Buying A Love

19 Capitulo 18: Encontro com a mãe de Nico.


Notas iniciais
Hoje é o dia que a preguiça me abraça viu... Revisado por cima porque estou com pressa XD Meu braço ainda tá roxo lol Hoje estou sem o menor assunto para colocar aqui... O que é raro. Então, boa leitura

Capitulo 18: Encontro com a mãe de Nico.

Maki estava na frente de seu espelho escolhendo uma roupa. Pela primeira vez iria à casa de Nico. Ia para conhecer a família da morena e isso a deixava nervosa. Nico havia tentando tranquiliza-la dizendo que sua mãe era um amor de pessoa e seus irmãos adoráveis, mas aquilo não serviu para nada, apenas para deixa-la mais aterrorizada.

Respirou fundo decidindo que ser simples era a melhor alternativa. A família de Nico era simples, então não deveria ir com aqueles vestidos bonitos que usava nas festas que seu pai dava. Tinha que ser algo mais casual.

Procurou em seu guarda roupa alguma coisa que atendesse esses padrões. Achou então uma saia vermelha, uma camisa social creme e um colete negro. Não estava mais tão frio então aquelas peças seriam boas para a ocasião. Para garantir que não pegaria friagem até a casa de Nico, Maki pegou um casaco.

Trocou se rapidamente, mas ainda tinha algo faltando. Mesmo que parecesse mais velha que Nico, ainda não tinha a imagem responsável que queria passar para a mãe de sua namorada. Foi então que viu sobre sua penteadeira um elástico de cabelo negro com um enfeite em formato de estrela.

Maki pegou a escova da mesa e penteou os fios trazendo os todos para o lado direito de sua cabeça. Usou o elástico para fazer um rabo baixo. Olhou para o espero e arrumou a franja. Estava agora de acordo com a imagem que queria passar.

Suas mãos estavam tremendo pelo nervosismo. Nunca na vida havia ficado tão nervosa assim, nem quanto tivera que apresentar se no piano quando criança. Não sabia por que estava tão nervosa. Apenas estava. Do que tinha medo? Da mãe de sua adorada Nico não aceitá-la? Claro. Isso era a ultima coisa que queria que acontecesse.

E como seriam os irmãos de Nico? Claro que se lembrava da primeira vez que vira a mais velha brincando com os irmãos, mas eles iria aceita-la? E se não gostarem dela? Nico não aprecia ser do tipo que largaria tudo para ficar com a pessoa que ama.

Não! Não era hora para pensar em coisas negativas. Tinha que ser positiva. Tudo ia dar certo. Os irmãos da Nico ia aceita-la bem, assim como a mãe da mesma. Era isso que tinha que pensar, tudo ia acabar bem.

Com coragem foi em direção da porta de seu quarto. Seu pai a levaria até o condomínio onde Nico morava. Encontrou o homem logo ali na sala de visitas. Ele parecia nervoso. Era até mesmo engraçado.

– Querido, você aprece estar mais nervoso que a Maki. – A mulher comentou rindo.

– Não é todo dia que nossa filha vai conhecer a sogra. – Ele respondeu fazendo a ruiva mais velha rir.

– Ela não vai maltratar a Maki, a Nico chan não vai permitir algo assim. – Assegurou enquanto ria. Nisso sua mãe tinha razão. Nico não permitiria que ninguém a mal tratasse.

– Estamos indo para que você não chegue atrasada Maki. – O homem então se aproximou de Machie. Beijou a testa da mulher antes de se distanciar e seguir com sua filha.

– Boa sorte, Maki. – A mulher desejou vendo a filha se aproximar da porta.

– Obrigada mamãe. – Agradeceu abrindo a porta. – Até mais tarde. – E então saiu da casa.

– Vá com cuidado. – Machie respondeu para o ar. Um sorriso calmo bailava em seus lábios. Sua filha estava crescendo.

~*~

O carro parou logo na portaria do condomínio de Nico. Maki não esperava um lugar de luxo uma vez que sabia da situação financeira de Nico. Desceu do carro e respirou fundo. A sorte estava lançada.

