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40 Capítulo 1- segunda temporada
Notas iniciais
A faculdade está ocupando muito a minha vida ultimamente, não faço nada além de estudar e fazer prova. Medicina realmente não é para qualquer um mesmo. Minha sorte é que Vic também está fazendo e está na minha sala, ter ela por perto é bom, ela me garante longos risos e palhaçadas pela manhã inteira.
Alek vem em ver de vez em quando na faculdade, sempre na hora da saída.
- E ai? Aquele gatinho vem hoje?- Vic diz animada.
- Sai dessa Vic, ele não é o seu tipo. – rio.
- Ninguém é o meu tipo. – ela sorri.
- Por isso toda semana está com um?- encaro-a.
- Talvez. – ela ri.
Caminhamos até o lado de fora da faculdade e lá estava ele, encostado no mustang azul todo elegante, qualquer menina que passava não podia deixar de encara-lo por um tempo.
- Oi. – ele sorri assim que me vê.
- Feliz?- ergo uma sobrancelha.
- Muito e você? – ele analisa o meu humor.
- Estou cansada, vai fazer alguma coisa?- ele inclina a cabeça.
- Ir pra casa e dormir. – sorrio.
- Hoje é sexta Cassandra, poderíamos fazer tanta coisa. – ele diz esperançoso.
- Sai fora. – reviro os olhos.
- Qual é? Podíamos sair com os meninos, ir a uma balada por exemplo. – ele sorri lascivo.
Inspiro fundo. Enquanto eu não concordar com a ideia dele, ele não vai parar com isso.
- Tudo bem, mas me deixe em casa primeiro. – aviso em modo passional.
Ele revira os olhos e entra no carro.
Encosto a cabeça no vidro e fico encarando as pessoas nos bares, bebendo, rindo e conversando como se a vida fosse um conto de fadas, Alek está pensativo e quieto, até que percebo que esse não é o caminho para o meu apartamento.
- Não é esse o caminho. – aviso.
Ele me encara de relance e ri.
- Primeiro quero te mostrar um coisa. – ele sorri.
- Não quero ver nada. – contraio os lábios.
- Relaxa. – ele ri- Vamos parar em um bar.
Respiro fundo. Qualquer dia eu mato ele.
Encaro a minha roupa, uma calça jeans e uma blusa de seda rosa, muito estilo para um bar.
Ele estaciona em frente ao um bar movimentado, a falação é alta, assim como as risadas. Coloco meu material no banco de trás e saio do carro, seguindo o Alek até uma mesa reservada.
- Não quero beber nada. – acrescento antes mesmo dele começar a insistir igual criança.
- Pode beber um suco. – ele sorri.
- Que pessoa vem em um bar para tomar suco?- falo irônica.
- Você. – ele ri.
Rio junto e faço o meu pedido ao garçom, uma limonada suíça não mata ninguém, Alek pede suas batidas estranhas.
- Por que estamos aqui mesmo?- pergunto.
- Vou te mostrar uma coisa. – ele sorri animado.
- Que coisa?- falo séria.
- Uma coisa que qualquer menina iria gostar de ter. – ele sorri, um tanto malicioso.
Chuto a canela dele.
- Ei! Não é isso que você está pensando, sua maliciosa. – ele esfrega a canela.
Faço cara de poucos amigos.
O garçom chega com as nossas bebidas, Alek não para de rir e falar da tal coisa, que eu não faço ideia do que é e simplesmente paro de prestar atenção nele quando um Bugatti Veyron Grand Sport preto passa pelo bar, algumas pessoas param para olhar e admirar o carro, tento ver quem está dirigindo, sem sucesso.
- Gostou do carro?- Alek comenta.
- É bem bonito. – falo ainda observando o carro passar- Deve ser um velho dirigindo.
- Por quê?- Alek ri.
- Oras, só velhos compram carros tão caros.
- Não todos.
- Os velhos ricos. – volto a encara-lo.
Ele concorda em parte comigo.
Alek acena para alguém, olho por cima do ombro e vejo um menino de olhos claros. Espero ele se aproximar mais e descubro que seus olhos são azuis, meu coração dispara. Levanto da mesa e fico encarando o menino, até ele sair da pouca iluminação da rua e chegar perto do bar.
Meu deus é ele...
Fico estática, grudada no chão. Não posso crer, ele tinha morrido, dever ser alguma ilusão de ótica, isso vem acontecendo com frequência.
Ele para de andar e me encara, como se fosse um conhecido que não me vê a muito tempo, depois abre um largo sorriso.
- Alek me diz que você também está vendo... – falo paralisada.
- Sim, eu estou vendo o Nathan. – ele levanta da mesa e caminha até o menino.
Caminho em passos rápidos até o Nathan. Não acredito que passei meses acreditando na morte, meses chorando por ele, meses sofrendo por ele. Agora estou raiva e feliz ao mesmo tempo.
Fico de frente pra ele, os olhos azuis estão brilhando como sempre brilharam quando eu o encaro, ele está lindo, como sempre. O cabelo negro está um pouco maior, caindo sobre a testa, está um pouco mais pálido e forte também, mas continua sendo o meu Nathan.
Mordo o lábio inferior. Não acredito que ele não falo que estava vivo.
Dou um tapa na cara dele e o bar inteiro para de falar e nos encara. Alek fica de boca aberta, como senão esperasse isso de mim e Nathan continua parado, sem dizer nada.
- Por que mentiu pra mim?- pergunto séria.
- É bom te ver também. – ele sorri.
Abraço-o forte e as lagrimas brotam em meus olhos, estou muito feliz por poder vê-lo outra vez.
- Às vezes a mentira é necessária. – ele beija o topo da minha cabeça.
- Me deixar em depressão não é necessário. – rebato.
Ele ri.
- Precisamos conversar. – murmuro.
- Eu sei. – ele concorda comigo.
- Podemos ir ao meu apartamento. – encaro-o.
Ah meu menino está de volta.
Minha palpitação está acelerada, mas de alegria, de alegria em ver que ele não morreu, que ele voltou, que ele é meu de novo.
- Ainda estou brava com você. – me afasto dele e enxugo as lagrimas.
- Por quê?- ele ergue uma sobrancelha.
- Podia ter me ligado ou até mesmo me mando um sinal de fumaça falando que estava vido e que eu não precisava derramar rios de lagrimas por alguém que não morreu. – estreito os olhos.
- Por isso preciso falar com você. – ele balbucia.
Ih, isso não está me parecendo ser algo bom...
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