By The Way
16 2ª TEMPORADA: Capítulo 1 - Breath Me
Notas iniciais
É difícil dizer adeus para esse site, criei tantas amizades, inimizades(hihi) e história aqui. É incrível olhar para trás e ver quanta coisa já passamos juntas, mas também é triste saber que tudo será apagado, restando apenas na memória.
Acho que fiz muitos discursos gigantescos nessa minha trajetória até aqui no Nyah, então só quero dizer um profundo OBRIGADA a todas as leitoras, que estão desde o começo, do meio ou que chegaram agora. Amo todas e desejo tudo de bom para cada uma, que escreveu comentários tão lindos, acreditaram em mim e apreciaram a minha escrita.
OBRIGADA!!!
Espero ver todas vocês no AnimeSpirit, continuando essa história comigo :DDD
Dedico o capítulo para a larabochechas pela recomendação linda, muito obrigada, eu realmente amei!!!
Enfim, o capítulo está meio ruim mas é o início de uma temporada nova, cheia de coisas incríveis e surpresas(prometo).
Então espero que gostem!
Beijão e boa leitura!
“Help, I have done it again
I have been here many times before
Hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame”
Encarava de canto o imenso quarto de uma das suítes daquela clínica, que agora também era minha casa, daquele quarto que agora também era meu e dessa vida, que ainda que renegasse, também era minha.
Duas semanas inteiras haviam se passado desde que estava ali, havia chego a Londres e na primeira rebelião que tentei causar com Hannah fora escorraçada, como um cachorro sarnento sem valor algum, para esse lugar que eu não conseguia fazer nada mais além de repugnar. Paredes brancas, roupas neutras, pessoas me tratando como se eu tivesse algum problema mental e com uma simpatia que era anojante.
Hannah não havia brincado ao me ameaçar, mas nunca imaginei que iria parar em uma clínica de reabilitação, que mais parecia um inferno na Terra. Desde que havia chego ali não comia direito, passava noites em claro, não saia do quarto e não falava com ninguém, sabia que já estava irritando os enfermeiros quando simplesmente os ignorava com todo aquele discurso e imbecil de “melhorar a vida”, porém era exatamente isso que desejava, uma vez que não podiam me obrigar a fazer nada a força, era apenas questão de tempo para me expulsarem daqui e Hannah não me aturar mais um segundo sequer, se ela gostava de jogar então ela deveria se preparar, posso ser muito mais louca e problemática do que ela pensava.
— Jessie, você precisa comer, não escutou nada do que conversamos ontem? – Jude, acreditava ser esse o nome dela, uma enfermeira de no máximo 35 anos, entrara no quarto tentando me convencer mais uma vez a fazer coisas que estava decidida a não cumprir. Ela era amável e provavelmente a única pessoa que não me olhava/falava como se eu fosse retardada mental, e de certa forma me sentia uma víbora por tratá-la mal, mas nessas condições eu não tinha tempo para sentir pena de ninguém quando a única que estava literalmente se ferrando ali era eu mesma.
— Não me chame de Jessie, é senhorita Hudson. E não conversamos ontem, você que ficou falando um monte de besteira enquanto eu simplesmente não dava à mínima, desista.
— Não vou desistir de você Jessie, é nova, bonita e sei que tem um coração bom, isso tudo é medo de deixar as pessoas se aproximarem de você. Por que não tenta se esforçar? Quanto mais cedo se recuperar mais cedo poderá ir embora, querida.
— Não me chame de querida. E eu não tenho nenhum problema para me recuperar, não sou louca, então parem de me tratar como se fosse uma psicopata ou algo assim! E tenho certeza que aquela vadia da Hannah me mantinha aqui presa para resto da vida se pudesse. – resmunguei já sentindo meus olhos se encherem de lágrimas, meus sentimentos e pensamentos estavam à flor da pele naquele lugar, a cada segundo eu sentia que realmente estava enlouquecendo, perdendo a mim mesma, talvez fosse esse o plano genial de Hannah, acabar comigo até que não sobrasse mais nada, assim ela teria total poder.
— Não fale assim da sua mãe, querida, ela te ama e está fazendo isso para o seu bem. – contrariada, Jude tentou intervir, colocando sua mão em meu ombro e sorrindo gentilmente. Revirei os olhos, soltando uma risada sarcástica.
— Aquela vagabunda não ama nem a si mesma, ela não vê a hora de me fazer de fantoche, e mãe? Ela não é minha mãe de verdade e também nunca poderia ser, acho que até estou melhor ficando presa aqui. – dei de ombros, cheia de conversar com alguém que não me escutaria de verdade, não entenderia. A enfermeira suspirou derrotada, como todos faziam a cada santo dia.
