By The Way

13 Capítulo 13 - The World Behind My Wall


Notas iniciais
HEY MINHAS LINDAS TÃO LINDAS, MARAVILHOSAS!!!!
Tudo bem? Hahaha
Como foram as férias? Novidades, hum?
Bem, primeiramente mil desculpas pela demora do capítulo, eu estava na praia, a internet lá é uma bosta e sabe, eu também aproveitei né, por que sou filha de Deus! Hahahaha ah, eu tinha comentado que me acidentei no último capítulo, está tudo bem, okay? Foi só um susto mesmo!
Aliás, MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUITO OBRIGADA POR TODOS OS REVIEWS DAQUELE CAPÍTULO, NOSSA, SÉRIO, VOCÊS SÃO INCRÍVEIS, ÀS VEZES PENSO QUE EU NÃO MEREÇO VOCÊS! HAHA ♥♥
E eu quero dedicar esse capítulo para as FOFAS E LINDAS meplusyou, Rhay, KidrauhlGirl e Fabiana Dionax que me mandaram recomendações L-I-N-D-AS que sinceramente, eu chorei lendo! MESMO, MUUUUUUUUITO OBRIGADA MENINAS! ♥♥♥
E CACETE, BY THE WAY JÁ ESTÁ COM 16 RECOMENDAÇÕES, NASS VÉI, VOCÊS SÃO DEMAIS!!!!!! HAHA ♥♥♥♥
Então, sobre aquele capítulo aviso, gerou maior polêmica, gente, eu não disse que não ia ter sexo na fanfic e nem ao menos quis ofender ninguém, poxa, eu somente disse que não, eu NÃO iria fazer uma fanfic com sexo em TODOS os capítulo como existem VÁRIAS aí no nyah, eu não preciso disso e acho a maior palhaçada, mas sim, BTW pode e VAI ter uma cena de sexo completa, eu já estava planejando isso, então pelo amor de Deus não me compreendam errado, okay? ♥
Enfim, fiz esse capítulo com o maior amor e carinho do mundo, espero mesmo que vocês gostem! ♥
Desculpem MESMO por qualquer erro, estou numa correria aqui em casa por que voltei essa semana mas hoje estou voltando pra praia, então meio que estou postando no susto! Espero que vocês curtam as supresas que vem por aí... hahaha e quero vários reviews em!!
Beijooos :*:*
EU A-M-O VOCÊS DEMAIS!!! ♥♥♥♥♥

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“It's raining today, the blinds are shut. It's always the same, I tried all the games that they play but they made me insane. Life on TV it's random but it means nothing to me. I'm writing down what I cannot see, wanna wake up in a dream”


Jessie PDV

– Eu vou sentir tanta falta de vocês. – Diane disse nos abraçando forte, fazendo com que eu e Justin soltássemos uma risada, ela era tão... Amável, e me fazia sentir parte de algo, como se eu pertencesse àquela família, e isso em si já era incrível.

– Nós também vó, nós também. – Justin afirmou dando um beijo demorado na sua bochecha, sorri me afastando e entrando no carro abanando para todos, depois de muita despedida fomos direto para o aeroporto pegar o nosso vôo.

– E aí, gostou da família? – Justin perguntou se colocando ao meu lado, segurando minha mão de leve, sorri debochada com isso, como a vida dava voltas, não?

– Fala isso como se eu não os conhecesse, mas gostei sim, acredite, foram o melhor natal e ano novo que já tive. Obrigada. – Disse sorrindo abertamente e entrelaçando nossos dedos, Justin piscou em minha direção e deu um beijo demorado na minha bochecha me fazendo rir, acompanhada por Pattie.

– Okay crianças, hora de voltar para casa! – Disse nos puxando para o portão de embarque, rimos juntos a acompanhando, o conto de fadas estava acabando, mas de alguma forma me sentia dentro de um sonho muito bom com o Bieber, um sonho que até então não parecia ter prazo de validade.


[...]


– De volta ao castelo da bruxa. Me deseje sorte, acredite, eu vou precisar. – Disse encarando minha casa, fiz uma careta e respirei fundo, Justin ao meu lado soltou uma risada.

– Não quer que eu entre junto?

