Notas iniciais
Ficou pequeno, mas ok né lol

Tudo estava indo muito calmo para o meu gosto. Eu consegui dormir, sem ser atacada. Mas nada colabora.

Um grupo de fúrias surgiu. As cinco me fitavam, até que a maior disse:

– Queríamos apenas um lanche, e olha quem aparece! Alice. A garota que todos querem.

Dei um passo para trás e apertei meu bracelete. A espada apareceu em minhas mãos.

– A semideusa quer brincar um pouco — a da ponta esquerda falou — Só que isso não é para crianças.

Não respondia nada. Tinha que guardar toda a energia possível.

– Ah meninas — a maior voltou a falar — Não vamos deixar ela com vontade, não é mesmo.

Antes que eu pudesse raciocinar qualquer coisa, duas vieram por trás, e graças ao meu maldito cabelo, elas conseguiram me derrubar. Percebi o que queriam, então decidi que não seria tão by Text-Enhance\">fácil.

Rolei para o lado, e me pus de pé. Uma fúria veio voando até mim. Levantei minha espada e parti ela no meio. Sem querer, acabei soltando um grito. Mais de susto com a areia que veio para cima de mim, do que de medo.

– Não se assuste — a outra riu — Avisamos à todos que não seria mole.

Ela e mais outra amiga, vieram juntas. Eu não entendia como eu estava conseguindo ser tão ágil, até que olhei para baixo. Estava na água. Senti meu corpo relaxando, e mais confiante. Quando as fúrias me alcançaram, joguei as duas para o lado. Elas trombaram e caíram. A qualquer momento, poderiam levantar, então joguei minhas espada nelas. Novamente, fiquei confusa. Consegui acerta-las. Aquilo não era mais o efeito da água. Então... o que era?

Olhei para frente, e vi que apenas restava uma. A maior.

– Cadê a sua amiguinha? — provoquei — Seu grupo é extremamente forte, a ponto de não sair vivo de uma brincadeira.

– É que você não é uma meio-sangue qualquer, Alice.

Eu ia protestar, mas ela já me agarrara. Pelos cabelos. Eu estava me irritando profundamente por isso. Queria arranca-lo. Ele estava grudado no meu rosto, e quando a fúria decidiu me jogar do alto, todo esse pensamento desapareceu. Bati em uma árvore, e quando coloquei a mão em minha cabeça, ela foi lavada de sangue. Meu corpo latejava de dor, mas não podia by Text-Enhance\">perder essa luta.

- É o seguinte, querida — ela começou — Se quiser a ajuda do papai, vai ter que pular esse barranco, mas te garanto, que você pode acabar morta com essa tentativa.

Olhei para os lados. Minha espada não estava mais lá. Minha bolsa não estava. O que restara era apenas eu e minha força.

- Vamos! — gritou — Fique de pé e lute. Não é isso que queria?

Obedeci, com raiva, e sentindo que meus ossos haviam virado gelatina. Cambaleei até ela, mas fui jogada para trás, batendo com ainda mais força no chão. Minha cabeça sangrava, e uma raiz entrara em minha perna. Senti aflição, mas consegui tira-la. Um machucado profundo aparecera. Meu rosto estava sujo e minhas roupas rasgadas, e não fazia nem um dia que eu tinha saído do acampamento.

Uma sensação estranha veio em minha cabeça, e imediatamente olhei para o lado. Minha bolsa e a espada estavam jogadas. Um vulto passou por cima de mim, e quando vi, Dock estava lá.

"Não vou te deixar sozinha nessa" ele disse.

Imediatamente, Dock se jogou contra a fúria, que não esperava pelo ataque.

"Vá... Rio..." ele falou com dificuldade.

Peguei minhas coisas, transformei a espada em bracelete, e desci o barranco, o suficiente, para que pudesse me jogar.

A água não me molhava, mas a sensação que me dava, era a melhor. Estava ficando mais limpa, e todo o desespero desapareceu.

Nadei o suficiente, para que me afastasse do local. Saí do rio, e encontrei Dock.

"Como você me acha?" perguntei.

"Nunca saio de perto de você".

"O que aconteceu com a fúria?"

"Escapou. Desculpe por não ter conseguido. Ela pode voltar a qualquer momento." respondeu.

"Desculpe pelo quê?" falei enquanto afagava sua crina "Você me salvou, campeão".

Então me lembrei de algo que estava para fazer algum tempo. Peguei minha espada, e levei ela até minha nuca.

"O que vai fazer?" Dock perguntou assustado.

"Resolver uma parte dos meus problemas."

Por mais que parecesse infantil, fechei os olhos, e antes que perdesse a coragem, passei a espada pelo meu cabelo. Agora, ele estava passando meus ombros, mas já era uma grande diferença.

"A maioria das garotas não conseguiria fazer isso" ele zombou.

Ri levemente, então olhei para o chão. Um monte de cabelos ruivos estava em meus pés.

- Posso ficar um pouco irreconhecível — bem pouco – E agora não terei mais esse problema de todos querendo puxa-lo.

"Se serve de consolo, achei mais bonito desse jeito" Dock falou "Está mais moderno... grande, mas não exageradamente, e com um corte totalmente inovador."

"Talvez seja porque a maioria das pessoas, não cortam com uma espada."

Subi em seu dorso, e voamos. Apenas pararíamos, se fosse necessário.

Notas finais
Deixem a opinião de vocês ^^