By The Way

1 Capítulo 1 - Drowned World


Notas iniciais
Heeey lindas! Tudo bem?? Bom, como o prometido de começar a postar um pouco mais rápido, aqui está o primeiro cap. da fic! Espero realmente que vocês gostem! Haha :3 FELIZ DIA DO AMIGO SUAS LINDAS TÃO LINDAS! Haha :3 Enfim, boa leitura! Beijooos :*:* AMO VOCÊS ♥♥ Roupa:http://www.polyvore.com/jessie/set?id=34230719

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“I got exactly what I asked for, wanted it so badly, running, rushing back for more. I suffered fools so gladly”

Jessie PDV

Hear the sound of the falling rain, coming down like an Armageddon flame. Hey! The shame, the ones who died without a name...

Dei um soco no despertador antes que ele pudesse terminar o verso da música do Green Day, Holiday, o que na real era uma puta ironia, afinal, era uma chata e filha da mãe de segunda feira.

Esfreguei os olhos, o que me arrependi logo em seguida, não me lembrava de ter tirado a maquiagem ontem à noite, então provavelmente estava parecendo um panda nessa horas, suspirei pesadamente e me sentei na cama, sentindo minha cabeça girar completamente, bufei começando a sacudir Justin.

- Bieber acorda logo, temos aula. – Disse irritada, com meu mau humor matinal costumeiro, Justin resmungou algo se virando na cama e se levantando de vagar.

- Que horas são?

- Hora de você se mandar, tchau. – Disse enquanto tentava achar minhas coisas espalhadas pelo chão do quarto, Justin soltou uma gargalhada.

- Está procurando isso gata? – Perguntou balançando meu sutiã listrado de zebra em seu dedo indicador, bufei puxando a peça de suas mãos.

- Me da isso seu idiota. – Irritada coloquei a droga de sutiã logo, fazendo em seguida um coque mal feito em meus cabelos, Justin se aproximou de mim colando nossos copos quentes, apenas cobertos pela roupa íntima.

- Está irritadinha, é Hudson? Sabe que eu posso curar isso, a noite de ontem foi cansativa, é eu sei. – Disse em uma voz sexy no meu ouvido, me dando uma mordidinha, revirei os olhos enquanto ele me abraçava pela cintura, senti meu corpo arrepiar pelo contato.

- Você está bem mais magra, o que você anda fazendo, heim? – Peguntou me encarando com os olhos semi cerrados, como se realmente estivesse preocupado, sei, soltei um riso pelo nariz.

- Qual é Bieber, não entrosa falou?

- Pode não parecer, mas eu me importo com você falou? – Disse revirando os olhos e se afastando de mim, indo colocar suas roupas despreocupado, revirei os olhos.

É, estou vendo como se importa. Idiota.

- Vai se fuder Bieber, me mira, mas me erra, falou? — Falei caminhando até meu closet, tentando achar uma roupa rápido.

- Já vi que está de TPM, então melhor vazar, a gente se vê no inferno, falou diabinha? – O retardado disse me dando um tapa na bunda, se afastando logo em seguida, dando uma corridinha e pulando pra sacada da casa ao lado.

Que muito infelizmente era a casa dele.

Justin e eu éramos vizinhos desde...sempre. Muito infelizmente nossas famílias eram carne e unha e a gente praticamente cresceu junto, só que pra infelicidade dos nossos pais, nunca fomos amiguinhos como eles queriam, ou melhor, namoradinhos como eles queriam.

Na verdade a gente se pegava no pau mesmo, nunca demos certo juntos, a gente se odiava.

Bom, menos na cama né...mas isso é outra história.

Justin e eu sempre nos odiamos e vivíamos aprontando um com o outro, mas isso mudou um pouco quando entramos no high school, já não éramos crianças, estávamos bem diferentes fisicamente e “popularmente”, sem contar que nossos comportamentos mudaram muito.