– Não precisa fazer isso, acho que ela acabaria te metendo no discurso também, mas foda-se isso, foda-se ela. – Disse já irritada, lembrando das coisas que ela havia me dito no celular, vadia oportunista.

– Vou entrar com você, vai que ela faça alguma coisa... – Disse franzindo a testa, revirei os olhos dando de ombros.

– Ela não faria grande coisa, o general Hudson mataria ela, enfim, se quiser pode vir. – Disse pegando uma das malas, Bieber pegou a outra e foi atrás de mim, dei uma corridinha pelo jardim e abri a porta da frente sem cerimônia alguma. Andei sem pressa pelo hall e peguei o corredor para a sala de estar, assim que adentrei ela vi Hannah com o celular nas mãos, caminhando de um lado para o outro, assim que viu a mim e Justin abaixou o celular e nos mandou um olhar fúria, levantando a barra do seu vestido de cetim e caminhando até minha frente.

– Eu vou te matar. – Disse segurando meu pulso e cravando suas unhas pintadas de vermelho na minha pele, fechei os olhos tentando manter a calma.

– Faça isso, pelo menos não preciso mais ver a sua cara. – Disse dando um sorriso sarcástico e me afastando dela, virando de costas pronta para ir para o meu quarto.

– Eu não teria tanta certeza assim, bebê. – Falou dando uma risada sombria ao final, estaquei no mesmo lugar, franzindo e testa e me virando em sua direção.

– O que quer dizer com isso? – Perguntei irritada, caminhando em sua direção, deixando Justin um pouco para trás. Uma pitada de malícia e mistério em sua voz me deixava confusa e irritada, eu sabia que era algo ruim, e ela estava louca para jogar na minha cara, ela queria sofrimento, mas desta vez eu não ia deixar isso acontecer.

– Vamos conversar a sós. – Disse encarando Justin por sobre meu ombro, dando um sorriso forçado, revirei os olhos bufando, tentando não dar um soco na cara dela.

– Ele vai ficar aqui e você vai me dizer agora o que quis dizer.

– Se você quer assim. – Disse dando de ombros e levantando as mãos, caminhando naquela pose irritante dela até a mesinha de centro, pegando um copo com algo dentro, o que eu presumia ser whisky. – Enquanto a vadiazinha estava se divertindo e não ouviu meus avisos, um processo foi aberto, sobre a sua guarda, você sabia?

– Sim, meu pai e minha mãe estão brigando pela guarda, e daí? – Disse enfatizando bem o "mãe", fazendo a louca revirar os olhos e rir, isso me fazia sentir estranhamente desconfortável, eu sempre soube que ela era insana e controladora, mas nunca imaginei que poderia ser tão má e cruel, nunca imaginei que alguém poderia mudar tanto e simplesmente não sentir nada por ninguém, ela tinha um iceberg inteiro no lugar do coração.

– Acontece que não são só eles que estão concorrendo meu amor, eu também estou. – Disse apontando para si mesma e gargalhando outra vez, estaquei no lugar, prendendo a respiração e virando o rosto para Justin, que me encarava perplexo, de repente me arrependi de tê-lo deixado ali, não que não confiasse em Bieber, mesmo se ainda estivéssemos como inimigos ele já sabia muitas coisas da minha vida, mas isso era demais, era vergonhoso e humilhante, eu estava virando o cachorrinho da madame bem na frente dele, e ambos sabíamos que nenhum dos dois poderia fazer qualquer coisa para mudar a situação. – E sabe que o juiz me confidenciou que a guarda é quase minha? Seu pai não tem tempo para cuidar de você, é um filho da mãe que só pensa em dinheiro e mulheres, ele já perdeu e isso é um fato.

– Não me importo com ele, quem vai ganhar é minha mãe! – Praticamente gritei, irritada com suas provocações e deboches, colocando pela primeira vez sentimentos na palavra mãe, o que pareceu ter irritado mais ainda Hannah, não me importava nem um pouco o que ela tinha pra pensar ou dizer sobre minha verdadeira mãe, eu já a amava.

– É aí que você se engana bebê, sua mamãezinha querida não tem condições de te manter, além de já ter tido sérios problemas emocionais no passado, você sabia? – Disse dando a volta em torno de mim com um sorriso no rosto. – Aquela vadia até presa já foi, ou seja, eu sou a mãe mais dedicada, amorosa e com poder para tratar os seus problemas. Ah claro, tive que apelar, mas duvido que o juiz dê a guarda para alguém que não possa pagar o seu tratamento.

