Buying A Love

5 Capítulo 4: O contrato


Notas iniciais
Olá para todos... Ontem foi um dia muito gratificante, fui ajudante voluntária de uma doações de filhotes. Aproveitei para levar os filhotes da minha casa para serem doados, e dos cinco irmãos apenas a Felicia não arranjou um lar. Minha mãe disse que podemos ficar com ela caso não apareça nenhuma família para ela. O importante é que muitos filhotes conseguiram um lar e eu espero que todas essas famílias sejam carinhosas e amorosas com eles. Sim eu estou muito feliz hoje por conta do que fiz ontem *-* Próximo post saí apenas no sábado, e depois será apenas no domingo depois do dia 19. Kazu vai de cosplay no Anime Friends!!! Sem mais delongas Boa leitura

Capítulo 4: O contrato

– Como assim não podemos mais ir à sua casa no final de semana? – Eli perguntou surpresa. Nico tinha um sorriso sem graça nos lábios.

– O que aconteceu Nico chan? – Honoka perguntou sem entender.

– Bem... Aconteceram umas coisas e no final de semana eu combinei de me encontrar com uma pessoa. – Nico evitava olhar para as demais, estava nervosa. Não queria contar que agora tinha uma namorada, e muito menos que era de aluguel.

– Nicocchi. – Nozomi começou. – Pode nos dizer com quem vai sair? – A cartomante perguntou seria.

– Com uma amiga de outra escola. – A morena respondeu se curvando para trás por conta do medo. Nozomi era assustadora. Cruzou os braços sobre o peito, algo dizia para fazê-lo ou se arrependeria.

– Nicocchi. – Nozmi disse mais uma vez.

– Nico, você não começou a trabalhar como estocadora em uma loja de conveniências aos finais de semana não é? – Eli perguntou preocupada.

– Não se preocupe com isso Eli. Não é isso. E se não for pedir muito, poderiam olhar os meus irmãos no sábado? – E então Nozomi bufou.

– Nozomi? – Eli olhou sem entender para a cartomante.

– Nicocchi, é injusto isso. Diga o que está acontecendo imediatamente. Não confia mais em nós? – Perguntou visivelmente ofendida.

– Nico chan... – Kotori tinha o cenho franzido.

– Tudo bem, tudo bem. Nico vai contar para vocês, mas me prometam que não vão rir, e nem criticar. – E então o quinteto concluiu que deveria ser algo extremo.

– Não me diga que Nico chan começou a se prostituir. – Honoka levou ao extremo.

–N-Nico jamais faria algo assim. Que coisa. – A morena exclamou irritada com o pensamento da outra.

– Então o que é? – Umi perguntou calmamente, mas havia um pouco de preocupação em sua voz.

– Ehehe... – Nico começou a rir pelo nervosismo, ter todas olhando tão atentas em sua direção era um pouco constrangedor. – Nico Nico Nii! – E então disse seu famoso bordão, fazendo suas poses de mãos.

– Nico! – Eli a repreendeu. – Fale logo o que é. – A loira pediu em um tom mais ameno.

– Nico começou um novo trabalho. – Ela murmurou olhando para baixo.

– Se é só isso podia ter dito logo. – Umi finalmente respirou mais tranquila.

– Do que vai trabalhar, Nico chan? – Kotori perguntou com seu usual calmo sorriso.

– Isso é... – Nico desviou o olhar fitando o chão. Mais uma vez suas amigas pareceram ficar apreensivas sobre a resposta da menor. – Nico vai ser a namorada de aluguel de uma garota rica. – Murmurou enquanto desenhava círculos no chão com a ponta do pé direito.

– Ah... Apenas isso. – Honoka disse aliviada. E então as mais novas do grupo se entre olharam.

– O QUE? – Umi, Honoka, e Kotori gritaram ao mesmo tempo.

– Como assim, Nico senpai? – Típico de Umi usar o tom formal quando estava nervosa.

– Nico chan... como... – Kotori estava sem palavras.