– Eu venho te buscar a que horas? – O homem perguntou.

– As dez seria perfeito Papai. – Maki respondeu tentando passar confiança, mas era claro que estava com medo. Sua insegurança voltando como um turbilhão. Sairia correndo se pudesse. Será que no jantar na sua casa, Nico havia se sentido assim também?

– Fique calma. Se precisar de algo é só ligar que venho correndo. – Ele então ligou o carro novamente.

– Obrigada papai. – A ruiva então fechou a porta o carro. O homem logo deu partida e saiu dali.

Maki respirou fundo. Era agora ou nunca. Soltou o ar lentamente e deu o primeiro passos em direção do apartamento de Nico.

O porteiro apenas a olhou dos pés a cabeça e não disse nada. Maki se sentia um pouco desconfortável com o olhar das pessoas sobre ela. Claro, era alguém nova ali. Pegou o elevador que a levaria até o quinto andar que era o andar de Nico. Seu coração batia a mil. Suas mãos suavam pelo nervosismo.

Quando a porta metálica abriu Maki teve medo de prosseguir. Relutante deu seu primeiro passo. Depois o outro e mais outro, até que finalmente estava na porta de Nico. A plaquinha perto da campainha indicava isso, o sobrenome Yazawa estava escrito nela.

Com a mão tremula apertou o botão da campainha e esperou. Não esperou muito para ouvir uma gritaria e a voz de Nico pedindo para fazerem silencio e se comportarem. As paredes daquele lugar deviam ser bem finas para poder ouvir tão bem assim.

Então quando finalmente a porta foi aberta não pode deixar de sorrir. Nico tinha um sorriso radiante no rosto. Aqueles que se dão quando a pessoa realmente está feliz. Maki queria retribuir o sorriso, mas tudo que conseguiu foi um sorriso tremulo que Nico rir.

– Não precisa ficar nervosa Maki chan. Todos estão ansiosos para te conhecer. – E por algum motivo aquilo soou ainda mais assustador para Maki.

– Nico chan, tem certeza que é uma boa ideia? – Maki perguntou temerosa. Nico apenas riu da insegurança da namorada. Todos certamente iriam adorá-la.

– Não se preocupe. – Segurou então uma das mãos pálidas e frias de Maki entre as suas. – Vamos entre. – Disse puxando a ruiva. Sem muita alternativa Maki deu um passo para a entrada da casa de Nico.

A ruiva teve que tirar seus sapatos na entrada. Calçou um par de pantufas verdes e subiu o degrau. Nico estava esperando uma pouco mais a frente. Deixou se ser guiada pela morena até o lugar onde todos estavam esperando. Seu coração aprecia que ia sair pela boca por conta do nervosismo.

Então chegaram a pequena sala da casa da morena, onde havia uma mesa grande, porém baixa, e em um canto uma televisão não muito grande. Ali sentados em volta da mesa estavam duas mulheres muito parecidas com Nico, e três crianças, que também se pareciam com Nico. Era quase como ver Nico em versões criança e adulto.

Todos ao pares de olhos vermelhos agora estavam sobre Maki. Inconscientemente a ruiva se moveu ficando logo atrás de Nico. A morena riu de sua namorada, a tão confiante Maki estava nervosa e com medo.

A ruiva se sentia como um animal selvagem encurralado por seu caçador. Tinha vontade de sair correndo, e sairia se Nico não a estivesse segurando. Ninguém disse nada naqueles segundos que pareceram uma eternidade.

– Mamãe, tia, irmãs e irmão, essa é a minha namorada Maki chan. – Nico finalmente apresentou a ruiva. Empurrou a pela cintura para que todos pudessem dar uma boa olhada na adolescente.

– Prazer em conhecê-los, sou Nishikino Maki. – A garota disse seu nome novamente enquanto fazia uma reverencia. – é um grande prazer conhecer a família da Nico chan. – Emendou voltando se a postura ereta.