– Como é? – Perguntei chocada com as coisas que ela estava me dizendo, Bieber atrás de mim mal respirava e eu sentia meu corpo se gelar, enquanto meu coração batia rápido no peito, queria poder abraçá-lo e evaporar dali em um piscar de olhos, desejava esconder dele tudo aquilo que ela estava passando, tudo aquilo que resumia a minha vida inteira.

– Seu tratamento psiquiátrico meu amor, eu contei ao juiz que você é uma menininha muito confusa. – Disse fazendo cara triste a logo rindo em seguida, fechei minhas mãos em punho, rosnando em sua direção, Hannah parou em minha frente, colocando sua mão direita em meus cabelos e os alisando, seu olhar era pela primeira vez calmo e distante, como se me visse por além de um rosto bonito, passou suas unhas de leve nas pontas dos meus cabelos, exatamente como fazia quando eu era menor e estava prestes a desfilar minhas roupas e jóias caras, juntamente do meu sorriso bonito, para os seus amigos fúteis e ricaços. Esse gesto havia sido o mais próximo que chegamos de um carinho, o mais próximo que já tivemos um dia de mãe e filha. Respirei fundo colocando minha mão em cima da sua e a empurrando para longe, mandando um olhar frio e sem sentimento algum em sua direção, ela piscou rápido, me olhando com fúria e os olhos marejados. – Você é uma vagabunda depressiva, inútil e que se corta, é uma gorda que nunca será boa o bastante, e eu sinceramente tenho vergonha de você, é uma louca que precisa se tratar, mas tudo bem bebê, vamos tratar de você, e aí sim poderá sair ao meu lado no holofote, e como eu sou muito boa vou pagar de coração tudo isso pra você, e cuidar bem de você como se fosse minha filha, o que de fato VOCÊ É! – Gritou a última parte, parando na minha frente.

– EU NÃO SOU A SUA FILHA! – Gritei pulando em sua direção, mas Justin me segurou antes que eu a matasse estrangulada, a vadia apenas riu, se escorando no sofá enquanto eu desejava matá-la somente com o meu olhar de repulsa.

– Olha só, você precisa de sérios tratamentos meu amor, mas não se preocupe, a mamãe vai te ajudar! Achei uma clínica ótima e extremamente cara na Inglaterra, bem longe daqui, até mesmo seu pai concordou, e assim que esse processo acabar você e eu vamos com apenas uma passagem de ida direto pra lá.

– Não! Você não vai ganhar isso, vou fazer 18 anos e serei livre de todos vocês! – Gritei tentando me soltar, mas infelizmente Justin era muito mais forte que eu.

– Aí que você se engana, bebê. Como você é uma doidinha problemática, o juiz concedeu um acordo em que você só poderá fazer o que desejasse com 21 anos, ou seja, até lá meu amor, você ainda é minha! – Gargalhou balançando a folha do acordo em suas mãos, arfei sentindo às lágrimas rolarem pelo meu rosto, sem força alguma desmoronei nos braços de Justin. – Enfim, espero você para o jantar, e desça com uma roupa descente e sem essa maquiagem de vagabunda. Está convidado também Justin querido, é um prazer ter você na nossa casa, e desculpe por isso, sabe como é uma briguinha familiar. – Disse saindo da sala com um sorriso no rosto, como se nada tivesse acontecido, arfei quase caindo de joelhos no chão, Justin me abraçou forte e deixei minhas lágrimas rolarem enquanto ele me segurava no colo e me levava até meu quarto.

– Você acha que ela é capaz disso? Acha que vai me mandar para a Inglaterra? – Perguntei passando as mãos no rosto e me sentando na cama, Justin sentou a minha frente colocando as mãos na cabeça.

– Eu não sei, nunca pensei que ela realmente fosse assim como foi hoje, ela é... Louca. Mas não importa o que aconteça, eu não vou te deixar ir embora. – Disse decidido, soltei um risinho irônico e abaixei meu olhar, ainda muito perplexa com tudo o que havia acontecido.

