By The Way
11 Capítulo 11 - Paradise
Notas iniciais
Haha
Tudo bem?
Eu sei, eu sei, demorei mil anos para postar um novo capítulo, e realmente me desculpem por isso, mas sabem como é final de ano né, a maior correria de todas! Haha
Então, queria agradecer muito a todos os reviews do último capítulo! WOW O QUE FOI AQUILO GENTE? VOCÊS SE SUPERARAM EM! EU SIMPLESMENTE A-M-E-I! E ainda que viva agradecendo não há palavras para descrever o quanto sou grata por ter leitoras como vocês e como com cada palavrinha de cada review vocês me faz sentir a mais abençoada e especial autora, de coração, muito obrigada minhas lindas!!
CARA, RECEBI MAIS DUAS RECOMENDAÇÕES! Minhas lindas JuliaCampbel e MadisonPearl MUITO OBRIGADA PELAS RECOMENDAÇÕES SUAS FOFAS, EU AMEI MESMO!
VOCÊS SÃO DEMAIS, TODAS VOCÊS, SÉRIO ♥♥♥
*****Então, tenho um capítulo para postar antes do natal, mas pra isso preciso de muitos reviews, então vamos lá né lindas, não custa nada! Haha
Ah, no discurso de formatura nesse capítulo peguei partes do discurso da Jessica em "Eclipse". :3
Bom, aqui vai o cap., espero que gostem!
Boa leitura!
AMO, AMO, AMO, AMO, AMO VOCÊS ♥♥♥♥♥
“When she was just a girl she expected the world but it flew away from her reach, so she ran away in her sleep and dreamed of para-para-paradise, every time she closed her eyes”
“Essas violentas alegrias têm fins também violentos, falecendo no triunfo, como a pólvora e o fogo, que num beijo se consomem. O mel mais delicioso é repugnante por sua própria delícia, confundindo com seu sabor o paladar mais ávido.”
William Shakespeare — Romeu & Julieta — Ato VI
Jessie PDV
O mundo nunca foi um lugar fácil e compreensível de se viver. Veja, você tenta dar tudo de si, e até mesmo aquilo o que não tem, mas isso nunca vai ser suficiente, por que alguém, em algum lugar sempre vai ser melhor, e sempre vai acabar com você.
Vivi dezessete anos de minha vida acreditando em uma verdade inventada, em um mistério criado como subterfúgio de um erro cometido por meus pais, não que tivessem culpa, talvez eles nem tivessem mesmo, porém o fato de me esconderem algo tão doloroso foi o que acabou comigo, ou melhor, nem realmente fora isso, porém sim a notícia sair dos lábios o da pessoa que eu mais amo, sem arrependimento ou compaixão, me apunhalando sem a mínima dor.
Justin Drew Bieber, o causador de meus problemas havia finalmente ganho a nossa guerra travada há anos atrás, e talvez nem soubesse que acabara de destruir o opoente, que muito infelizmente sou eu. Lembro como tudo começou, mas ao contrário do que eu e ele vivíamos dizendo, esse ódio não existiu desde sempre, já fomos crianças normais, há muito tempo atrás, tanto tempo que talvez ele nem se lembre.
Mas eu lembro, lembro cada segundo e cada palavra de um tempo que fizemos tanta questão de apagar que no final das contas acabamos esquecendo de verdade. O ponto de partida, aquele em que nós dois nos perdemos e que nunca mais achamos o caminho de volta.
Bieber nunca fora o garoto que é hoje, doce e meigo, era até mesmo era zoado na escolinha por andar com uma garota, mas ele não se importava, naquela época a nossa amizade valia mais que tudo. Mamãe, ou melhor, a vadia que me criou como filha, era uma pessoa incrível, melhor amiga de Pattie, as duas adoravam o fato de seus filhos serem melhores amigos assim como elas, e me lembro que desde aquela época elas sempre diziam que eu Justin havíamos nascido um para o outro, como se cada mínimo detalhe de nós dois se completasse por inteiro, como um quebra-cabeça complexo, mas que junto se tornava de alguma forma perfeito, inquebrável e belo. Nunca entendi todas aquelas coisas que as duas viviam dizendo, afinal de contas era apenas uma criança, mas somente hoje consigo ver o que Pattie tanto falava, mas ela errou em algo, nós dois mudamos demais, talvez se tivéssemos continuado as pessoas daquela época, acredito que hoje estaríamos juntos, sem vícios, brigas ou maldades, apenas seríamos adolescentes normais, com sonhos e expectativas, vivendo de amor, mas o tempo nos mudou, tudo ocorreu diferente dos planos. Meu pai começou a trair minha mãe, ela se tornou alguém sem escrúpulos procurando escapadas na alta sociedade, composta por pessoas horríveis e sem coração, os dois então só brigavam e se ofendiam, e até hoje lembrava de meu pai dando belos tapas em minha mãe, que por sua vez descontava tudo em mim.