– Vamos não seja tímida, sente se. — A mãe de Nico disse indicando uma almofada. Nico simplesmente puxou Maki pela mão fazendo a se aproximar mais de sua família. A mais nova ainda estava nervosa, e talvez com medo, já que sentia a mão dela tremer.

– Prazer em conhecer você. EU sou a mãe da Nico Yazawa Kaede, e essa é minha irmã Kanade, meus filhos, Kokoro, Cocoa e Koutarou. Seja bem vinda a nossa família Maki chan. – Disse tudo de uma vez.

– Eu te disse que não tinha nada que temer. – Nico disse sorrindo. E por algum motivo aquela apresentação fazia Maki ficar ainda mais apreensiva.

O silencio reinou ali. Maki ainda sentia como se o mundo estivesse sobre seus ombros. Sua respiração estava um pouco acelerada e se perguntava onde estava a maquina de tortura e quando iria começar.

– Então. – Kokoro foi quem começou. – Maki san está saindo com a Onee sama há quanto tempo? – A pequena perguntou.

– Há alguns meses já... Desde... – Então olhou para Nico.

– Desde novembro. – Nico respondeu.

– Então a Onee sama mentiu quando disse que não tinha namorado naquele dia que estava fazendo chocolates! – Cocoa apontou.

– Eu não menti, porque a Maki chan é minha namorada e não namorado. – Apontou fazendo as duas emburrarem.

Maki apenas observava a situação. Onde estava o interrogatório? E as complicações? Os sermões sobre como a sociedade veria aquele romance. Onde estavam aquelas perguntas que se espera ouvir naquele tipo de ocasião?

– Eu sei o que você está pensando. – Kaede disse rindo. – Onde estão todas aquelas perguntas que os pais fazem em situações assim não é? – A mulher perguntou sorrindo.

– Sim... – Maki murmurou.

– Eu não vou perguntar nada Maki chan, fique tranquila, e nem vou dar sermão porque vocês são grandinhas o suficiente para saberem o que fazem. – Então todo o peso que estava sobre Maki e a tensão sumiram e a ruiva pode relaxar.

– Maki san é muito bonita. – Cocoa murmurou.

– Obrigada. – A ruiva agradeceu. A garotinha então sorriu e olhou para a irmã mais velha. Nico a olhava sem entender.

– Quando crescer vou ter uma namorada tão ou mais bonita que a Maki san. – Cocoa exclamou feliz.

– Não! Sou eu que vou ter. – Kokoro declarou para espanto de Nico e Maki. Elas eram tão competitivas às vezes.

– Se aclamem vocês duas. – Kaede pediu autoritária. As crianças então ficaram em silencio. Nico e Maki pareciam perdidas naquela atmosfera.

– Nico me ajude a fazer o jantar. – A tia da morena pediu. Sem outra alternativa Nico seguiu a outra até a cozinha. Maki agora se sentia como um coelho na frente de um gavião. Toda sua tensão e preocupação voltando com o olhar daqueles olhos vermelhos.

– Mneinos vão brincar um pouco que a mamãe tem que falar seriamente com a Maki chan. – Incentivou o trio que se entre olharam sem entender, mas acataram a ordem da mãe, indo brincar em seu quarto. — Você é herdeira do hospital Nishikino não é? – A mulher começou. Maki então fechou sua mão sobre a coxa, estava com medo.

– Sim. – Respondeu a pergunta.

– Não vejo problema nenhum em duas garotas namorarem, mas ainda me preocupa. Você tem toda uma vida pela frente, sonhos e tudo mais que podem ser difíceis de alcançar e com esse relacionamento pode se tornar impossível. – Explicou.

– Está falando sobre a Nico chan sonhar em ser uma Idol não é? – A ruiva foi direta também. Não parecia estar mais tão nervosa e apreensiva. Tinha que ser corajosa e defender seus interesses e seu amor, da mesma forma que Nico o fazia.

– Também. – A mulher respondeu.