– Eu vou falar com minha mãe, elas são amigas afinal de contas, e Hannah sempre escuta Pattie. – Disse tentando me reconfortar, me puxando para um abraço, o abracei forte, deitando minha cabeça em seu peito e respirando fundo.

– Obrigado Justin, e o que vou dizer agora seria bem insano há alguns dias atrás, mas hoje faz todo o sentido... Eu não sei o que seria de mim sem você. – Disse rindo, porém sincera, Justin riu junto concordando e me dando um beijo na testa, o no final, meu maior inimigo estava se mostrando meu maior aliado.


[...]


– JESSIE QUE SAUDADE! – Caitlin berrou no meu ouvido, me abraçando forte, gargalhei devolvendo o abraço, não fazia tanto tempo assim que não nos víamos, mas eu já estava morrendo de saudade da minha pimentinha, e era mais do que estranho pensar que em alguns meses não nos veríamos mais frequentemente.

– Me conta! Como foram os feriados, você viajou com o Ryan? – Perguntei me sentando na cama, Cait sentou ao meu lado, com um sorriso de orelha a orelha, eu sabia bem o que esse sorriso confidenciava.

– Sim! Foi perfeito Jessie, ele é perfeito! Viajamos com os pais dele para a casa do lago dos Butler, nós até mesmo acampamos juntos, ele foi tão fofo o tempo inteiro e fez tudo por mim. O Ry me faz sentir coisas que ninguém conseguiu, ta é idiota e tal, mas ele me completa e é como se com ele tipo, tudo ficasse perfeito! – Disse se abraçando de girando pelo quarto, cai deitada na cama e gargalhando, Caitlin e Ryan eram dois retardados mesmo.

– Ai amiga, essa cena é hilária! – Disse me afogando de tanto rir, Caitlin me encarou brava tacando sua bolsa em mim, ri mais ainda.

– Só por isso não vou contar o que mais aconteceu. – Resmungou brava, se sentando na minha cadeira da mesa do computador, revirei os olhos me ajeitando na cama.

– Ah não, fala logo Cait! – Choraminguei fazendo cara de coitada, Cait suspirou e se levantou, vindo sentar ao meu lado.

– Nós... Nós tivemos a nossa primeira vez. – Disse baixinho, com o rosto mais vermelho que tomate, a encarei perplexa, como assim?

– Vocês nunca tinham transado antes? – Perguntei apavorada, ela afirmou com a cabeça, abri minha boca em um maior “O” possível. – OMG! Como assim cara? Eu e o Justin nos pegamos desde que éramos inimigos, o Ryan é muito molenga mesmo, não acredito que vocês...

– Jessie! – Gritou me repreendendo, revirei os olhos a abraçando de lado e dando um risinho.

– Tudo bem, me desculpa amiga, mas estou feliz por você. Ry é um cara legal e vocês são perfeitos um pro outro, parabéns! – A abracei forte, era incrível ver casais como Ryan e Caitlin, dava pra ver nos olhos dela que ela amava ele mesmo.

– Obrigada Jess. E você e o Justin, como foram as férias? – Perguntou com um sorriso malicioso, gargalhei jogando meu travesseiro na cara dela.

– Isso é uma looooooooonga história! – Disse rindo e começando a contar tudo o que havia acontecido entre nós, sem muitos detalhes claro, Caitlin era uma ótima ouvinte, sorria o tempo inteiro e soltavas suspiros e olhares fofos, o que me fazia revirar os olhos, eu realmente parecia uma adolescente idiota contando sobre o namoradinho fofo, algo que nunca imaginei que Justin seria, mas que impressionantemente ele tem se mostrado ser.

– Enfim, eu vim aqui pra outra coisa também! – Caitlin disse animada, se levantando da cama e ajeitando sua roupa, a encarei com uma sobrancelha erguida e soltei um risinho.

– Além das suas aventuras sexuais com o Ryan? – Disse caindo na gargalhada, Cait me deu um soco no braço e acabamos nos estapeando e rindo disso logo depois.

– Sua vadia, não foi por isso não! Vim aqui pra te convidar pra uma festa! – Falou animada, mexendo os quadris como se estivesse dançando, fiz uma careta me jogando na cama e cobrindo meu rosto com uma almofada.

