By The Way

12 Capítulo 12 - She Will Be Loved


Notas iniciais
MINHAS LINDAS!!!!!!!
Tudo bem?
Então, wow, wow, wow! Como assim tudo aquilo de reviews no último capítulo? Cremdeuspai, ganhei 30 reviews em um dia e meio!
VOCÊS SÃO ESPECIAIS DEMAIS, MEU DEUS, NEM SEI O QUE DIZER! MUITO, MUITO, MUITO OBRIGADA MINHAS LINDAS! MESMOOOOO!!!!!!
E pra quem perguntou, não, By The Way não está acabando, e sim, eu vou postar logo logo em minhas outras fanfics!
Então, esse capítulo está muito lindo e fofo, mas nem se acostumem, essas coisas lindas e coloridas aí não vão durar muito... muahahaha! lol
E pra verem como eu amo muito aqui, estou toda quebrada(é me acidentei) e ainda assim vim terminar o capítulo para postar pra vocês, ISSO QUE É AMOR NÉ!? Aliás, me empolguei e o cap. ficou maior que o normal! Haha :33
Então é isso, espero MESMO que gostem!
Beijooos :*:*
AMO VOCÊS ♥♥♥
E FELIZ NATAL, ÓTIMO ANO NOVO E TUDO DE BOM NA VIDA DE VOCÊS, REALMENTE MERECEM MINHAS LINDAS, ESPERO QUE SE DIVIRTAM MUUUUUUITO E QUE GANHEM MUUUUUUUUITOS PRESENTES!!!! ALIÁS, ESTOU ACEITANDO PRESENTES AÍ, REVIEWS E RECOMENDAÇÕES ESTÃO SUPER BEM VINDOS! HAHAHHA
FELIZ NATAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAL! ♥♥♥♥♥♥

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Beauty queen of only eighteen, she had some trouble with herself, he was always there to help her, she always belonged to someone else. I drove for miles and miles and wound up at your door, I've had you so many times but somehow I want more(...)

I know where you hide alone in your car, know all of the things that make you who you are, I know that goodbye means nothing at all, comes back and begs me to catch her every time she falls.”


Jessie PDV

– Eu sou a loira com a blusa azul, por que eu adoro azul, e você é a ruiva com o vestido preto, por que você adola rock e seu cabelo é palecido com o dela. – Jazzy, irmãzinha do Justin, disse toda sorridente estendendo sua Barbie ruiva, sorri pegando-a e começando a pentear seus cabelos, que realmente estava parecido com o meu depois que o pintei.

– E pra onde elas vão? – Perguntei encarando Jazzy ajeitar os cabelos de sua boneca atentamente, sorri abertamente ao ver aquela cena tão incomum ao meu ponto de vista.

– Vamos tomar chá, por isso o Bieber não pode estar junto, é coisa de galota. – Ri com seu jeito de falar, Jazzy ainda tinha dificuldade com algumas palavras e eu achava isso super fofo, era definitivamente a criança mais querida que já conheci, apesar de às vezes ser totalmente pestinha. Ajudei ela a montar toda a mesinha e o “jardim” para as bonecas tomarem o tal chá, estávamos conversando, ou melhor, inventando um diálogo com as bonecas quando Justin chegou ao quarto de Jazzy, nos encarando como se fossemos de outro planeta.

– O que as duas bonequinhas estão fazendo, hum? – Perguntou se sentando ao lado de Jazzy e sorrindo pra mim, sorri de volta ajeitando o cabelo da minha Barbie, sentindo minhas bochechas corarem. Às coisas definitivamente estavam de ponta cabeça, de um modo que nunca imaginei que estariam, era tão insano que não parecia real, como se estivesse em um sonho e prestes a acordar.

Tudo, exatamente tudo entre mim e Justin havia mudado, de inimigos com benefícios viramos amigos com benefícios, uma amizade bem estranha e clichê aliás, trocamos alguns beijos mas nada demais. Estávamos mais próximos, descobrindo mais coisas um sobre o outro, compreendendo melhor a nós mesmos, e estávamos mudando, ainda que aos poucos, para melhor. Pelo menos eu esperava que sim.

