Butterfly
1 Prólogo.
Notas iniciais
Eu tenho pena das pessoas que esperam jamais sofrer na vida. Sem o sofrimento, como valorizaríamos a felicidade? Afinal, temos a ingênua mania de só valorizar algo quando estamos prestes a perdê-lo. Alguns acham que podem fugir da dor guardando os sentimentos, se escondendo do mundo e usando aquele sorriso tão falso que segura as lágrimas nos olhos. Quer uma dica? Esquece isso. Viva intensamente, faça loucuras, grite, chore, saia com os seus amigos… se apaixone. O amor machuca, eu sei. Ele te faz chorar noites e mais noites, ele abre um buraco em seu coração, ele chega sem aviso, ele te faz sentir ciúmes e desejar tudo de mal para a pessoa que ousar se aproximar do que é seu, só seu. O amor te traz ódio, te traz dúvidas, ele faz com que os seus pensamentos de criança se tornem os de alguém que cresceu, de alguém que conhece a vida. O amor te faz suar, te deixa nervosa, o amor faz com que você perca o folego ao avistar apenas um sorriso, aquele sorriso. Ele te faz esquecer os amigos, te traz desespero e uma dor jamais conhecida antes. Mas ele também te deixa forte, te dá esperança de, quem sabe, ter encontrado aquele príncipe encantado dos contos de fada que sua mãe lhe contava todas as noites. O amor também te faz sorrir, te dá um motivo para acordar todas os dias, te dá a vontade de adormecer apenas para ser a dona daquele rosto angelical ao menos em sonhos. Ele te dá garra, fornece conhecimento. Você aprende a não confiar tanto nas pessoas, percebe que você mudou, que tudo mudou, que agora você têm problemas maiores do que o horário do seu programa favorito, você vê do que as pessoas são capazes e aprende que assim como te machucam você também pode machucar. Te disseram para desistir do amor porque ele só te traria sofrimento mas não te disseram que essa dor te faz crescer e se tornar a menina forte que é hoje. A dor e a alegria andam de mãos dadas assim como o amor e o ódio. Então não tenha medo e acredite: No final, tudo vai dar certo.
Fale com o autor