Busca De Um Amor
21 O reencontro
Seu olhar encontrou o meu, e foi bem fácil começar a chorar. Sorri, e corri em direção a seus braços. Ele me abraçou com força, e eu apoiei minha cabeça em seu peito. Olhei que havia uma corrente que prendia seu pé.
– Alice — Simon murmurou.
Apenas concordei com a cabeça. Estava recuperando o fôlego.
– Senti sua falta — falei baixinho.
Ele beijou minha testa, do jeito que sempre fez, e me acalmava. Não queria sair de lá. Tinha medo de que tudo acontecesse novamente.
– Me desculpe — pediu — Não te falei nada do que acontecera, te coloquei nessa confusão. Fiz toda essa bagunça. Esses machucados... — ele passou o dedo no meu braço — Não... você não merecia de jeito nenhum. Principalmente de tudo o que passou. Eu vi tudo. Até você subir as escadas, que foi quando a imagem desapareceu.
Parei por um momento. Foi tipo um programa de televisão?
– Como assim? — perguntei.
– Ares me mostrava. Todas suas lutas, cada passo seu. Apenas para me machucar.
Resumindo: Não podia esconder nada dele.
– Vi o que aconteceu em Hadyts — continuou — E quando digo isso, é porque foi todos os detalhes.
Meu coração acelerou, quando eu pensei em Nathan. No beijo.
Me distanciei um pouco, e vi seu olhar, esperando uma resposta.
– O que você quer dizer com isso? — perguntei.
– O jeito que Nathan olhava para você. Senti medo de te perder, Alice. Como ele demonstrava carinho, de forma que nunca faria igual.
– Se viu tudo, como realmente disse — minha voz soava doce, de maneira que foi surpreendente — Viu o que Phobos fez comigo. Viu que meu maior medo, é perder você.
Simon sorriu, e eu percebi que eu estava mesmo com saudade. Ele me abraçou novamente, mas dessa vez, mais forte, como se não quisesse que eu escapasse.
– Luiza me mostrou vocês dois... — não consegui terminar a frase. Uma lágrima ousou escapulir, e Simon percebeu.
– Também vi você e Nathan — ele levantou meu rosto — Pensa que eu me senti como? Perdido, seria a resposta certa. Eu confio em você, Alice. Não há nada, nada, nesse mundo que vai destruir o que eu sinto aqui dentro — sua mão repousou em seu peito, e o olhar negro brilhava.
Me aninhei ainda mais em seus braços.
– Nunca senti tanto medo — confessei — Saber que você havia sumido, que eu não tinha autorização para uma missão. Amo você, Simon. Mais do que eu achava.
– Amo você também — falou — E quero que leve isso sempre. Você é minha Alice.
Meu coração transbordava a cada palavra. Me sentia completa ao seu lado. A missão inteira, eu sonhava em ouvir isso novamente. Eu ficava mais feliz, e minha segurança se tornava ainda melhor.
Em todo o momento, nunca pensei que teria que entrar em um bar, cheio de bêbados para encontra-lo. Me devia essa. Não aguentava lembrar do que aqueles homens fizeram comigo.
– Lembra daquele exército de soldados, que lutaram com você na floresta? — relembrou, e passou a mão onde havia os machucados — Ares enviou. Quando vi que iam te matar, eu gritei mais do que já estava, pedindo para que parasse com aquilo. Chantageando ele.
– Obrigada — disse — Quero sair daqui. Ir àquele parque, e fazer com que tudo volte ao normal.
– Nós vamos — prometeu — Também não gosto daqui. Mas devo lhe dizer, que te ter aqui, animou o lugar inteiro, começando com aquelas armaduras.
Eu ri, e passei a mão pela algema que prendia sua perna. Meus dedos queimaram, como se eu tivesse colocado no fogo, e tirado rapidamente. Fiz uma careta.
– Acontece isso se se tenta tirar — ele passava suas mãos na minha, tentando amenizar a dor — Não te avisei, desculpe.
Assenti, e fiquei confusa.
– Como vou te tirar daqui então?
– Posso lhe garantir, que apenas algumas palavras fará isso — eu não reconhecia a voz, mas poderia palpitar quem era.
Me virei, e de imediato, senti meu corpo tremer. Simon me abraçou ainda mais.
Ares estava alguns metros longe de nós. Seu sorriso era completamente irônico.
– Que momento lindo o de vocês — caçoou — Poderia ter mostrado à Afrodite. Ela gostaria mais do que eu.
– Por que fez isso com Simon? — perguntei — Qual o motivo de querer ele aqui?
– O garoto foi apenas um passaporte para trazer você aqui, Alice — respondeu — Phobos me disse que perde-lo era seu medo. Apostamos nisso, e eu devo algumas coisas à ele. Preciso da sua força, porque é especial. Não é qualquer meio-sangue.
Havia chegado no meu limite. Não aguentava mais ficar ouvindo que eu era diferente dos outros, mas tudo em forma de indireta. Poderiam pelo menos me dizer o porque disso tudo.
– Me responda — pedi — Por que sou especial?
– Não vou lhe dar a resposta desse jeito — falou — Pergunte à seu pai a próxima vez que o encontrar.
O.k. o assunto estava fora de cogitação. Chegara a hora que eu esperei, desde a hora que colocara meus pés naquele lugar.
– Como posso tirar Simon daqui?
Ares colocou a mão no queixo, como se estivesse tomando uma séria decisão.
– Simples — decidiu — Jure lealdade.
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