Eu sei que eu e Justin somos uns grandessíssimos filhos da puta, mas quem liga? Nossos pais nunca tiveram tempo pra gente, e quando tinham queriam nos obrigar a ser perfeitos para eles nos esfregarem na cara dos amiguinhos ricos, talvez por isso ficamos tão rebeldes e escrotos, nunca vou saber, cresci em volta de dinheiro e status, vendo as pessoas me bajularem e muitas vezes fazerem tudo o que eu queria, apenar para aparecer as minhas custas, e sendo assim eu podia fazer o que bem entendesse, afinal meus pais não estavam nem aí e eu tinha dinheiro, e quem tinha dinheiro, podia fazer tudo.

Mas acho que o que me levou a ter um “relacionamento” mais próximo com o Bieber, foram nossos amigos, a culpa toda foi de Ryan, melhor amigo do idiota, que começou a namorar Caitlin, minha melhor amiga e irmã de Chris, que mais tarde virou amigo de Justin, ou seja, acabamos virando um grupo só.

Eu, Justin, Ryan, Caitlin, Chris, Chaz, Payton e Daphne.

O grupo mais amado falsamente no colégio, por que eu bem sabia que ninguém realmente gostava de mim e de Justin, a gente era, e sempre seremos rudes e arrogantes. Bom, na verdade, acho que boa parte da ala feminina ama Justin obsessivamente, mas claro, até ele transar com elas e no outro dia nem ao menos lembrar o nome das pobres coitadas.

Talvez por isso minha “relação” com Justin dê tão certo assim, nós não exigimos nada um do outro, nos odiamos profundamente e realmente não precisamos usar a popularidade um do outro.

Somos farinha do mesmo saco, com todos os mesmos defeitos e arrogâncias, crescemos juntos, e infelizmente ele é provavelmente a pessoa que mais me conhece, assim como eu sou a pessoa que mais conhece ele. Por que na real, nós nunca nos esforçamos nem um pouco pra nos darmos bem, ou gostarmos e aturarmos um ao outro. Sou eu mesma com ele, e Bieber é ele mesmo comigo. Não precisamos fingir algo, por que de qualquer jeito vamos nos odiar e brigar igual, então não faz a mínima diferença.

- Hey, vai ficar parada aí viajando, é? Se bem que a vista daqui não é nada má, diabinha. – Justin disse rindo, me encarando da sacada dele, mostrei o dedo do meio fechando as cortinas, irritada.

Peguei minhas coisas e fui tomar banho, mais um dia no inferno de Atlanta High School começava.

[...]

- JESSIEEEE, FELIZ DIA DO AMIGO! Olha só isso! – Caitlin gritou se jogando em cima de mim assim que adentrei o pátio da escola, gargalhei abraçando ela de volta. Pegando o album de fotos que ela tinha feito pra mim, abrindo a primeira página.

- Que lindo Cait! Obrigado mor! — Ela sorriu me abraçando forte.

Logo Payton e Daphne se atiraram em cima de mim também e ficamos ali pulando feito retardadas.

- Ta, agora saiam endemoniadas! – Disse rindo, gargalhamos juntas nos separando, e arrumando nossas roupas amassadas.

- Fala gatinhas. – Ryan disse se aproximando com Chaz, sorri abraçando os dois e dando feliz dia do amigo.

- Ué, cadê o seu irmão e o idiota? – Perguntei para Caitlin, mas ela apenas deu de ombros indo se agarrar Ryan, revirei os olhos.

- Os dois ainda estão no ginásio falando com o treinador, capitão e co-capitão, blá blá blá. – Chaz disse fazendo careta, gargalhei o abraçando de lado, enquanto caminhávamos até nossos armários.

Chaz era meu melhor amigo no mundo, eu sabia que podia confiar nele muito mais do que em mim mesma, ele era o irmão que eu desejava ter.

Éramos tão parecidos que às vezes eu achava que ele era meu irmão perdido, só podia. Ele conseguia me entender como ninguém, e nem ao menos me julgava por nada, ele somente estava ali sempre, segurando minha mão e me fazendo rir quando tudo estava uma merda.

- E aí, você está mais magra, o que houve? – Perguntou me analisando preocupado, ri sem humor.

- O Bieber disse a mesma coisa. – Disse baixinho, mais pra mim mesmo do que pra ele, enquanto abria meu armário e tirava meus livros de lá, guardando o presente que Cait havia me dado.

- O que você falou? – Chaz perguntou confuso, apenas balancei a cabeça suspirando.