– Se a Nico chan quiser ser Idol e me deixar eu vou entender, eu gosto da Nico chan de verdade, mas se for pela felicidade dela eu abriria mão da minha própria felicidade. – Declarou claramente. Kaede até se surpreendeu com a resposta que ganhara, pensou até que ouviria uma resposta mais infantil.

– Mesmo que a Nico desista de ser uma Idol por você, ainda terão uma imensa lista de problemas e preconceitos pela frente. Acha que pode aguentar tudo isso Maki chan? – A mulher não estava repreendendo, estava alertando, o que era algo bom.

– Se for para ficar com a Nico chan sim. Se for a Nico chan ao meu lado querendo suportar tudo comigo eu enfrentarei qualquer coisa senhora. – Respondeu convicta. Kaede gostava desse jeito decidido de Maki.

– Você tem certeza? – A mulher perguntou querendo testar a ruiva.

– Nico chan disse ao meu pai que travaria uma guerra para me ver sorrir, e eu travaria uma guerra arte contra os deuses se for para ver a Nico chan feliz. A felicidade dela é o que mais me importa. – Kaede então apenas sorriu. E aquele sorriso era tão parecido com os de Nico.

– Minha filha arranjou uma namora a altura dela. Claro que como toda mãe eu me preocupo com ela e quero o melhor. Claro que eu pensava que logo, logo a Nico ia me apresentar um namorado e que depois de tempo se casariam, mas se ela gosta de você e você a faz feliz é uma boa opção também. – Por algum motivo aquilo incomodou o orgulho de Maki.

– Desculpe me senhora, mas acho que não existe ninguém melhor que eu para a Nico chan. – Maki não acreditava no que estava dizendo, Kaede apenas riu do ego da ruiva.

– Eu acredito em você, pois ninguém melhor do que a pessoa que amamos para ser o melhor para gente, todos temos a capacidade de fazer quem amamos felizes, basta apenas fazermos as escolhas certas e lutar por isso. – Expressou se.

– A senhora foi muito feliz com o seu falecido marido não é? – Maki perguntou o óbvio aquilo estava estampado no rosto da mãe de Nico. Os olhos dela brilhavam quando falava de amor.

– Ele me fez muito feliz, mesmo com todas as adversidades e os obstáculos. Eu não falo isso porque eu era apaixonada por ele, pois com o tempo os defeitos aparecem, mas ele soube me respeitar, me proteger e cuidar de mim. Maki chan quando o espelho da paixão se quebra e vemos como a pessoa que amamos realmente é, se mesmo assim a quisermos ao nosso lado, então a felicidade está garantida. Não existe pessoa ideal, existe apenas a pessoa certa. – E Kaede tinha razão.

– Eu aprecio suas palavras. Obrigada. – Maki agradeceu sem saber o porquê. Kaede apenas sorriu.

Maki podia não ser o que queria para sua filha, mas se a fizesse feliz tanto quanto desejava, não tinha contra o que contestar, afinal a vida se vive apenas uma vez, e com arrependimentos, erros ou tristezas, se depois quando olhar para trás e ver que faria tudo de novo, então terá valido a pena.

Quando seu marido morreu foi isso que fez. Olhou paras trás e viu tudo que havia vivido, os momentos bons e ruins. Fora sim casamento difícil por causa da situação financeira, mas agora ao ver Nico crescida, o quão madura e adulta ela era, fazia aquela sensação de bem estar, e o coração se aquecer. Fazia a perceber que do contrario, talvez agora estaria sozinha, criando crianças sozinha. As coisas nunca aconteciam por acaso.

– Então Maki chan, mais uma vez, bem vinda a família Yazawa. – Kaede saudou a ruiva. Maki apenas assentiu feliz. Fora uma experiência nova e cheia de aprendizados.

Notas finais
Mais um capitulo... Não saiu como eu queria, mas foi o melhor que consegui digitar com o braço ruim... Sim eu não tive tempo para fazer outro por causa da outra fanfic. Espero que tenham gostado. Kissus