– Depois de hoje amiga, tudo o que quero é deitar na minha cama, dormir, sonhar com pôneis cor de rosa que peidam flores coloridas e acordar apenas semana que vem. – Disse entediada, Caitlin caiu na risada e começou a me puxar pra fora da cama, mas não movi um músculo sequer. – Vai logo caralho! – Berrou se jogando com tudo em cima de mim, Caitlin tava precisando de um regime.

– Sua vagabunda, ta me matando! – Disse estapeando ela e começamos a rir juntas, sentia falta desses momentos com a minha melhor amiga.

– Cala a boca e vamos nos arrumar logo, se eu me atrasar por sua culpa e a Payton me xingar, amanhã você será uma mulher incapacitada de ter filhos.

– Que medo da arranca útero! – Disse rindo muito alto enquanto Caitlin bufava me empurrando para o closet, seria uma tarde muito longa pro meu gosto.


[...]


– Odiei, parece algo que você usaria. – Disse me encarando no espelho e fazendo careta, atrás de mim Caitlin fez cara de ofendida e me deu um tapa muito forte das costas. Filha da mãe!

– Ta falando que me visto mal!? – Praticamente berrou pegando a sua bolsa, revirei os olhos rindo e a abraçando forte.

– Estou brincando amiga, você se veste muito bem, e obrigada por sempre estar aqui, eu te amo okay?

– Por que isso agora? Não fiquei tão brava assim Jess. – Cait disse devolvendo o abraço, rimos juntas.

– Eu sei amiga, só quero dizer que sempre que precisar, apesar de ser toda problemática e ausente, eu sempre estarei aqui! – Disse sincera, afrouxando o abraço.

– Eu sei, e obrigada por isso Jess, a propósito, eu também te amo amiga. – Caitlin disse com a voz embargada, rimos juntas nos separando, sorrimos e continuamos a nos arrumar, hoje era noite das garotas, como nos velhos tempos. Assim que terminamos de nos arrumar Caitlin me puxou pra fora de casa, cuidando pra não sermos vistas ou fazermos barulho, mas já que ela não é nem um pouco estabanada bateu na mesinha do hall fazendo muito barulho, mandei um olhar matador na sua direção e ela murmurou um “foi mal” e correu mais rápido ainda, entramos no carro de Daphne que estava estacionado no final da esquina e ela praticamente cantou pneu até a maldita festa, tanto Payton, quanto Daphne e Caitlin estavam com vestidos espalhafatosos, maquiagem bem feita e os cabelos bem arrumados, minhas amigas apesar de não serem fúteis pareciam ter saído de dentro do clube da Barbie, me fazendo definitivamente sentir uma estranha no ninho.

– Jessie! – Ouvi um grito de Daphne e balancei a cabeça assustada, saindo de meus devaneios. – Seu celular ta tocando faz tempo!

Suspirei procurando o celular dentro da bolsa o desbloqueando e dando de cara com uma foto minha e do Justin no plano de fundo, sorri de lado, era uma foto nossa do ano novo, sorríamos abertamente com os cabelos bagunçados e voado, Justin tinha seu braço em volta do meus ombros, colando nossos corpos e por trás dele dava para ver um pouco do quintal do casarão cheio de neve, e atrás dele havia uma montanha coberta de neve, a foto era simplesmente linda. Suspirei encarando a foto mais uma vez e abrindo a mensagem que havia recebido, aliás, uma mensagem do próprio Bieber.


“Luv, onde você está? Estou aqui no seu quarto revirando todas as suas coisas, sim, eu sou espaçoso. Aliás, uma coisa, precisa aprender a trancar sua porta da sacada. XOXO”


Soltei uma risadinha sorrindo abertamente, porém me sentindo um pouco mal por não ter aviso para onde iria, afinal de contas, nós estávamos tendo algo. Não é?


“Hey baby, estou indo para uma festa com as garotas, e que fique bem claro que a culpa é totalmente da namorada do seu amigo! Pode deixar, da próxima vez eu tranco, mas quero ver você aprender a atravessar portas. XOXO”


Em menos de 10 segundos a resposta chegou.


“Avisa a Caitlin que estou indo agora mesmo matar o namorado dela, e nos esperem aí por que a bronca vai ser grande!”


