Buying A Love

7 Capítulo 6: Primeiro encontro


Notas iniciais
Postando novamente.... Eu não reparei que tinha pulado um capítulo... Cabeça de mamão macho x.x

Capítulo 6: Primeiro encontro

Nico checou suas roupas na frente do espelho, uma saia preta e uma blusa vermelha, nada muito extravagante, mas que a deixava com uma aparência fofa. Penteou seus rabinhos mais uma vez para ter certeza que todos os fios estariam no lugar e checou sua maquiagem. Estava tudo em ordem, então apenas pegou um casaco no guarda roupas antes de sair de seu quarto.

– Kokoro, Cocoa, e Koutarou, comportem se enquanto eu estiver fora, e não deem muito trabalho para a Eli e a Kotori. – Nico pediu com as mãos na cintura. – Onee san voltará para fazer o jantar de vocês, e almoço a Kotori vai fazer. – Nico disse em tom de ordem.

– Onee sama onde vai? – Kokoro perguntou visivelmente truste.

– Onee san vai ir trabalhar. Por isso se comportem. – Pediu mais uma vez. – Kotori, eu sei exatamente a quantia de dinheiro que tem dentro do pote de biscoitos, se eu chegar e tiver a mesma quantia eu ficarei brava. – Nico sabia como a outra era, ela iria usar o próprio dinheiro para comprar a comida para seus irmãos e isso não iria permitir.

– Hehe... – Kotori riu sem graça. – De vez em quando deixe me ajudar também Nico chan, você sabe que gosto dos seus irmãos. – Murmurou ainda sem graça.

– Uma vez por mês, quem sabe. – Nico retrucou. – Onee san está indo agora. – Nico pegou sua bolsa que estava sobre um dos sofás. — Até mais tarde. – Se despediu em geral.

– Bom trabalho onee sama. – Kokoro e Cocoa disseram juntas enquanto Kotarou apenas acenava segurando um martelo de plástico.

– Quando crescer eu quero ser como a Onee sama. – Kokoro disse e Eli sorriu.

– Eu serei como a Onee sama! – Cocoa exclamou indignada.

– Sem brigas, sem brigas, vocês tem que ser vocês mesmas, mesmo depois que crescerem. – Eli apartava a pequena discussão que ia começar.

– Acho que agora vamos ir fazer compras. – Kotori disse sorrindo.

Nico estava andando apressadamente em direção ao local onde combinara de encontrar com Maki. A ruiva ainda não estava lá quando chegou, talvez tivesse chego muito cedo. Olhou para o relógio, estava cinco minutos adiantada.

Maki chegou na hora marcada e se impressionou por Nico já estar ali, não esperava que a morena fosse alguém pontual. Respirou fundo para agir de acordo com o que Rin dissera.

– Nico chan. – Maki chamou pela morena, estava um pouco nervosa. — Você esperou muito? – Perguntou como Rin disse para perguntar.

– Não, eu acabei de chegar. – Nico respondeu sorrindo levemente. – Maki chan está muito bonita. – Elogiou a ruiva. Maki por sua vez corou mais ainda. Se vestiu do jeito mais informal que pode, mas ainda visando ficar bonita.

–Obrigada. – Maki respondeu com as bochechas coradas. – Nico chan está muito fofa... – Murmurou sem olhar para a mais velha.

– Obrigada. – Maki olhou para o rosto de Nico a tempo de ver aquele belo sorriso. Seu coração falhou uma batida e involuntariamente se viu sorrindo também.

– Rin disse que tem um bom restaurante mexicano por essas bandas o que acha de ir até lá? – Maki tentou soar o mais natural possível.

– Parece ser uma boa ideia. – Nico respondeu um pouco preocupado, talvez fosse um lugar caro.

– Vamos então. – Maki começou a andar rapidamente. Nico soltou um longo suspiro antes de começar a seguir a ruiva.

Sem dizer uma palavra Maki tocou a mão de Nico com a sua, a ruiva desviou o olhar antes de segurar aquela pequena e macia mão. Os dedos se entrelaçaram depois de um tempo, Nico não disse nada, apenas concordou com aquilo, afinal estavam pagando para que agisse como uma namorada, e isso também fazia parte do pacote, mesmo que a principio Maki tenha dito não querer tal coisa.

– Apenas acho que para enganar meu pai tenho que enganar todas as outras pessoas também. – Maki se justificou olhando para o outro lado.

– Você é quem sabe. – Nico respondeu olhando para o chão.

Alguns minutos depois ambas estavam em frente há um restaurante pequeno. O Nome era algo como Luna, não sabiam ao certo, as letras eram em caracteres romanos, que não estavam muito habituadas a ler.

– Aqui? – Nico perguntou em duvida. Maki apenas acenou rapidamente em um positivo.

Não que Nico quisesse ir a um restaurante extravagante ou algo assim, sabia que não poderia pagar algo caro, mas achava que Maki não se atreveria a ir em um lugar barato, talvez por imagem, ou qualquer coisa assim, mas a ruiva havia escolhido aquele lugar, talvez tivesse pensado um pouco nela e Nico agradecia mentalmente por isso.