Justin também se desviou, apesar de ter tido menos motivos do que eu, afinal, seus pais se separam, mas tio Jeremy sempre foi presente, e um ótimo pai, e apesar dele e a tia Pattie trabalharem tanto, tentavam ter tempo para Justin, o que faz crer que a única culpada dele ser o que é hoje sou eu mesma. Aquela garotinha que costumava ser a sua melhor amiga.
Eu o rejeitei no pior momento, quando ele mais precisava de mim e tentou mostrar isso, quando eu sem compaixão alguma neguei aquele amor tão puro que ele me ofereceu, e ainda que tenha sido algo tão bobo para crianças, talvez tenha sido crucial para o que aconteceria no futuro.
Então era isso, um ciclo vicioso, que começou com uma besteira e que acabou virando a maior ferida entre nós dois. Uma feria aberta, sem cicatrizes ou curas.
E eu só me arrependia de não ter tido a chance de lhe contar o que sentia antes, de ter mudado o passado, ter construído um presente melhor e imaginado junto a ele um futuro incrível.
Antes que pudesse me afundar em arrependimentos voz de Nathan soou do primeiro andar me arrancando das memórias.
Suspirei arrumando minha roupa de formatura, que seria em dois dias, dentro do closet, algum tempo havia passado desde todas as revelações que recebi naquela madrugada fria, e tudo havia mudado radicalmente de repente. Fui obrigada a ouvir de meu pai e Susan a história inteira sobre os dois e de tudo o que verdadeiramente aconteceu, e ainda que não goste muito de tudo isso acabei aceitando, agora papai e Susan brigavam pela minha guarda no tribunal, um processo longo e massacrante. Minha outra mãe, aquela vadia que me criou, bom, com ela eu nem falo mais, apesar de a maioria do tempo tentar mandar em mim, eu agora tomo as minhas próprias decisões, vivo como desejo viver e sou o que desejo ser, o que de fato foi a melhor parte nisso tudo.
Porém comigo as coisas não estavam tão boas assim, eu estava sem dormir, cansada e triste há dias, Chaz tentava se aproximar de mim, mas eu nem ao menos conseguia olhar em seus olhos, não depois de tudo o que aconteceu, e bom, Justin e eu não nos falamos desde o ocorrido há semanas atrás, uma enorme parede de gelo se formou entre nós dois, e para completar ele andava sumido, o que de fato era ótimo, afinal de contas ele só havia me destruído, e talvez sem ele eu pudesse, ainda que só um pouco, esquecer a dor da ferida.
E quem me ajudava nisso era Nathan, meu mais novo amigo inseparável, ele me levava até a escola, depois ia me ensinar a andar de skate, passávamos a tarde inteira juntos e a noite eu ia até os pubs que ele tocava, assistir sua banda e me colocar no lugar de fã número um deles. Estava colocando minha vida nos eixos, ainda que isso implicasse em ser a mais errada possível, mas era o que eu podia fazer por agora.
– O que faz tanto aí? – Nathan perguntou aparecendo na soleira da porta, sorri torto para ele, caminhando em sua direção e o abraçando forte.
– Nada demais, só pensando em como minha vida é uma merda e você é a única coisa boa nela. – Disse sinceramente, passando minhas mãos por suas costas, Nathan soltou uma risada e me abraçou forte, distribuindo beijos desde minha bochecha até meu pescoço, senti meu corpo se arrepiar pelo toque.
– É, você também é a melhor coisa na minha vida, mas chega de sentimentalismo, vamos ao que interessa: você me ensina a dançar para ir ao baile com você? E aproveita que concordei com essa bichice toda e vamos logo. – Disse revirando os olhos, gargalhei alto indo pegar meus saltos altos, os coloquei e puxei Nathan para o meio do quarto, ficamos dançando e zoando ali por um bom tempo, era incrível estar com ele, ríamos até mesmo do vento.
