mãe. Não. Não! NÃO!

- Você não pode... Vocês não podem fazer isso comigo! NÃO PODEM! – Gritei me levantando e caminhando até a porta, papai segurou meu pulso fortemente me impedindo de sair dali, engoli em seco o encarando com nojo e repulsa.

- Eu te odeio. – Murmurei o empurrando forte e largando correndo dali, sentindo o vento gelado bater no meu rosto, os primeiros indícios de que estava amanhecendo apareceram no céu que estava menos escuro, segurei o choro correndo mais rápido.

- Jessie espera porra! – Justin gritou segurando meu pulso, me fazendo parar de correr e encará-lo, ficamos em silêncio arfando, enquanto sentia as lágrimas queimarem sobre a pele.

- A minha vida inteira eu sempre esperei exatamente tudo de você, xingamentos, tapas e falas que machucassem o coração, eu sempre soube que você era vingativo, mas eu nunca imaginei que pudesse ser tão cruel quanto foi! – Disse passando aos mãos pelo rosto, que agora estava borrado de maquiagem preta, Justin a minha frente tinha às mãos na cabeça e deixava algumas lágrimas rolarem por seu rosto. – Você é ruim, você... você é cruel demais.

You always hurt the one you love

The one you shouldn't hurt at all

You always take the sweetest rose

And crush it until the petals fall

- Jessie eu não queria... Você.... Você precisava saber. – Disse nervoso e apressado, tentando gesticular com as mãos, balancei a cabeça arfando.

- Não, você está mentindo! Fez isso por vingança, queria me destruir, é isso! – Berrei agarrando seus cabelos, Justin me olhou com ódio de segurou meus pulsos, de fato me machucando.

- Você me humilhou! O que esperava que eu fizesse? Eu disse que te amava e a única coisa que você fez foi ignorar, você que é cruel Jéssica! Gosta muito de ver defeitos em mim quando não para um segundo e olha para os seus defeitos! Você é hipócrita demais, fria demais, mentirosa demais! MEDROSA DEMAIS! – Gritou apertando mais ainda meus pulsos e me empurrando para longe de seu corpo, arfei secando minhas lágrimas, me agachei no meio fio cobrindo minhas orelhas com as mãos, não querendo escutar o que ele estava morrendo para me jogar na cara.

- Então por que não fala na minha cara? Vamos Jéssica! Você é sempre complicada, nunca quer se comprometer, fica sempre quieta que nem uma vadia! Posso ser um drogado, um idiota e qualquer dessas coisas que você vive me jogando na cara, mas não me importo, eu sou mesmo, mas pelo menos estou aqui admitindo tudo isso, admitindo tudo o que sou, tudo o que sinto! Então por que não para de bancar a estúpida fria e toma partido de algo!? Eu sei que o fiz foi errado, me desculpa falou? Eu só queria te mostrar que você também tem merdas na sua vida, queria te mostrar que o mundo não gira em torno de você senhorita fachada perfeita! – Sua voz era alta e grosseira, Justin já estava rouco de tanto gritar e me olhava com um misto de ódio e decepção.

You always break the kindest heart

With a hasty word you can't recall

So if I broke your heart last night

It's because I love you most of all

- O QUE ESPERA QUE EU DIGA? – Berrei dando um soco no asfalto, sem controle algum de meus sentimentos. – QUER QUE EU DIGA O QUE SINTO? POIS BEM, VOU DIZER! Você é um estúpido que desde sempre me trata como uma vagabunda e se comporta como um filho da puta, por que cresceu acha que pode ser revoltado com aquilo que aconteceu quando éramos crianças, mas se toca Justin Bieber, o passado já era! Mas se você é idiota e mesquinho o bastante para continuar a remoê-lo, tudo bem, não sou eu que vou te impedir! Só quero que a partir de hoje não olhe para a minha cara, finja que nunca nos conhecemos e que o que passamos não passou de um pesadelo! Ah e é aquilo que você tanto quer ouvir não é mesmo? Pois bem... EU TE AMO, CARALHO! EU TE AMO! – Berrei completamente histérica.