– Você não vai entrar? – Maki perguntou segurando a porta.

– Sim, eu vou – Nico respondeu rapidamente.

Elas escolheram uma mesa afastada da janela, não queriam chamar a atenção, e Maki não queria que ninguém as espiasse, não sabia se poderia atuar como uma namorada decente, e se falhasse os prováveis detetives que achava que seu pai havia contratado o informariam que aquilo tudo era uma farsa.

Maki se sentou de frente para Nico. Percebeu o nervosismo da morena que por sua vez já estava vendo o cardápio do local. A lista de comida era bem extensa, com cerca de vinte ou mais pratos.

Maki não tinha nenhuma noção do que pedir, estava cogitando a hipótese de ter sido um erro trazer Nico para aquele lugar, respirou fundo quando garçom se aproximou da mesa.

– Bom dia, já decidiram o que querem? – Ele perguntou formalmente.

Nico rapidamente fez seu pedido, Maki respirou profundamente três vezes antes de fazer o seu, esperava que a comida fosse realmente gostosa como Rin havia dito. E então logo o garçom estava indo embora.

Nico percebeu que a ruiva estava tensa, se perguntava o que poderia a estar incomodando. Talvez ela tivesse enfrentado uma briga novamente, ou qualquer coisa desse tipo. Suspirou.

– Aconteceu algo? – Nico iniciou a conversa.

– N-não. – Maki se chutou mentalmente por ter gaguejado. — Digo, Rin me recomendou esse lugar, por isso estou meio incerta do que eu pedi. – Explicou envergonhada, Nico apenas a observou como se aquilo fosse obvio.

– Eu já imaginava algo assim. – Nico disse depois de um longo tempo. Uma garota como Maki jamais frequentaria lugares baratos como aquele, assim como o café onde Nico trabalhava.

– Não posso dizer nada contra isso. – Maki murmurou dando se por vencida. Nico com tudo não se importava com aquilo, era algo esperado.

Não demorou muito para que os pedidos chegassem. Parecia muito gostoso além de ser muito colorido. Nico seguia o que sua mãe dizia, quando mais colorido o prato, melhor era para a saúde.

– Tem algo que Maki chan não gosta de comer? – Nico tentou puxar conversa.

– Por algum motivo eu não suporto laranjas... – Maki respondeu levando uma garfada à boca. – Nico chan tem algo que... – Maki não terminou de falar, a morena havia se levantado abruptamente e corrido em direção do banheiro.

Maki continuou a comer sem se importar, o pelo menos parecia não se importar. O que poderia ter acontecido com Nico? Fora um pouco rude da morena a deixar falando sozinha, ainda mais quando fora ela quem começara a conversa.

Nico voltou um pouco depois, seu rosto vermelho e lágrimas nos cantos dos olhos. Maki olhou assustada para a morena, teria acontecido algo ruim? Nico então se sentou e esfregou os olhos. Os olhos vermelhos se fixaram em seu prato. Com o garfo começou a procurar algo.

– Aqui está! – Nico exclamou com uma pequena rodela de pimenta vermelha presa no garfo. – A coisa que Nico mais odeia em todo mundo, a pimenta! – Exclamou comicamente.

– Isso responde o que eu ia perguntar. – Maki murmurou vendo a morena procurar mais daquele tempero no meio de sua comida. – Se eu soubesse disso teria te levado a algum lugar onde a comida não fosse tão apimentada. – A ruiva murmurou.

– Maki chan não precisa se incomodar com isso. – Nico sorriu. Maki perdeu algum tempo observando aquele sorriso perdida na beleza e no encanto que ele possuía.

– Se... Se quiser pode pedir outra coisa. – Maki murmurou ainda com o olhar fixo no sorriso da mais velha.

– Nico jamais desperdiçaria comida. – A morena respondeu perdendo o sorriso. – Nico consegue lidar com esse nível de pimenta. – Disse por fim, seus lábios se curvaram um pouco.

– Se você diz. – Maki resolveu voltar a prestar atenção no que comia. Se perguntava qual era o significado por trás dessa fascinação que tinha pelo sorriso de Nico. Desde a primeira vez que o viu ficara totalmente encantada com ele.

Nico estava se incomodando com o silencio, não sabia nada da ruiva, e tinha tantas coisas que gostaria de perguntar para a outra, teriam que criar um vinculo, ou pelo menos forjar um quando fosse encontrar com os pais da ruiva.

– Maki chan gosta de que tipo de música? – Finalmente Nico achara algum assunto do qual sabia falar bem.

– Clássica. – Maki respondeu dando de ombros. – E você? – Perguntou não por querer saber, mas para manter a conversa.

– Nico gosta de pop, especificamente de grupos de Idols. – Nico respondeu orgulhosa.

– Grupos de Idols? – Maki perguntou sem entender. – Aqueles grupos que dançam e cantam? Onde não tem sentimento algum? – Maki perguntou para ter certeza.