— Tudo bem Jessie, depois venho te ver.- murmurou levantando-se e carregando as coisas que havia trago junto, suspirei.
— Hey, podia fazer algo pra mim? – agora pedi com uma voz mais dócil, antes que ela pudesse sair do quarto, Jude virou-se em minha direção, com um brilho de esperança nos olhos.
— Podia mandar uma carta para alguém especial?
— Claro.
Justin POV
“Hey Justin, ainda se lembra de mim?
Tudo bem, uma carta não deveria começar assim, mas a verdade é que eu nem ao menos sei o que escrever, estou sendo observada e a caneta está falhando.
Você sabe que a última conversa que tivemos não foi a melhor, mas eu só queria me desculpar pelas coisas que disse, nenhuma delas foi verdade, nenhuma delas deveria ter sido dita.
Mas eu só queria saber como vão as coisas aí. Como está a sua vida. Sei que provavelmente me odeia agora, mas eu só queria pedir que não me julgasse, não tive muitas escolhas afinal de contas, mas se pudesse de fato escolher o que meu coração pedia, estaria com você.
A questão é que as pessoas mudam sempre e eu venho mudando, quer dizer, enlouquecendo nesse lugar e a única coisa que me deixa de pés no chão é a sua lembrança. A lembrança daquilo que tivemos foi real, mas que se foi para nunca mais voltar.
Eu tentei ser uma pessoa melhor, mas eu acho que enquanto não te tiver nunca serei completa, então não há por que lutar, afinal de contas.
Eu te amo de verdade, loucamente e com todo o coração, só queria que você soubesse disso. E que eu faria qualquer coisa para te ver feliz.
Essa é a minha primeira e última carta, mas saiba que estarei te amando de longe e desejando que a sua vida inteira seja apenas felicidade.
Adeus.
Um beijo, da um dia sua, Jessie”
— Você é uma grande cretina! – gritei amassando a maldita carta em minhas mãos, deixando uma lágrima estúpida escorrer por meus olhos.
— Esquece ela, volta pra cama amor. – Ashley murmurou me abraçando por trás, fechei os olhos, me sentia patético demais para encarar a garota, que estava sendo usada descaradamente e nem ao menos se importava. Mas a questão era que precisava esquecer a Hudson, traí-la e odiá-la, ficar com Ashley era uma estupidez, mas era um início para uma nova vida.
Um início sem Jessie, sem as mentiras do passado, sem toda aquela vida medíocre que me submetia a viver por conta do amor destrutivo que sentia por aquela garota.
— Você tem razão, ela não vale nada. – me virei em sua direção, lhe lançando um sorriso e segurando sua cintura, a puxando para um beijo. Sua mãos subiram até meu rosto, nos afastando por alguns centímetros.
— Eu te amo Justin e agora podemos ficar juntos. Como sempre desejei, podemos ter tudo! Eu nunca te trairia, nem nunca te largaria. – sussurrou a última parte, me dando um beijo no pescoço, fechei os olhos relembrando todas as coisas que Jéssica fez pra mim e como desejava que fosse ela ali, dizendo as mesmas palavras e me mostrando que tudo apenas tinha sido um sonho ruim, que ainda estaríamos juntos, de formas erradas, mas juntos como sempre estivemos.
Ilusão, apenas uma ilusão.
— Eu posso ser tudo o que você quer Bieber, eu até mesmo posso ser ela. Você pode me amar como a amava, podemos construir uma vida inteira, eu posso ser ela se você quiser. — disse me encarando nos olhos, com um sorriso amedrontado no rosto, eu sabia que ela faria qualquer coisa para me ter, qualquer coisa para ser a Jéssica. Seu olhar chegava a ser doentio. — Eu te amo tanto! – disse por fim colando nossos lábios, fechei os olhos, imaginando outro rosto a minha frente, outro corpo e sorriso, e então me senti feliz pela primeira vez, ainda que fosse errado e devastador. Eu estava tendo alguns minutos de felicidade para depois a dor e a solidão serem piores ainda.
— Eu também te amo, Jessie. Eu te amo tanto. – murmurei debilmente, agarrando os cabelos de Ashley enquanto imaginava beijar Jessie como se fosse à primeira vez.
Talvez pudesse achar um modo de viver apenas com a ilusão.
"Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me"
Jessie PDV
Quatro dias haviam se passado, pelo menos era o que estava contando de acordo com almoços e jantares, que eram sempre iguais, porém diferentes um do outro. Como me recusava a sair do quarto, não podia ser a luz do sol, Hannah fazia questão me torturar mais ainda, deixando janelas fechas e trancadas.