E bom, para começar com a nossa extraordinária mudança viajamos para o Canadá, Justin tinha praticamente me obrigado a passar o natal com ele, Pattie, e a família inteira em Stratford, cidade natal dele, resisti mas no fim acabei me rendendo. Todos iriam se juntar no feriado no casarão da colina que o avô de Justin tinha, comemorar um natal em família que eu mesma nunca tive. Iríamos para lá em duas horas, enquanto isso ficamos na casa de Erin, madrasta do Bieber, e Jeremy encarregados de cuidar de Jazzy e Jaxon, meio-irmãos de Justin, que estava dormindo.

– Estamos brincando de Barbie, quer brincar? – Jazzy perguntou meio a contra-gosto, fazendo com que eu e Justin ríssemos, ele fez careta encarando ás várias barbies espalhadas pela mesa, junto com vários vestidos de marca, seus cabelos penteados e acessórios brilhosos.

– Elas parecem com você Jessie. – Justin disse divertido, me mandando um olhar efusivo logo rindo e apertando Jazzy, franzi a testa olhando para baixo, o que ele queria dizer com aquilo? Que sou fútil, dominada e sem vontade alguma? Meus pensamentos se embaralharam e balancei a cabeça sentindo um mal estar chegar.

– Eu... Já volto. – Disse baixinho me levantando rápido e caminhando pra fora do quarto, encarei o grande corredor à minha frente e caminhei até o quarto de hóspedes, entrando quase voando no banheiro e trancando a porta atrás de mim. Me agachei no chão gelado tentando respirar direito e colocar meus pensamentos em ordem, me perguntando por que logo agora que tudo estava mudando ele falou aquilo, tudo bem, até pode não ter sido a intenção, mas meu cérebro se recusava a aceitar a informação, e quando me dei conta já estava chorando mais uma vez, uma fraca chorona.

Suspirei me levantando e me apoiando na bancada do banheiro, me encarei no espelho e fiz uma careta, eu estava tão diferente do que costumava ser, eu nunca realmente conseguia reconhecer aquela garota ali na frente do espelho, ela não dizia nada a respeito de mim, era apenas um reflexo do que desejava ser, mas nunca seria, tudo sempre fora uma bagunça, e eu nunca consegui dizer quem eu mesma era. Encarei as roupas, marcas famosas, maquiagem das mais caras, cabelo hidratado e cuidado por o melhor cabeleireiro do país e claro, jóias luxuosas, eu podia ter um estilo diferente, mas nem por isso deixava ser de ser fútil, tudo em mim girava em torno do dinheiro.

Levantei a barra da minha blusa, virando de lado e encarando minha barriga no espelho, já não conseguia nem ao menos diferenciar se estava magra ou gorda, pois tudo o que via no espelho era uma imagem retorcida. Rosnei dando um soco na pia de mármore e logo depois me agachei sentindo a vertigem voltar, mas eu não ia vomitar, não podia fazer isso.

Meu celular começou a vibrar no meu bolso, tirando totalmente minha concentração, o peguei a contra-gosto e comecei a ler a mensagem da vadia que acha que ainda é minha mãe.

“Onde você está!? Volte pra casa agora mesmo seja lá onde esteja no mundo, olha garota eu vou colocar até a polícia atrás de você daqui a pouco, pelo menos me responda sua inútil!”

Vadia. Era bem isso o que ela era, uma grande vadia oportunista e mandona, que achava que tinha o mundo em suas mãos e poderia fazer dele sua marionete pessoal.

Fiquei pensando o que poderia responder para ela, mas nada vinha na minha mente, e os passos se aproximando da porta do banheiro me distraíram mais ainda.

– Jessie, você está aí? Tudo bem? – A voz de Justin estava alta e preocupada, o que me fez rosnar entre dentes, como ele podia ser tão burro?

"Vai se ferrar, não devo te satisfações da minha vida!"

Outras batidas na porta, mandei a maldita mensagem e me levantei, lavando o rosto rapidamente e finalmente abrindo a porta do banheiro, Justin me encarava sem uma expressão determinada, engoli em seco o encarando fria e passando reto por ele, que segurou meu pulso assim que cheguei ao batente da porta do quarto.

– O que houve?

– Nada. Vou fazer algo pra Jazzy e Jaxon comerem. – Disse sem me virar para encará-lo, me soltei dele e caminhei até o quarto de Jazzy e Jaxon, que agora já tinham guardado os brinquedo, sorri para os dois e coloquei um em cada braço.

