Busca pela sobrevivência
3 O começo...
Notas iniciais
Eu estava bem calma, contemplando a paisagem de onde vivemos hoje, o único lugar neste mundo que- ainda- não foi devastado. Aqui tem um riacho, árvores frutíferas, animais e o mais importante: ninguém além de nós, nada de pessoas com o lume, aquela doença desprezível que eu não desejaria nem para o pior dos piores inimigos que tenho... pensando bem, eu a desejo apenas para algumas pessoas: os criadores, quem criou este vírus que se transformou nesta doença horrível e especialmente para todos que ajudaram nisto.
Passou alguns anos e minha vida que parecia realmente melhor, foi uma mudança tão repentina que nem percebi o motivo, acho que era por ter a minha "família" comigo e estarmos bem. Certa noite Jace chegou e me disse:
— Oi, vamos lá Emma. Acorde!!! Vamos até o riacho!!!
— Quê??? Tá doido? Me dê um motivo para parar de dormir Jace!
— Tem algo diferente! O céu esta lindo, vamos, por favor!
— Tá você já deu dois, mais eu quero três!
— Já dei motivos demais, você pediu só um!
— Agora quero três! Ou eu não saio daqui!
Neste exato momento ele disse :
— Então é assim?
E me pegou no colo levantando-me, eu só consegui falar:
— Deixa pelo menos eu trocar de roupa, chato.
— Tá, ok, e outro motivo: a água esta uma delícia.
O meu olhar foi o mais descrente possível. A primeira coisa que passou pela minha mente foi o que falei:
— Como sabe?
— Passei lá antes de vir para cá, costume! — ele disse despreocupado, como se isso fosse algo que ele fazia quase sempre.
Eu ri, ele riu e disse:
— Vamos, te dou cinco minutos para se arrumar!
—Só? Aumenta para dez, vai!
— Tá bom!
Depois de dez minutos nós já estávamos a caminho do riacho. Ele não parava de falar coisas aleatórios nas quais eu não estava prestando atenção. Depois que eu refleti um pouco comentei:
— Esta vida não era nem cogitada há alguns anos, nós éramos os melhores da turma, os mais “nerds”. A Terra se tornou um tipo de “Jogos vorazes”, junto com “Maze Runner”, misturando até “Os Instrumentos Mortais”. Olha que esses eram nossos livros preferidos! E nunca cogitamos morar em um mundo que viraria um tipo de junção das nossas sagas favoritas... Não sei mais onde vivo, não reconheço este mundo. Como dizia Sócrates: Só sei que nada sei.
— Verdade, mas eu tenho que assumir que a única coisa que me faz seguir em frente é você. — disse ele sem jeito.
Do nada nós, não pude nem respondê-lo, pois pessoas começaram a aparecer da mata e disseram:
—Lindo o que vocês falaram! Mas agora não viverão mais aqui, serão parte da nossa família, a família do: medo. Vocês já devem ter ouvido falar.
— O que querem?- perguntou Jace.
— Pessoas. Imunes, mais especificamente. Tem mais alguém com vocês? Sim, não é? Onde estão?
— Tem- disse- estão lá embaixo, nas cabanas.
Só vi Jace me olhar com incredulidade, e após um tempinho todos nós seis estávamos juntos. Percebi que ninguém havia entendido o motivo de eu estar agindo assim.
Havia chegado a hora, nos infiltraríamos nessa organização. Acabaríamos com isso, sermos capturados pelo MEDO havia sido a melhor coisa.
Contaria isso aos outros depois, ou a melhor forma de fazer eles agirem certo, seria me arriscando e fingindo ser a traidora? Terei que decidir e rápido!
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