– Até que não está tão ruim assim. – Comentou enquanto dançávamos lento, sorri passando meus braços por seu pescoço, Nathan sorriu de lado aproximando seu rosto do meu, nos encaramos por um momento, presos nos olhos um do outro, arfei fechando meus olhos e então senti seus lábios se encostarem-se aos meus, um calafrio passou e então mais nada, ele ainda me beijava e abri meus olhos, olhando por cima de seu ombro, vi o reflexo de Justin no vidro, arregalei os olhos tentando afastar a imagem, mas todos aqueles sentimentos vinham outra vez, acabando com o momento.
[...]
– Você está linda! Como sempre tem que abafar e ser diferente, amei! – Cait comentou encarando minha roupa, sorri a abraçando forte, tentando dizer a mim mesma que continuaríamos amigas para sempre, mas era difícil realmente acreditar nisso. Ela iria embora para o outro lado do País em alguns meses e então nos veríamos apenas algumas vezes por ano, era difícil encarar o fato de que estávamos envelhecendo rápido demais.
– Você que está linda, vou sentir tanto a sua falta irmã. – Disse sentindo meus olhos marejarem, Caitlin me abraçou mais forte ainda.
– Cara, parem com isso ou vou chorar pra valer. Ah, Jessie mostra seu anel de formatura! – Daphne comentou animada, sorri limpando uma lágrima que caia dos meus olhos e estendi a mão mostrando o anel de diamante que meu pai havia me dado, que muito ao contrario do que minhas amigas pensavam, não havia sentimento ou lembrança qualquer ali.
– Ainda não acredito que ele te deu um anel de treze mil dólares da Tiffany! – Caitlin disse com a boca aberta, enquanto as três encaravam meu anel, soltei um risinho irônico pensando em responder um “isso não é nada pra ele, está tentando comprar meu voto no tribunal para continuar com ele como meu tutor”, mas resolvi ficar quieta.
– Vou sentir falta dessas chatas irritantes aqui! – Chaz comentou, aparecendo ao nosso lado no ginásio, todo arrumado com um terno preto lindo, sorri timidamente enquanto Caitlin o xingava. – Hey, posso falar com você Jessie? – Perguntou hesitante, sorri acenando com a cabeça, Chaz segurou minha mão e nos guiou para o canto do ginásio do colégio.
– Olha, hoje é seu dia e é extremamente importante, sei que esses últimos meses não foram fáceis, e eu realmente sinto muito, sei que está machucada, mas não posso simplesmente me afastar, ainda mais agora que vai se formar, talvez vá embora da cidade para fazer faculdade e criar sua vida. Olha Jessie, antes de tudo você é a minha melhor amiga e eu realmente te amo, não quero que nada afete isso que temos, por favor... irmã. – Disse com os olhos marejados, segurando meus braços, sorri em meio ao choro, o abraçando forte.
– Desculpe pelos beijos, vamos esquecer que um dia isso aconteceu, eu te amo e você é meu melhor amigo, e sinceramente não há ninguém melhor para ser meu irmão do que você. – Falei sincera, me soltando do abraço, rimos juntos cruzando nossos braços e voltando para perto de nossos amigos, zoamos um monte e logo colocamos aquelas becas de formatura junto com os chapeis, ambos vermelhos com branco. Logo a cerimônia no campus iria começar, e assim que nos organizávamos em filas percorri meus olhos por toda a parte, finalmente os parando em Justin, ele sorriu curto e eu devolvi um aceno com a cabeça, sentindo tudo girar em minha volta, seus olhos tinham um brilho diferente sob as luzes fosforescentes, e seu sorriso maravilhoso continuava ali, ofuscando qualquer um que estava por perto, podia até mesmo ouvir as garotas atrás dele na fila suspirarem, provavelmente sentindo a fragrância viciante de seu perfume, ri com isso abaixando minha cabeça.
Logo a cerimônia começou, todos entramos em fila, cada um abanava para suas famílias, engoli em seco vendo que meus pais não estavam ali, e que apenas a mãe de Chaz, e o mesmo me encaravam sorrindo abertamente, abanei para os dois, me perguntando por que não pude crescer com ela, definitivamente tudo seria melhor e diferente.