– Estão com fome? – Perguntei enquanto caminhávamos para fora do quarto com Justin carrancudo atrás de nós, os dois gritaram “SIM!!” me fazendo gargalhar e praticamente correr até a cozinha, acabamos comendo cereal, bolachas e suco de laranja, os dois eram uns amores, sempre fazendo gracinhas e perguntas engraçadas, estava com a minha barriga dolorida de tanto rir, acabei beliscando algumas bolachas água e sal e assim que terminaram de comer arrumei tudo, sem olhar ou falar com Justin, ainda estava confusa e chateada, precisava um tempo pra mim mesma antes de falar com ele.

– Jessie, fala comigo, o que eu fiz? – Justin perguntou angustiado, me puxando para o canto da sala enquanto os pestinhas olhavam Bob Esponja na TV, suspirei e quando estava abrindo a boca para falar Pattie, Jeremy e Erin chegaram em casa rindo e conversando, me afastei de Justin indo pegar minhas coisas no andar de cima, já que iríamos direto da casa dos Bieber’s até a casa da colina. Todas as coisas no carro e a casa já fechada entramos nos carros, e depois de Jazzy quase morrer chorando Justin foi com ela, Jaxon e Erin no carro do Jeremy, e eu acabei encarregada de dirigir sua Range Rover junto com Pattie.

– Acho tão legal isso tia Pattie. Vocês serem amigos e ele e Erin passarem o natal com a sua família, isso é admirável. – Comentei enquanto pegávamos a subida para o morro, Pattie ao meu lado no carona sorriu abertamente.

– Obrigada, mas realmente gosto disso, Jeremy e eu somos grandes amigos apesar de tudo, Erin também é uma querida e ótima amiga, sem falar nos filhos, uns amores, acho que temos que ultrapassar as coisas ruins e transformar momentos bons em inesquecíveis, também sei que Justin gosta dessa aproximação, faz bem pra ele. – Respondeu animada e cheia de orgulho, sorri abertamente pegando uma curva a direita, tia Pattie era tão alto astral e caridosa, nunca conheci uma pessoa com o coração dela, não guardava magoas e sempre estava disposta a ajudar todos, Justin tinha mesmo muita sorte.

– Você também faz muito bem pra ele, vejo isso nos olhos dos dois, tentam esconder e vivem brigando, mas no fundo não sabem ficar longe um do outro. – Disse piscando pra mim, sorri envergonhada mantendo meus olhos na pista, não conversamos mais e em questão de 15 minutos chegamos até o casarão.

– Que bom que chegaram, só faltavam vocês! – Vovó Diane disse feliz, estendendo os braços enquanto saíamos dos carros, Jeremy, Pattie, Erin e as crianças correram para abraçá-la, sorri encarando a cena e Justin parou ao meu lado sorrindo torto.

– Meus amores, estão tão grandes! – Diane disse exasperada, nos dando um abraço de urso, retribuímos o abraço rindo sem graça.

– É tão bom te ver vó! – Justin disse sincero, enquanto eu me afastava e ele abraçava ela mais forte.

– Eu que o diga, nunca mais te vi, está tão bonito, tão crescido! – Disse sorridente, logo se afastou dele e percorreu o olhar até mim.

– Jessie meu amorzinho, não te vejo há tantos anos, que mulher linda que se tornou! Justin tem muita sorte de ter uma namorada como você! – Diane disse apertando minhas bochechas, troquei um olhar com Justin que deu um risadinha.

– Nós não somos n... – Tentei afirmar que Justin não era nada meu quando Diane me abraçou de lado nos puxando para dentro do casarão.

– Demoraram, só faltavam vocês! – Disse assim que entramos no casarão, que tinha uma sala enorme e toda decorada com móveis em tons marrom, branco e ouro, tudo simples mas sofisticado, não havia mudado muito pelo o que me lembrava, nos sofás de couro perto da lareira toda enfeitada com coisas de natal tinham várias pessoas, algumas eu até conhecia mas outras nem fazia ideia de quem eram. O vovô Bruce fez questão de apresentar todo mundo, conheci alguns tios do Justin e tias, que ao total formavam três casais e dois solteiros, formando com Pattie, Erin, Jeremy, vovó e vovô treze adultos, tinham mais duas crianças e três adolescentes, dois garotos, Brad, que tinha 14 anos, Sam de 17 e Marie, que tinha uns 16 anos. Ou seja, 18 pessoas em uma mesma casa, tudo bem que era um casarão, mas eu duvidava muito que tinha esse número de quartos.

