Busca Implacável
11 Capítulo dez.
Notas iniciais
DOIS MESES DEPOIS
Edward estava mais uma vez na sala de jantar com Alice. Seus braços estavam cruzados contra seu peito e ele a encarava não com raiva, mas com receio.
– Alice você tem certeza que não está se precipitando? – Edward falava pela milésima vez. – Noivado é um passo muito grande, vocês mal começaram a namorar.
– Eu sei que noivado é um passo grande. Na verdade eu tenho certeza de que é um passo enorme. – Alice riu nervosa. – Mas é justamente por isso que preciso dar esse passo agora. A vida é algo muito curto, Edward.
– Pelo amor de Deus, Alice. Você não tem nem 25 anos. Não é como se você fosse morrer amanhã ou daqui há dois anos.
– Ninguém sabe o dia de amanhã. Jasper também era novo quando morreu. O que garante que isso não irá acontecer comigo ou com Jacob?
Edward não tinha um contra argumento para aquilo.
– Eu vou te apoiar. Não sei o que você pretende fazer, se vai querer se casar em dois ou três meses, mas eu irei te apoiar.
– Isso é o que eu mais quero, Eddie. – Alice sorriu e se aproximou do irmão. Ela o abraçou com muita força. – Isso e que você seja feliz, também quero que você seja feliz.
– Eu sou feliz. – Ele sussurrou.
– Tem certeza que você é? – A baixinha ergueu a sobrancelha. – Gosta da Isabella e não conta para ela.
– E quem disse que gosto da Isabella? – Rebateu.
– Quem disse? Seus olhos que brilham toda vez que pronuncia o nome dela, seu sorriso bobo que aparece todas as vezes que a vê brincando com sua filha, as palavras que saem atrapalhadas de seus lábios quando se referem a ela. Se você não a ama juro que não sei o que é amor.
– Alice... – Edward balançou a cabeça e puxou uma cadeira para se sentar. – A situação é complicada.
– Nada na nossa vida é complicado. Nós que complicamos tudo.
– Isso não é algo que você pudesse entender.
– Talvez se você pudesse me explicar. –Ela segurou as mãos do irmão.
– Não, eu não posso explicar. – Edward levantou da cadeira se afastando. – Não é o tipo de coisa que eu pudesse explicar para alguém.
– Você se condena demais Edward.
– E eu estou certo por me condenar.
– Não, você não está. Você salvou mais vidas do que qualquer outra pessoa que eu conheça, você cuida da sua filha sozinha, está pagando a faculdade de uma pessoa e dando-lhe muito mais de salário do que qualquer outra pessoa daria. Edward, você é bom.
– Não sou tão bom quanto você e os outros pensam... – Ele suspirou.
– Eu não vou dizer mais nada. Você não sabe o quanto é ruim tentar convencer uma pessoa cabeça dura de algo.
Edward riu baixinho e beijou a testa de sua irmã, naquele momento a campainha tocou e Alice correu para atender. Estava claro que ela estava apaixonada por Jacob e Edward não poderia fazer nada quanto a isso. Ele caminhou lentamente atrás da irmã e sua expressão mudou ao ver que não era Jacob que estava ali e sim Isabella. Ela tinha lágrimas nos olhos.
– Isabella? – Ele andou rapidamente em direção à garota. – O que aconteceu?
– Jake... – Ela soluçava. – Ele sofreu um acidente.
– Jacob sofreu um acidente? Como assim? – Agora era a vez de Alice ficar desesperada. – Onde ele está? Ele está bem?
– Eu...Eu não sei. – Isabella balançou a cabeça. – Ele está no hospital, eles que ligaram para mim, mas eu não consegui ir até lá sozinha. – Suspirou. – Ele é a única pessoa que eu tenho no mundo.
– Bella, você não está sozinha.- Edward sussurrou e em um ato impensável a puxou para perto dele e a abraçou.
Alice se levantou bruscamente do sofá e caminhou em direção à porta.
– O que vocês estão esperando? Vamos logo para o hospital.
[...]
Os três se aproximaram da recepção onde uma mulher baixinha de cabelos brancos informou onde era o quarto no qual Jacob se encontrava. Apenas uma pessoa poderia entrar e Isabella se recusou a abrir mão daquele direito como “irmã”.
– O que aconteceu? – Ela sussurrou ao ver que Jacob estava acordado.
– Um idiota ultrapassou o sinal vermelho e bateu no meu carro. – Resmungou ao encarar a irmã. – Eu tive uma ideia e podemos usar ao nosso favor.
– E que ideia foi essa? – Ela ergueu a sobrancelha e passou a mão pelos olhos limpando os resquícios das lágrimas.
– Paguei ao médico para dizer a minha noivinha que perdi minha memória – Jacob deu um largo sorriso e Isabella ficou parada por alguns segundos.
– E nessa perca de memória você iria se esquecer da sua “noivinha”?
– Exatamente.
– Ignorando o fato de que Edward é médico, foi uma boa ideia.
– É médico, mas você pode exigir que ele não interfira no meu caso. Agora você saia daqui e diga a todos que eu não me lembro de nada. Nem mesmo de você.
Isabella se aproximou de Jacob e colou os lábios dos dois por alguns instantes. Ela se afastou e no mesmo instante as lágrimas voltaram a cair por seus olhos. Como refugio ela abraçou Edward e enterrou seu rosto em seu peito.
– Ele está bem? – Alice perguntou em um tom de desespero.
– Ele não se lembra de mim. – Sussurrou entre soluços.
– Ele não se lembra você?
– Jacob perdeu a memória.
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