- Nada, disse que é impressão sua.

- Sei...é melhor a senhorita estar comendo direitinho ou a gente vai ter uma conversa séria.

- Ai Chaz, você é paranóico demais, até parece meu pai falando. – Disse rindo e o abraçando de lado, enquanto caminhávamos até a primeira aula juntos.

- Bom, vou indo pra minha primeira aula, até mais. – Disse me dando um beijo na testa assim que o sinal tocou, sorri abanando pra ele e entrando na minha primeira aula, que infelizmente era biologia...junto com Justin.

Que aliás, inútil não tinha chegado ainda.

Meio minuto depois que comecei a arrumar minhas coisas na mesa e a tirar meus anéis, vejo a porta sendo escancarada e Justin entrar com um sorriso no rosto e a camiseta um tanto amassada. Típico, estava se pegando com alguma idiota no banheiro feminino.

- Tem permissão para entrar senhor Bieber? – O professor perguntou rude, encarando Justin com os braços cruzados, que apenas revirou os olhos vindo se sentar ao meu lado.

- Como se eu precisasse disso. – Bieber devolveu na mesma moeda, com um sorriso sínico no rosto, ouvi o professor bufar e o garoto ao meu lado soltar uma risadinha.

- Hey diabinha, sentiu minha falta? – Perguntou se virando pra mim, com uma voz sexy, colocando a mão na minha perna, suspirei colando minhas luvas, aula prática, urgh, como eu odeio essa merda roda.

- Ah claro, você que deve ter sentido minha falta pra ficar comendo essas vadias da escola antes da aula, me poupe Bieber. – Disse encarando sua blusa amarrotada, o idiota soltou um gargalhada.

- Ciúmes Hudson?

- Só nos seus sonhos meu amor. – Disse irônica, enquanto o professor colocava um fígado, ou seja lá o que fosse aquela porra, na nossa frente. Eu e Justin fizemos careta encarando o troço melequento.

Belo modo de se começar o dia.

- Você não tem nem idéia de como são meus sonhos. – Disse malicioso, dei um soco no ombro dele rindo sem humor, Justin gargalhou ao meu lado.

Esse garoto tem problemas, sério.

- Okay, chega de papo furado, todos trabalhando! – O professor disse irritado, terminando com a baderna na sala de aula, fiz careta empurrando a bandeja com aquele troço na direção de Justin.

- Ah ta, vai sentando lá Jéssica, você também vai mexer nesse troço.

- Como você é bichinha!

- Vai se fuder anã. – Disse revoltado, me mostrando o dedo do meio, mostrei a língua pra ele, totalmente irritada.

- Okay, os dois podem parar? E Hudson, tire essa sua pulseira para manusear o trabalho. – O professor disse me encarando, engoli em seco colocando a mão em volta da pulseira em meu pulso.

- O que? Não vou tirar não! – Disse um tanto alterada, não podia correr o risco de alguém ver minhas cicatrizes de cortes no pulso.

- Tire agora senhorita Hudson.

- Não! – Disse decidida me levantando, ficando de cara a cara com o professor, que me encarava com uma expressão de poucos amigos.

- Senhorita Hudson, não vou dizer duas vezes, tire a pulseira logo! – Agora praticamente toda a turma havia parado para nos encarar, Justin colocou sua mão no meu braço, me puxando pra sentar outra vez.

- Jessie, qual é, tira logo a pulseira. – Disse irritado me encarando, rosnei puxando o meu braço.

- Eu não vou tirar merda de pulseira alguma! Eu faço o que bem entender!

- AI GAROTA, COMO VOCÊ É INSUPORTÁVEL, NÃO VOU PERDER NOTA POR VOCÊ, TIRA ESSA PORRA LOGO!

- NÃO VOU TIRAR SEU RETARDADO! – Agora nós dois simplesmente ignorávamos o professor a nossa frente e gritávamos alterados um com o outro.

- SUA MIMADA!

- SEU FILHINHO DE PAPAI! – Gritei me jogando pra cima dele, que caiu no chão com tudo, enquanto tentava desviar dos meus tapas.

- SAI DE CIMA DE MIM MALUCA! – Gritou segurando meus pulsos, idiota, acabei dando uma joelhada no pinto do idiota.