A porta do quarto se abriu, levantei a cabeça na esperança de ser Jude, talvez trazendo alguma notícia sobre Justin ou talvez uma carta de resposta, mas ao me deparar com Hannah, fechei a cara, voltando a me cobrir com o cobertor e deitar na cama.
— Os médicos me contaram sobre o mau comportamento, filhinha, se colaborar poderá sair daqui a duas semanas. O que houve? – perguntou sínica, colocando sua mão em meu rosto, me afastei, encarando-a com ódio.
— Não te interessa! E por que vem aqui afinal de contas? Para ver se estou sofrendo demais como o planejado? – disse irritada, fulminando-a com e meus olhos.
— Vim aqui te mostrar que está perdendo tempo demais por aquele garoto que não te merece. – murmurou com um sorriso quase gentil no rosto, franzi a testa confusa enquanto ela tirava um envelope de sua bolsa, pude ver o remetente de relance, o que me fez engolir em seco.
— Peguei isso com Jude dois dias atrás, ela foi uma péssima enfermeira e vai pagar por isso, mas isso não importa agora, essa carta é a resposta do seu amadinho. Talvez te faça enxergar o quão patético isso está se tornando. E que eu só quero o seu melhor – disse me dando um beijo na testa e me deixando no quarto sozinha, fechei os olhos, cheia de fúria e nojo, agarrei o papel em minhas mãos com medo de abri-lo. Meu coração palpitava no peito, veloz e forte como um lobo, naquela mesma chama viva e brilhantes que tinha quando estava ao lado de Justin, aquela vontade de vida, de amor.
Respirei fundo antes de abrir, encontrando meu anel, o mesmo que ele havia me dado quando finalmente ficamos juntos, os mesmo que simbolizou nosso amor e o mesmo que havia abandonado no aeroporto, no dia em que parti.
“Querida Jéssica, não me mande mais cartas, a última coisa que preciso agora é uma lembrança sua.
Você tinha razão, eu não te amo mais, só o que sinto é ódio e arrependimento, mas não se preocupe, esquecerei isso também assim como esqueci qualquer lembrança que tinha sua, não me mande mais cartas e, acima de tudo, faça um favor a nós dois: esqueça tudo, que nunca teve valor algum e não passou de uma desilusão.
Adeus, Justin.”
Amassei o papel contra meu peito, fechando meus olhos e deixando as lágrimas escorrerem junto com os soluços.
— Não, você não faria isso. – murmurei balançando a cabeça. – não! – rasguei a carta com fúria, agora sentindo que não cabia mais dentro de mim. Puxei meus cabelos, arranquei os lençóis da cama e rasguei o papel de parede do quarto, a fúria, o medo e a humilhação não me deixavam enxergar direito, eu precisava para com a dor, precisava sumir disso tudo.
Descontrolada, encarei o quarto todo desarrumado, mas ainda assim uma prisão, e gritei o mais alto que pudesse, caindo de joelhos no chão. Tentei quebrar a madeira da cama, sem sucesso algum, o material era grosso e pesado demais e eu estava fraca e debilitada para me submeter a fazer qualquer força.
"Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
I've lost myself again and I feel unsafe"
O maldito quarto não havia nenhum pedaço de vidro, nada perigoso para que pudesse alimentar a minha loucura, que pudesse alimentar meu vício de esquecer o mundo. Funguei limpando o rosto, tentando pensar direito no que poderia fazer. Encarei tudo, banheiro, janelas e paredes. Não havia nada, nada que pudesse me ajudar a escapar da dor.
Era apenas um grande e infinito nada que estava começando a me deixar insana, longe de mim e completamente louca.
E então continuei a gritar, ainda que agora sem voz.
— Jéssica! Jéssica se acalme! – pude ver o borrão de algum enfermeiro entrar no quarto, senti minha cabeça rodar e um enjoo chegar de repente, respirei fundo mas não consegui me manter firme e cambaleei no chão antes que o tal homem pudesse me ajudar.
— Jessie, está me ouvindo? Vai ficar tudo bem. – sussurrava me erguendo, tentava lutar contra a escuridão mas a dor de cabeça era quase insuportável.
— Quem é você? – murmurei debeilmente, sem ter certeza se ele podia me ouvir.
— Não importa, agora só é importante a sua saúde. – respondeu com uma voz rouca, forte e autoritária, tentei enxergar claramente, mas a única coisa que conseguia ver eram seus olhos extremamente verdes.
— Mas... — não consegui terminar, a escuridão me preencheu de vez.
[...]
— Você ainda não me respondeu quem é. – murmurei encarando o médico charmoso, ele sorriu, sentando-se na beirada da cama e passando a mão de leve pelo topete, logo me mandou um olhar efusivo, sorrindo maroto. Dei mais uma mordida a contra gosto na torta de maça.