Só não sabia se fora Justin, ou eu mesma, que ficou mais chocado com a minha última declaração, de fato nenhum dos dois tinha dado bola para o discurso inteiro, mas a última sentença pareceu pesar mais do que deveria.

You always break the kindest heart

With a hasty word you can't recall

So if I broke your heart last night

It's because I love you most of all

Eu acabara de dizer algo que não deveria, e que definitivamente mudaria todo o curso de nossa história. Nos encaramos em silêncio, completamente chocados, meus olhos marejaram mais uma vez e arfei sem conseguir respirar direito, Justin abaixou os olhos e balançou a cabeça, murmurando coisas que não entendi.

- Fuck you! – Gritou me olhando com os olhos marejados e as mãos na cabeça. E então virou de costas partindo para longe, me deixando completamente sozinha no meio da rua. O encarei desaparecer no final da rua sentindo o vento gelado bater em meus cabelos em quanto meu corpo inteiro se arrepiar.

Fechei os olhos desejando nunca mais abrí-los.

- Eu te amo tanto Bieber.

It's because I love you most of all...

Encarei meus pés cobertos pelo o all star preto e funguei, me virando e começando a andar para longe, sem fazer ideia para onde iria, porém sem vontade alguma de voltar para casa. Passei ao lado de um bar que parecia ter um show de rock, afinal de contas pessoas com camisetas de bandas, tatuagens e piercings iam embora pela mesma rua, suspirei caminhando até a esquina e me sentando nas escadarias para entrar no mesmo bar, que agora estava fechado.

- Deixe-me adivinhar, riquinha reprimida pelos pais? – Um garoto tatuado, sem camisa e fumando um cigarro parou ao meu lado, o encarei com uma sobrancelha erguida, era definitivamente bonito e parecia ser um pouco mais velho, talvez. – Pelo menos tem bom gosto. – Complementou encarando minha camiseta do Guns N’ Roses.

- Vai se foder. – Disse ríspida, virando o rosto e encarando a rua deserta a minha frente, o cara riu se sentando ao meu lado.

- É, pelo jeito acertei Jessie. Prazer, meu nome é Nathan. – Disse me estendendo a mão enquanto dava mais uma tragada no cigarro, revirei os olhos ignorando seu aperto.

- Como sabe o meu nome? – Perguntei intrigada, sentindo a fumaça de seu cigarro entrar pelas minhas narinas, me deixando relaxada e com uma imensa vontade de fumar.

- É filha do cara mais poderoso da cidade, e outra, conheço bem o seu pai, ele e meu pai se odeiam pra caralho.

- Você é o filho do prefeito não é? – Perguntei surpresa, o encarando com as sobrancelhas erguidas, Nathan balançou a cabeça afirmando enquanto encarava o céu, soltando à fumaça de seu cigarro. Acompanhei cada movimento seu com um olhar curioso, como ele podia ter tatuagens, andar com pessoas assim, fazer o que bem entender e seu pai, sendo quem ele é, deixar tudo isso?

- Você está sempre aqui? – Perguntei me levantando, passando as mãos pelo meu short tentando tirar a poeira, Nathan soltou um sorriso lindo.

- Sim, eu toco aqui de vez em quando, tenho uma banda. – Disse se levantando junto, pegando uma camiseta preta do Nirvana que estava presa a lateral da sua calça e a colocando, mordi os lábios. Roqueiros são extremamente sexy.

- Isso é muito sexy.

- É, eu sei. – Disse me dando uma mordida no pescoço, fechei meus olhos tentando esquecer de exatamente tudo o que havia acontecido minutos atrás, foi então que sorrimos torto um para o outro.

Notas finais
E ENTÃO? GOSTARAM? REVIEWS? RECOMENDAÇÕES?
Hummmmm? Haha
Beijooos :*:*
AMO VOCÊS DEMAIS ♥♥♥♥
Ah, estou com uma nova one, quem quiser ler: http://www.fanfiction.com.br/historia/173518/The_One_That_Got_Away
Ps: Gostaram da nova capa? :33