– Erin e Jeremy vão ficar com o quarto daqui de baixo e Pattie no quarto dela, e bom vocês meus amores podem ficar junto com os garotos... – Bruce ia dizendo mas Justin o interrompeu colocando seu braço em volta do meu ombro.

– Podemos ficar com o sótão, pelo o que me lembro tem um quarto lá bem arrumado, sempre ficávamos lá quando menores. — Justin disse sorrindo fraco, Diane sorriu assentindo com a cabeça, iria protestar mas achei melhor não, pegamos nossas malas e subimos às escadas até o terceiro andar, não pude deixar de notar que ao lado da escada ainda havia o antigo piano, que nos natais que passamos juntos quando ainda éramos pequenos eu e Justin tocávamos as músicas juntos. Foram três natais que passamos naquela casa, a minha família e a dele, quando tudo ainda estava nos eixos.

– Bom, tem lençóis e cobertores no armário, qualquer coisa é só pedir, vou deixar vocês a vontade. – Diane deu um beijo na testa de Justin e saiu do quarto fechando a porta atrás de si. Suspirei encarando o quarto que aparentemente era o mesmo de antes, mas agora com ar condicionado e aquecedor, também havia um computador na escrivaninha do canto e luzes de natal ao lado da cama, sorri, Diane gosta mesmo de enfeitar tudo. Peguei minhas malas e coloquei encostada na parede ao lado da escrivaninha, Justin parecia analisar cada movimento meu, mas tentei ignorar tirando meu casaco e procurando meu celular perdido dentro da bolsa.

– Você está estranha. – Comentou chegando mais perto, ergui o rosto o encarando com uma sobrancelha levantada.

– Eu sempre fui estranha, esqueceu querido? – Disse irônica, soltando um risinho falso ao final, voltando a procurar meu celular.

– Pensei que tivéssemos deixado as evasivas pra trás.

– Eu pensei que você não era mais um idiota, mas acho que ambos nos enganamos, não é mesmo? – Disse o mais irônica que pude, transbordando raiva, Justin me olhou confuso, revirei os olhos.

– O que você quer dizer com... – Antes que ele pudesse completar a fala meu celular tocou alto, assustando os dois, rosnei o atendendo, sabendo exatamente quem era.

– O que você quer?

– Venha pra casa agora, e isso é uma ordem!

– Sério mesmo, por que você não vai à merda, hum? NÃO sou sua filha, não manda em mim, e a minha VERDADEIRA mãe está concordando onde estou então vê se não enche, okay? – Sibilei irritada, os olhos de Justin estavam cravados em mim, e ele parecia escutar o que a vadia falava no telefone.

– Você vai se arrepender por isso sua pequena vadia, vou te trazer pra casa nem que seja pelos cabelos.

– Ah cala a boca e vadia é você. – Disse irritada e desligando o telefone, o jogando longe e colocando as mãos nas têmporas, as massageando enquanto tentava me acalmar, por fim peguei um casaco grosso e quente.

– Olha eu sei que é tudo muito difícil pra nós dois, mas o que eu fiz? Por que disse que achou que tinha mudado, qual é Jessie!

– Você adora isso! Jogar na minha cara que não sou boa o bastante, que sou montada como uma Barbie, a base de dinheiro e futilidades, adora jogar na minha cara que eu sou uma droga! – Gritei já irritada e cheia daquela conversa, Justin me encarou espantado.

– Você entendeu errado, foi uma brincadeira, não quis dizer isso! Pelo amor de Deus Jéssica, pare de ser infantil, me desculpe se falei algo errado, mas você não é fútil ou montada, muito menos uma droga, você é perfeita e eu te amo! – Disse com a voz alterada, segurando meus ombros fortes, fechei os olhos balançando a cabeça.

– Tudo bem Bieber, algumas coisas nunca vão mudar. – Falei por fim derrotada, dei um beijo em sua bochecha e me desvencilhei de suas mãos, saindo do quarto, fui até pra fora da casa onde todos conversavam e brincavam juntos na neve acumulada no chão, me sentei na sacada conversando com Pattie e tia Danna, que era bem engraçada aliás, ficamos a tarde inteira ali, estava anoitecendo quando entramos, fui tomar meu banho e trocar de roupa para jantar, onde se juntou a família inteira, programando tudo para amanhã e os preparativos para o natal, logo depois ajudei as mulheres a lavar a louça enquanto os homens bem folgados iam conversar, ou no caso dos garotos, jogar vídeo game.