Reprimi um suspiro e empinei o nariz, olhando fixamente para frente, logo chegamos aos nossos lugares e fomos cantar o hino dos Estados Unidos, o de Atlanta e o maldito hino na escola. A diretora fez um discurso enorme e assim se seguiu, cada um foi chamado lá em cima para pegar o diploma, e foi hilário ver a cara da Payton quando ganhou uma medalha por ser a melhor aluna.
– E agora a representante da turma, Jéssica Hudson, vai dizer algumas palavras. – A diretora disse me olhando com descaso, gargalhei revirando os olhos, ela amava a mim e Justin, eu sabia disso. Todos aplaudiram e eu dei uma corridinha até o palco, ouvi os gritos de meus amigos se destacarem, enquanto eles se levantavam e berravam, Ryan e Chaz até mesmo começaram a assoviar, ri me sentindo um tanto envergonhada.
– Hum... Oi todo mundo, espero que não estejam totalmente entediados pelo discurso da diretora e que consigam escutar o meu! – Disse divertida, fazendo todos rirem e a diretora me fuzilar com os olhos, gargalhei. – Desculpe diretorinha, sabe que eu te amo! Haha, então... Sabe, eu não sei nem por que me escolheram pra ser representante da turma, mas se é assim, vamos lá... Desde crianças temos esse pensamento implantado: o que vamos ser quando crescermos? Veterinários, super heróis, jogadores de baseball, atrizes, cantores e modelos. Tantos desejos que com o passar do tempo, e enquanto amadurecemos, foram mudando. Desde pequena fui ensinada a ser exatamente aquilo que querem de mim, mas a pergunta é, eu realmente quero isso? – Suspirei encarando as pessoas há minha frente, todos me encaravam atentos e em silêncio, engoli em seco e encarei Chaz, que tinha um sorriso apreensivo. — Gente, estamos nos formando no colegial, temos 17/18 anos, então o que sabemos da vida? O que sabemos sobre o que queremos fazer ou onde desejamos chegar? E por isso que digo, é a hora de fazer escolhas erradas, conhecer o mundo e viver tudo aquilo que desejamos! Este não é o momento de tomar decisões duras e rápidas, esta é a hora de cometer erros. Pegar o trem errado e ficar preso em algum lugar. Apaixonem-se... Muito. – Dei um risinho mordendo os lábios de leve, enquanto todos sorriam á minha frente, meus olhos se encontraram com os de Justin e sorrimos um para o outro. — Mude sua mente e mude de novo, porque nada é permanente. Então cometa muitos erros, como você pode. Dessa forma, algum dia, quando voltarem a perguntar o que queremos ser, não teremos de adivinhar. Nós saberemos! Então turma de 2011, é aqui que nos despedimos, e talvez nunca mais veja vocês, por isso quero dizer que são incríveis, e que não desejo nada além do melhor para vocês, são inesquecíveis e insubstituíveis, nunca se esqueçam disso, eu amo cada um de vocês, tudo bem, nem todos. – Todos riram, e eu olhei pra baixo tentando me conter. — E espero que sigam os seus sonhos desde a época em que ainda brincávamos de pega-pega! OBRIGADA POR TUDO! É ISSO, ATÉ MAIS! – Berrei jogando meu chapéu para cima, e logo todos começaram a fazer o mesmo, sorri abertamente escutando “Every Teardrop Is a Waterfall” do Coldplay começar a tocar nas enormes caixas de som.
Suspirei caminhando para baixo do palco, indo encontrar meus amigos, a primeira a me abraçar chorando foi Cait, mas logo Daphne e Payton se juntaram na choradeira.
– Qual é meninas, ainda temos três meses juntas! – Disse tentando alegrá-las, mas até mesmo eu não continha as lágrimas.
– Eu amo vocês. – Disse sorrindo fraco e as abraçando mais forte, recebendo um “nós muito mais” de volta, suspirei limpando as lágrimas, não acreditando que minha infância e adolescência estavam dizendo adeus em uma mesma noite, em um mesmo momento, e que agora tudo, exatamente tudo iria mudar, e que eu mesma nunca mais seria a Jessie de antes.
E a hora de crescer finalmente tinha chego, eu só não tinha certeza se estava realmente pronta para isso.
– Jessie meu amor, parabéns! – Tia Pattie disse toda feliz me abraçando forte, ri devolvendo o abraço de urso, logo sendo cumprimentada por tio Jeremy, Chaz, Susan e vários outros.