– Caitlin é melhor voltarmos. – Disse guardando meu celular na bolsa, Cait me olhou confusa.

Why?

– Alerta Bieber e Butler. – Apenas disse, dando de ombros, Caitlin suspirou soltando um “fudeu” mas virando para frente outra vez, começando a cantar junto com a música no rádio.

– Chegamos! – Payton gritou animada, notei que não estávamos em um bairro comum para nós, eu bem conhecia aquele lugar, e definitivamente não era o melhor lugar para minhas amigas irem, ainda mais vestidas deste modo.

– Por que vieram pra cá? – Perguntei intrigada, enquanto podia ouvir o som bem alto de dentro do bar, Caitlin sorriu pra mim.

– Vamos diferenciar, e além do mais, seu amigo tatuado e super gostoso vai tocar aqui essa noite, na verdade, ele que me convidou. – Disse dando de ombros, fechei os olhos respirando fundo, sabia muito bem que Nathan tinha feito isso de propósito, só não conseguia entender o por que, minhas amigas não combinavam nada com aquele lugar, e com os vários amigos que fiz por conta dele, elas levariam uma surra, e na pior das hipóteses poderiam até mesmo serem estupradas.

– Não podemos entrar assim, olha as nossas roupas, caralho Cait, você deveria ter sido mais sensata! – Respondi irritada, encarando minha roupa e me sentindo uma completa babaca com ela, Cait revirou os olhos sem dar muita importância e me puxou pra dentro do bar junto com as garotas. O que já era de se esperar aconteceu, muitos olhares intrigados, e até mesmo com nojo, se voltaram para nós, o lugar cheio de gente vestindo preto, com tatuagens, piercings e cabelos coloridos recebeu brilho a mais do que gostaria, nunca havia me sentido tão peixe fora d’água, porém a situação pareceu melhorar um pouco, quando de cima do palco, sem camisa e com uma calça jeans skinny, Nathan abanou na minha direção, cantando “Gimme Shelter” dos Rolling Stones, sorri piscando em sua direção e pegando meu celular mais uma vez, precisava arrumar as coisas rápido.


“Cacete Justin, pelo amor de Deus vem logo e traz o Ryan contigo, a retardada da Caitlin nos trouxe pro bar que o Nathan toca, e você conhecendo bem a Caitlin pode imaginar no que isso significa.”


– Bom, eu vou fazer amigos, nos encontramos no bar depois! – Payton disse se distanciando de nós, cada uma foi para um lado e eu acabei indo para o bar, me sentei ao lado de um barbudo que me encarou torto e logo se mandou dali, me deixando sozinha, revirei os olhos bufando.

– Jéssica Hudson, gostei da roupa. – O garçom disse me encarando irônico e estendendo um copinho com vodka, era um amigo de Nathan, se eu não me enganava se chamava Nick, ou uma porcaria assim.

– Valeu. – Disse revirando os olhos e virando de uma vez só o copo, Nick sorriu pra mim e colocou mais vodka no copo, logo se distanciando, suspirei virando de costas para o balcão, me apoiando no mesmo e encarando o montante de gente amontoada em frente ao palco em que Nathan cantava, algumas vezes nossos olhares se encontravam e eu sorria, ele parecia estar mais bonito ainda desde a última vez que nos vimos, fechei os olhos apreciando sua voz cantar músicas que fizeram história no rock e que ambos adorávamos.

– Sozinha? – Uma voz perguntou ao meu lado, abri os olhos lentamente e dei de cara com um garoto da minha altura, cabelos arrepiados e olhos castanhos, usava uma camiseta preta da Avenged Sevenfold e tinha um corpo definido.

– Não realmente. – Respondi erguendo uma das sobrancelhas, ele não me era estranho. – Eu conheço você?

– Estudo no Atlanta High School, mas nunca nos falamos, eu era uma série abaixo da sua, estudo com o Chaz Somers.

Isso, eu o havia visto um dia conversando algo com Chaz no refeitório, talvez algum trabalho ou algo do tipo, o garoto não parecia fazer o tipo de quem jogava no time da escola, então não havia jeito dele e Chaz serem amigos.

– Ah claro. – Disse dando de ombros sem dar muita importância, o garoto sentou ao meu lado, podia sentir seu olhar queimando em meu corpo, senti meu corpo ferver.