- Hahaha imbecil! – Gargalhei enquanto ele gemia de dor se encolhendo.

- Vadia. – Murmurou baixinho enquanto eu me matava de rir junto com o resto da turma.

- JÁ CHEGA! Os dois pra diretoria, AGORA! – Professor Finkler gritou irritado, apontando pra porta da sala.

Revirei os olhos me levantando, e lá íamos nós mais uma vez pra diretoria.

[...]

- MÃE, CHEGUEI! – Gritei enquanto subia as escadas correndo, ainda que soubesse que muito provavelmente a perua não estava em casa, e se estivesse provavelmente não havia me escutado.

Cheguei no meu quarto e tranquei a porta rápido, tacando minha bolsa em cima da cama junto com meus anéis e o colar.

Fiz um coque no cabelo e tirei os sapatos enquanto caminhava em direção do banheiro, os deixando jogados no meio do carpete.

Adentrei o banheiro e respirei findo, fechando a porta atrás de mim e deslizado sobre ela, até sentar no chão gelado. Arranquei minha pulseira a jogando em cima da pia do banheiro e encarei meu pulso, cheio de cicatrizes ainda mal curadas.

Engoli em seco.

Imaginar que talvez hoje pudessem ter descoberto meu segredo mais obscuro fazia meu coração acelerar, isso simplesmente não podia acontecer nunca.

Nunca.

Seria uma humilhação, todos descobrirem que a garota fodona, cheia de si, popular e que tem tudo o que quer na verdade é uma medrosa, uma vadia fraca e prepotente.

Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto e me puni por isso, a limpando rapidamente. Abri o armário de baixo do banheiro e tirei dali uma lâmina afiada.

Encarei meu reflexo nela por alguns segundos, fechando os olhos e engolindo em seco.

Uma parte de mim gritava por piedade, me dizendo o quão bobo e estúpido era aquilo. Que havia outra forma de se resolver as coisas, que eu não podia fazer aquilo. Mas a outra parte...a outra parte me suplicava por redenção, dizendo-me que aquilo era o melhor, que acabaria com toda a dor em um estalar de dedos, ela mostrava imagens do passado, mostrando aquilo que ninguém além de mim via ou sentia.

Mostrava toda a humilhação que já havia passado na escola por Ashley e seu grupo de vadias que me odiavam, mostrava todas aquelas noites de trovões em que eu chorava em baixo das cobertas, uma pequena criança amedrontada que não podia correr até os pais pois eles não estavam em casa.

Eles nunca estavam, eles nunca se importavam.

Me mostrava o quanto eu era tosca e inútil, o quanto nunca seria boa o bastante para eles, o quanto eu nunca seria boa o bastante pra ninguém.

Arfei fechando a mão em punhos, sentindo a lâmina arranhar minha pele, gemi baixinho abrindo os olhos outra vez.

Eu não tinha escolhas. Eu nunca tive escolhas.

Peguei a lâmina com cuidado e no segundo seguinte a deixei deslizar sobre a minha pele lentamente, cortando a carne lenta e desesperadamente, e aquilo nem ao menos doía, não mais. Eu havia me acostumado com aquilo ao que me sujeitei.

A dor tinha se tornado confortável e companheira.

Encarei o sangue escorrer pelo meu pulso, descendo até minha palma da mão e deslizando pelos dedos vagarozamente, sendo derramado nas lajotas brancas, suspirei sentindo meu copo ficando mais leve.

Sorri de lado, jogando a lâmina no chão e curvando minha cabeça para trás, enquanto lembranças e mais lembranças me invadiam sem piedade.

Então eu desejei, do lugar mais profundo da minha alma, ter alguém me abraçando nesse exato momento, alguém que talvez realmente desse valor, que se importasse.

Então a imagem de Justin veio a minha mente sem permissão, e ali ficou. Ri comigo mesma sem humor algum.

Ele era um carma na minha vida, porém, um lindo e idiota carma.

Notas finais
E ENTÃO? GOSTARAM? REVIEWS? RECOMENDAÇÕES? Humm? Hahaha Beijooos :*:* AMO VOCÊS s2s2