Assim que o momento nostalgia e de tirar fotos terminou fomos direto para o salão da escola, que estava extremamente lindo e decorado para a festa de formatura, Entrei abraçada com Ryan e Caitlin, gargalhamos depois da minha choradeira por ser solitária e ter que ficar de vela com os dois.
– Jessie! – Nathan me chamou parado em frente das bebidas, sorri abertamente me soltando de Ryan e Caitlin, que sorriram maliciosos pra mim, e praticamente corri até Nathan, ele vestia uma calça social preta, sapato social preto, e camiseta social também da mesma cor, com os primeiros botões abertos e as mangas estendidas até o cotovelo, seu cabelo estava no bagunçado como sempre e o sorriso brilhante estampado no rosto, ele estava simplesmente lindo.
– Parabéns, você estava linda, apesar de te achar bem melhor apenas com a roupa da festa. – Disse sorrindo safado, me encarando de cima a baixo, rimos juntos e eu o abracei forte.
– Estou tão feliz que você veio. – Disse animada, Nathan afagou minhas costas me dando um beijo no pescoço.
– Não ia perder isso, mas infelizmente logo tenho que ir, vou tocar hoje no pub outra vez. – Disse triste, fiquei um pouco decepcionada, mas depois sorri, era importante pra ele, sendo assim era importante pra mim também.
– Tudo bem, mas pelo menos pode dançar uma música comigo, não é? – Perguntei mordendo os lábios, ele sorriu revirando os olhos e afirmando com a cabeça um sim, sorri tirando meu casaquinho e o largando junto com a bolsa na mesa dos meus amigos.
– É bom que você tenha aprendido bem na aula, não quero pagar mico! – Disse divertida enquanto caminhávamos espremidos no meio das pessoas, Nathan riu e colou nossos corpos assim que chegamos ao meio da pista, sorri enquanto nossos narizes se tocavam, já que meu salto exageradamente alto quase me deixava da sua altura.
– Você não faz ideia de como eu danço. – Dito isso começou a tocar “Won’t Go Home Without You” do Maroon 5, sorrimos um para o outro e Nathan começou a guiar nossos passos de dança, e devo admitir que para um roqueiro ele até que dançava bem. Entrelacei minhas mãos em seus cabelos, aproximando ainda mais nossos rostos, sorri encarando seus olhos verdes, talvez a coisa que mais me hipnotizasse nele, Nathan era diferente, era como se tudo nele me atraísse, mas eu nunca conseguisse me prender ou me satisfazer, faltava algo, ou melhor, faltava muita coisa. Seu corpo se curvou para frente na intenção de me beijar, mas recuei assustada enquanto ele me olhava confuso, engoli em seco me afastando, não podia fazer isso, eu sabia que não.
– Foi mal Nath, mas não posso, bom show pra você, nos falamos depois. – Disse tudo muito rápido, me afastando o quanto antes dele e caminhando apressada até o banheiro feminino, e assim que entrei no mesmo dei de cara com Justin sentado na bancada, o que me fez estacar no meio do caminho o encarando confusa. Será que eu entrei no banheiro errado?
– O que faz aqui? – Finalmente perguntei, dando alguns passos em sua direção, Justin sorriu se levantando da bancada e ficando à minha frente, droga, ele estava completamente perfeito, com um smoking preto e seu cabelo arrepiado, os olhos com um brilho diferente e em sua mão uma sacolinha azul esverdeada de alguma loja que não consegui ver o nome.
– Te vi com aquele roqueiro dançando, você ficou apavorada de repente e sabia que ia fugir, e por algum motivo bem estranho você sempre foge para o banheiro. – Disse franzindo a testa, rimos juntos enquanto ele estendia a sacola pra mim.
– Eu fiquei procurando algo que pudesse ser bem mais que um presente, e ainda que seja bem fútil acho que tem um significado, bom, pelo menos pra mim. – Disse rápido, se embolando nas palavras, franzi o cenho pegando a sacola de suas mãos e tirando uma caixinha dali de dentro, nem precisei ver o nome da loja, já sabia bem de onde aquelas caixinhas eram, Tiffany & Co.
– Eu não...
– Só abre. – Disse sorrindo, suspirei puxando o laço e abrindo a caixinha vagarosamente, encontrando um anel de brilhantes ali, em forma do símbolo do infinito, arregalei os olhos completamente surpresa, enquanto Justin sorria abertamente colocando o anel delicadamente no meu dedo.