Assim que terminei minha parte corri para a sala, sentei na barra da enorme janela do fundo e abracei minhas pernas, vendo pelo vidro embasado a neve cair lá fora.

– Oi. – Ouvi a voz de Marie ao meu lado, virei meu rosto para encará-la e a mesma sorriu envergonha da pra mim, logo vi Jazzy largando sua mão e pulando no meu colo.

– Eu estava tendo uma briga comigo mesmo se vinha ou não falar com você, estava decidida a não vir, mas Jazzy praticamente me arrastou até aqui, então...

– Por que estava pensando se falava comigo? – Perguntei confusa com a revelação.

– Sei lá, você não parece o tipo de garota que conversaria com garotas como eu... Idiotas. – Disse dando de ombros e encarando suas roupas, um vestido florido azul, uma meia calça branca, um casaquinho rosa e uma sapatinha fofa rosa claro, seus cabelos eram curtinhos e loiros, os olhos azuis repassando doçura, definitivamente não tínhamos nada em comum, sorri de lado pra ela.

– Sinceramente, na escola talvez não falaria com você, costumava ser uma imbecil, mas hoje, não vale a pena sabe? Não sou melhor que você, assim como você não é melhor que eu. Acredito que é uma pessoa incrível. – Disse sincera e sorrindo, a garota sorriu pra mim se sentando no banquinho ao lado da janela.

– Então, o que aconteceu entre você e o Justin? – Perguntou hesitante, encarando o Bieber que do outro lado da sala jogava videogame com seus irmãos, suspirei tentando achar as palavras certas.

– Nós brigamos, aliás, sempre vivemos brigando, mas sabe, eu achei que as coisas estavam diferentes, achei que coisas pequenas não podiam mais ferir, mas elas podem.

– E por que não fala com ele sobre isso? – Perguntou esperançosa, balancei a cabeça o encarando, foi aí que ele virou o rosto e nos encaramos por alguns segundos.

– Justin é um babaca, você sabe. – Disse dando de ombros, rimos juntas enquanto ela confirmava minha fala, ficamos ali conversando um pouco e brincando com Jazzy, até que decidi ir pro quarto e tentar dormir, dei boa noite pra ela e por todos que passei, correndo pelas escadas até chegar ao quarto.

Fechei a porta atrás de mim e respirei fundo, abri meus olhos e encarei a janela do outro lado do quarto, lá fora a neve ficava cada vez mais densa, ficando colorida por todas as luzes de natal que haviam em volta da casa, do jardim e das árvores, sorri boba tirando minha jaqueta de couro e jogando ela em qualquer canto, me aproximando mais da cama, onde havia um cartão com uma rosa vermelha em cima, sorri balançando minha cabeça e chegando mais perto, peguei a rosa perfeita em minhas mãos a encarando abobada, e logo depois peguei o bilhetinho que continha letras muito conhecidas, e um cheiro de perfume inconfundível.

“I’m sorry if I hurt you...”

Ri comigo mesma começando a tirar os sapatos, os deixando por ali mesmo.

– Não sou bom nisso, você sabe. – Justin comentou, fazendo sua voz ecoar pelo quarto, virei meu rosto o encarando parado na porta, com as mãos nos bolsos da calça jeans, a camiseta preta amarrotada e os cabelos bagunçados, respirei fundo soltando uma risadinha, Justin trancou a porta atrás de si e caminhou até mim, sorri fraquinho envolvendo seu pescoço com meus braços e o abraçando forte, Justin devolveu o abraço envolvendo minha cintura com suas mãos, sorri dando um beijo em seu pescoço, o único lugar que eu alcançava, fazendo os dois rirem.

– Desculpa, não disse por mal eu só... – Antes que ele pudesse continuar e afastei, tapando sua boca.