– Honoka disse que a Nico chan estava se prostituindo. – Honoka escandalizou.

– Não é isso! – Nico exclamou contra o comentário de Honoka. – Apenas... – Começou sem saber direito por onde começar.

– Nico, conte tudo para elas. – Eli incentivou a colega de sala.

– Nos contar o que? – Umi perguntou preocupada. Agora realmente tinha um motivo para se preocupar.

– Estão querendo despejar a Nicocchi e os seus irmãos por aluguéis atrasados. – Nozomi foi que respondeu uma vez que Nico não fez menção de fazê-lo.

– Mas eles não disseram ter entendido devido à situação da sua mãe? – Honoka perguntou sem entender.

– Aparentemente alguns inquilinos disseram que era injusto eles pagarem corretamente se alguém não pagava. – Nico explicou. – A proprietária me deu um tempo, e Nozomi e Eli me emprestaram dinheiro, mas de qualquer forma, o que eu ganho no café mal dá para pagar as outras coisas. – Nico explicou.

– Por isso fez algo tão extremo assim... – Kotori lançou um olhar de pena para sua senpai.

– Não me olhe dessa forma Kotori, Nico não quer ser alvo de pena de ninguém. – Retrucou emburrando.

– Mas você deveria ter nos dito isso, poderíamos ter ajudado também. – Umi disse colocando a mão no ombro de Nico.

– O que está feito já está feito. – A morena disse claramente. – Nesse sábado eu irei encontrar com a Maki chan para acertamos a quantia. – o quinteto se entre olhou.

– Quando tiver que fazer o papel de namorada me avise, eu posso cuidar dos seus irmãos. – Umi ofereceu.

– Não vejo a diferença disso com se vender, mas Honoka também se esforçará bastante para ajudar a Nico chan. – Apoiou a amiga.

– Honoka chan... – Kotori murmurou sem graça. – Qualquer coisa que precisar pode contar comigo também. Eu não preciso do meu salário, então posso te dar. – Ofereceu.

– Não aceitarei dinheiro de vocês. – Nico deixou claro.

– Mesmo com essa dificuldade financeira a Nico continua com o orgulho em alta. – Eli cochichou para Nozomi.

– Nicocchi está apenas agindo como a Nicocchi. – Nozomi disse por fim com um sorriso tranquilo. – Logo ela vai ter uma grande surpresa. – Declarou segurando uma de suas cartas de tarot entre os dedos. — Pelo menos é o que as cartas me dizem. – Concluiu.

– Então posso contar com vocês para olhar meus irmãos? – Nico perguntou esboçando um sorriso.

– Claro. – As demais responderam juntas.

~*~

– Maki já marquei seu encontro para domingo. – O homem anunciou parado na porta do quanto da ruiva. Maki por sua vez respirou fundo. Agora era a hora.

– Desculpe, mas creio que o senhor terá que desmarcar papai. – Disse sem coragem de olhar para o homem. – Eu arranjei uma namorada. – Não mentiu sobre o sexo de Nico. Uma hora ela teria que enfrentar, então que fosse logo de cara.

– Você o que? – O homem perguntou irritado. – Não aturarei brincadeiras de mau gosto Maki. – Ele avisou fazendo a garota se encolher.

– Não estou fazendo brincadeiras. Ela será minha senpai ano que vem, apenas aconteceu de nos conhecer por acaso. – Mentiu descaradamente. Sentia se mal por ter que mentir para seu pai, mas ela realmente preferia isso a se ver compromissada com alguém que nem sabia como era.

– Maki... – Era claro que ele estava irritado. – Eu não vou cancelar coisa alguma, não posso imaginar minha filha com outra garota. Isso não é normal, além de ser nojento. E se é alguém da antiga escola da sua mãe deve ser uma suja morta de fome. – O homem declarou com desprezo.

– Não fale assim da Nico chan! – Maki exclamou defendendo a morena. Não entendia o porquê de o estar fazendo, apenas não gostara de ouvir a opinião de seu pai a respeito da morena. – Nico chan não é nenhuma suja morta de fome. – Disse por fim e viu seu pai estreitar os olhos.