– Acertei na escolha? – Perguntou se afastando um pouco, fechei os olhos confusa, tentando organizar todos os meus pensamentos, procurando uma lógica em tudo aquilo, mas sem achar nada.
Ou melhor, não acreditando no que ele realmente pretendia com aquilo.
– Por que isso agora? Gastou dois mil dólares em um anel por que? Se redimir pelo que aconteceu há semanas atrás com uma jóia, me comprando? Pra conseguir minha confiança se fazendo que bonzinho? O que você quer com isso garoto? – Perguntei extremamente irritada, elevando meu tom de voz e sentindo nojo de como ele podia pensar em me comprar.
– NÃO! Se acalma Jéssica, não é nada disso. Primeiro que não custou exatamente dois mil dólares, e outra, nunca tentaria te comprar ou me redimir, eu sei que não existe como pedir desculpas pelo que fiz, eu somente quis te dar esse presente para mostrar que como o símbolo do infinito você é eterna pra mim, olha, eu cansei que fazer tudo sempre dar errado e me ferrar no final, cansei de ser o vilão e me divertir com isso. Só... Me perdoa, sinceramente, por todas as coisas que fiz com você e com nós dois, eu só quero arrumar toda essa bagunça, quero voltar a ser o que costumávamos ser há muitos anos atrás, só quero encontrar quem eu mesmo sou e pra isso eu preciso de você, eu te amo e a última coisa que desejo é te machucar outra vez ou estar longe de você, você é tudo o que eu tenho, é tudo o que eu quero! – Disse praticamente gritando, enquanto algumas lágrimas rolavam pelo seu rosto, arfei começando a chorar e me joguei em seus braços sem pensar duas vezes, em um abraço sufocante.
– Eu sempre te amei Bieber. – Disse em uma voz embargada, enquanto me espremia em seu abraço, sentindo seu corpo aquecer o meu.
Nos afastamos um pouco, encarando cada detalhe do rosto do outro, de repente eu não via mais Justin Bieber o vizinho idiota e irritante, meu inimigo mortal o qual eu transava todas as noites, ali só tinha Justin, o garoto que me amava e que eu desejava ter apenas para mim. Ele era a minha salvação, era a minha única chance.
– Eu te amo. – Sussurrou outra vez, de olhos fechado e distribuindo beijos pelo meu rosto enquanto passava os braços pela minha cintura. Nossos corpos se juntaram, começando uma dança lenta e hesitante, Justin olhou em meus olhos e começou a cantarolar com a música que tocava dentro do salão.
– When you was just a young'un you're looks but so precious
But now your grown up so fly it's like a blessing
But you can't have a man look at you for five seconds
Without you being insecure
Fechei meus olhos fortemente, enquanto sua voz melodiosa preenchia meus ouvidos, com uma letra de música dizendo exatamente tudo, senti as lágrimas vindo e arfei, Justin me segurou mais forte, agora cantando mais alto.
– You never credit yourself so when you got older
It's seems like you came back ten times over
Now you're sitting here in this damn corner
Looking through all your thoughts and looking over your shoulder
See you had a lot of crooks tryna steal your heart
Never really had luck, couldn't never figure out
How to love
Justin deu ênfase na última frase, funguei o abraçando forte, suas mãos foram para minha nuca, alisando delicadamente meus cabelos, afundei meu rosto eu seu peito sentindo o ar faltar enquanto a única coisa que conseguia fazer era soluçar.
Bieber me deu um beijo na testa afastando nossos corpos e me encarando com doçura, sua mão quente foi até a maça do meu rosto, acariciando de vagar, sorri fraco colocando a minha mão por cima da sua, o encarnado sem pressa alguma, enquanto o tempo e música passavam rápido.
– See I just want you to know
That you deserve the best, you're beautiful
You're beautiful, yeah
And I want you to know
You're far from the usual
Far from the usual
Foi a última coisa que ele disse, e então me beijou, um simples toque labial que fez toda a diferença, fechei meus olhos sentindo tudo desaparecer enquanto voltávamos há 10 anos atrás, apenas eu e ele.
Notas finais
Hum? Hum? Huuuuuuuum?
Haha
Beijooos :*:*
AMO VOCÊS ♥♥
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