– Olha, ta tudo bem okay? Eu que sou uma problemática de TPM, desculpe. – Disse fazendo careta, Justin riu esfregando nossos narizes. Sorri entrelaçando minhas mãos em seus cabelos macios, os acariciando, Justin me segurou no colo nos jogando na cama, rimos juntos enquanto ele ficava por cima de mim, iniciando um beijo calmo e molhado, desci minhas mãos por seu pescoço e peitoral, até chegar à barriga, acariciando por cima do pano sem pressa alguma, Justin também parecia não ter pressa alguma, uma vez que estava ocupado demais me dando longos beijos e mordidas no pescoço, arfei fechando meus olhos e puxando sua camiseta para cima, Justin ergueu os braços me ajudando a tirá-la, sorrimos um para o outro e coloquei minhas mãos em seus ombros, o puxando para um beijo, Justin colocou suas mãos em minha cintura, me puxando para frente e nos fazendo sentar na cama, puxou minhas pernas de modo que eu envolvesse a sua cintura e colocou cada perna sua de um lado do meu corpo, nos encaixando perfeitamente, suspirei partindo o beijo e o encarando.

– Eu te amo. – Disse baixinho, como se revelasse um segredo perigoso, o que parecia fazer sentido se tratando de nós dois, ele sorriu abertamente.

– Eu também te amo. – Justin disse levando suas mãos geladas até o primeiro botão da minha blusa, o abrindo vagarosamente deslizando seus dedos pela minha pele, como se fossem cordas delicadas de um violão, fechei meus olhos sentindo meu corpo inteiro se arrepiar pelo seu toque, e pela noite fria que nos aguardava, abri meus olhos outra vez e quando me dei conta ele já estava deslizando a blusa por meus braços, o ajudei a tirar a blusa e atira-la no chão, Justin me puxou mais pra perto, me sentando em seus colo, afundei meu rosto em seu pescoço enquanto ele descia as mãos pelas minhas costas, deixando um rastro de fogo por onde passava, logo chegou ao fecho do meu sutiã o abrindo sem mais delongas, tendo o mesmo destino da blusa, Bieber desceu beijos pelo meu ombro até chegar ao meu seio direito, dando beijos por sua extensão, gemi baixinho arranhando suas costas, jogando meu corpo pra frente enquanto sentia meu coração bater forte e descontrolado, onde dentro de meu peito já se formava uma confusão de sentimentos e prazeres. Puxei seu rosto para cima, o beijando outra vez enquanto nossos corpos colidiam, fazendo nossas peles nuas se arrepiarem.

– Eu te tive tantas vezes, mas de alguma forma eu desejo mais, muito mais que isso. – Disse sincero, segurando meu rosto em suas mãos, sorri abertamente passando minhas mãos por suas costas.

– E é exatamente sobre isso que se trata, sobre você, sobre mim...

– Sobre nós. – Completou com um meio sorriso, confirmei com a cabeça o abraçando forte, que á nos deitava na cama.

– Sobre nós. – Repeti sua frase, o abraçando forte e fechando meus olhos, nós sabíamos que podíamos transar ali agora, mas não parecia realmente necessário, tínhamos feito isso tantas vezes, mas de repente era como se apenas uma vez a presença um do outro era tudo o que necessitávamos. Ficamos ali por um bom tempo apenas pensando silenciosamente e escutando a respiração um do outro, até apagarmos totalmente.


[...]


– Hey... Acorda babaca. – Disse dando um beijo em Justin e o balançando, logo me levantando, ele resmungou alguma coisa, provavelmente me xingando, e eu ri indo catar minhas roupas jogadas no chão, colocando as mesmas no cesto para lavar, e só de calça jeans mesmo caminhei até minha mala.

– Ei como você anda por ai assim? E eu? – Justin disse se levantando da cama, revirei os olhos continuando a procurar uma roupa.

– Qual é Bieber, não quer ver? Ta virando gay? – Disse gargalhando, Justin me olhou incrédulo e com raiva, ri mais ainda pegando minhas coisas, e quando ele estava pronto pra correr atrás de mim praticamente voei até o banheiro e tranquei lá.

– Jéssica Hudson, gay é o caralho!

– Ui, ficou estressadinha... Namorada! – Disse só pra irritá-lo, gargalhando mais ainda, Justin rosnou do outro da porta me fazendo quase mijar nas calças de tanto rir, por fim fui tomar um banho demorado e mudar de roupa, uma roupa que não tinha muito a ver comigo, mas eu estava feliz hoje e decidi colocar algo diferente.

– Bieber? – Perguntei colocando a cabeça pra fora do quarto, o idiota não disse nada, nem ao menos devia estar no quarto, dei de ombros saindo do quarto e indo pra cozinha, onde a maioria do pessoal estava, inclusive Justin.