– Como sem sentimento? Idols foram feitas para trazer felicidade e fazer as pessoas sorrirem, um Idol que não consegue fazer isso não é um idol. – Nico defendeu.

– Ainda sim me parece algo fútil... – Maki murmurou e Nico bufou.

– Escuta aqui Maki chan, um dia eu serei a Idol numero um do Japão, não. Do universo. – A morena disse convicta.

– Por que? – Maki perguntou sem entender, para a ruiva Idols era uma coisa sem o menor sentido, não conseguia entender a paixão de Hanayo por aquilo, mesmo quando ela já havia explicado milhares de vezes.

– O meu sonho é fazer as pessoas sorrirem. Maki chan o sorriso pode mudar o mundo sabia? Muitas vezes ele salva até uma vida. – E nisso Nico tinha razão, já visto muitos artigos dizendo que sentimentos bons como alegria e felicidade ajudavam a prevenir algumas doenças e prolongar a vida.

– Você quer fazer as pessoas sorrirem... E isso te faria feliz? – Maki perguntou depois de muito ponderar.

– Que pessoa não é feliz vendo que a outra é feliz por causa dela? A felicidade dos meus irmãos é a minha felicidade. Não importa o que eu tenha que fazer para que eles sejam felizes. – Explicou.

Maki mais uma vez ficou sem palavras diante das palavras da morena. Suas mãos começaram a tremer, sua boca ficou seca e seu coração disparou. Talvez não fosse Nico, talvez estivesse começando a adoecer, mas não fazia a menor ideia do que poderia ser aquilo.

– Maki chan tem algum sonho? – Nico perguntou curiosa.

– Eu costumava ter, mas não tenho mais, eu vou apenas estudar para um dia dirigir o hospital do meu pai. – A ruiva respondeu.

– Maki chan vai virar medica... – Nico ponderou. – Acho que combina com a Maki chan. Doutora Nishikino. – Nico brincou fazendo Maki encolher os ombros enquanto corava. Aquele sorriso novamente, aquele sorriso hipnotizador da morena estava ali novamente.

– É assim que me chamarão em um futuro não muito distante. – Maki murmurou sem coragem de olhar para Nico e seu belo sorriso.

– Estarei te dando todo o meu apoio, Maki chan. – Dessa vez Nico deu apenas um calmo sorriso. – Certamente até lá nossos caminhos vão se dividir, mas mesmo assim eu estarei torcendo pelo seu sucesso. – E involuntariamente Nico segurou a mão de Maki que estava largada sobre a mesa.

– Por que você faria algo assim? Nós nem somos nada ainda. – Maki exclamou um pouco alto.

– Nico é sua namorada, de aluguel, mas ainda sua namorada, além disso, Nico não disse? Nico quer ver as pessoas felizes e sorrindo. – Maki então engoliu seco.

– Eu desisto. – Maki murmurou se dando por vencida.

– Desiste do que? – Nico perguntou assustada. – Não quer mais que eu finja ser sua namorada? – A morena estava confusa.

– Não disso... Não importa o quanto eu argumente, Nico chan sempre vai ter a resposta na ponta da língua. — Explicou.

– Eu não entendo. – Nico disse seria.

– Esqueça... – Maki murmurou. – Eu estava pensando, antes do ano novo, teria como você vir se apresentar aos meus pais? – A morena olhou assustada para a outra.

– Me apresentar? – Nico perguntou visivelmente surpresa.

– Eu te contratei para isso não foi? — Maki perguntou sem nenhuma expressão.

– Bem sim, mas... – Nico respirou fundo. – Eu vou me preparar devidamente para isso. Até porque nunca me imaginei fazendo tal coisa. – A morena confessou.

– Nico chan nunca pensou em arranjar um namorado? – Maki perguntou surpresa, achava que todas as garotas, exceto ela gostariam de algo assim.

– É proibido namorar para uma Idol. – Foi a reposta que ganhara da morena, antes dela comer sua ultima garfada.

O garçom então se aproximou das duas novamente, ele retirou os pratos e saiu dali. Logo ele voltava com a sobremesa. Nico e Maki comeram quietas, não um silencio incomodo, Nico estava concentrada no seu doce, enquanto Maki estava concentrada na morena. Nico definitivamente tinha algo muito estranho.

– Por que está olhando para mim? – Nico perguntou incomodada.

– Eh! – Maki se assustou. – Não estava olhando para você. – Maki respondeu olhando para o outro lado.

– Aqui. — Nico chamou pela outra segurando seu garfo com uma porção de bolo, este estava apontado para Maki. — Se não era para mim que você estava olhando, era para o meu bolo. Vamos coma. Aaah... – Nico usou seu tom de ordem.

Sem reclamar Maki aceitou o que fora oferecido. Aquele bolo realmente estava delicioso. Nico então sorriu fazendo Maki corar tanto quanto a cor de seu cabelo. Definitivamente estava ficando doente.

Maki olhou mais uma vez para Nico, que tipo de doença era aquela afinal?

Notas finais
Repostado p.< Kissus Se cuidem