— E você ainda não me respondeu por que está assim. Para alguém que acabou de desmaiar você é bem efusiva, mal abriu os olhos e já está me questionando. – rebateu soltando uma risadinha, me encarando gentilmente demais, que tive vontade de acertar um soco em sua cara.
— Isso não interessa. – resmunguei me encolhendo mais na cama e desviando o olhar, era patético como a garota valentona agora nem ao menos conseguia manter um contato visual.
— Tudo bem. – suspirou. – Eu começo. Meu nome é William e serei seu novo médico.
— Mas e Jude? O que aconteceu com ela? – me exaltei.
— Sua mãe preferiu afastá-la, pelo jeito não estava tendo progressos. O que importa é que agora acompanharei seu tratamento, tomarei conta de você.
— Não preciso que ninguém tome conta de mim, não sou maluca. Além do mais, ela acha mesmo que terei progressos com um médico recém formado, bonitão e com um senso de humor irritante demais!? – praticamente rosnei em sua cara, o fazendo me olhar surpreso, mas rir logo depois.
— Não sou um recém formado, nem irritante. Tenho vinte e cinco anos e me formei há três anos mocinha, sem falar que sou filho do seu padrasto. Deveria te chamar de irmãzinha? – perguntou divertido, colocando a mão no queixo como se estivesse pensando a respeito, revirei os olhos, porém não pude deixar de rir.
— Tá explicado, a vadia quer que você me controle e coloque ideias na minha cabeça, mas olha só, isso não vai funcionar. – disse furiosa, jogando a torta de volta no prato e apontando meu dedo em sua direção, senti uma dor na cabeça e bati as costas no colchão, resmungando. O médico bonitão revirou os olhos, aproximando-se mais de mim e colocando com cuidado sua mão no curativo em minha testa.
— Ei, calminha aí. Você não pode ficar estressada e nem fazer esforço agora, está fraca e sobrecarregada. – disse gentilmente, agora sorrindo fraquinho, mas ainda com aquela pose de príncipe encantado herói, que acabou me fazendo arfar, confesso. – Vamos fazer um acordo? Não vou te encher de perguntas, fazer as loucuras da sua mãe ou te forçar a nada, beleza? Em troca você concorda em me ter como um amigo?
— E por que diabos você gostaria de ser meu amigo? Ou até mesmo me ajudar? – indaguei, desconfiada do que aquele cara realmente queria de mim. Talvez estivesse apenas mentindo para me enlouquecer, assim como Hannah desejava.
— Por que você não parece ter muitos por aqui e também por que não gosto nenhum pouco de Hannah, muito menos como minha madrasta. – sorriu, me olhando nos olhos com toda a verdade que podia. Sabia que era sincero e de repente aquela luz lá no fim do túnel se ascendeu mais uma vez.
Esperança, era isso que aquele médico representava agora.
— Hey, posso te chamar de Charming? – perguntei animada, ele me encarou estranho, mas logo riu, balançando a cabeça.
— Pode, mas não vai se apaixonar pelo príncipe encantado, já estou prometido e agora nós somos irmãos. – disse brincando, batendo seu ombro no meu. Meu sorriso se desfez, lembrei de Chaz e de tudo o que havia acontecido conosco. Como ele estaria agora? Ainda sentia raiva de mim? Aliás, o que ele sentia por mim agora? Sem contar nossa mãe. Deus, a vida que eu estava esquecendo que tinha ao ficar presa nesse lugar.
— Você nunca poderia ser meu irmão, eu já tenho um, bem melhor que você, sem ofender.
- Beleza, não vou guardar mágoas, mas eu talvez eu possa te ajudar mesmo. – por fim disse, piscando em minha direção e levantando-se para ir embora.
— A fugir daqui e ir voltar para a América? Para o Justin? – perguntei confusa e ainda assim esperançosa, murmurando a última parte para que ele não pudesse ouvir.
— Nunca disse isso. – sorriu de lado, dando uma piscadela, abrindo a porta e me dando as costas.
— Mas pensou. – murmurei quando a porta já estava fechada, sorrindo comigo mesma. O cara era estranhamente diferente, mas eu gostava.
E ele iria me salvar. Como um verdadeiro príncipe encantado.
— Você é tão patética Jessie. – murmurei comigo mesma, soltando uma risada logo depois e afundando meu rosto no travesseiro, algo me dizia que seria uma longa noite de pensamentos e sonhos.
!!! LINK DA SEGUNDA TEMPORADA !!!
Notas finais
Hahahhaa :P
A segunda temporada de By The Way começa nesse capítulo e ela será postada no AnimeSpirit, então quero ver vocês todas lá, okay? Caso contrário, nada de fanfiction! DD:
Enfim, beijão e até lá!
AMO VOCÊS ♥♥
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