– Bom dia Jessie, adorei a roupa. – Diane disse animada, me dando um beijo estalado na bochecha, sorri a abraçando de lado e logo indo me sentar ao lado de Justin.

– Por que está de óculos? – Perguntou me encarando confuso, sorri tirando de dentro da minha bolsa o livro que tinha achado nas coisas guardados do sótão. Justin revirou os olhos e eu dei um soco no seu ombro, comendo um pedaço de bolo do seu prato e bebendo seu suco de laranja.

– Que putaria é essa?

– É a vida, os mais espertos ganham! – Disse sorrindo abertamente enquanto os outros riam, limpei minha boca e coloquei a bolsa no ombro. – Vem Justin. – Disse o puxando junto comigo, nem dando a chance dele terminar de comer seus waffles. Como sempre resmungou muito, mas acabou aceitando, rodamos a cidade inteira pela manhã, tirando fotos, rindo muito e até mesmo brincando feito dois idiotas pelas ruas, eu gostava disso, apenas passar um tempo com ele como nunca tínhamos feito.

Assim que deu a hora do almoço voltamos pra cama, almoçamos todos juntos e fomos começar a arrumar as coisas, uma correria só, comidas e decoração da sala, as mulheres ficaram na cozinha organizando tudo e fofocando, enquanto os homens ficavam arrumando as coisas, o que eu tinha certeza que não estava prestando muito, tanto que fui encarregada de ir ajudá-los.

– Você não serve mesmo pra isso, puta merda. – Comentei enquanto arrumavam os enfeites na árvore, bufaram derrotados se afastando, comecei a arrumar as coisas e ao final Justin colocou Jazzy nas costas e a ergueu para colocar a estrela no topo da árvore, ela sorria de tanta felicidade e nós batemos palmas.

– Jessie, vamos brincar na neve? – Jazzy pediu com os olhinhos brilhando, fazendo cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança, fiz careta não me agüentando.

– Claro que sim, você vem Justin? – Perguntei enquanto Jazzy me puxava pela mão pra fora de casa, Justin suspirou revirando os olhos, mas logo veio junto com nós duas, segurei a mão de Jazzy e saímos correndo pela neve, jogando bolas de neve uma na outra, Justin apenas ria assistindo tudo, de vez enquando revirava os olhos mas logo eu e Jazzy mostrávamos a língua pra ele continuávamos a brincar, eu mal reconhecia a mim mesma, mas a mudança era incrível, e eu estava amando cada segundo daquele dia, guardando cada sensação e lembrança.

– CHOCOLATE QUENTE! – Marie gritou da porta da casa, nos chamando, Jazzy largou correndo até ela, e logo as duas sumiram dentro da casa, ri comigo mesmo caminhando até Justin.

– Parece que ela te abandonou por chocolate. Péssima escolha. – Disse rindo, colocando os braços na minha cintura, fiz careta rindo logo em seguida, Justin me puxou mais pra perto e juntou nossos lábios gelados, senti o calor do seu corpo aquecer o meu e sorri, colocando minhas mãos em seu rosto.

– Ei, vamos pegar chocolate? – Justin perguntou travesso, me dando uma mordida na bochecha, gargalhei por seu interesse no chocolate, parecia uma criança.

– Vamos, mas eu estou cansada. – Disse fazendo cara de triste, Justin fez careta revirando os olhos e depois virou de costas pra que eu pulasse em suas costas, sorri feito retardada e dei uma corridinha pulando em suas costas, envolvendo seu pescoço com meus braços, Justin me segurou pelas coxas, apenas subindo uma das mãos até minha bunda.

– Fica se aproveitando, não tem vergonha garoto? – Disse dando um soco no ombro dele, Justin riu virando o rosto e piscando.

– Pode acreditar que não.

Revirei os olhos e ele nos levou pra dentro de casa, pegamos o chocolate quente e nos sentamos na varanda, conversando sobre coisas bobas que nunca tivemos interesse antes, o tempo passou rápido, quando vimos já era quase oito da noite.

– Meu Deus! Temos que nos arrumar! – Disse desesperada, puxando Justin pela mão e entrelaçando nossos dedos, sorrimos um pro outro e corremos até o quarto.

– Que tal, pra ser mais rápido, nós tomarmos banho juntos, hum? – Disse malicioso, espalmando suas mãos nas minhas nádegas e me puxando contra o seu corpo.