– Então, já que não tem companhia que tal ficar comigo? – Disse se aproximando mais, com um sorriso atrevido no rosto, que babaca.

– Não, obrigada, eu tenho um namorado e ele já deve estar chegando. – Respondi curta e grossa, tentando não dar um soco na cara dele para mostrar que, de fato, não deveria nem estar falando comigo.

– Não sou ciumento. – Disse colocando sua mão na minha coxa, abri a boca incrédula e o encarei com ódio, dei um tapa na sua mão e apontei meu dedo na sua cara.

– Olha aqui...

– Se manda agora e não olha mais pra minha namorada, antes que eu te quebre. – A voz de Justin ecoou atrás de mim, cheia de fúria e extremamente séria, ambos olhamos pra ele e o garoto pareceu assustado, recuando e engolindo em seco.

– M-m-me desculpa Bieber, eu não sabia que era sua namorada. – Ele disse praticamente saindo correndo, revirei os olhos soltando um riso da reação do pirralho, se bem que na escola todos temiam o Justin, ele sempre impôs muito respeito, claro, ele era o fodão do colégio.

– Jéssica, nós vamos embora agora. – Disse me encarando com fúria, levantei as sobrancelhas totalmente surpresa.

– Olha o tom de voz Bieber, se toca, você não manda em mim, e antes de tudo, deveria estar ajudando o Ryan a encontrar as meninas. Nos vemos lá fora. – Disse lhe dando um beijo demorado e me levantando, nem esperei ele responder e me meti no meio das pessoas, tentando chegar a saída pra pegar um ar.

– Jessie, espera! – Ouvi um grito, mas não era o Justin, tampouco as meninas, mas sim uma voz que não ouvia há muito tempo.

– Chaz? O que faz aqui? – Perguntei confusa encarando-o, ele deu de ombros parando na minha frente, estava diferente, seu cabelo estava mais curto, ele estava mais branco que o normal e com olheiras, como se não dormisse há noites.

– Eu estava na casa do Ryan, acabei vindo junto, mas isso não é importante. Preciso saber algo, você está com o Bieber? – Perguntou irritado, praticamente cuspindo o sobrenome do Justin, franzi a testa mordendo os lábios, que droga havia de errado com Chaz?

– Estamos juntos, o que tem isso?

– Você não pode ficar com ele, Justin vai te machucar como ele sempre faz, acha mesmo que ele te ama? Ele é um babaca! – Praticamente gritou, totalmente irritado, colocando suas mãos nos meus ombros, arregalei os olhos assustada, nunca vira Chaz assim. Só o que me faltava, Chaz dando uma de irmão com ciúmes.

– O que? Por que está falando assim? Ele é seu amigo! – Respondi frustrada, aumentando meu tom de voz, o que não pareceu incomodar as pessoas em volta, que se preocupavam mais em seus cigarros do que em nós dois.

– Não somos mais amigos e ele é um babaca, você sabe disso, todos sabem! Você não pode ficar com ele, caramba Jessie!

– Por que Chaz? Eu não... – Mas muito antes que eu pudesse argumentar Chaz puxou meus ombros, fazendo nossos corpos se chocarem e em uma fração de segundos colou nossos lábios, arregalei meus olhos totalmente chocada, meu estômago revirou e minha cabeça pareceu explodir. Mas que merda Chaz tinha acabado de fazer!?

– CHAZ! NÃO! – Gritei o empurrando pra longe, perplexa demais, ele pareceu ficar totalmente assustado, já que me encarava com os olhos arregalados e arrependidos, ambos estávamos arfantes, ouvi um barulho ao nosso lado e virei o rosto, Justin nos encarava chocado, como se fossemos dois ET’s, e de repente notei que nunca tinha desejado tanto morrer como naquele momento.

– Jessie... Justin... Eu... – Chaz não sabia o que falar, tampouco eu e Justin, meu cérebro estava branco e vazio, como se qualquer informação estivesse evaporado, nunca me senti tão suja e... Pecadora. Deus, o que foi que fiz?