– Ela deve estar apenas atrás do seu dinheiro. Mesmo que fosse um garoto eu não aceitaria, pois não seria um garoto de classe. – Ele começou a discursar. – Uma garota Maki? Ainda que fosse rica eu não aceitaria. – Exclamou.

– Querido, o que está acontecendo aqui? – A mãe de Maki apareceu na porta.

– Papai está insultando a minha namorada, apenas por ela estudar no colégio Otonokizaka. – Maki respondeu.

– Namorada? Maki! – A mãe da ruiva parecia surpresa. – Depois conversaremos sobre isso minha filha. Querido venha se acalmar um pouco. – E então ela começou a puxar o marido para fora do quarto.

Maki soltou um longo e cansado suspiro. Se perguntava de onde tirara coragem para encarar seu pai para defender Nico. Sabia que ela era pobre, caso contrario não teria aceitado, mas não era suja e morta de fome como ele dissera. Esticou sua mão para pegar seu celular. Havia colocado uma foto de Nico como papel de parede para a farsa parecer mais real.

– Droga. – Murmurou fechando os olhos. Sentia um pequeno incomodo em seu peito. Seria sua consciência pesando?

~*~

Maki estava sentada ao lado de Nico no banco de um parque ecológico. Haviam escolhido tal lugar porque era calmo, e poucas pessoas passavam ali. Nico podia ver as olheiras sob os olhos da ruiva. Se perguntava se ela estaria bem.

– Aconteceu alguma coisa? – A morena foi quem começou a conversa.

– Apenas tive que enfrentar meu pai durante toda essa semana. – Maki murmurou cansada. – Ele não acredita que tenho uma namorada. – Já era de se esperar.

– Nico entenderá se Maki chan não quiser continuar com isso. – A morena disse imparcial. Maki olhou para a outra. – Nico precisa de dinheiro, mas se Maki chan não quiser mais, Nico vai procurar trabalho em alguma loja. – Tentou tranquilizar a ruiva.

– Seus pais não trabalham? – Maki perguntou indelicadamente e Nico ficou quieta.

Maki se chutou mentalmente, havia estragado a conversa com a sua pergunta indelicada, Nico não tinha culpa de seus problemas com seu pai, e além disso a morena parecia estar bem abatida também.

– Meu pai morreu quando eu entrei no colegial. – Nico disse depois de um longo tempo em silencio. – Meu irmão caçula não tinha nem um ano de idade ainda, e então minha mãe teve que assumir toda a responsabilidade. – Não entendia o porquê de estar contando aquilo para Maki.

– Eu sinto muito. E eu não quis ofender a sua família... – Maki se desculpou. Então Nico estava trabalhando para ajudar a mãe, mas mesmo assim, porque a morena precisaria de dois trabalhos?

– Minha mãe foi diagnosticada com leucemia há alguns meses atrás. – Maki agora lançou um olhar assustada para a mais velha. – Desde então Nico tem pagado todas as contas de casa, mas não está sendo o suficiente, além disso, todas as economias da minha mãe estão indo no tratamento. Nico não quer dar mais preocupações à ela. – Explicou a situação em que estava.

– Comparados aos seus problemas, os meus parecem apenas criancices. – Maki admitiu. A ruiva então olhou para Nico. Via a preocupação, o cansaço, e o medo no rosto da mesma. Por algum motivo sentiu vontade de ajudar a mais velha. – Vamos combinar de eu pagar uns vinte mil ienes por encontro, e dez mil por semana para usar seu nome. – Propos.

– Maki chan quer mesmo continuar com isso? Além disso me pagando tanto. – A morena perguntou assustada.

– Vai me ajudar. – A ruiva respondeu dando de ombros. – Papai nunca sabe no que gasto meu dinheiro, e o que eu estou te propondo não fará tanta falta. – Nico piscou algumas vezes. Maki deveria ser realmente muito rica.