– Você continua safado, né?

– Algumas coisas nunca mudam. – Disse debochado, apertando suas mãos, gemi em seu ouvido e o puxei para o banheiro, acabamos ficando ali uma meia hora, e fazendo bem mais do que tomar banho, claro, mas como o Justin é uma bicha com o cabelo dele, saí do banheiro e fui me arrumar, coloquei minha roupa e deixei meu cabelo liso natural com algumas ondas nas pontas, estava quase terminando de me arrumar quando Justin saiu do banheiro já pronto.

– Sério, às vezes você é mais mulher do que eu. – Disse sorrindo sínica, ele me mandou o dedo do meio e foi colocar seu tênis, terminei de colocar meu rímel e fui guardar minhas coisas, bem nessa hora Justin me puxou pela cintura.

– Está linda... E gostosa. – Disse mordendo os lábios e me puxando pela manta vermelha para sentar no seu colo, sorri dando um beijo do seu pescoço, deixando uma leve marca do meu batom.

– Você também senhor franjinha. – Disse o encarando, sorrimos um para o outro e descemos para a ceia de natal, assim que chegamos à sala estavam todos lá, a maioria com roupas vermelhas com branco, todos sorrindo e felizes, trocando presentes e cantando músicas de natal, sorri abertamente e Justin me puxou para sentar ao seu lado no grande sofá, ficamos ali conversando e trocando presentes, era tão fascinante ver uma família grande e unida se divertindo junto, sem brigas ou discussões, apenas estavam felizes por terem a presença um do outro, era incrível ver tudo isso, sabendo que de alguma forma eles me incluíam como parte dessa família.

Tiramos várias fotos e fomos para a ceia, que estava mais divertida ainda, tanta gente junta sentada em uma mesma mesa era uma confusão, mas de alguma forma isso era bom e dava certo, acabei dando comida para Jaxon e Jazzy, enquanto Justin, Pattie e Diane me obrigavam a comer, alegando que estava magra demais, fiquei relutando mais acabei comendo, aliás, a melhor comida do mundo, certeza.

– Jessie! Jessie! Vamos lá fora! – Jazzy praticamente gritava me puxando pra fora, enquanto alguns também saiam, Justin parou ao meu lado bufando, mas logo em seguida sorriu.

– Minha irmã gosta mais de você que de mim. – Disse cruzando os braços e andando com a gente pra fora da casa, ri alto colocando minhas mãos em seu ombro.

– Também né, eu sou divina enquanto você é um babaca.

– Vadia. – Justin disse me empurrando pro lado, mostrei a língua pra ele.

– Escroto! – Disse colocando as mãos na cintura enquanto ele abria a porta pra nós.

– Vocês se amam! – Pattie disse rindo passando por nós, acabamos rindo juntos e Justin segurou minha mão, me puxando para a varanda, um fogo de artifício foi jogado ao céu, anunciando a meia noite.

– FELIZ NATAL! – Gritamos todos juntos, começando a rir logo depois, estavam começando a se abraçar e desejar coisas boas, mas antes que pudesse abraçar alguém Justin me puxou para o outro lado da varanda.

– O que você vai desejar de natal? – Perguntei para Justin, enquanto ele me abraçava por trás e deitava seu queixo no meu ombro esquerdo, estávamos vendo a neve cair do lado de fora de casa, enquanto as luzes brilhavam e alguns fogos de artifício verdes e vermelhos eram lançados ao céu.

– Tudo o que eu quero de natal é você. – Respondeu sorrindo, me dando um beijo na bochecha, virei de frente pra ele, colocando minha mão em seu pescoço.

– Isso, desde sempre, de alguma forma é seu.

– Então eu não preciso de mais nada. – Disse me dando um longe selinho, afaguei seu rosto gelado, enquanto sentia meu corpo se arrepiar ao sentir seu hálito fresco bater no meu pescoço.

– Nem eu. – Concordei fechando meus olhos e sorrindo abertamente, tendo a certeza que ele também estava sorrindo, e sentindo a mesma coisa estranha e complicada que eu sentia.

Amor.

Notas finais
E ENTÃO? BOM? RUIM? GOSTARAM? REVIEWS E RECOMENDAÇÕES L-I-N-D-A-S QUE SÓ VOCÊS SABEM FAZER?
HUMMM??? Haha
Beijooos :*:*
AMO VOCÊS ♥♥♥