– Eu... Eu estou apaixonado por você Jéssica, eu sempre fui. Me desculpe! Me desculpe, eu não queria... Sentir isso, eu não queria ter feito o que fiz... Meu Deus... – Chaz revelou com a voz baixa e o rosto queimando em um vermelho sangue, arfei horrorizada, sentindo meu coração bater mais forte do que deveria, ele soltou um grito e colocou as mãos na cabeça, se agachando na calçada e puxando seus cabelos, como se estivesse se punindo internamente pelo o que acabara de acontecer. — Me perdoa...

Não, isso não podia estar acontecendo. Não mesmo!

– Chaz, eu... – Minha voz morreu antes mesmo de que pudesse dizer algo coerente, se é que havia algo que eu pudesse dizer. Estava definitivamente tão perdida quanto ele. Infernos.

Nossos olhares se encontraram e eu de repente notei que o destino era um grande filho da puta e que antes que tudo pudesse se ajeitar, ele fizera questão de embaralhar as coisas de vez. E então eu me encontro perdida mais uma vez. Os olhares de Justin intercalavam entre mim e Chaz, que agora tinha a cabeça abaixada e deixava as lágrimas escorrerem pelo seu rosto, arfei sentindo meus olhos marejarem enquanto meu corpo parecia entender a gravidade do que estava acontecendo, fechei os olhos com força, tentando acordar de um pesadelo surreal demais, tentando dizer a mim mesma que aquele pesadelo não existia, jurar a mim mesma que havia sido apenas imaginação ou um momento insano, um espectro de loucura instantânea.

Porém eu sabia que não era, sabia a verdade, e isso só massacrava o pensamento mais ainda.

Eu fiz tantas merdas e coisas erradas na minha vida intera, eu caí tantas vezes, tantas vezes. Algumas até acreditei que não conseguiria me erguer, e na realidade, apesar de me levantar e continuar em frente, sempre menti a mim mesma que não haviam machucados da queda, machucados que não eram na pele, mas sim no coração, na mente a na alma. Não sou o tipo de garota que sofre por amor, muito menos o tipo de garota que sonha com o príncipe encantado, que morre de amores e vê o mundo colorido, eu nunca fui, nunca consegui fingir ser e tenho pela certeza que nunca fingirei. Mas de alguma forma, o tipo de garota que nunca desejei ser, foi exatamente o que me tornei, veja, acabo de me formar no colegial e não levo muitos amigos na mala, não tive muitos momentos felizes e inesquecíveis, talvez esse até mesmo tenha sido meu maior arrependimento, não me apaixonei, pelo menos não a tempo, não vivi um grande amor e talvez nem ao menos uma grande amizade, não cultivei os amigos que tive, mas por algum motivo eles sempre estiveram ali por mim, não tive uma família de verdade, não consegui dizer a minha família que eu queria ter uma família de verdade, e acima de tudo, nunca consegui enxergar o mundo por trás da parede.

É difícil se tocar disso, é difícil acreditar e aceitar que você é merda, eu joguei os jogos que eles jogavam, e como sempre, me perdi, pisei em falso e me camuflei em um mundo de aparências, tentei acordar de um sonho e tudo o que encontrei à minha frente foi a pura realidade, algo que neguei aceitar, escondi, destruí, queimei sobre a pele, e quando finalmente pensei ter feito desaparecer, abro os olhos e me deparo com a verdade mais uma vez, do mesmo modo de antes.

Há algo pior que isso? Em um momento da sua vida se deparar com sonhos antigos, desejar realizá-los e então descobrir que não pode, por entre fragmentos de tempo se encontrar viajando pelo passado, preso ao presente e longe demais do futuro.

E todas as coisas que eu imaginava entender, no final das contas, eu nem ao menos sabia por que existiam. Tudo muda o tempo inteiro, e eu acabo sempre virando apenas um espectador da minha própria verdade, da minha própria história.

Sempre.

Notas finais
E aí? Capítulo bem alá mamilos polêmicos, vai dizer? KKKKKK
E ENTÃO? GOSTARAM? REVIEWS? RECOMENDAÇÕES LINDAS E DIVAS?
HUM??????
Beijooos :*:*
AMO VOCÊS ♥♥♥
Até mais!
PS: gente, eu preciso compartilhar uma coisa, foi só que imaginei a Tereza Cristina como mãe da Jessie dizendo aquelas coisas pra ela? KKKKKKKKKKKKKKKK ai que trágico!