– Obrigada. – Nico murmurou olhando nos orbes violetas de Maki.

– A propósito Nico chan, minha mãe sabe da farsa e quer te conhecer. – A ruiva murmurou desviando o olhar. – Talvez quando ela ouvir sua história ela te ajude um pouco, sabe, meus pais tem um hospital. – Murmurou a ultima parte.

– Nico não vai aceitar. – A morena respondeu seriamente. – Nico agradece muito, mas recusará se a mãe da Maki chan propuser algo assim. – Maki olhou sem entender para a morena.

– Por que? – Perguntou. Geralmente em casos assim as pessoas aceitariam de imediato. Era isso que seu pai sempre a ensinou. Pessoas pobres quando se tratavam de dinheiro jogavam fora até mesmo sua honra e dignidade.

– Nico não gosta de aceitar dinheiro dos outros sem ter feito nada para merecê-lo. – A morena respondeu. – Para Nico, aceitar dinheiro dos outros é como aceitar uma esmola, e Nico não quer mendigar ou algo assim. – Explicou. Maki então entre abriu os lábios.

– Mesmo que isso signifique passar fome? – Maki perguntou surpresa.

– Por isso que Nico trabalha, para que meus irmãos não precisem passar fome e tenham um lugar para morar. – Respondeu orgulhosa. – Nico não importa em passar fome se for para dar para eles comerem. – Maki deu um sorriso terno.

– Eu nunca vou entender esse senso de altruísmo. – Maki murmurou e Nico rodou os olhos. – Eu sou filha única então não sei o que é isso, além disso, nunca me faltou nada na vida. – Nico então olhou sem entender para a ruiva, parecia que ela estava se queixando.

– Maki chan tem sorte. – A morena comentou olhando para o céu. – Mas quando minha mãe sair do hospital, Nico poderá se dedicar ao que gosta e aos seus sonhos, mas por enquanto Nico tem que se dedicar em cuidar dos irmãos. – Disse sonhadora e ao mesmo tempo com garra.

– Eu já tenho que voltar para casa. – Maki disse olhando para o pequeno relógio em seu pulso. — Antes disso. – E então ela tirou algumas notas de sua carteira. – Seu pagamento por hoje. – Disse empurrando o dinheiro para Nico.

– Não era apenas algo como o contrato hoje? – Nico perguntou sem entender.

– Já usei seu nome essa semana. Este é o seu pagamento, o tal contrato já foi feito no outro dia. – A ruiva explicou. – Agora eu tenho que ir. – Disse antes de começar a andar.

– Maki chan! – Nico chamou a ruiva. – Vamos trocar nossos e-mails e numero de telefone. – Nico pegou seu celular do bolso da blusa.

– Assim fica mais fácil para me comunicar com você. Pelo menos até eu me transferir para o Otonokizaka no ano que vem. – A ruiva tinha um pequeno sorriso nos lábios, enquanto anotava o e-mail e o numero de Nico.

– Você vai para o Otonokizaka? – Nico perguntou surpresa. – Então eu serei a sua senpai no ano que vem. – A morena exclamou.

– Será. – A ruiva concordou. – Vou indo agora. – E mais uma vez Maki começou a andar.

Nico observou a ruiva tomar distancia. Agora não tinha mais volta. O que Maki propôs jamais ganharia em uma loja de conveniência. Respirou fundo vendo os primeiros flocos de neve começarem a cair. Enfim o inverno, assim como o final de ano se aproximavam.

– Espero realmente que tudo de certo dessa vez. – Murmurou cansada antes de começar a andar.

Notas finais
E então o que acharam? Essa semana foi maravilhosa para mim, e eu não consigo conter a alegria XD Vou tentar escrever mais rápido para ver se consigo postar dois capítulos por semana depois do AF como eu estou fazendo agora. Eu estou muito animada, como minha mãe diz, pegando fogo. Meu bom humor rende mais capitulo XD. Falei demais hoje também lol Kissus Se cuidem